aqui tem música, poesia, reflexões, homenagens, lembranças, imagens, saudades, paixões, palavras,muitas palavras, e entre elas, tem cada um de vocês, junto comigo... Cida Torneros
Maracanã
sábado, 8 de março de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
Blog da Cida Torneros: mulher, mulheres, mundo feminino, novos sonhos, ...
Blog da Cida Torneros: mulher, mulheres, mundo feminino, novos sonhos, ...: O mundo gira. Elas seguem sua caminhada frenética em direção a uma palavrinha simples e quase inalcançável. As mulheres, desde milhares de...
quarta-feira, 5 de março de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
Brincando de hippie na terça-feira de carnaval, por causa da mana Cris!
Cris me ligou de Búzios, já voltaram, ela e Andres, de Buenos Aires e falei do meu desânimo, um cansaço que me acomete e me rendeu um carnaval inteiro sem sair de casa.
A ligação caiu, ficou no ar a vontade de reencontrar a amiga irmã, mas sem data marcada ainda. Precisava cozinhar meu almoço diet.
Enquanto preparava a comidinha leve, atendi outra grande amiga, a Verinha, que também me recomendou dar a volta por cima.
Sou alegre por natureza, sempre fui. Mas reconheço que minha fase ensimesmada está lenta, acrescida de dores musculares, etc, etc. Liguei para a farmácia, há pouco trouxeram os remedios e já os tomei.
Aproveitei e me enchi de bons momentos nas lembranças de uma tarde chuvosa em Búzios, há uns anos, em que eu e Cris nos fantasiamos de espanholas e fizemos sessão de fotos selfies, inesqueciveis, divertidas.
Meu pensamento voou para um velho carnaval, de 1969, em que eu e minha saudosa prima Regina Célia nos caracterizamos de hippies nos bailes de Itajubá.
Revivi, internamente, nossas gargalhadas, aquela alegria de ter 19 anos, os muitos colares, bandanas, o sinal de Paz e Amor fazendo os dedos em V.
Resolvi, buscando roupas, adereços, bijous, maquiagem e coragem, me fantasiar, embora sozinha em casa, para fazer selfies e mandar homenagem às pessoas que ao longo da minha vida sempre me deram e dão instantes de felicidade, aí está o resultado!
Pra vc, querida Cris, com agradecimentos pela amizade e provando que estou escondidinha, mas não me sinto deprimida, viu? Beijão e um feliz final de carnaval!
Cida Torneros
A ligação caiu, ficou no ar a vontade de reencontrar a amiga irmã, mas sem data marcada ainda. Precisava cozinhar meu almoço diet.
Enquanto preparava a comidinha leve, atendi outra grande amiga, a Verinha, que também me recomendou dar a volta por cima.
Sou alegre por natureza, sempre fui. Mas reconheço que minha fase ensimesmada está lenta, acrescida de dores musculares, etc, etc. Liguei para a farmácia, há pouco trouxeram os remedios e já os tomei.
Aproveitei e me enchi de bons momentos nas lembranças de uma tarde chuvosa em Búzios, há uns anos, em que eu e Cris nos fantasiamos de espanholas e fizemos sessão de fotos selfies, inesqueciveis, divertidas.
Meu pensamento voou para um velho carnaval, de 1969, em que eu e minha saudosa prima Regina Célia nos caracterizamos de hippies nos bailes de Itajubá.
Revivi, internamente, nossas gargalhadas, aquela alegria de ter 19 anos, os muitos colares, bandanas, o sinal de Paz e Amor fazendo os dedos em V.
Resolvi, buscando roupas, adereços, bijous, maquiagem e coragem, me fantasiar, embora sozinha em casa, para fazer selfies e mandar homenagem às pessoas que ao longo da minha vida sempre me deram e dão instantes de felicidade, aí está o resultado!
Pra vc, querida Cris, com agradecimentos pela amizade e provando que estou escondidinha, mas não me sinto deprimida, viu? Beijão e um feliz final de carnaval!
Cida Torneros
segunda-feira, 3 de março de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Guerreiras baianas no carnaval
24/02/2009 às 11:36
GUERREIRAS BAIANAS QUE PUXAM A FOLIA CARNAVALESCA, POR CIDA TORNEROS
vide
Sendo carioca de quatro costados, sempre me perguntei, junto com Caymmi, o que é que a Baiana tem?
Mulher baiana tem axé, disso todos sabemos, basta ver e ouvir Betânia, Gal, o ano inteiro, embarcando na sua melodia dos orixás, das deusas, de Iemanjá e Iansã.
Mas a mulherada, no carnaval, dá mesmo é show, de bola ou de talento, quem passa o passe para o golaço de cada uma delas? Os homens que me perdoem, vide o guerreiro Carlinhos Brown, o mano Caetano, o adorado Preto Gil, todos tão grandiosos mas é na festa máxima dos trios elétricos que elas pegaram o cetro ( bastão ou microfone, rs) e não tem pra ninguém. O lugar delas é mesmo no pódium, no alto dos céus comandando os puladeiros, orquestrando os beijos em conjunto, fazendo o coração dos baianos ou turistas, bater com arritmia, loucamente, sob a sua batuta sinuosa.
Ivete é rainha grega ou romana, Claudia canta e dá o leite para o seu filho pequenino, Daniela encanta enquanto brinca com o povo, Margaret tem o sangue africano forte e manda ver, Carla dança, embala, rebola , requebra e até entrevista, a menina não se acalma.
Elas conquistaram um lugar ao sol, com certeza, com garra, galhardia, picardia, beleza e talento de sobra, para fazer do carnaval da Bahia, um carnaval de matriarcado, delirante, ofegante, repleto de brilhos, saiotes, tops, cílios, batons, esmaltes vermelhos, sandálias e botas prateadas, colares, brincos, anéis, cintos iluminados, peles de ninfas, corpos de sereias, cabelos ao vento e olhares brejeiríssimos. É pouco ou quer mais? Suas vozes, ai, ou seus gingados, misturem tudo e temos aí um fenômeno inigualável, elas são as "puxadoras" de samba dos desfiles em Salvador.
No Rio, a tradição é masculina, vide o grande e inesquecível Jamelão, o confiante e risonho Neguinho da Beija Flor, o Paulinho Mocidade, da Imperatriz, e tantos outros machos carnavalescos que com seus vozeirões ressoam na Sapucaí o calor do carnaval carioca, que parece ser puxado mesmo pelos donos do pedaço. Se bem que já temos há muito tempo uma carnavalesca concebendo vitórias como a Rosa Magalhães, da cinquentona Imperatriz, mas ela é quase exceção. O trono é deles, dos reis da passarela, tem o Zeca Pagodinho, o Martinho, o Arlindo, o Dudu Nobre, o bloco dos homens pede passagem e todos respeitam o samba deles. Mangueira tem a incrível Lecy Brandão, dona de tantas letras famosas. Ela brigou por seu espaço na ala dos compositores e faz bonito.
Entretanto, não há como negar, a Bahia se rendeu às mulheres que comandam seu carnaval, aguentam firme tantas horas e dias embalando a fantasia e os sonhos da nossa gente. Palmas pra elas, como diria o velho guerreiro, Chacrinha, que elas merecem! Viva o carnaval feminino que mostra o que a baiana tem, finalmente!
E a baiana Preta Gil tambem marca presenca no Rio, com seu bloco que já faz sucesso com a multidão carioca!
Cida Torneros
Mulher baiana tem axé, disso todos sabemos, basta ver e ouvir Betânia, Gal, o ano inteiro, embarcando na sua melodia dos orixás, das deusas, de Iemanjá e Iansã.
Mas a mulherada, no carnaval, dá mesmo é show, de bola ou de talento, quem passa o passe para o golaço de cada uma delas? Os homens que me perdoem, vide o guerreiro Carlinhos Brown, o mano Caetano, o adorado Preto Gil, todos tão grandiosos mas é na festa máxima dos trios elétricos que elas pegaram o cetro ( bastão ou microfone, rs) e não tem pra ninguém. O lugar delas é mesmo no pódium, no alto dos céus comandando os puladeiros, orquestrando os beijos em conjunto, fazendo o coração dos baianos ou turistas, bater com arritmia, loucamente, sob a sua batuta sinuosa.
Ivete é rainha grega ou romana, Claudia canta e dá o leite para o seu filho pequenino, Daniela encanta enquanto brinca com o povo, Margaret tem o sangue africano forte e manda ver, Carla dança, embala, rebola , requebra e até entrevista, a menina não se acalma.
Elas conquistaram um lugar ao sol, com certeza, com garra, galhardia, picardia, beleza e talento de sobra, para fazer do carnaval da Bahia, um carnaval de matriarcado, delirante, ofegante, repleto de brilhos, saiotes, tops, cílios, batons, esmaltes vermelhos, sandálias e botas prateadas, colares, brincos, anéis, cintos iluminados, peles de ninfas, corpos de sereias, cabelos ao vento e olhares brejeiríssimos. É pouco ou quer mais? Suas vozes, ai, ou seus gingados, misturem tudo e temos aí um fenômeno inigualável, elas são as "puxadoras" de samba dos desfiles em Salvador.
No Rio, a tradição é masculina, vide o grande e inesquecível Jamelão, o confiante e risonho Neguinho da Beija Flor, o Paulinho Mocidade, da Imperatriz, e tantos outros machos carnavalescos que com seus vozeirões ressoam na Sapucaí o calor do carnaval carioca, que parece ser puxado mesmo pelos donos do pedaço. Se bem que já temos há muito tempo uma carnavalesca concebendo vitórias como a Rosa Magalhães, da cinquentona Imperatriz, mas ela é quase exceção. O trono é deles, dos reis da passarela, tem o Zeca Pagodinho, o Martinho, o Arlindo, o Dudu Nobre, o bloco dos homens pede passagem e todos respeitam o samba deles. Mangueira tem a incrível Lecy Brandão, dona de tantas letras famosas. Ela brigou por seu espaço na ala dos compositores e faz bonito.
Entretanto, não há como negar, a Bahia se rendeu às mulheres que comandam seu carnaval, aguentam firme tantas horas e dias embalando a fantasia e os sonhos da nossa gente. Palmas pra elas, como diria o velho guerreiro, Chacrinha, que elas merecem! Viva o carnaval feminino que mostra o que a baiana tem, finalmente!
E a baiana Preta Gil tambem marca presenca no Rio, com seu bloco que já faz sucesso com a multidão carioca!
Cida Torneros
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