Maracanã

Maracanã

sexta-feira, 10 de abril de 2009

As transformações começam conosco


As Transformações Começam Conosco

de Monja Coen

Há um antigo ditado japonês: "Se houver relacionamento, faço; se não houver relacionamento, saio".
Um Mestre Zen, no final do século passado, fez a seguinte alteração:
"Havendo relacionamento, faço; não havendo, crio relacionamento".
Essa mudança de paradigma é extremamente importante. Devemos também lembrar que criar um relacionamento não significa, necessariamente, obter resultados imediatos, embora muitas vezes estes ocorram.
Novos relacionamentos em padrões antigos perdem seu significado. Precisamos criar relacionamentos a partir de novas maneiras de nos relacionar, de ver o mundo, de ser, de interser. Essa nova maneira pode, inclusive, recarregar de energia positiva antigos relacionamentos.
Para descobrirmos novas maneiras precisamos, primeiramente desenvolver a capacidade de perceber como estão nossos relacionamentos atuais.
Observe e considere meticulosamente a si mesmo. Perceba como está se relacionando em casa, na rua, no trabalho, no lazer. Perceba como respira, como anda, como toca nos objetos, como usa sua voz, como são seus gestos e como são seus pensamentos e os não pensamentos. Esse observar não deve ser limitante, constrangedor, confinador. Apenas observe. Como você se relaciona com o meio ambiente, biodiversidade, reciclagem, justiça social, melhor qualidade de vida, guerras, violência, terror, paz, harmonia, respeito, garantia dos Direitos Humanos? Como você e o seu logos se relacionam entre si e em relação aos projetos de sucesso, de lucro, de desenvolvimento e progresso de sua organização?
Como está se relacionando com o mais íntimo de si mesmo, com a essência da Vida, com o Sagrado?
Será que é capaz de ver, ouvir, sentir e perceber a rede de inter relacionamentos de que é feita a vida? Percebe e leva em consideração, na tomada de decisões, a interdependência?
Tanto individualmente, como no coletivo, nossa participação e compreensão como estão? Será que estamos conscientemente vivendo nossas vidas e direcionando nossos pensamentos, ações e palavras para o sentido de mudança que queremos e sonhamos?
Mahatma Gandhi disse: "Temos de ser a transformação que queremos no mundo".
Geralmente pensamos no mundo como alguma coisa distante e separada de nós, mas nós somos a vida do universo em constante movimento. Podemos até dizer que o mundo somos nós. Nossa vida forma o mundo, é o mundo, não apenas está no mundo. Inclui todas as formas de vida e seus derivados e nos inclui neste instante, instante após instante. Há um monge chinês do século VII, Gensha Shibi , que dizia : "O Universo é uma jóia arredondada. Somos a vida desse universo em constante transformação. Nada vem de fora, nada sai para fora".
De momento a momento tudo está mudando, nós fazemos parte dessa mudança e podemos escolher, discernir qual o caminho que queremos dar a esse constante transformar. É por isso que digo que a transformação começa em nós. Na verdade vai além de apenas começar. É em nós. Nossa capacidade humana de inteligência e compreensão nos permite fazer escolhas. E o que estamos escolhendo?
Outra frase de Mahatma Gandhi:
"Quando uma pessoa dá um passo em direção à Paz, toda a humanidade avança um passo em direção à Paz"
A minha decisão, a sua decisão pode transformar ou influenciar a direção da mudança.
Há um sutra budista que descreve o mundo como uma rede de inter relacionamentos. Como se fosse uma imensa teia de raios luminosos e em cada intersecção uma jóia capaz de receber essa luz e emitir raios em todas as direções. Qualquer pequena mudança afeta o todo. Cada ser que se transforme em um ser de paz, de harmonia, de ternura, carinho e respeito pela vida em todas as suas formas estará sendo uma mudança viva e influenciando tudo e todos.
Qual o primeiro passo? Conhecer a si mesmo. Conhecer nossos mecanismos.
O que nos afeta, nos incomoda? O que nos alegra? O que nos irrita? Como transformar a raiva em compaixão? Como transformar o desafio em competição leal, justa, empreendedora, enriquecedora? Sem nos preocuparmos com os créditos, se formos capazes de fazer o bem, não fazer o mal, fazer o bem aos outros estaremos transformando nossos lares, nossas amizades, nosso ambiente de trabalho, nossas organizações, nossas cidades, estados, países, nações, mundo... e a nós mesmos...no florescimento da Cultura da Paz.
"Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo que existe. Transcender corpo e mente seu e dos outros. Nenhum traço de iluminação permanece e a Iluminação é colocada à disposição de todos os seres." (Mestre Zen Eihei Dogen - 1200-1253)
É importantíssimo que iniciemos este "estudar a si mesmo", já. Cada um de nós que perceber seu próprio mecanismo ficará em controle desse mecanismo e não mais à mercê de seus sentimentos e emoções, desejos e frustrações, puxado, empurrado, espremido e puxando, empurrando, espremendo - envenenados pela ganância, raiva e ignorância.
Imagine um mundo aonde podemos brilhar uns para os outros, sem ódios, mas com carinhoso respeito e terna compreensão. Percebendo nossas diferenças, aceitando a diversidade da vida e juntando nossas capacidades tanto intelectuais como físicas na construção desse verdadeiro Céu, Paraíso, Terra Pura, Shambala de que falam as religiões, todas elas.
Cabe a nós, a cada um de nós criar esse relacionamento de carinho com a vida, de ternura com todos os seres, de compreensão, de sabedoria e compaixão para percebermos o Caminho Iluminado e o Nirvana permeando toda a existência.
Isso é dar vida à nossa própria vida.
* * *

Modugno...al di la

Al di la

Al di la

Quando o amor demora...


Quando o amor demora...

Quando o amor demora a chegar, a gente pensa que o seu tempo passou. Aí, é melhor nem sonhar com ele, fazer de conta que não faz falta e que os dias podem ser tranqüilos sem a presença do seu fogo. Não olhar os namorados é uma atitude prudente, desviar os olhos para os beijos explícitos que infestam de felicidade as praças e os jardins. Nos restaurantes, ignorar os olhares trocados entre os casais de pombinhos arrulhantes, para não morrer de inveja.

Questão de se auto-definir como pessoa madura que superou essa fase de busca pelo par.Tudo mentira, no fundo. Como não desejar que outra mão segure a nossa em atitude de carinho e reverência? O calor de um abraço e o sussurro de uma voz no ouvido da gente a dizer "eu te amo", nada substitui esse momento porque pode ser raro, antigo, mas é aquele instante de certeza de estar vivo e trocar a própria vida com alguém.

Quando o amor demora, a gente precisa saber reconhecer que ele vem sempre. Faz parte do movimento das marés, da rotação do planeta, do ciclo de vida das espécies, por isso se perpetua e nos pega de surpresa de repente. Talvez o tempo dele não seja o nosso, na verdade.Amor tem seu tempo de chegar e de invadir corações que se julgavam abandonados.

O mais importante é preparar-se para abrir a porta e deixá-lo entrar, oferecer-lhe espaço para que se acomode em nossa alma, fazendo-a resplandecer. Aí, sair por aí, beijando na bôca, bem abraçadinho com quem nos faz mais feliz, e dar as mãos caminhando em direção ao horizonte.

Quando o amor, finalmente, chega, é hora de exibi-lo em nome da alegria de viver!!!
aparecida torneros

Moon River

Muito acima e além do mundo...al di la...

O Sepulcro esquecido de Jesus

O Sepulcro Esquecido de Jesus
O Sepulcro Esquecido de Jesus

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Um certo Galileu...

Amar como Jesus amou...

Eu tenho alguém alguém por mim

Coelhinho da Páscoa


Dos simbolos da páscoa o mais famoso é o Coelhinho da Páscoa, claro que por conta dos Ovos de chocolate.
A tradição do Coelhinho da Páscoa como significado da pascoa foi trazida para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e o início do século XVIII.

O coelho simboliza o nascimento e a nova vida no Antigo Egito. Os povos da Antigüidade consideravam o coelho como o símbolo da Lua, o que faz a cres que é possível que ele tenha se tornado símbolo da Pascoa devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

coelhinho da pascoa
Como os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução e a Páscoa marca a ressurreição, vida nova, tanto para as religiões dos judeus quanto para os cristãos.
Uma versão que pode ser considerada lenda de que uma mulher pobre coloriu alguns ovos de galinha e os escondeu, para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram os ovos, um coelho passou correndo. Espalhou-se, então, a história de que o coelho é que havia trazido os ovos.

Ovo de Páscoa
Se você é uma pessoa curiosa, certamente já se perguntou a origem do ovo de Páscoa e qual seria sua relação com o coelho.
Finalmente o Zoa Bonito vai revelar a questão que assola a humanidade há centenas de anos.


A natureza é uma coisa incrível, não?

Em algumas culturas o coelho é símbolo de fertilidade, enquanto o ovo de uma vida nova, assim a igreja católica escolheu a dupla como símbolos da Páscoa.


Letra música Coelhinho da Páscoa
Música na Escola Primária, MEC, 1962

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim ?
Um ovo, dois ovos, três ovos assim !
Um ovo, dois ovos, três ovos assim !

Coelhinho da Páscoa, que cor eles têm ?
Azul, amarelo e vermelho também !
Azul, amarelo e vermelho também !

Coelhinho da Páscoa, com quem vais dançar?
Com esta menina que sabe cantar !
Com esta menina que sabe cantar !

(Para terminar, juntar a quadra seguinte
que dá motivo a desenvolver-se a dança.)

Coelhinho maroto, porque vais fugir?
Em todas as casas eu tenho que ir !
Em todas as casas eu tenho que ir !
(extraído do blog zoabonito)

Happy Easter!!!



Brasilidade...


Brasilidade: é só resolver

Seu moço, releve
aquilo que deve
ao povo, ao jagunço,
à mulher rendeira,
à moça rampeira
da beira da estrada.

Na escola da várzea
tem bandeira hasteada
com pompa descalça
e mala sem alça
matando esperança
de tanta criança.

Meu Rei, comandante,
cavaleiro andante,
do Oiapoc ao Chuí,
a quem mais pedir?
um pouco de graça,
de menos furdunço,
no meio da praça?

Na comunidade
o comando que manda
com fuzil e escopeta
é o bonde da droga
em cada cidade
de tanta maldade
violência, mutreta...

Seu moço, coragem,
que o tempo só passa
e tem muito a fazer...
Não pára, não foge,
e nem dá pra perder
o ritmo da luta, é só rsolver...

Tem brasileiro nascendo
precisando da gente,
tem muita semente
para germinar e crescer,
tem que ter, só vendo,
muita esperança e acerto,
sabe, meu companheiro, a razão
de não poder desistir?

É que por maior que seja o aperto,
você sabe e eu também, amigão,
que qualquer que seja o erro,
se houver mesmo força e decisão,
é sempre possível achar o conserto...

Cida Torneros
setembro de 2005

Segurança ambiental, todos somos responsáveis



Segurança ambiental, todos somos responsáveis

Segurança ambiental, já se pode chamar assim...
“todos somos responsáveis, ou por ignorância, ou omissão”
Aparecida Torneros

Nos últimos anos, envolvi-me, por caminhos profissionais, com a realidade que é a consciência ambiental, ou melhor, a falta dela, que campeia, ainda, infelizmente, por informações desencontradas, ou pela cultura viciada em termos de limitação geográfica, que separa estados e municípios, oficialmente, ainda longe de incorporar a verdade das regiões hidrográficas.

Sim, a lei federal número 9.433, que estabelece a Política Nacional de Recursos Hídricos, de 1997, é um dos melhores instrumentos, se for cumprido, para coibir erros que comprometam a segurança ambiental dos cidadãos, e ainda, é a base legal idealizada para prevenir acidentes do tipo que ocorreu, por duas vezes, no Rio Pomba, afetando os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A lei da Natureza, que é soberana, faz com que os corpos dágua corram em direção aos oceanos, por caminhos serpenteados, atravessando espaços ou os criando em curso avassalador, que há que ser respeitado, uma vez que o homem habita suas margens, constrói ali suas cidades.

Todo cidadão precisa ser alertado dos perigos de não respeitar as faixas marginais de proteção que são previstas no Código Florestal justamente para que no período de chuvas e cheias dos rios, não se repita o quadro triste das inundações e populações desabrigadas.

Entretanto, um componente de ordem superior, com a implantação das indústrias de mineração, hidrelétricas de grande porte, fábricas desativadas que legam resíduos ameaçadores, usinas nucleares, e tantos outros exemplos que a modernidade propicia, constantemente, ameaça a vida do homem comum, com seu passivo ambiental, imenso e irreversível, provocando a impotência aparente da sociedade civil que se depara com a pequenez humana diante da natureza aviltada.

Cabe aos gestores e legisladores tomarem para si a responsabilidade de alertar as populações sobre os riscos quando os loteamentos crescem irregularmente nas cidades e periferias. É questão de sensibilidade ou seria de cumprimento do seu papel de defensores da vida humana com qualidade? Não basta que estas populações sejam vistas como potenciais eleitores mas, sim, como seres crédulos nos homens que se posicionam no comando de ações e desenvolvimento de leis.

Só uma consciência ambiental sólida fará com que todos respeitem seus limites de atuação , sejam empresas, poder público e sociedade civil, para que as comunidades dos estados que ocupam as mesmas bacias hidrográficas revejam suas relações e, através dos comitês de bacia e planos de bacia, previstos na lei, possam agir, em caráter permanente de prevenção e cuidado.

Para que deixem de ser repetidos e corriqueiros fatos lastimáveis como os do rio Pomba, como o do rio dos Sinos , no Rio Grande do Sul, como a herança maldita da Ingá Mercantil , em Itaguaí, no Estado do Rio, como tantos outros casos semelhantes, permitindo que esses fantasmas possam ser gerenciados com o critério técnico- científico devido, muito menos do que com os interesses político- econômicos muitas vezes insensatos.

Muito se tem avançado nesta proposta, mas ainda há muito a fazer no
Brasil. É necessário difundir mais a lei e seus desdobramentos, sensibilizando todos na busca de um consenso para a segurança ambiental, já se pode chamar assim, uma vez que um desastre ambiental ou ecológico pode ser evitado, e todos somos responsáveis ou por ignorância, ou omissão, ou por opção de prioridades mal definidas.

Não podemos continuar insensíveis ao escolhemos cuidar ou dos nossos próprios municípios, ou estados, ou "umbigos" , sem pensar na participação imprescindível de todos, na luta pelo precioso bem comum, este sim, um tesouro inalienável, da vida em sociedade.

Aparecida Torneros é jornalista,
atualmente trabalha na EMOP (Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro), é ex-assessora de imprensa da SERLA, Superintendência de Rios e Lagoas do RJ

Candelabro Italiano ( Rome adventure)

Obama vira herói de história em quadrinhos


Obama vira herói e enfrenta vilões nos quadrinhos
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da Efe, em Los Angeles

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se tornará uma espécie de Conan, o Bárbaro, na nova série de histórias em quadrinhos na qual enfrentará vilões como Boosh the Dim (algo como Bush, o Turvo), em alusão ao ex-presidente George W. Bush (2001-2008), ou Red Sarah, que se assemelha à ex-candidata republicana à Vice-presidência Sarah Palin.

A imprensa americana informou que a série será lançada em junho que vem pela editora Devil's Due, com sede em Chicago, e o primeiro número se chamará "Barack the Barbarian: Quest for the Treasure of Stimuli" (algo como "Barack, o Bárbaro: Caçada pelo Tesouro do Estímulo") e a missão do herói será buscar a reativação econômica dos Estados Unidos.

Reprodução

Imagem do primeiro número dos quadrinhos que tem Obama como herói de tipo bárbaro
A editora introduz a história desta forma: "De uma terra distante surge um herói poderoso. O filho de camponeses de dois reinos distintos, aquele conhecido apenas como Barack protege o povo da Terra da Esperança a todo custo". Além disso, a empresa explica que seu destino é "salvar a grande República da América e destronar os déspotas com salários exagerados".

Obama aparece nas tirinhas musculoso e com pouca roupa: usa apenas botas de pele, uma tanga, um colar tribal e um enorme machado. Red Sarah aparece com menos roupa ainda, de biquíni, luvas, botas e uma capa de pele, além dos característicos coque e óculos de Palin.

Outros personagens que aparecerão nas tirinhas serão Cha-nee the Grim (em alusão ao ex-vice-presidente Dick Cheney), Sorceress Hilaria (a secretária de Estado, Hillary Clinton) e o semi-deus Biil (Bill Clinton, ex-presidente e marido de Hillary).

O autor da história em quadrinhos é Larry Hama, encarregado de outras tirinhas famosas, como as de G.I. Joe ou Wolverine, e, de acordo com a editora, pretende levar "a sátira política a um novo patamar". Os leitores poderão escolher entre duas capas, com a imagem de Barack ou a de Red Sarah, para o primeiro número.

O segundo capítulo ocorrerá em uma realidade alternativa e, nela, Obama será mudo. O mundo que o cerca estará em ruínas após uma invasão alienígena, e a população sofre o inverno mais rigoroso em um século. Esse episódio ficará a cargo de Mark Powers e terá como título "Drafted: 100 Days".

Cena do filme D. Juan de Marco, com Marlon Brando

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Tony, que vive na França, me enviou: Benvinda à Europa!!!

Seminário Médico/Mídia, uma honra apresentá-lo pela quarta vez!!!


Seminário Médico/Mídia, uma honra apresentá-lo pela quarta vez!!!


Seminário Médico/Mídia, uma honra apresentá-lo pela quarta vez!!!
INSCRIÇÕES GRATUITAS PARA O IV SEMINÁRIO NACIONAL MÉDICO/MÍDIA DA FENAM


Rio de Janeiro - Estão abertas as inscrições para o IV Seminário Nacional Médico/Mídia. O evento, organizado pela Secretaria de Comunicação da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), acontece nos dias 16 e 17 de abril, das 9h às 18 horas, no Windsor Plaza Copacabana, no Rio de Janeiro, e contará com a participação de renomados profissionais da área médica e da grande imprensa, bem como políticos e especialistas na área de tecnologia da informação. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo portal www.fenam.org.br ou pelo telefone (21) 2240-6739, das 13h às 18 horas, de segunda a sexta-feira, na Cordenadoria de Comunicação, com a jornalista Denise Teixeira.

Entre os palestrantes estão o deputado Arlindo Chinaglia, que falará sobre o poder e a mídia, Marcos Cavalcanti, doutor em Informática pela Université de Paris, professor da Universidade Federal do Rio e diretor de tecnologia da FAPERJ, e repórteres e editores de emissoras de TV e jornal como Mariana Gross, Sérgio Costa, Eleida de Góis e Pâmela Oliveira. O evento será encerrado com o show do jornalista Maurício Menezes, que há 18 anos apresenta o espetáculo "Plantão de Notícias" em teatros de todo o Brasil.

Em sua quarta edição, o Seminário Nacional Médico/Mídia tem como objetivo colaborar com os profissionais de saúde no que se refere ao seu relacionamento com a mídia e também simplificar o trabalho da imprensa, ajudando os jornalistas a entenderem melhor o setor.

Além de palestras com temas como a mídia e as novas tecnologias, a mídia como prestadora de serviços, como dar uma boa entrevista transmitindo a informação objetiva e eficiente, direito de resposta e qual a visão do médico sobre a mídia, também serão incluídos simulação de entrevistas e relatos de experiências, entre outras atividades.

Direcionado a profissionais e estudantes das áreas de jornalismo, medicina e tecnologia da informação, gestores do setor de saúde e público em geral, o programa do evento prevê a interação permanente entre os participantes, com trocas de idéias livremente expostas.

Abaixo, a programação

IV Seminário Nacional Médico/Mídia
Data: 16 e 17 de abril de 2009
Local: Hotel Windsor Plaza Copacabana
Avenida Princesa Isabel, 263, Copacabana, Rio de Janeiro

Dia 16/04 – quinta-feira

9h - Abertura

9h30min - A mídia como prestadora de serviços
Palestrante: Pâmela Oliveira, jornalista, repórter da editoria de saúde do jornal O Dia

10h45min - Qual a visão do médico sobre a mídia
Palestrante: Dr. Paulo de Argollo Mendes, presidente da FENAM e do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul

12h30min às 14h – Intervalo

14h – Direito de resposta ou retratação – quando e como usar?
Palestrantes: Dr. Cid Carvalhaes, médico, advogado, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo e diretor da FENAM, e Mônica Salomão, jornalista, assessora de imprensa do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais

15h30min – coffee break

16h - "Como dar uma boa entrevista, transmitindo a informação objetiva e eficiente, e virar fonte?"
Palestrante: Mariana Gross, jornalista, repórter da TV Globo

Dia 17/04 – sexta-feira

9h - A geração de pautas - o que é uma pauta, o que pode ou não se transformar em notícia"
Palestrantes: Eleida de Góis, jornalista, editora-chefe da TV Bandeirantes, e Sérgio Costa, repórter e apresentador de telejornal da TV Bandeirantes.

10h45min - As experiências de assessorias de imprensa de sindicatos médicos em pautas de grande repercussão na mídia - fatores positivos e negativos e os médicos como fonte de informação
Palestrantes: Chico Carlos, jornalista, assessor de comunicação do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, e Patrícia Comunello, assessora de comunicação do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul

12h30min às 14h – Intervalo

14h - A mídia e as novas tecnologias. Para onde caminhamos?
Palestrante: Marcos Cavalcanti, doutor em Informática pela Université de Paris, professor da Universidade Federal do Rio (UFRJ), diretor de tecnologia da Fundação de Amparo a Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), editor da Revista Inteligência Empresarial

15h30min – coffee break

16h - O poder e a mídia
Palestrante: deputado federal Arlindo Chinaglia

17h - Show com o jornalista Maurício Menezes, que há 18 anos apresenta o espetáculo "Plantão de Notícias" em teatros e eventos em todo o país.

Apresentadora e mediadora do IV Seminário Nacional de Integração Médico/Mídia: Aparecida Torneros - jornalista, escritora, mestre de cerimônias, professora universitária e assessora de imprensa

Informações:
Denise Teixeira – jornalista
Coordenadora de Comunicação da FENAM
(21) 2240-6739 e 9291-8886
denisegui9@hotmail.com
www.fenam.org.br

Breakfast at Tiffany's - The Final Scene

Audrey Hepburn canta Henry Mancini: Moon River

Breakfast at Tiffany's - "Bonequinha de Luxo",




Breakfast at Tiffany's (Bonequinha de Luxo)



Breakfast at Tiffany's - "Bonequinha de Luxo", é um dos melhores filmes de todos os tempos e com uma interpretação divina de Audrey e sua Holly Golightly (nenhuma outra atriz teria interpretado melhor). Assistir a esse filme é imergir em um mágico universo de glamour, chicismo e encanto.

Na época de seu lançamento, em 1961, "Bonequinha de Luxo" detonou uma histeria de estilo sem precedentes. Todos queriam ser como Hepburn e sua Holly Golightly; seus clones pipocavam.

Os figurinos do estilista Francês Hubert Givenchy para Hepburn a cercavam dando uma aura de feminilidade e refinamento. Assim a influência de "Bonequinha de Luxo" invadiu não apenas os guarda-roupas das mulheres, mas também determinou novos padrões da imagem feminina. Holly-Hepburn é jovial, fresca, alegre, magra, liberada.

São imagens inesquecíveis as entradas de Holly no prédio, suas visitas a Sing, Sing, suas festas barulhentas e seus passeios por NY em meio a frases espirituosas. Nunca houve uma mulher como Holly. Nem mesmo Hepburn.

Bonequinha de Luxo é o filme mais inatual que existe. E ele é também o exato inverso disso.

Esse paradoxo vem em parte do tempo. O filme de 1961, diz respeito a Holly, garota que faz uma trajetória tradicional no início dos anos 60. Sai do interior, vem a Nova York, adquire uma casca de sofisticação. Ela adora os diamantes da Tiffany's, mas não tem dinheiro. Ela quer casar com um ricaço.
"Bonequinha" é uma relíquia.

...Ainda hoje é possível ver muita Holly por aí, batendo ponto à porta das joalherias, mas, talvez, com algo a mais por trás da casca glamourosa.( texto extraído de um site)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Viva España! Hoje, aniversário da minha abuela Carmen!



Ela veio para o Brasil em 1910, tinha 16 anos e veio sozinha...
Aqui se casou com o portugues Antonio Silva.
Tiveram 8 filhos, sendo o meu pai , Ulysses, o mais velho.
Fui sua primeira neta, e convivi com ela até os meus 21 anos.
Ensinou-me muito sobre a vida e sobre a Espanha.
Saudades eternas dos seus sorrisos e maneiras de ser...com ela aprendi a tomar o vinho direto no gargalo da garrafa...
Em maio, vou em Verin, na sua aldeia Razela, na província de Orense.
Estou feliz e ansiosa!
Viva a Carmencita que declamou para mim, tantas vezes, em gallego e em español...
Versos que estão presentes ainda hoje na minha memória, felizmente.
Na foto, no dia do casamento, Carmen e Antonio, no Rio de Janeiro, dos anos 20!
Cida Torneros

Une vie d'amour - Mireille Mathieu & C. Aznavour



Mireille y Charles
nunca os vi cantarem juntos, pessoalmente
mas tive as chances de os assistir em separado...
ela, nos anos 80, no Teatro Municipal do Rio, num das entregas dos prêmios de música oferecidos pela Air France. em traje de gala, meu vestido longo era azul, piscina, lindo, bordado com strass...fui sozinha, com o convite na mão, imersa em sonhos de uma noite de canções francesas...a pequena Mireille crescia tanto no palco, com sua voz de veludo e seu olhar de quase infanta...eu me senti nas nuvens, literalmente, nunca vou me esquecer dos seus trinados de ave rara, vestido de cor escura, acompanhada por orquestra e coro, assistida por um público inebriado com suas interpretações...
muitos anos depois, em 2008, finalmente, vi Aznavour, também no Rio, no auditório da Vivo, que fica no espaço do museu de Arte Moderna. outro prêmio que a vida me deu...
ele, já com 84 anos, me fez chorar de emoção, e nem tenho vergonha de contar...
agora, ao vê-los juntos, neste video do yutube, encho-me de alegria, de amor e de emoção , de novo...viva essa gente de voz maravilhosa e alma de pássaros cantores...
Cida Torneros

POEMA DE ANIVERSÁRIO

POEMA DE ANIVERSÁRIO
cida torneros

SE CONTA OS ANOS, SE PÕE NA CONTA
O ENCANTO, O PRANTO, ESSE ESQUECE...
SE CONTA OS DANOS, SE A VIDA MONTA
EM CIMA DE TI, UM QUEBRA-CABEÇAS,
NO TEU DIA, QUANDO RENASCES,
LEMBRA DAS TARDES ESPESSAS,
AQUELAS DAS OUTRAS FACES,
QUE PUDESTE VIVER E GOZAR...

OS ANOS PASSAM, REPETIDOS,
O QUE CONTA É MESMO O BEM-ESTAR,
O BEM-QUERER, O BEM-AMAR,
A FESTA É ALEGRIA, APAGA A DOR,
SE EMFRENTA OS PROBLEMAS, O AMOR
ESSE É QUE CONTA, NO FIM DAS CONTAS...

SE CONTA AS VEZES EM QUE TENTASTE
SER FELIZ POR SER, POR ACREDITAR
QUE O MUNDO VALE O DESGASTE
NOS MELHORES MOMENTOS DE CONTAR...

CONTA DE TRÁS PRA FRENTE, NASCE DE NOVO,
NO COLO DA MÃE-NATUREZA, NO CORPO PLENO,
AJEITA AS JUNTAS, AQUIETA O CORAÇÃO,
ABRAÇA CADA AMIGO, BEIJA CADA FÊMEA,
AFAGA CADA EGO, ACARICIA CADA MÃO
QUE A TI FOR ESTENDIDA, COMO UM POLVO...

CONTA COM TODOS, TODOS SÃO PARTE DE TI,
TODOS TE OFERECEM O QUE PODEM, PERDOA
MESMO OS QUE TE MAGOARAM, TE FAZEM CRESCER,
SÃO CONTABILIDADE DE PERDAS, DEIXAM SALDOS
A PAGAR, A COBRAR, A FUNDO PERDIDO, A VENCER...

CONTA, SE PODES, OS LUCROS, OS PLUS, CADA SOMA,
CONTA, SIM, CONTA OS DIAS, AS NOITES, AS LUAS,
CONTA CADA CANÇÃO DE NINAR QUE EM TI AINDA SOA
A VOZ MELODIOSA DA MÃE AMADA, CONTA A LOUCURA DAS RUAS,
CONTA OS BEIJOS AMIGOS DAS IRMÃS, O CARINHO DO PAI,
CONTA OS OLHARES PEDINTES DOS FILHOS, O CALOR DA MULHER,
CONTA OS DESEJOS DAS AMANTES ESPORÁDICAS, SOMA AS SUAS
POSSIBILIDADES DE APROVEITAR CADA INSTANTE, E VAI...

SE PODES IR EM FRENTE, CONTA COM TUA FORÇA INTERIOR,
CONTA COMIGO, COM ELA, COM ELES, COM TODOS, FAZ MISTER
NO TEU CAMINHO DURO, DE ULTRAPASSAR O DESAMOR,
E CONQUISTA O MUNDO... TU SABES QUE NO FUNDO
SERÁS SEMPRE UM SER DE LUZ, DO CRIADOR,
A CLAREAR COM TEU SORRISO, ESPÍRITOS NECESSITADOS
DA TUA COMPREENSÃO, DO TEU PERDÃO, DO TEU AMOR...

SE CONTA OS ANOS, PÕE NA CONTA
O TEU MAIOR TESOURO, E O ESCONDAS DA PIRATARIA,
O GUARDES EM BAÚ TRANCADO, POIS UM DIA,
TRANSBORDANTE, ALCANÇARÁS O CÉU, E DE SOBRA,
ENTENDERÁS PORQUE A VIDA É CURTA,
O SENTIDO DELA, MISTÉRIO PROFUNDO,
E SE ELA DIARIAMENTE NOS COBRA O QUE NOS DEU,
UMA DECISÃO DIFÍCIL, É PORQUE EM CADA CONTA,
HÁ QUE JUNTAR OS RESTOS, CATAR OS CACOS,
REFAZER A TRILHA, BUSCAR NOVOS PARCEIROS,
DESFAZER CONTRATOS, CADUCAR RESENTIMENTOS,
PROMOVER AUMENTOS, PAGAR OS JUROS, FOMENTOS...

SE CONTA OS ANOS, AMIGO(A), CONTA A FAVOR..
CONTA PENSANDO EM REPOR, EM GANHOS, CADA FLOR
QUE OFERECESTE A ALGUÉM QUE NUNCA AS RECEBEU...

Mercedes Sosa - Pablo Milanés - Años

Eternamente Iolanda...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Torneró...o par perfeito

O par perfeito...

Quando você tornar a me abraçar
eu reaprenderei a viver e renascerei como um bebê,
vou respirar profundamente o ar que vem com o seu canto,
tornarei a sorrir com a alma e a sentir com o coração..
Tornar-me sua razão de ser, eis minha profecia, meu objetivo...
Tornemo-nos unha e carne, sentido e pensamento, realidade e sonho...
Como um tornado, iremos rodando nossas alegrias juntinhos pelos ares...
E nos tornaremos a união de dois sendo apenas um que se torna o par perfeito...

F.COMME FEMME - ADAMO (TRADUÇÃO)

domingo, 5 de abril de 2009

Seminário Médico/Mídia, uma honra apresentá-lo pela quarta vez!!!



Seminário Médico/Mídia, uma honra apresentá-lo pela quarta vez!!!
INSCRIÇÕES GRATUITAS PARA O IV SEMINÁRIO NACIONAL MÉDICO/MÍDIA DA FENAM


Rio de Janeiro - Estão abertas as inscrições para o IV Seminário Nacional Médico/Mídia. O evento, organizado pela Secretaria de Comunicação da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), acontece nos dias 16 e 17 de abril, das 9h às 18 horas, no Windsor Plaza Copacabana, no Rio de Janeiro, e contará com a participação de renomados profissionais da área médica e da grande imprensa, bem como políticos e especialistas na área de tecnologia da informação. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo portal www.fenam.org.br ou pelo telefone (21) 2240-6739, das 13h às 18 horas, de segunda a sexta-feira, na Cordenadoria de Comunicação, com a jornalista Denise Teixeira.

Entre os palestrantes estão o deputado Arlindo Chinaglia, que falará sobre o poder e a mídia, Marcos Cavalcanti, doutor em Informática pela Université de Paris, professor da Universidade Federal do Rio e diretor de tecnologia da FAPERJ, e repórteres e editores de emissoras de TV e jornal como Mariana Gross, Sérgio Costa, Eleida de Góis e Pâmela Oliveira. O evento será encerrado com o show do jornalista Maurício Menezes, que há 18 anos apresenta o espetáculo "Plantão de Notícias" em teatros de todo o Brasil.

Em sua quarta edição, o Seminário Nacional Médico/Mídia tem como objetivo colaborar com os profissionais de saúde no que se refere ao seu relacionamento com a mídia e também simplificar o trabalho da imprensa, ajudando os jornalistas a entenderem melhor o setor.

Além de palestras com temas como a mídia e as novas tecnologias, a mídia como prestadora de serviços, como dar uma boa entrevista transmitindo a informação objetiva e eficiente, direito de resposta e qual a visão do médico sobre a mídia, também serão incluídos simulação de entrevistas e relatos de experiências, entre outras atividades.

Direcionado a profissionais e estudantes das áreas de jornalismo, medicina e tecnologia da informação, gestores do setor de saúde e público em geral, o programa do evento prevê a interação permanente entre os participantes, com trocas de idéias livremente expostas.

Abaixo, a programação

IV Seminário Nacional Médico/Mídia
Data: 16 e 17 de abril de 2009
Local: Hotel Windsor Plaza Copacabana
Avenida Princesa Isabel, 263, Copacabana, Rio de Janeiro

Dia 16/04 – quinta-feira

9h - Abertura

9h30min - A mídia como prestadora de serviços
Palestrante: Pâmela Oliveira, jornalista, repórter da editoria de saúde do jornal O Dia

10h45min - Qual a visão do médico sobre a mídia
Palestrante: Dr. Paulo de Argollo Mendes, presidente da FENAM e do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul

12h30min às 14h – Intervalo

14h – Direito de resposta ou retratação – quando e como usar?
Palestrantes: Dr. Cid Carvalhaes, médico, advogado, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo e diretor da FENAM, e Mônica Salomão, jornalista, assessora de imprensa do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais

15h30min – coffee break

16h - "Como dar uma boa entrevista, transmitindo a informação objetiva e eficiente, e virar fonte?"
Palestrante: Mariana Gross, jornalista, repórter da TV Globo

Dia 17/04 – sexta-feira

9h - A geração de pautas - o que é uma pauta, o que pode ou não se transformar em notícia"
Palestrantes: Eleida de Góis, jornalista, editora-chefe da TV Bandeirantes, e Sérgio Costa, repórter e apresentador de telejornal da TV Bandeirantes.

10h45min - As experiências de assessorias de imprensa de sindicatos médicos em pautas de grande repercussão na mídia - fatores positivos e negativos e os médicos como fonte de informação
Palestrantes: Chico Carlos, jornalista, assessor de comunicação do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, e Patrícia Comunello, assessora de comunicação do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul

12h30min às 14h – Intervalo

14h - A mídia e as novas tecnologias. Para onde caminhamos?
Palestrante: Marcos Cavalcanti, doutor em Informática pela Université de Paris, professor da Universidade Federal do Rio (UFRJ), diretor de tecnologia da Fundação de Amparo a Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), editor da Revista Inteligência Empresarial

15h30min – coffee break

16h - O poder e a mídia
Palestrante: deputado federal Arlindo Chinaglia

17h - Show com o jornalista Maurício Menezes, que há 18 anos apresenta o espetáculo "Plantão de Notícias" em teatros e eventos em todo o país.

Apresentadora e mediadora do IV Seminário Nacional de Integração Médico/Mídia: Aparecida Torneros - jornalista, escritora, mestre de cerimônias, professora universitária e assessora de imprensa

Informações:
Denise Teixeira – jornalista
Coordenadora de Comunicação da FENAM
(21) 2240-6739 e 9291-8886
denisegui9@hotmail.com
www.fenam.org.br

Andrea Bocelli - Besame Mucho (2006)




Recorded at Lake Las Vegas Resort.
"Under The Desert Sky" (2006)
Guitarist -Ramon Stagnaro (Peru), Pianist - David Foster

LYRICS:
(Consuelo Velazquez)

Bésame, bésame mucho
Como si fuera esta noche
La última vez

Bésame, bésame mucho
Que tengo miedo a perderte
Perderte después

Bésame, bésame mucho
Como si fuera esta noche
La última vez

Bésame, bésame mucho
Que tengo miedo a perderte
Perderte después

Quiero tenerte muy cerca
Mirarme en tus ojos
Verte junto a mi
Piensa que tal ves mañana
Yo ya estaré lejos
Muy lejos de ti

Bésame, bésame mucho
Como si fuera esta noche
La última vez

Bésame, bésame mucho
Que tengo miedo a perderte
Perderte después

Bésame, bésame mucho
Que tengo miedo a perderte
Perderte después

Que tengo miedo a perderte
Perderte después


ENGLISH TRANSLATION:
Kiss Me A Lot

Kiss me, kiss me a lot,
As if tonight was
the last time.

Kiss me, kiss me a lot,
Because I fear to lose you,
To lose you again.

Kiss me, kiss me a lot,
As if tonight was
the last time.

Kiss me, kiss me a lot,
Because I fear to lose you,
To lose you again.

I want to have you very close
To see myself in your eyes,
To see you next to me,
Think that perhaps tomorrow
I already will be far,
very far from you.

Kiss me, kiss me a lot,
As if tonight was
the last time.

Kiss me, kiss me a lot,
Because I fear to lose you,
To lose you again.

Kiss me, kiss me a lot,
Because I fear to lose you,
To lose you again.

Because I fear to lose you,
Categoria: Música
Palavras-chave:
Andrea Bocelli Besame Mucho

Nunca se chega a Paris a primeira vez..


" Nunca Se Chega a Paris a Primeira Vez "
“Ton souvenir em moi luit comme um ostensoir!”
(Baudelaire)



Como homem e como poeta vou carregando um pequeno drama: conheci Paris muito cedo, com dezoito anos, e receio revê-la tarde demais. Há idade para se conhecer Paris, como há idade, por exemplo, para se beber. Muito jovens, não bebemos: apenas nos embriagamos; muito velhos, o fígado, “esse infame policial”, nos mantém temerosos, e já não podemos escalar os muros ao redor, ou tentar fugas ao encontro da vida e do snho.
Na verdade, não conheci Paris; olhei-a apenas nos olhos. E, como é natural, a Paris que encontrei foi a do Folies Bergère, do Maison dês Nudistes, do velho Moulin Rouge, dos bares alegres, dos cafés mundanos se espraiando pelas
largas calçadas dos boulevards.
Era uma mocidade em férias, um adolescente poeta brasileiro que fora a Portugal numa caravana de estudantes, e que, depois, se perdera pela Europa enquanto os seus colegas voltavam ao Brasil.
Lembro-me daquela noite em que saltei na Gare du Nord, vindo do Havre. De maleta em punho, antes de ir para o hotel, eu só pensava numa coisa: ver a Torre Eiffel. Queria me convencer de que aquilo era Paris, que não estava sonhando. E só quando descortinei do alto do Trocadero, no Champs de Mars, a sobra do seu vulto sobre o fundo iluminado da noite parisiense, me dei por satisfeito.
Mas operou-se, então, em mim, uma repentina transformação, A ânsia da expectativa, do encantamento, transmudou-se numa tranqüila emoção de reconhecimento. De repente, percebi que nunca se chega a Paris pela primeira vez. Eu já tinha estado ali, certamente - quando, não sabia, - e aquelas ruas, aqueles monumentos, aquela paisagem, tudo me era familiar. Não conseguia olhar com olhos de inédito, nem experimentar a emoção do forasteiro diante de um lugar desconhecido. E a impressão iria confirmar-se depois, com mais vagar, enquanto sobrevoava Paris, seus boulevards, seus teatros, cabarés e lugares pitorescos. Era como se estivesse retornando a uma cidade de onde partira na infância, talvez. Estava revendo Paris.
De repente, retocava a paisagem esbatida com nova presença. Eu já passara antes por aqueles vendedores de livros e gravuras, com seus mostruários debruçados sobre o Sena; aquela pesada Notre Dame, povoada de história e de lendas, com seus nichos de pedra e seus apóstolos, com seu pequeno jardim e seus pombos, me parecia tão reconhecida como a igrejinha de S. Sebastião, se pudesse revê-la, nas barrancas do rio Acre; aquelas ruas do Quartier Latin, pululando de estudantes, e Montmartre, e Pigale, com seus cabarés, seus bares e cafés literários, eram um mundo que vinha à tona de regiões imponderáveis.

Poderia cruzar em Montmartre por La Goulue ou por Jane Avril, vindas do Can-Can, ou das pinturas de Toulouse Lautrec; encontrar no Quartier Latin os estudantes pobres e as costureiras românticas de La Bohème...

Ninguém chega a Paris pela primeira vez. É impossível. Todos nós nascemos, vivemos, amamos, morremos em Paris em infinitas encarnações. Nélson Rodrigues diria que o abominável Homem das Neves, o mais branco zulu africano, ou o mais frígido esquimó da Groelândia morreu de amores por Paris sem saber. Como o mar, como o céu, como o sol, Paris está em toda parte: não é apenas uma referencia geográfica, ou mais uma cidade. Amá-la não desnacionaliza, antes, amplia o nosso amor até os limites do universal. O mais ferrenho patriota, ao lado do Hino Nacional de sua terra, entoa, no coração, a sua Marselhesa. Paris está em nosso sangue, no nosso espírito, na infância, na adolescência, em todas as idades. É História, nos livros escolares - Joana dÁrc, Maria Antonieta, Napoleão,- romance e ficção, em Júlio Verne, Alexandre Dumas, Victor Hugo.
Literariamente, moramos em Paris. Clássicos, românticos, parnasianos, simbolistas, foram vizinhos e companheiros de seus mestres: Ronsard, Musset, Verlaine, Baudelaire. Somos, por isso, o Petit Trianon.
É como se o salão de Nodier abrisse suas janelas, não para a rua Sully e a ilha de Louvier, mas para a Rua do Ouvidor, ou para a Glória... E já que o curso destas considerações me levou aos Nodier, lembro-me daquela que foi a namorada de três poetas, a musa do romantismo francês, e a quem foram dedicadas as mais belas poesias de amor: Marie Nodier.
Uma dessas poesias, um soneto, escreveu-o um poeta menor, então quase desconhecido, Félix Arvers, no mesmo álbum em que figuram originais autografados de Musset, Victor Hugo, Vigny, Lamartine, Saint-Beuve. A França vivia seu apogeu romântico.
A melhor homenagem a Paris -a cidade luz dos turistas - a capital do amor e da poesia, para os amantes e poetas de todo mundo, será fechar esta página com o mais célebre soneto de amor de todas as literaturas. Traduzi-o, ainda agora, para a coletânea “Os mais belos sonetos que o Amor inspirou”, volume III:

SONETO DE ARVERS

Na alma tenho um segredo e na vida um mistério
um grande e eterno amor, num momento irrompido;
é um mal sem esperança, e assim, profundo e sério,
aquela que o causou nem sabe que é nascido.
Azar! Passo a seu lado, em vão, despercebido,
portanto, sempre só, sem nenhum refrigério,
e hei de chegar ao fim, à campa, ao cemitério,
nada ousando pedir ou tendo recebido.

E ela que o céu criou boa e terna, hei de ver
seu caminho a seguir, e a ouvir, sem entender,
o murmúrio de amor que a seus pés se erguerá;

a um austero dever, piedosa, se desvela,
e dirá quando ler meus versos cheios dela:
- “Que mulher será essa?”... e não compreenderá.



( Crônicas de JG de Araujo Jorge extraído do livro
" No Mundo da Poesia " Edição do Autor -1969 )


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Adamo

Three Tenors singing "Sous Le Ciel de Paris"

Sous le Ciel de Paris - Yves Montand - Edith Piaf

Paris, toujours Paris!

PARIS-C'EST SI BON



Agora, que vou pela primeira vez a Paris, creio que irei conferir o que sempre ouvi dizer: que Paris é mágica... Sua magia me pega em cheio, faz-me imaginar a sensação da velha e sábia Europa a me impregnar de idéias de liberdade, igualdade e fraternidade.

Chegarei a Paris, de trem, como num antigo filme romântico, procedente de Barcelona, amanhecerei na primavera parisiense, com o coração ansioso pelo seu clima de arte e vida plena. Os cinco ou seis dias que terei para ficar na capital francesa, certamente serão poucos, mas me darão a chance de sentir seu perfume e olhar sua grandiosidade. Quero mesmo é me apaixonar por Paris, deixar-me dominar por sua atração definitiva preenchendo de sonhos os meus sentidos de amor.

Certamente que as emoções irão confundir-me, e é necessário e será bem vindo o torpor que me invadirá a alma, enquanto vou absorver sua energia feiticeira, de cidade-luz e cidade da paixão.

Em maio, Paris me fará festa!! E eu lhe renderei homenagens, caminhando por suas ruas e praças, sentando em algum café de beira de rua, para observar seu povo e seus turistas, contanto que me deixe envolver por sua sensibilidade histórica.

Paris me dará de presente seus votos de felizes 60 anos, que vou completar em setembro. Madura e resolvida, vou ver Paris, para que ela me veja também em cada reflexo luminoso dos vidros das suas milhares de janelas...
Cida Torneros

À Paris_Yves Montand à l´Olympia

sábado, 4 de abril de 2009

SAMPA

Meu alter-ego paulistano com muito calor num dia de agosto!







Meu alter-ego paulistano com muito calor num dia de agosto!

Que o clima mudou no mundo, disso ninguém tem dúvida, mas, para uma carioca que se acostumou nos últimos 30 anos ir a São Paulo e sentir frio em agosto, eis que me vi no meio de um veranico tórrido e seco, em pleno pretenso e escondido inverno paulistano.

O sol brilhou intenso no dia 21 de agosto de 2008, quando acordei, com minhas amigas Zazá e Sol (ange), no hotel Braston, e, ao abrimos a janela, vimos o milagre: o painel do Portinari, intacto, lindo , magestoso, preservado do incêncio ocorrido no teatro Cultura Artística.

Pensei comigo, enquanto fotografava, algum mistério fez com que tudo virasse cinzas, lá atrás, entretanto, conservando a arte do muralista intacta, magestosa, edificante e brasileira, na paulicéia desvairada e trabalhadora, amante da cultura e força motriz de um Brasil que vai pra frente, depois de incêncios ou chororôs.

Daí que o calor nos invadiu a alma. Saímos em busca da gare da Luz, estação reformada orgulho que senti ao vê-la tão linda, recuperada, lembrando-me dos tempos em que chegava no Trem de Prata nas manhãs friorentas, para ganhar as ruas do centro da capital e correr atrás do ouro da profissão, por inúmeras vezes.

Em seguida, a visita ao museu da língua portuguesa, minha nossa, o piano onde tocou Chiquinha Gonzaga, a emoção de lembrar toda a história da última flor do Lácio , inculta e bela, a língua que é a nossa Pátria, a unidade nacional mais forte e calorosa, capaz de nos identificar em poesia, letra de música, enredo de escola de samba, literatura, coro de torcida e grito de carnaval.

O dia era corrido, o calor intenso, enfim a Pinacoteca, ai, que sensação maravilhosa, caminhar entre tanta pintura e escultura fabulosa, respirar arte em dose cavalar, vontade de abraçar o povo paulistano que me proporciona essa emoção.

Mas, foi à noite, na Bienal do Livro, que estreei como autora, com o livro A mulher necessária, compilação de artigos e crônicas, muito mais um ajuntamento de palavrinhas modestas para organizar meu referencial de escrita jornalística e/ou pessoal.

Bem, o calor permaneceu, fomos encontrar a Dal, almoçamos na tarde que avançava no La Table e Co. , na Bela Cintra, em clima mediterrâneo, comida deliciosa, lugar de jardim para aquietar o frenesi do verão fora de hora que assolou a capital.

Enquanto degustava o saboroso prato, lembrei meu primeiro dia em sampa, em 1969, na praça da República , com a turma da faculdade, vinda do Rio para ver a Bienal de Arte, no Ibirapuera. A ida à feira dos hippyes que infestavam a praça, uma alegria desmedida de juventude transbordante. São Paulo entrou-me então, pelas veias, como vício que iria cultivar pela vida afora. Depois, tantas visitas, trabalhos, moradas, estadias prolongadas e passadas rápidas, numa alternância namoradeira com essa cidade provocadora.

Não há como esconder que a mudança de clima contribui para me aproximar mais da paulicéia que me fez sentir um calor quase carioca, em pleno agosto. Entretanto, o que mistura mesmo meu ego a esse lugar de boa comida e cultura mix preservada, é realmente a sua gente, também um mix de migração constante, onde fiz e faço amigos e amigas com frequência e esses sim, infestam-me de festa, calor humamo, alegria de viver e admiração por sua luta e garra.

Aparecida Torneros

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Os refugiados do amor...


Os refugiados do amor...

Um bando de refugiados formou-se nos últimos tempos, buscando emigrar dos seus próprios sentimentos. É bem verdade que tiveram ajuda humanitária do modo de vida consumista, um anestesiante de ação efetiva, que os afasta da realidade, dando-lhes uma plena sensação de satisfação extemporânea, um estado de “nem quero mais pensar nisso que me aflige” ou aquela pitada de desfaçatez própria do cinismo aparente. Os refugiados do amor, em constantes arroubos justificativos para o seu comportamento, apregoam aos quatro ventos que não estão nem aí para suas histórias afetivas profundas e seguem vivendo pequenos enredos sem laços mais fortes. Preferem provar dos amores descartáveis, os tais encontros de “ficantes”, sem vínculos comprobatórios, do tipo “não haverá amanhã”, que, segundo eles, os deixam à vontade, descompromissados, livres para voar, no seu dia-a-dia, ou melhor nas suas noites após noites.

Nada sabem esses fugitivos do amadurecimento que paira sob os olhares antigos de gente que cultiva um grande e sólido amor. Sequer conseguem redimensionar a felicidade de um beijo repetido cujo gosto varia de sabor, por décadas, entre pessoas que aprendem a incorporar seus parceiros como se fossem ares para sua respiração e que não se vêem no mundo sem as presenças de figuras que os complementam. Casais assim, poderiam ser chamados de “os encontrantes”, cada vez mais rareados, mais escassos no sistema produtivo capitalista, pois não os junta nem a conta bancária, tampouco a ambição pelos bens de um ou de outro. O que os une é a alegria do aconchego, a paz do lado-a-lado, o sono acompanhado, as mãozinhas dadas, os olhares para a mesma direção do arco-íris que ilumina seu caminho comum.

Quanto aos refugiados do amor, sua legião cresce com as novas gerações, especializaram-se em sobreviver de encontros superficiais, casamentos-relâmpagos, viagens rápidas pelas paixões esquecíveis, e, o que é pior, desconstruíram em si mesmos o dom de iludir, sim, o melhor dos dons, o da ilusão a dois.

Sem o sonho do dia seguinte, sem a magia do futuro feliz, sem o nirvana do amor eterno,
lá se vão os peregrinos do mundo moderno, de aeroportos em aeroportos, trocando de aeronaves, voando sobre suas próprias cabeças, certos do incerto, convencidos do exercício do supérfluo, anotando em suas agendas eletrônicas os nomes que logo serão deletados, num troca-troca alucinante, confusão de bocas, olhos, cheiros, quiçá de gostos misturados.

Em algum lugar do universo, encontrarão, quem saberá, o refúgio para um exílio seguro depois de tanta fuga. E aí, será que o amor volta? Será que seus corações reaquecidos poderão renascer em paixões que os arrefeçam? Melhor imaginar que suas almas serão sábias para conduzi-los ao lugar onde a fuga cesse, o abrigo do maior amor os acolha e a eternidade os faça acordar um dentro do outro, juntos, fiéis, e para sempre. Sem mais fugirem de si mesmos!

Aparecida Torneros

O pensamento de um Homem


O pensamento de um Homem
( este poema, feito em 2004, foi uma resposta brincalhona a uma canção de autoria de um amigo, que falava sobre o pensamento de uma mulher, galhofando com batons, etc. etc...)


Cada mulher que tentar entender
o que pensa um homem,
vai mesmo é se perder
com tanta pergunta sem resposta.
Porque, se a paixão bate, eles somem?
Em que tipo de mulher, um macho aposta?
Que sabor, nas mulheres, eles comem?
Será a ternura, o tesão ou o mistério?
Em papo feminino, o vampiro é disputado,
como jóia rara, o domado lobisomem...
Cada fêmea sabe que é assunto sério
dominar o bicho, amarrar o lobo bobo amado...
Eles pensam com os hormônios,
usam muito pouco, no amor, os seus neurônios,
vão no impulso do gol. no calor da partida,
parecem grandes torcedores nessa vida!
Caçadores, querem abater suas presas,
com viagra, armam suas tochas acesas
e partem para o ataque querendo ser vencedores!
É a turma da esquina, do futebol, clube ou pagode!
Como vai se entender um deles, como se pode?
Colecionam parceiras em vez de amores,
cada um deles é mesmo um menino queridinho,
pensando que nos enrola , pobrezinho.
São eles a nossa fofoca mais divertida!
Toda mulher esperta leva seu homem no bico e no sapatinho!
Ele não sabe, mas, se bobear, nessa vida,
homem que é homem, é teleguiado, um bonequinho,
que a gente domina, evidentemente, no carinho!
Aparecida Torneros

quinta-feira, 2 de abril de 2009

As cores de abril

AS CORES DE ABRIL

As cores de abril
os ares de anil
o mundo se abriu em flor
e pássaros mil
nas flores de abril
voando e fazendo amor
O canto gentil
de quem bem te viu
num pranto desolador
não chora me ouviu
que as cores de abril
não querem saber de dor
Olha quanta beleza
tudo é pura visão
e a Natureza
transforma a vida em canção
Sou eu o poeta que diz
vai e canta meu irmão
ser feliz é viver
morto de paixão

VINÍCIUS DE MORAES / TOQUINHO

Obama diz que Lula é o político mais popular da Terra!

Obama diz que Lula é "o político mais popular da Terra"

Presidente dos Estados Unidos elogia Lula em rodinha de líderes antes de reunião do G20: 'Esse é o cara!'.

Obama diz que Lula é 'o político mais popular da Terra'
Obama diz que Lula é 'o político mais popular da Terra'

Os filhos das "mães" : Lula e Obama




A brincadeira feita pelo presidente americano Barak Obama, nos instantes que precederam a abertura dos trabalhos da reunião do G20, na Inglaterra, quando ele apontou o presidente brasileiro Lula da Silva dizendo: - "esse é o cara, o político mais popular do mundo!", na verdade, deixa transparecer que os interesses mundiais se voltam para um gigante que acorda e põe de sobre aviso todos que ouvem seus barulhos espreguiçando-se no horizonte da Terra.

Tanto o gigante chamado Brasil, em cujo berço explêndido, deitam-se riquezas naturais ainda inexploradas, como o outro gigante que tenta se recuperar da violenta crise existencial por que passa o seu way of life capitalista,os Estados Unidos da América, ambos, ostentam em suas histórias as eleições presidenciais de figuras carismáticas, que ascenderam aos postos máximos das duas maiores democracias do continente, trazendo um passado pessoal que os liga a figuras maternas fortes e decisivas em suas trajetórias.

Dona Lindu, a pernambucana que fugiu da seca num pau de arara sozinha com seus oito filhos e morreu em 1980, sem ver Luiz Inácio botar a faixa de presidente do Brasil, constantemente reverenciade pelo filho presidente, agora é personagem de filme, interpretada pela atriz brasileira Gloria Pirez.

O jornalista belga, Christian Dutilleux, autor de uma briografia de Lula, foi atraído por esta história fascinante, e pesquisou profundamente as origens do presidente brasileiro, indo ao sertão, ao lugar do seu nascimento. Grande parte da biografia escrita por Dutilleux se concentra em Dona Lindu, espécie de «mãe coragem» forte e digna. «Lula considera sua mãe como um modelo, na mesma proporção que considera o pai, Aristides, um anti-modelo», observa Dutilleux. Seu pai, tirânico, bígamo e no fim da vida alcoólatra, foi praticamente ausente de sua vida, desde o nascimento.

Vejamos Obama, sua formação junto à mãe e aos avós maternos, em contraponto à ausência praticamente total do pai nigeriano, que ele viu poucas vezes na vida e em quem faz questão de não se espelhar. Sua referência masculina divulgada é mundialmente conhecida através de uma foto em que aparece com o pai da sua mãe, numa praia, num abraço feliz entre um carinhoso avô branco e um neto mestiço, alheios à segregação racial da época, demonstrando que seu caminho de glória deve ter começado ali, nas praias do Hawai,quando sua mãe também corajosa, o entregara aos cuidados de pessoas fortes emocioalmente que o iniciaram na vida.

A avó materna, que Obama chamava afetivamente de "Toot" - termo originado de "tutu", a palavra havaiana para avó - foi frequentemente mencionada por ele durante sua campanha.

Conta-se que a mãe de Obama também deu-lhe muitos exemplos de dignidade e solidariedade por ter sido ela própria uma defensora e ativista de causas humanitárias às quais se dedicou viajando por muitos países em trabalho abnegado, com isenção de preconceitos, com altivez de comportamentos.

“Eu creio que se eu soubesse que a minha mãe não iria sobreviver à doença, eu escreveria um livro diferente – menos meditação sobre o pai ausente, mais celebração da mãe que era a única coisa constante em minha vida”, escreveu no prefácio de suas memórias, “Sonhos De Meu Pai”.

E acrescentou “Eu sei que ela era a mais gentil, o espírito mais generoso que já conheci e o que existe de melhor em mim eu devo a ela”. Para essa Ann, mulher estranha para os valores dominantes, delicada e rebelde, na campanha eleitoral Obama chamava de a sua "mãe solteira".

Assim, quando os dois chefes de governo, brincam, e Obama, que é na verdade o mais popular político vivo da Terra, confere o segundo lugar no ranking dessa corrida de popularidade ao seu colega brasileiro, percebe-se que eles tem um ponto em comum extremamente catalizador: suas mães deram-lhes a passagem necessária para a auto-confiança e a busca de realização de ideais em defesa do que acreditam e do que podem construir em seus caminhos.

Se buscássemos Freud, quem sabe o pensador da psicanálise não os classificaria como figuras edipianas sólidas, homens cuja liderança e masculinidade se dá de forma mais feminina, mais aconchegante, sorridente, conciliadora e amiga. Características herdadas das figuras maternas inegavelmente mais presentes em suas vidas do que as dos seus pais biológicos, ausentes, fracos, esmaecidos e até esquecidos.

Para Lula e Obama, esposas presentes e atentas, D. Marisa e Michele, refletindo suas culturas e costumes.

Com Lula e Obama, a condução de um processo árduo de costurar crise e interesses vários, buscando liderar G8 e G20, encontrar atalhos possíveis, criar expectativas positivas em torno do comércio internacional, e dar de comer a filhos desconhecidos que habitam o mundo moderno em busca de verdadeiras "mães" de gravata e paletó, que os dois começam a encarnar nestes novos tempos em que é preciso dar colo aos que lamentam e castigo aos que exorbitam, atitudes de genitoras atentas, ou de pais presentes. Talvez seja este o lugar dos dois homens políticos mais populares do mundo: paternidade consciente!
Aparecida Torneros

POETAS DE LISBOA

O JOGO DO JOÃO

(este poema homenageia o poeta português João Videira)
JOÃO JOGA O JOGO DA VIDA,
ATIRA O DARDO NO CORAÇÃO DA POESIA
ACERTA O ALVO, FURA NO MEIO DO NOSSO MEDO,
BEM NO MEIO DA GRANDE INTERROGAÇÃO...

JOÃO, ESSE JOGADOR DA PALAVRA INTENSA
GANHA O JOGO, QUANDO PERDE O RUMO...

O POETA APONTA O PONTO DE MUTAÇÃO
AQUELE LUGAR ONDE SE MUDA O TEMPO
PASSADO É FUTURO, PRESENTE É ETERNIDADE...

O POEMA, QUE O JOÃO JOGA, NOS VENCE,
PARA SEMPRE...

Maria Aparecida Torneros

Modugno...la distancia es como el viento

la distancia es como el viento..

Domenico Modugno in Concerto

Lula e a Rainha da Inglaterra



Na reunião que acontece na Inglaterra entre os chefes de governo dos países que compõem o G20, uma foto marcou solene e oficialmente o encontro deste 2009.
Nela, é possível observar o presidente brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva, ao lado da Rainha da Inglaterra, em meio aos seus companheiros de comando internacional de tantas nações.
O G20 é composto por África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia e a União Européia. Juntos, estes países representam cerca de 85% da economia mundial. O grupo foi formado após a crise asiática, em 1999, e já se reuniu em novembro do ano passado para discutir a crise financeira internacional.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

SE ME ENAMORA EL ALMA

pensativa...



tiro o sorriso do meio da cara
penso no mundo, sério e alucinante
dentro de mim, um torvelinho
fora, a tempestade ruge, a vida não pára...

tiro do caminho cada pedra rara
pois as pedras comuns, eu as pulo, ultrapasso,
sob meus pés, um lodo denso que vou sobrevoando...

tiro da passagem do tempo cada lição revigorante
em cada abraço recebido, um ninho, faço,
semeio ovos de saudade e eternas lembranças,
que vão germinar algum dia, não sei quando,
no meio do sorriso de algum rosto futurista...

tiro tantas conclusões e dou voltas ao redor de mim,
porque ainda sou muito menina para entender o amor e o fim.
Cida Torneros
Rio, 29 de março de 2009

Frank Sinatra - I've got you under my skin



Frank Sinatra em uma sensacional interpretação de:

I'VE GOT YOU UNDER MY SKIN (Eu tenho Você sob minha pele)


Eu tenho Você dentro de mim.

Eu tenho Você no fundo de meu coração,

tão fundo que,

Você realmente é uma parte de mim.

Eu tenho Você dentro de mim.



Eu tentei tanto não me entregar.

Eu disse para mim mesmo,

que este caso nunca

seguiria muito bem mas,

por que eu deveria tentar resistir se querida,

eu sei muito bem que eu tenho Você dentro de mim.

Eu sacrificaria qualquer coisa

pelo poder de

ter Você perto de mim,

apesar da voz que me alerta,

durante a noite,

e repete e repete em meu ouvido:

Você não sabe pequeno tolo,

que nunca a poderá ter,

use sua mente,

acorde para a realidade.



Mas, cada vez que eu o faço,

só pensar em Você,

já me me faz parar,

antes de começar,

porque eu tenho Você dentro de mim.



Eu sacrificaria qualquer coisa,

pelo poder de

ter Você perto de mim,

apesar da voz que me adverte,

durante a noite,

e repete aos gritos em meu ouvido:

Você não sabe pequeno tolo,

que nunca a poderá ter,

por que não usa sua mente,

acorde para a realidade.



Bem, cada vez que o faço,

só pensar em Você já me faz parar,

antes de começar,

porque eu tenho Você dentro de mim,

sim, eu tenho Você dentro de mim.

Mercedes Sosa e Milton Nascimento - Volver a los 17

Mercedes Sosa: Gracias a la Vida!!!

Mercedes Sosa


Mercedes Sosa (Tucumán, 9 de julho de 1935) é uma cantora argentina de grande apelo popular na América Latina. Alcunhada La Negra pelos longos e lisos cabelos negros.

Descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, quando foi-lhe oferecido um contrato de dois meses. Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco Canciones con Fundamento, com um perfil de folk argentino. Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas. Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.

Sosa interpreta um vasto repertório, gravando canções de vários estilos. Atua freqüentemente com muitos músicos argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, e outros latino-americanos como Milton Nascimento, Fagner e Silvio Rodríguez.

É também uma conhecida ativista política de esquerda, foi peronista na juventude. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora da figura de Carlos Menem e apoiou a eleição do atual presidente Néstor Kirchner. A preocupação sócio-política refletiu-se no repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da Nueva Cancion, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rechaço ao alegado imperialismo norte-americano, ao consumismo e à desigualdade social.
Editado por Tchuly em Out 23 2007, 20h55

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercedes_Sosa

Alencar, mais vivo do que nunca, no programa Roda Viva


Alencar, mais vivo do que nunca, no programa Roda Viva


O mineiro José Alencar foi entrevistado no programa da TV Cultura, o Roda Viva, apresentando-se, mais uma vez, como um homem sensato, à frente do Governo Brasileiro, um Presidente em exercício, ocupando o posto, enquanto Lula participava de Fórum Internacional.

O grupo de jornalistas era do mais alto time, preparado para questioná-lo de cabo a rabo e se viu diante de um mestre da sabedoria e placidez. Lá estavam :Rui Nogueira, chefe de redação da sucursal do jornal O Estado de S. Paulo; Ricardo Noblat, colunista de política do jornal O Globo e titular do Blog do Noblat, Augusto Nunes, colunista do site da revista Veja; e Denise Rothenburg, colunista de política do jornal Correio Braziliense.

Em muitos momentos, suas respostas tiveram teor mais filosófico do que político, como por exemplo ao ser inquirido, porque participara da festa de aniversário do ex-ministro José Dirceu. Alencar foi exímio ao discorrer sobre a desconfiança mineira, sobre sua origem de homem do vale, cercado de montanhas misteriosas, onde, por trás delas, nunca se sabe o que acontece. Explicou de um jeito tão doce e convincente que os entrevistadores sorriram ao ouvir dele que não condenaria a priori ninguém, e que não está contra qualquer investigação, mas nunca iria se afastar de um amigo.

Em torno de si, com a célebre e conhecida voz pausada, formou-se uma certa aura de admiração e respeito, capaz de dar ao programa, usualmente palco de discussões acaloradas, sob a condução passiva e atenta do profissional Heródoto Barbeiro, a feição de que ali se encontrava um dos remanescentes da lucidez empresarial brasileira, costurando história recente da República e esbanjando experiência.

Não bastasse sua vida pessoal, alvo recente dos noticiários, por sua luta contra o câncer e a coragem explicitada em muitas outras entrevistas onde ele sempre declarou a humildade do seu trajeto diante do imponderável. Isso lhe valeu uma crescente admiração do povo brasileiro que lotou de mensagens suas caixas postais, e o encheu de orações e votos de recuperação quando da última cirurgia a que se submeteu, em São Paulo.

Alencar conquistou o direito de passar a ser um membro da família brasilleira comum, e no dia a dia, já pode ser visto como um velho cacique da tribo, um conselheiro respeitado, e assim foi , na távola redonda que formata o tradicional programa Roda Viva.

Ninguém duvidou que no meio daquela roda estava um equilibrado e audacioso homem do nosso tempo, atrevido a ponto de não defender a campanha, que segundo ele próprio, ainda não começou, da ministra Dilma à presidência. Falou de tudo um pouco, lúcido e prudente, como recomenda o manual das boas maneiras da mineirice oficial.

Também, quando o debate ferveu em torno das críticas ao Senado Federal, ele, como um ex Senador, foi enfático sobre a necessidade da reforma administrativa para aquela casa legislativa, lembrou que há um convênio assinado com a Fundação Getulio Vargas, com essa finalidade, mas foi "brando" e "amigo", como o classificou o jornalista pernambucano Ricardo Noblat.

Na verdade, o tempo todo, pode-se observar que o José Alencar presente aos estúdios, saía-se bem em cada fase da entrevista, na medida em que não se furtava a responder, mas enfatizava que o seu temperamento é assim mesmo, calmo e comedido, talvez bem menos belicoso do que desejariam seus afoitos entrevistadores.

Arrancou-lhes sorrisos e proporcionou-lhes calmaria em meio a cada prenúncio de tempestade. Sua postura ou performance fazia lembrar antigos estadistas que diante da gravidade dos temas, conseguiam versar o lado apaziguador ou vencedor de cada tema, sem perder a linha, sem chafurdar em qualquer lama, mantendo-se à certa altura, com palavras bem escolhidas e olhares sábios.

Assim, naquela roda que se fez mais viva do que nunca, um político que é vice, que é o chefe da nação, se o dever o chama, demonstrou encarnar-se como um ponto de referência importante no comando do Brasil, sem ser um mero acompanhante da história, mas sim, um interlocutor da saga brasileira, atento ao espaço que dispõe no cenário nacional.

Alencar levou "no bico", como diriam os mais velhos, o tal staff inteligente de perguntadores ávidos por declarações bombásticas. Saiu-se com destreza e propriedade, deu a volta na roda e na vida, e esteve mais vivo do que nunca, na noite do tele jornalismo do dia 30 de março de 2009.
Aparecida Torneros RJ
jornalista