aqui tem música, poesia, reflexões, homenagens, lembranças, imagens, saudades, paixões, palavras,muitas palavras, e entre elas, tem cada um de vocês, junto comigo... Cida Torneros
Maracanã
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
O recado do Luiz Fernando...pura emoção...



Ele me enviou um recado logo depois do evento... o título que deu ao email foi "EMOÇÃO"
Ele e a Aziza ( que ele cita mas não estava lá) foram meus alunos no Curso de Comunicação Social da Universidade Gama Filho há longo tempo atrás..rs.. No coração, viraram mesmo sobrinhos queridos, e o nosso abraço foi tudo de bom...como foi delicioso reencontrar vc, Luiz Fernando! E continua espirituoso e elegante, né?beijos da Tia Cida...rs
Tia Cida, foi emocionante revê-la "inda" agorinha... Vc não mudou nada... Lembro agora, que a Aziza, havia sim falado ter tê-la visto no Palácio Guanabara e o quanto estava bem... Obrigado pelo livro... Adorei e vou devorá-lo... Gostei muito, tb, de ter ouvido suas histórias e de como vc ficou vulnerável ao entrar na Light e lembrar de seu pai... Que tempos vertiginosos esses que vivemos... Nem parece que temos família... Individualismo e solidão são palavras de ordem... Ah! Vc fica muito bem de amarelo... Cor que não me cai bem, me empalidece... Os brincos que Denise te deu são muito bonitos... Topázio "fake"... Brincadeirinha...
Beijos e sucesso sempre
Beijos e sucesso sempre
Luiz Fernando
O evento em Niterói, debaixo de muita chuva...
Apesar da tempestade que caiu sobre o Grande Rio, justamente na hora do evento, as poucas pessoas que estiveram presentes no lançamento do livro "A Mulher Necessária", em Niterói, no Matita Café, fizeram a diferença. Amigos e amigas dando força à autora, e a alegria que a gente sente quando pessoas juntas em torno de nós formam a tal egrégora do bem.
Pois foi assim. D. Sueli e suas filhas, uma delas a coleguinha Ghirlayne, atenta dona do lugar, recepcionando com carinho e nos oferecendo sua hospitalidade.
Cristina Ruas, como sempre, risonha e grande profissional, companheira da área da saúde, no INCA, compartilhando nossas histórias de tantas décadas na comunicação social, assim como as queridíssimas Denise Teixeira, da FENAM e Rosana Melo, do Jornal Tribuna de Niterói.
A chegada da Verinha Dolorico, amigona que mora em Piratininga, que foi buscar o autógrafo para a filha Verônica que eu adoro, esposa do Marcelo e mãe do Marcelinho, família que me hospedou uma vez na sua casa em Itu em Sampa, e de quem guardo as mais gostosas recordações. Aliás, estou com saudades dela que acaba de se mudar para o Rio, na Urca.
E a grande surpresa da noite: receber o abraço do Luiz Fernando, ex aluno meu da Universidade Gama Filho, jornalista que conserva a elegância de um lorde, e de um afeto que me comove com aqueles seus olhos de Frank Sinatra, de um azul de céu de brigadeiro.
Obrigada a todos e a "Mulher Necessária" vai conquistando leitores por aí desejando que seus textos lhes sejam leves, agradáveis e reflexivos.


quarta-feira, 1 de outubro de 2008
O livro "A Mulher Necessária" lançado em várias cidades brasileiras




Depois de ter sido lançado em agosto na Bienal do Livro em São Paulo, o livro "A Mulher Necessária", da jornalista Maria Aparecida Torneros, teve tarde-noite de autógrafos no Rio de Janeiro, em setembro, na Arlequim, do Paço Imperial e agora, no dia primeiro de outubro , é apresentado no Matita Café, em Niterói, em Santa Rosa.
Também, já estão marcados os lançamentos em Salvador, no Espaço Castro Alves da livraria Saraiva, em 14 de novembro e em Curitiba, para onde a autora foi convidada para lançá-lo, durante as comemorações do dia Internacional da Mulher, em março de 2009.
A escritora, de 59 anos, que é carioca e trabalha na área de assessoria de imprensa, se diz feliz e surpresa com a aceitação do livro, que é, na verdade, uma reunião carinhosa de artigos e crônicas sobre assuntos diversos, publicados em sites, jornais e blogs, incluindo principalmente temas ligados ao papel das mulheres no mundo moderno. Na publicação, há textos que sairam originalmente no site do Observatório da Imprensa, no Jornal A Tarde, da Bahia, e ainda, colaborações em sites como do Pravda, do americano Al Gore e do site Bahia Já, entre outros.
Uma curiosidade da publicação é a participação de três prefaciadores amigos da autora, que discorrem sobre sua personalidade e seu gênero de escrita com olhares diferenciados, orientando o leitor para a diversidade do material. São eles, o jornalista baiano Vitor Hugo Soares, o publicitário carioca Theo de Castro Drummond e o político mineiro-paulistano, ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
A Star is Born ( Nasce uma estrela) por Carla Marinho
Tenho na minha coleção particular a versão de 1937, maravilhosa. O filme é realmente um cult, que não podemos perder, por isso, reproduzo aqui o texto de Carla Marinho, que descreve este clássico do cinema hollywoodiano.Aparecida Torneros

Cinema é paixão
A Star is Born - Nasce uma estrela
CARLA MARINHO é formada em letras, poetisa e amante do cinema clássico
Raramente emociono-me com filmes. Mais raro ainda é emocionar-me lembrando de um ao ver outro. Assisti recentemente “A Star is Born” com direção de William A. Wellman, versão de 1937. O filme retrata a ascensão de Esther Blodgett/Vicki Ester ao estrelato, graças a ajuda de um astro em decadência, Norman Maine.
A Star is Born, traz uma Esther jovem, sonhando com o estrelato, até que, incentivada por sua avó, segue em direção a Hollywood, passando por dificuldades, vendo portas se fechando e o dinheiro acabar-se como acontece com tantos que tentam e voltam apenas com a frustração na mala. Na pensão onde se hospeda, conhece um jovem aspirante a diretor, e tornam-se amigos. Ele consegue para ela uma vaga de garçonete numa festa hollywoodiana. Vendo aí uma possibilidade de conhecer pessoas influentes, ela segue até lá, interpretando e se mostrando para os diretores enquanto serve canapés. Até que conhece Norman Maine, que fica encantado com a "garçonete" que quer ser atriz. Ele se apaixona por ela e resolve ajuda-la, apresentando-a ao chefe dos estúdios, que lhe concede um teste. Esther passa no teste e estrela um filme ao lado de Norman. O filme de ambos faz estrondoso sucesso, mas a carreira dele vai escada abaixo: a bebida começou a afetar sua interpretação. Apesar disso, os dois se casam.
Vicki torna-se uma estrela, e Maine cai no esquecimento, afogando-se cada vez mais na bebida. Ela ganha um Oscar, ele interna-se para se tratar, mas ao sair da Clínica é abordado num bar, e ao ser maltratado por um "velho amigo", volta à bebida mais uma vez. Ao ver que estava prejudicando a carreira da esposa, toma uma decisão difícil, mas que a fará livrar-se dele e voltar-se totalmente para o estrelato.
Nesta versão temos Janet Gaynor e Fredric March nos papéis principais. O filme concorreu a 8 Oscars neste ano, ganhando somente o de Melhor história original, apesar de terem seus astros principais concorrido ao de melhor atriz e ator. Mas para mim foi impossível ver e não me lembrar de sua segunda versão, a que trouxe Judy Garland de volta às telas em 1954. Comparar cenas, relembrar-me de outras, e verificar que enquanto temos uma boa interpretação de Janet Gaynor, mais comedida e técnica, temos em Judy uma entrega total que nos faz esquecer completamente a anterior.
Algo da história foi mudado, o que é natural, pois foram-se quase 20 anos de uma versão para outra, acrescentadas as músicas (no papel destinado a Judy há músicas belíssimas como "The man that got away",que toca quando Maine a encontra no bar, com seus amigos). Emocionaram-me certas cenas, sobretudo àquela em que Maine, já no final do filme, escuta deitado Esther dizer que vai abandonar sua carreira por amor ao marido. Vendo Janet em cena, mais uma vez lembrei da interpretação de Judy para a mesma cena: comovendo-nos, com sua decisão de defender seu amor deixando de lado o seu sonho de sucesso, com lágrimas nos olhos, convencendo-nos que é esta a única opção para a sobrevivência de ambos. E quando vi Maine dirigindo-se para o mar, já tomado da decisão, lembrei-me da ausência da voz usada na cena da segunda versão, cantando para ambos, um canto de dor para o homem, de esperança para a mulher. De emoção para todos nós que sabíamos tragicamente o que viria a seguir.
Não gosto muito de comparações, e evito fazêlas, tratam-se ambas de ótimas versões. As duas histórias são bem desenvolvidas, roteiro de ponta, ótimos diálogos, talvez uma versão estendida demais (porém necessária) em 1954, duas atrizes estupendas e companheiros de cena à altura... mas mesmo assim peco. É quando a memória liga-me uma a outra positivamente, como um complemento. Como se talvez achasse que, se houvesse pelo menos a voz de Judy Garland na primeira versão, pudesse então acha-la imbatível.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Denise Gui agitando o lançamento em Niterói
Poema para Denise Gui


Poema para Denise Gui
(Setembro/2007)
Ela é assim mesmo
surpreendente, eficiente e rápida...
na cozinha, fera, no coração, sincera...
Aprendi a tê-la como amiga
mais do que isso, me fiz da família,
seu jeito de criatura ávida,
guerreira da sobrevivência, boa filha,
irmã de coração imenso, me instiga...
Ela é assim mesmo
envolvente, de olhar profundo e forte,
envolvente, de olhar profundo e forte,
tem um quê que a torna especial e única,
aglutina pessoas no coração e na profissão,
enfrenta barras, casamentos, cirurgia, trabalho...
Ela é assim mesmo
aliciadora de maiores sentidos, protetora...
Aprendi a tê-la como escudo e espelho,
senti desde cedo o bater de um lindo coração
que ressoou no meu, tão amigo, ato falho,
pensei que o futuro era isso mesmo, união...
E entre nós duas, mais do que amor, amizade e respeito,
tem uma integração de bem maior, bem além das pequenices...
Talvez até ainda tenhamos nossas necessárias criancices...
mas, o melhor de tudo é que somos mulheres inteiras,
sabemos ir e onde ir com o coração destemido, corajosas,
ela é mesmo assim e como eu, seguimos airosas, faceiras,
pra rimar e pra sofisticar o português, língua que comentamos,
porque o jornalismo nos une, a amizade nos fortalece,
e Ele, o nosso Pai maior, é que no presenteia
e oferece tantos momentos felizes
que temos tido, nos tantos anos...
Aparecida Torneros
Ela é carioca.. ( eu também!!!)
Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim
Ela é carioca, ela é carioca
Basta o jeitinho dela andar
Nem ninguém tem carinho assim para dar
Eu vejo na cor dos seus olhos
As noites do Rio ao luar
Vejo a mesma luz, vejo o mesmo céu
Vejo o mesmo mar
Ela é meu amor, só me vê a mim
A mim que vivi para encontrar
Na luz do seu olhar
A paz que sonhei
Só sei que sou louco por ela
E pra mim ela é linda demais
E além do mais
Ela é carioca, ela é carioca
Zíngara

Zingara
Na minha mão,
lê o meu destino
vê quanto desatino
em viver no desalinho
do desapego do teu coração...
Na minha eternidade
olha a perpetuação do sonho
submundo do amor risonho
idealizado desde a mocidade....
Na minha linha da vida
descobre o intervalo propício
plenitude, felicidade merecida,
momentos de encontro e doação,
sinal de bom casamento, a princípio...
Na minha linha do amor, um vício,
põe olhos fortes, contemplação,
vê se ali tu estás ainda, ciganinha,
magia, reflete como espelho brilhante
na minha palma, o desejo incessante...
Tua face sai da minha energia, precipício,
onde jogas a alma no vazio da dúvida,
e no futuro insólito, visão quiromântica,
transparece teu nome, por fim, fulgurante,
entre os dedos, entre nós, o nosso início...
Teus olhos buscam a a aventura romântica
que nos unirá um dia, porque está escrito,
consegues ler na minha pele e te reconheces...
Mas, se nada disso podes ver, nada me reveles,
deixa-me viver na esperança vã, crendo no mito,
mente, engana, enfeitiça, ilude a este ser aflito,
nem deixes que eu perceba a tua falsa predição,
ainda que nunca tenhas tua alma presa à minha,
a esperança do teu amor já terá valido à pena...
Aparecida Torneros
Na minha mão,
lê o meu destino
vê quanto desatino
em viver no desalinho
do desapego do teu coração...
Na minha eternidade
olha a perpetuação do sonho
submundo do amor risonho
idealizado desde a mocidade....
Na minha linha da vida
descobre o intervalo propício
plenitude, felicidade merecida,
momentos de encontro e doação,
sinal de bom casamento, a princípio...
Na minha linha do amor, um vício,
põe olhos fortes, contemplação,
vê se ali tu estás ainda, ciganinha,
magia, reflete como espelho brilhante
na minha palma, o desejo incessante...
Tua face sai da minha energia, precipício,
onde jogas a alma no vazio da dúvida,
e no futuro insólito, visão quiromântica,
transparece teu nome, por fim, fulgurante,
entre os dedos, entre nós, o nosso início...
Teus olhos buscam a a aventura romântica
que nos unirá um dia, porque está escrito,
consegues ler na minha pele e te reconheces...
Mas, se nada disso podes ver, nada me reveles,
deixa-me viver na esperança vã, crendo no mito,
mente, engana, enfeitiça, ilude a este ser aflito,
nem deixes que eu perceba a tua falsa predição,
ainda que nunca tenhas tua alma presa à minha,
a esperança do teu amor já terá valido à pena...
Aparecida Torneros
Tereza e Diana, 10 anos sem elas na Terra ( em 2007)

09 de Setembro de 2007
Uma coincidência me intrigou, precisamente há 10 anos, quando perdemos quasesimultaneamente, duas mulheres que a mídia nos trazia diariamente, sob olharesmúltiplos, e, elas, antes de partirem, tinham estado juntas, como um prenúnciomisterioso do futuro encontro nos céus dos sonhos que cultivaram enquantoviveram no planeta Terra. Houve tempo para que ajudassem e muito aos sofredores do mundo. Madre Tereza nos deixou em 5 de Setembro de 1997 e a Princesa Diana partiradias antes, em 31 de Agosto. Recorro a um texto de autoria do estudioso espírita Divaldo Franco pararememorar o encontro das duas, nesta e noutra vida, se for o caso. Ele nosconta: "Certo dia, a princesa Diana, vai procurar madre Teresa de Calcutá,abrindo-lhe o coração. Falou-lhe de suas angústias, do vazio que sentia em seuíntimo, muito embora, a sua, fosse uma vida de glamour. E confessou-lhe odesejo de fazer parte de sua ordem religiosa. A madre comoveu-se ante o relato, cheio de ternura e confiança, e viu muitadoçura e bondade na alma daquela mulher simples, porém muito rica e famosa. E com grande carinho, buscou orientar-lhe, disse-lhe que ela era uma princesa e,como tal, não poderia pertencer à sua ordem religiosa, de extrema pobreza.Então, a madre lhe disse: - Diana, você pode doar esse amor as crianças indefesas. Na sua posição, vocêpode auxiliar multas delas, que sofrem... a caridade pode ser exercida, emqualquer lugar onde nos encontremos...
A princesa voltou para o seu palácio e daí, em diante, dedicou-se a visitarcrianças vítimas da aids, essa enfermidade tão cruel, e auxiliou, com enormecarinho, crianças mutiladas pelas minas das guerras... desde então, encontrou aalegria de ser útil, o prazer de servir. Md. Teresa tudo acompanhava pelos informes da tv, da imprensa. E entreaquelas duas mulheres, elos de amor passaram a existir. O tempo correu. Alguns meses depois, a princesa, amiga dos sofredores, a rosada Inglaterra, como era conhecida mundialmente, veio a desencarnar num acidenteque chocou a todos. A madre, muito abalada, ao saber do fato, apressou-se a tomar providências e acancelar compromissos, a fim de comparecer ao funeral, dias depois: Algo, porém,alterou-lhe os planos. Sua saúde, muito instável, levou-a à cama. Alguns diasse passaram, e madre Teresa veio também a falecer." Diana e Teresa cumpriram, ambas, missões aparentemente díspares, no mundo doshomens,mas, se é que se pode definir assim, legaram exemplos de superação dassuas vidas pessoais, dedicando-se a causas dos que precisavam de abraços,carinho, aconchego, compreensão, olhar de afeto, mãos amigas. Agora, que relembramos os dez anos passados sem as duas, por aqui, na verdade,as temos presentes, e me pergunto ainda, qual terá sido o momento mais preciosoda troca das suas energias, dentro ou fora dos seus corpos, quando se viramdiante de um misterioso destino que as uniu em amor ao próximo, em vivênciasidentificadas com a pobreza e a injustiça, ou, que, num gesto de desprendimentoespiritual, ultrapassaram distâncias aparentes para lembrar aos seres humanosque não importa quem sejamos, mas sim o que podemos fazer diante da injustiça eda dor que acomete a humanidade em seres palácianos em moradores de rua. Teresa e Diana, duas mulheres do nosso tempo, e duas almas que, em algummomento se completaram no mistério da doação para nos trazer tanta reflexão , mesmo dez depois que se foram. aparecida torneros
Madre Tereza de Calcutá: Nunca te detenhas

Nunca te detenhas
(Madre Tereza de Calcutá)
Tem sempre presente, que a pele se enruga,que o cabelo se torna branco,que os dias se convertem em anos,mas o mais importante não muda !
Tua força interior e tuas convicções não têm idade.
Tem sempre presente, que a pele se enruga,que o cabelo se torna branco,que os dias se convertem em anos,mas o mais importante não muda !
Tua força interior e tuas convicções não têm idade.
Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada trunfo, há outro desafio.
Enquanto estiveres vivo, sente-te vivo.
Enquanto estiveres vivo, sente-te vivo.
Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amareladas.
Não vivas de fotografias amareladas.
Continua, apesar de alguns esperarem que abandones.
Não deixes que se enferruje o ferro que há em você.
Não deixes que se enferruje o ferro que há em você.
Faz com que em lugar de pena, te respeitem.
Quando pelos anos não consigas correr, trota.
Quando pelos anos não consigas correr, trota.
Quando não possas trotar, caminha.
Quando não possas caminhar, usa bengala.
Mas nunca te detenhas!
Mas nunca te detenhas!
sábado, 27 de setembro de 2008
Perdemos o ator Paul Newman, o marido fiel!
Paul e Joanne ( foto de 1958)Reuters
LOS ANGELES (Reuters) - O lendário astro de cinema e humanista Paul Newman, cujos brilhantes olhos azuis, beleza e talento fizeram dele um dos principais atores de Hollywood em seis décadas, morreu, disse seu porta-voz neste sábado. Ele tinha 83 anos e estava lutando contra o câncer.
Em seguida, alguns fatos sobre Newman:
* Newman foi indicado ao Oscar pela atuação nos filmes "Gata em Teto de Zinco Quente", "Desafio à corrupção", "O Indomado", "Rebeldia Indomável", "Ausência de Malícia", "O Veredito", "O Indomável-Assim é Minha Vida" e "Estrada para Perdição", e também pelo filme "Rachel, Rachel", em que dirigiu sua esposa Joanne Woodward. Ele ganhou o Oscar de melhor ator em 1986 pela atuação em "A Cor do Dinheiro".
* Ele criou a linha de produtos alimentícios Newman's Own em 1982, começando com tempero para saladas e, em seguida, acrescentando outros itens como pipoca, condimentos, molho de macarrão, suco de limão, cereal e molho para carne. Os produtos geraram mais de 200 milhões de dólares em doações para caridade. Newman também fundou acampamentos para crianças com doenças graves e uma fundação de combate ao uso de drogas.
* Casado desde 1958 com uma ganhadora do Oscar, a atriz Joanne Woodward, Newman teve um dos raros casamentos duradouros de Hollywood. Questionado sobre o segredo, Newman disse que não tinha razão para buscar mais nada: "Eu tenho bife em casa. Por que deveria sair por aí procurando hamburguer?"
* Newman era conhecido pelas brincadeiras. Há relatos de que ele serrou a cadeira do diretor George Roy Hill pela metade e de que colocou 300 pintinhos no trailer do diretor Robert Altman.
(Texto de Bill Trott)
LOS ANGELES (Reuters) - O lendário astro de cinema e humanista Paul Newman, cujos brilhantes olhos azuis, beleza e talento fizeram dele um dos principais atores de Hollywood em seis décadas, morreu, disse seu porta-voz neste sábado. Ele tinha 83 anos e estava lutando contra o câncer.
Em seguida, alguns fatos sobre Newman:
* Newman foi indicado ao Oscar pela atuação nos filmes "Gata em Teto de Zinco Quente", "Desafio à corrupção", "O Indomado", "Rebeldia Indomável", "Ausência de Malícia", "O Veredito", "O Indomável-Assim é Minha Vida" e "Estrada para Perdição", e também pelo filme "Rachel, Rachel", em que dirigiu sua esposa Joanne Woodward. Ele ganhou o Oscar de melhor ator em 1986 pela atuação em "A Cor do Dinheiro".
* Ele criou a linha de produtos alimentícios Newman's Own em 1982, começando com tempero para saladas e, em seguida, acrescentando outros itens como pipoca, condimentos, molho de macarrão, suco de limão, cereal e molho para carne. Os produtos geraram mais de 200 milhões de dólares em doações para caridade. Newman também fundou acampamentos para crianças com doenças graves e uma fundação de combate ao uso de drogas.
* Casado desde 1958 com uma ganhadora do Oscar, a atriz Joanne Woodward, Newman teve um dos raros casamentos duradouros de Hollywood. Questionado sobre o segredo, Newman disse que não tinha razão para buscar mais nada: "Eu tenho bife em casa. Por que deveria sair por aí procurando hamburguer?"
* Newman era conhecido pelas brincadeiras. Há relatos de que ele serrou a cadeira do diretor George Roy Hill pela metade e de que colocou 300 pintinhos no trailer do diretor Robert Altman.
(Texto de Bill Trott)
Leila Pinheiro: Catavento e Girassol

O colo, o ombro, a voz e o horizonte de Leila Pinheiro
Ao vivo, eu a vi e ouvi, num domingo memorável, bem no alto da montanha, na Boa Vista, tendo a vista da floresta da Tijuca a me circundar, enquanto a voz de anjinho paraense, repetia canções velhas conhecidas da minha idade gostosa como as mangas maduras da terra dela.
O Rio, naquele almoço com música, no Museu do Açude, estava mais iluminado do que nunca antes, quando a pequenina e doce cantadeira desfilou rosário de intimidades entre nós, público carente de amizades sólidas, pessoas fugidias da violência e do tédio, a buscar a paz do reencontro com a natureza, com a beleza, com a grandeza da mensagem mais pura e dadivosa.
Ali, me revi como mulher do mesmo tempo que o dela, a Leila Pinheiro, criaturinha pródiga de sentimentalidades várias, de quem eu fui comprar, no dia seguinte, os cds playes de canções mais antigas, trocando considerações com meu dileto irmão, seu fã há décadas, sobre o "Catavento e o girassol , um dos seus clássicos.
Não bastasse essa emoção revivida, não é que ela me surpreende nos últimos dias, com a gravação de um delicioso apanhado aconchegante intitulado "nos horizontes do mundo".
Primeiro, assisti o especial com Chico Pinheiro, que a entrevistou no seu estúdio carioca, cheia de charme, ao piano, com fundo de girassóis e clima de artista no seu local de trabalho, com direito a confidências que desnudaram até a "Renata Maria", música do Chico Buarque, especial pra ela, cujo tema se confunde com o imaginário do beijo do "muso" compositor numa linda mulher misteriosa na praia do Leblon. Fica a pergunta, ninguém tem certeza, mas se a tal senhora osculada pelo Chico for realmente a musa inspiradora, o que importa é que a sutileza dos seus versos delineados por uma Leila, nos conduz, ou melhor, nos desliza a imaginação: " tão fulgurante visão não se produz duas vezes num mesmo lugar, mas que danado fui eu enquanto Renata Maria saía do mar".
Ô Leilinha, com jeito especial de cantar a vida, tinha que me fazer buscar imediatamente, mais uma vez, pelo seu produto de fino gosto, nas lojas, e adquirir meu pequeno tesouro, com pressa de ouvir, na solidão solene dos rituais de alma leve? Pois foi assim mesmo. Está sendo, há alguns dias, chego em casa e ligo o som. Não precisa dizer que viajo? E flutuo, no seu horizonte.
Para surpresa do meu colo vazio, recebo o conforto dos abraços enviados a esmo, por tantos e tantas, que cruzam minha vida, enquanto a voz da cantora experiente, me embala. Minha alma busca o sonhado ombro aconchegante da harmonia humana, essa utopia possível, que eu reecontro na voz da Leila.
Aparecida Torneros, sexta chuvosa, Rio de Janeiro, agosto, 2005, ouvindo a Leila
Dia primeiro de outubro, quarta-feira, em Niterói!!!

Vai ser dia primeiro de outubro, no Café Matita, em Santa Rosa, Niterói.
O livro "A mulher necessária " vai atravessar a Baía de Guanabara e ser lançado na cidade de melhor qualidade de vida que a gente conhece.
A Ghirlayne, jornalista e dona do pedaço, vai nos receber com o maior carinho.
O endereço é rua Santa Rosa 184, lj A.
A partir das 19 horas, com direito a autógrafos e pequena palestra sobre o livro, além de desconto garantido. Os salgadinhos, a escritora está oferecendo, ok?
Vocês merecem! Até lá, pois amo Niterói, terra onde cursei jornalismo, na UFF.
Aparecida Torneros
A Ghirlayne, jornalista e dona do pedaço, vai nos receber com o maior carinho.
O endereço é rua Santa Rosa 184, lj A.
A partir das 19 horas, com direito a autógrafos e pequena palestra sobre o livro, além de desconto garantido. Os salgadinhos, a escritora está oferecendo, ok?
Vocês merecem! Até lá, pois amo Niterói, terra onde cursei jornalismo, na UFF.
Aparecida Torneros
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Maria Aparecida Torneros, a autora de "A Mulher Necessária"

Sou carioca, descendente de espanhóis, portugueses e índios.
Vivo na terra de Noel Rosa, adoro o Rio de Janeiro, boto fé no seu povo, no seu senso de humor, apesar dos pesares.
Lugar pra caminhar, escolho a pista Cláudio Coutinho, na Urca.
Se for pra rezar, gosto da Capelinha N.Sra. da Conceição, em Ramos.
Quando quero devorar um prato vou no Lamas, no Flamengo, e me entupo do seu tradicional filé com fritas, sem culpas...
Pôr do Sol, o do posto Seis, em Copa, no alto da pedra, no Forte de Copacabana, olhando o oceano Atlântico e imaginando no outro lado, a costa africana.
Se for para ouvir samba, é só dar uma chegadinha na Lapa, num show da minha amiga Tania Malheiros, por exemplo.
Quando a poesia musical afeta os neurônios, é hora de me reunir à família e assistir ao show do Oswaldo Montenegro, pedindo pra ele cantar "A Lista", evidentemente.
Uma ida ao cine Odeon, numa segunda-feira, meio escondida do mundo, é tudo de bom.
No Paço Imperial, além do chá com as tortas do Bistrô, não dá pra resistir e deixar de comprar um filminho em dvd, da Audrey Hepburn, na Arlequim.
Quando a saudade do meu pai aperta, vou na terça-feira, no convento de Santo Antonio, no Largo da Carioca, lugar onde muitas vezes assistimos, juntos, à missa.
Se tem cinema para o professor, nada como aproveitar a tarde de sábado, e curtir com a Reja e a Zazá, uma corteSia no Rio Design.
O sorriso do filho amado é alento interior permanente.
Família reunida é alegria na certa. Viagem a Salvador é presente dos deuses, e o Bonfim ( e a LU) sempre tá me esperando, com festa.
Quando o trabalho me leva para o interior do Estado do Rio, penso como esses lugares são tão lindos e ricos, com tanto sol, tanto mar e tanta serra.
Em Sampa, o Horácio me hospeda no Braston, há mais de 20 anos. E nada mais delicioso como a pizza do Mancini.
Uma ligação de Nova York, no meio da madrugada, é o carinho do Vittorio, que sabe me fazer feliz e sonhar com a Itália, para onde iremos viajar qualquer dia desses.
O maior tesouro que busco juntar é colecionar bons amigos e amigas, respeitosos, sinceros, presentes e solidários.
Não posso esquecer do meu gato Fetiche. Afinal, ele me escuta melhor até que o Arruda, que é meu maravilhoso analista.
Ah, falar do livro, bem...eu juntei uma porção de artigos e crônicas e ousei publicar.
Alguma coisa me diz que o pessoal está gostando de ler e eu, de saber disso.
Que bom, adoro escrever e sou uma escritora compulsiva. Humildemente, confesso.
Daí que recomendo a leitura vagarosa, em pequenas doses. Devagar , devagarinho, como canta meu vizinho, o Martinho, sim, o da Vila, claro!
Cida Torneros
Marta Suplicy em dois tempos

* Aparecida Torneros
Lembro bem dela, lindinha, jovem, num show matutino dirigido à mulher dos anos passados, que se modernizava e ganhava espaço na televisão, num seriado que se colocava na vanguarda do feminino. Era o tempo da Gabi, no bom dia para a nova mulherada que ia à luta por seus direitos e mudava suas atitudes num frenético ritmo de ultrapassar o tempo perdido.A performance do programa trazia então a mulher que falava de sexo para outras mulheres que falavam de filhos. Mulher que dizia do direito de buscar o prazer que todas as senhoras teriam, apesar de se sentirem transgredindo suas histórias de repressão e pecado. Dali, a terapeuta sexual fez seu trampolim para uma vida política, como toda e qualquer vida de homem ou mulher que se embrenha pelo labirinto da exposição pública, o enfrenta com altos e baixos, passa pelo crivo assustador da aprovação e desaprovação constantes, vira personagem de novela quase real, cujo enredo oscila do sátiro ao grotesco.
Ela, Marta Suplicy, ministra do Turismo, que já foi deputada e prefeita da maior cidade do País, parece ser mesmo desprendida e pioneira, e, como tal, talvez nem tenha sequer medido as conseqüências do seu comentário até certo ponto tão comum no imaginário popular, mas de intensa infelicidade na boca de uma senhora que comanda justamente as nuances da indústria turística nacional.
Estamos nos tempos em que as mulheres falam o que pensam e fazem o que falam. Todas (permitam-me os homens que fale do meu gênero) sabemos o preço que pagamos por expor nossa sede prazerosa de viver com dignidade. Se há um efeito estufa no caminho que nos leva ao exercício da feminilidade plena, também o há, não tenhamos dúvida, no tratamento diferenciado que as palavras assumem em bocas pintadas de batom, ou em lábios que se movimentam sobre nós de pescoços engravatados, de homens que assumem ou escondem vidas conjugais duplas ou prevaricam na corrupção cultural tentando escapar dos “grampos” telefônicos sorrateiros.
A ministra falou sem grampear seu impulso e errou na medida da maquiagem no seu discurso.
Devia ter sido mais afoita, num mundo tão masculino, onde “relaxar e gozar” ainda parece privilégio de quem domina mercados. Ela se equivocou, ao considerar que todo o estresse dos viajantes com seus compromissos em rebuliço pelos atrasos e cancelamento de vôos, fosse passível de ser minimizado freudianamente.
Entretanto, não há como esquecer que ela é pioneira da fala clara sobre os problemas ocultos de grande parte do público feminino, que, no fundo, riu das caras e bocas que os homens fizeram ao ouvir uma mulher se apropriar, talvez indevidamente ainda, da expressão que lhes parecia propriedade absoluta. Depois do seu pedido formal de desculpas, perguntei-me, em surdina, quem terá desculpado primeiro, e quem carregará para o questionamento do inconsciente a eterna dúvida sobre o direito de soltar-se das tensões e atingir o prazer dos múltiplos desejos cultivados em sonhos e esperanças de felicidade.
( este artigo foi publicado originalmente no jornal A Tarde, da Bahia, em 2007)
* Aparecida Torneros é jornalista e reside no Rio de Janeiro
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