Em Espanha, bendita terra, pude reencontrar raízes estruturais, mais até do que genéticas. Ao caminhar pelas ruas de Vigo, Orense, Santiago de Compostela, Madri e Barcelona, durante minha estada em maio, em poucos dias, convivi com minha sensação de estar em casa, comer o que gosto, beber o que aprecio, ouvir o som da língua que me identifico, respirar os ares que me enchem os pulmões de alegria e dormir as noites tranquilas para os melhores amanhaceres. Além disso, meus olhos se deslumbraram sempre com as cores, principalmente o verde da Galícia e o azul do céu de Barcelona, a grandeza da Sagrada Familia, de Gaudí, a história que me fascina em Toledo, com a arte dos museus de Madri, sua Porta de Alcalá, com a beleza medieval das pontes de Orense, com o mistério das paredes da Catedral em Santiago e com os rostos das pessoas apressadas na capital espanhola. Meus sentidos aguçaram-se com o som das canções que me embalaram durante meus poucos dias por lá, e , principalmente, minha cidadania ( que vou pleitear brevemente) me proporcionou a certeza de que sou parte daquele povo, e quero lutar ao seu lado , por dias melhores para todos nós.
Cida Torneros
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