Maracanã

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vinícius de Morais, poesia sempre linda pra reler e sentir...

Soneto da Fidelidade (Vinícius de Morais)







E tudo, ao meu amor serei atento


Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto


Que mesmo em face do maior encanto


Dele se encante mais meus pensamentos


Quero vivê-lo em cada vão momento


E em seu louvor hei de espalhar meu canto


E rir meu riso e derramar meu pranto


Ao seu pesar ou seu contentamento


E assim quando mais tarde me procure


Quem sabe a morte, angústia de quem vive


Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive)


Que não seja imortal, posto que é chama


Mas que seja infinito enquanto dure






Soneto do Amor Total (Vinícius de Morais)






Amo-te tanto meu amor... não cante


O humano coração com mais verdade...


Amo-te como amigo e como amante


Numa sempre diversa realidade.


Amo-te enfim, de um calmo amor prestante


E te amo além, presente na saudade.


Amo-te, enfim, com grande liberdade


Dentro da eternidade e a cada instante.


Amo-te como um bicho, simplesmente


De um amor sem mistério e sem virtude


Com um desejo maciço e permanente.


E de te amar assim, muito e amiúde


É que um dia em teu corpo de repente


Hei de morrer de amar mais do que pude.






Soneto de Devoção (Vinícius de Morais)






Essa mulher que se arremessa, fria


E lúbrica em meus braços, e nos seios


Me arrebata e me beija e balbucia


Versos, votos de amor e nomes feios.


Essa mulher, flor de melancolia


Que se ri dos meus pálidos receios


A única entre todas a quem dei


Os carinhos que nunca a outra daria.


Essa mulher que a cada amor proclama


A miséria e a grandeza de quem ama


E guarda a marca dos meus dentes nela.


Essa mulher é um mundo! - uma cadela


Talvez... - mas na moldura de uma cama


Nunca mulher nenhuma foi tão bela!






Ausência (Vinícius de Morais)






Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar seus olhos que são doces...


Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres exausto...


No entanto a tua presença é qualquer coisa, como a luz e a vida...


E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto...


E em minha voz, a tua voz...


Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado...


Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados...


Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada...


Que ficou em minha carne como uma nódoa do passado...


Eu deixarei...Tu irás e encostarás tua face em outra face...


Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada...


Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu...


porque eu fui o grande íntimo da noite...


Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa...


Porque os meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço


E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.


E eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos


Mas eu te possuirei mais que ninguém, porque poderei partir.


E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas,


serão a tua voz presente, tua voz ausente, a tua voz serenizada.






Vinícius de Morais






Ai, quem me dera terminasse a espera


Retornasse o canto simples e sem fim


E ouvindo o canto se chorasse tanto


Que do mundo o pranto se estancasse enfim


Ai, quem me dera ver morrer a fera


Ver nascer o anjo, ver brotar a flor.


Ai, quem me dera uma manhã feliz.


Ai, quem me dera uma estação de amor


Ah, se as pessoas se tornassem boas


E cantassem loas e tivessem paz


E pelas ruas se abraçassem nuas


E duas a duas fossem ser casais


Ai, quem me dera ao som de madrigais


Ver todo mundo para sempre afim


E a liberdade nunca ser demais


E não haver mais solidão ruim


Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais


Dizer que a vida vai ser sempre assim


E, finda a espera, ouvir na primavera


Alguém chamar por mim.










De Repente (Vinícius de Morais)






De repente do riso fez-se o pranto


Silencioso e branco como a bruma


E das bocas unidas fez-se a espuma


E das mãos espalmadas fez-se o espanto.


De repente da calma fez-se o vento


Que dos olhos desfez a última chama


E da paixão fez-se o pressentimento


E do momento imóvel fez-se o drama.


De repente, não mais que de repente


Fez-se de triste o que se fez amante


E de sozinho o que se fez contente.


Fez-se do amigo próximo o distante


Fez-se da vida uma aventura errante


De repente, não mais que de repente.






Soneto a Quatro Mãos (Paulo Mendes Campos/ Vinicius de Morais)






Tudo de amor que existe em mim foi dado.


Tudo que fala em mim de amor foi dito.


Do nada em mim o amor fez o infinito


Que por muito tornou-me escravizado.


Tão pródigo de amor fiquei coitado


Tão fácil para amar fiquei proscrito.


Cada voto que fiz ergueu-se em grito


Contra o meu próprio dar demasiado.


Tenho dado de amor mais que coubesse


Nesse meu pobre coração humano


Desse eterno amor meu antes não desse.


Pois se por tanto dar me fiz engano


Melhor fora que desse e recebesse


Para viver da vida o amor sem dano.






A Rosa de Hiroshima (Vinícius de Morais)






Pensem nas crianças


Mudas telepáticas


Pensem nas meninas


Cegas inexatas


Pensem nas mulheres


Rotas alteradas


Pensem nas feridas


Como rosas cálidas


Mas oh não se esqueçam


Da rosa da rosa


Da rosa de Hiroshima


A rosa hereditária


A rosa radioativa


Estúpida e inválida


A rosa com cirrose


A anti-rosa atômica


Sem cor sem perfume


Sem rosa sem nada






Pela Luz dos Olhos Teus (Vinícius de Morais)






Quando a luz dos olhos meus


E a luz dos olhos teus


Resolvem se encontrar


Ai que bom que isso é meu Deus


Que frio que me dá o encontro desse olhar


Mas se a luz dos olhos teus


Resiste aos olhos meus só pra me provocar


Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar


Meu amor, juro por Deus


Que a luz dos olhos meus já não pode esperar


Quero a luz dos olhos meus


Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará


Pela luz dos olhos teus


Eu acho meu amor que só se pode achar


Que a luz dos olhos meus precisa se casar.






Vinícius de Morais






Eu sei e você sabe


Já que a vida quis assim


Que nada nesse mundo levará você de mim


Eu sei e você sabe


Que a distância não existe


Que todo grande amor


Só é bem grande se for triste


Por isso meu amor


Não tenha medo de sofrer


Que todos os caminhos


Me encaminham a você.


Assim como o Oceano, só é belo com o luar


Assim como a Canção, só tem razão se se cantar


Assim como uma nuvem, só acontece se chover


Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer


Assim como viver sem ter amor, não é viver


Não há você sem mim


E eu não existo sem você!

POR TE AMAR ASSIM...

AMOR SEM LIMITE...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Lucie Bílá - Bonsoir mademoiselle Paris

125 Years of Coco Chanel

CHANEL: Coco Chanel parle de l'élégance

CHANEL: Coco Chanel parle de la mode

Coco Chanel, garra diante da vida...

Ela nasceu no final do século 19.
Atravessou o século 20 com galhardia.
Foi pioneira, da vida, em seu estilo próprio, e da moda, com sua arrojada disposição de inovar. Ficou famosa, faleceu em 1971, mas seu trabalho permanece, sua lendária griffe se perpetua, e seus conceitos de liberdade de vestir para as mulheres, vieram para reinar. No filme, Coco antes de Chanel, o que vi me pareceu ainda muito pouco em face da sua longa e produtiva vida. Entretanto, o que se vê relatado é o eixo básico que formatou sua garra para viver e vencer, num mundo competitivo e masculino, que ela tão bem enfrentou para ousar ser quem foi e continua sendo, como personagem ímpar da história feminina dos últimos tempos.
Coco Chanel, a Gabrielle aguerrida, afoita, talentosa e perspicaz, tão bem interpretada por Audrey Tautou, nos é trazida com a performance das criaturas que não se acomodam e que se entregam aos desafios do cotidiano, inclusive do amor, com sua paixão ou seu final trágico. As imagens mostram a vida bucólica de uma França emergente para a indústria, os primeiros automóveis, a sociedade que se diverte em torno dos cavalos, o teatro com suas mulheres enchapeladas, os costumes dos espartilhos, dos excessos de flores, jóias, coisas que Chanel soube neutralizar e impor com seu estilo mais sóbrio, elegante, devastadoramente capaz de despertar a curiosidade masculina. Através de roupas pudicas, fechadas, ela provou muitas vezes que o desejo se esconde onde se escondem as curvas, e também soube revelar as facetas da sensualidade feminina no jogo de luz e sombra, no pretinho básico, nas pérolas misteriosas, nos complementos charmosos, em bolsas, sapatos, chapéus e até perfumes.
O filme deixa no ar o longo tempo da sua caminhada enquanto estilista que se tornou famosa. O maior enfoque se dá à sua descoberta como pessoa, mulher, profissional e sua sede de vencer em Paris. 
Há uma aura de paixão pelo desconhecido e pelo sucesso, coisas que Chanel não só perseguiu como se apropriou com apetite voraz, sem voltar atrás, seguindo um caminho de trabalho, dedicação, sensibilidade e senso de oportunidade.
Uma mulher à frente do seu tempo, não resta dúvida, Coco Chanel,  ainda pode ser contada, de mil maneiras e em todas, será sempre uma figura lendária, nos suscitando admiração e respeito.
                                                                                    Cida Torneros
                                                                                          

Marca Chanel...


Artigo de Mary Del Piore, reprodução da revista Bravo ( sobre Coco Chanel)

Coco Chanel - A Moda em Tempos de Guerra



O filme Coco antes de Chanel passa longe do ponto mais polêmico da biografia da estilista: sua colaboração com os nazistas

Por Mary Del Priore

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Lipnitzki/Roger Viollet
A estilista Gabrielle Chanel, a Coco, em 1936, em Paris. Segundo alguns autores, o logotipo de sua grife faz referência à suástica

 A estilista Gabrielle Chanel, a Coco, em 1936, em Paris. Segundo alguns autores, o logotipo de sua grife faz referência à suástica

A estilista francesa Gabrielle Chanel (1883-1971) é a personagem dos sonhos de qualquer diretor de cinema. Sua trajetória é recheada de sexo, heroís­mo e política. Sexo: teve entre seus diversos amantes cabeças coroadas, milionários e mandatários da política, que influenciaram decisivamente sua vida. Heroísmo: emergiu de uma infância pobre para se tornar uma revolucionária do mundo da moda, a primeira mulher a brilhar no ofício de vestir mulheres - exatamente por saber, nesse departamento, o que as mulheres realmente queriam. Política: viveu a época mais dramática do século 20, a das duas guerras mundiais, tendo uma relação perigosamente próxima - e vergonhosamente cooperativa - com os líderes nazistas. No filme Coco antes de Chanel, que entra em cartaz no Brasil neste mês, a diretora Anne Fontaine, nascida em Luxemburgo, desperdiçou personagem tão fascinante. Ela optou por mostrar, na tela, apenas o lado heroico da estilista, ignorando a complexidade da mulher que revolucionou a moda. E deixando de lado o momento mais dramático da vida de sua protagonista, aquele que poderia conferir densidade a seu filme e fazer com que a obra ganhasse relevância: a colaboração de Chanel com o 3o Reich de Adolf Hitler.


Gabrielle Chanel - ou Coco, "queridinha", nome que adotara quando cantava em cafés entre os anos de 1905 e 1908 - já era bastante conhecida quando, martelando as botas no famoso passo de ganso, as tropas do Führer cruzaram o Arco do Triunfo, em Paris. Os chapéus, o look masculino, as roupas confortáveis e o famoso "pretinho básico", tudo recendendo ao perfume Chanel no 5, lançado em 1922, a tinham consagrado. Mas foi durante a Segunda Guerra que seu papel chamou a atenção dos historiadores. Foi quando a já famosa estilista ligou-se, como tantos franceses, aos alemães. Tal tipo de ligação ao longo dos anos ficou conhecida como "colaboração".


Chanel passou toda a ocupação no famoso Hotel Ritz, quartel-general dos nazistas em Paris e bem pertinho de sua loja, na rue Cambon. Já havia algum tempo ela era simpática aos nazistas - um de seus ex-namorados, o cartunista Paul Iribe, era partidário de que uma estreita relação com os alemães podia ser benéfica à França. Antes da guerra, Chanel já se alinhava à direita e era descrita como alguém de ideias racistas. No Ritz, sua companhia permanente era o alemão Hans Gunther von Dinck­lage, um misto de playboy, oficial e espião enviado à França para preparar a invasão nazista. Spatz, ou pardal - como era chamado em referência ao pássaro que está em toda a parte -, era 13 anos mais jovem do que ela. Nessa época, a estilista tentou se aproveitar do antissemitismo reinante para espoliar os sócios Pierre e Paul Wertheimer, judeus, que a ajudaram no início da carreira. Alta traição, na medida em que os Wertheimer eram seus parceiros no negócio de essências e responsáveis pelo sucesso do perfume Chanel no 5.


Coco movimentava-se nos mais altos círculos militares alemães e desempenhou um papel decisivo num dos episódios mais bizarros da Segunda Guerra, a chamada Operação Modelhut. "Modelhut", em alemão, significa "chapéu da moda", referência ao fato de Chanel ser uma estilista e confeccionar para mulheres chapéus masculinos. A ideia estapafúrdia consistia em promover uma aproximação entre o alto-comando germânico e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, com o objetivo de cooptar os ingleses - acredite! - para a causa nazista. Chanel foi escolhida para a missão estapafúrdia pelo estreito contato que mantinha, de um lado, com um ex-amante, o inglês Hugh Richard Arthur Grosvenor, o duque de Westminster, que era próximo de Churchill, e, de outro, com Walter Schellenberg, chefe do serviço de espionagem e inteligência nazista e assistente direto de Heinrich Himmler, uma das figuras-chave na execução do Holocausto. Por desempenhar serviços como esse, Chanel prosperou durante a guerra. Abriu lojas em Deau­ville e Biarritz. Segundo alguns autores, o logotipo CC tem a ver com a suástica e com o conhecido SS que ornamentava as roupas negras desses conhecidos oficiais.


Os estudiosos identificam dois tipos de colaboracionismo. O primeiro, "de Estado", teria o objetivo de salvaguardar os interesses franceses, assegurando ao país uma posição confortável na Europa ocupada. O governo do marechal Philippe Pétain, sediado em Vichy - a cidade que se tornou a capital administrativa do país depois da queda de Paris -,disseminava a ideia de que a colaboração era um caminho para a liberação. Fazia isso por meio de documentários de propaganda oficial como os La France en Marche - "A França a Caminho". Esse tipo de colaboracionismo de Estado via a cooperação com os nazistas como única salvação contra a expansão do comunismo. Tal fato levou milhares de franceses a vestir o uniforme do Reich e integrar a Legião dos Voluntários Franceses contra o Bolchevismo.


Para além dessa capitulação oficial, havia também o colaboracionismo anônimo, praticado por franceses que se aproveitaram da situação com finalidades mesquinhas. Esse colaboracionismo era aquele das cartas dedurando judeus, simpatizantes esquerdistas, homossexuais ou comerciantes do mercado negro. Mas o mais impressionatnte de tudo foi mesmo a colaboração de artistas e intelectuais - justamente o circuito em que Coco Chanel se movimentava, ela que era amiga de gente como o compositor Igor Stravinsky, o pintor Pablo Picasso e o bailarino Vaslav Nijinski. As socialites parisienses animavam salões e saraus nos quais a elite da ocupação encontrava a elite da colaboração. A marquesa de Polignac e a milionária Florence Gould recebiam escritores como Robert Brasillach, Louis-Ferdinand Céline ou Jean Cocteau. A situação tinha, claro, suas complexidades - foi graças a tais jantares que Jean Paulhan, escritor, editor e pintor, foi avisado de que seria preso; o teatrólogo Sacha Guitry interveio em favor do poeta Max Jacob; e impediu-se que a mulher do pintor Henri Matisse, Amélie Parayre, fosse para um campo de concentração. Havia quem fizesse jogo duplo, como o artista Pablo Picasso, que, de um lado, escondeu fugitivos e emprestou-lhes dinheiro, mas, de outro, visitava e recebia oficiais da Gestapo.


Com a derrota dos nazistas, os que aderiram aos alemães foram punidos não apenas judicialmente, mas com execração. Ao fim da guerra, 6.091 mulheres foram presas, tiveram a cabeça raspada e, desnudas, foram exibidas em praça pública. As Câmaras Cívicas, instauradas em agosto de 1944, reprovaram sobretudo as que, usando um termo machista da época, tinham tido "colaboração sexual" com os invasores. Houve exageros, claro. Perseguiram-se também aquelas que, desempregadas, tinham encontrado asilo nas fábricas inimigas.


Chanel foi capturada e escapou por pouco. Alguns autores atribuem sua rápida libertação às relações com o duque de Westminster, o amigo de Winston Churchill. Mas ela não foi perdoada. Malquista na França, teve de se esconder na Suíça, de onde só regressou em 1956. Os jornais arrasaram sua coleção, considerada ultrapassada, já que a moda mudara e se endeusava o "new look" de Christian Dior. Seu concorrente resolveu feminilizar as mulheres, em oposição ao look masculino de Chanel (leia quadro acima). Além do Atlântico, contudo, as americanas continuavam apaixonadas por seus "pretinhos básicos". Jacqueline Kennedy usava um tailleur assinado por ela no dia em que John Kennedy foi assassinado.

Durante muito tempo, a França tentou apagar o passado colaboracionista. Nos anos 1958-1968, durante a presidência do general Charles de Gaulle, construiu-se o mito de gauleses unidos em torno da Resistência, opondo-se ao governo de Vichy. Durante a presidência de François Mitterrand, entre 1981 e 1995, o paradigma caiu por terra. Inúmeras pesquisas revelaram os diferentes níveis de colaboração dos diversos grupos sociais. Mais recentemente, os presidentes Jac­ques Chirac e Nicolas Sarkozy tentaram reabilitar a Resistência e manter viva a ideia de que o país sofreu horrores, esmagado sob as botas do Reich.


Nesta nova onda de interpretações, Coco Chanel entra repaginada. No filme, a personagem é totalmente detetizada, desinfetada, limpa. Não se toca em sua cooperação com o inimigo nem nos desdobramentos que sua atitude teria tido. Afinal, é preciso preservar o fenomenal negócio que são suas bolsas, compradas pelas apreciadoras de moda do mundo inteiro, e o rostinho de Audrey Tautou, garota-propaganda do perfume Chanel no 5. Se Coco antes de Chanel é um comercial bem chatinho, pelo menos nos faz lembrar de questões importantes. E, quando se comemoram 70 anos do maior conflito mundial, um pouco de história não faz mal a ninguém.



Mary Del Piore é historiadora, autora de 25 livros sobre história do Brasil e ganhadora de vários prêmios, entre os quais o Jabuti e o da Associação Paulista de Críticos de Artes.





O FILME


Coco antes de Chanel, de Anne Fontaine. Com Audrey Tautou, Benoît Poelvoorde e Alessandro Nivola. Estreia prevista para este mês.



Um pouco de Coco Chanel...




Um pouquinho de coco chanel para vc : Gabrielle Bonheur Chanel, (Saumur, 19 de agosto de 1883 - Paris, 10 de janeiro de 1971), mais conhecida como Coco Chanel, foi uma importante estilista francesa e uma mulher à frente do seu tempo. As suas criações até hoje ditam e influenciam a moda mundial. É a fundadora da empresa de vestuário Chanel S.A.

A sede da Chanel em Place Vendôme, Paris

A família de Gabrielle era muito numerosa: tinha quatro irmãos (dois meninos e duas meninas). O pai, Albert Chanel, era caixeiro-viajante e a mãe, Jeanne Devolle, era doméstica. Depois da morte precoce da mãe, que faleceu de tuberculose, o pai de Chanel ficou com a responsabilidade de tomar conta das crianças. Devido à profissão de seu pai, Coco e as irmãs foram educadas num colégio interno, enquanto que os irmãos foram trabalhar numa quinta.


Em 1903, com vinte anos, Gabrielle saiu do colégio e tentou procurar emprego na área do comércio e da dança (como bailarina) e também fez tentativas no teatro, onde raramente teve grandes papéis devido à sua estatura.

Com vinte e cinco anos, Chanel conheceu um rico comerciante de tecidos, chamado Etienne Balsan, com quem passou a viver.

Por volta de 1910, na capital parisiense, Coco conheçeu o grande amor da sua vida: um milionário inglês Arthur Boyle. Boyle ajudou-a a abrir a sua primeira loja de chapéus. A loja Chanel iria tornar-se num sucesso e apareceria nas revistas de moda mais famosas de Paris. Com este relacionamento, Chanel aprendeu a frequentar o meio sofisticado da Cidade Luz.

Algum tempo depois, Boyle acabou a relação com Gabrielle para se casar com uma inglesa e meses mais tarde morreu num desastre de carro.

Com este desgosto, Chanel abriu a primeira casa de costura, comercializando também chapéus. Nessa mesma casa, começou a vender roupas desportivas para ir à praia e para montar a cavalo. Pioneira, também inventou as primeiras calças femininas.

No início dos anos 20, Chanel conheceu e apaixonou-se por um príncipe russo pobre, Dmitri Pavlovich, que tinha fugido com a sua família da Rússia, então União Soviética. A sua relação com Paulovitch a fez desenhar roupas com bordados do folclore russo e, para isso, contratou 20 bordadeiras. Neste período, Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo.

Sua roupas vestiram as grandes atrizes de Hollywood, e seu estilo ditava moda em todo o mundo. Além de confecções próprias, desenvolveu perfumes com sua marca. Os seus tailleurs são referência até hoje.


Em 1921, criou o perfume que a iria converter numa grande celebridade por todo mundo, o nº5. O nome referia-se ao seu algarismo da sorte. Depois deste perfume, veio o nº17, mas este não teve o mesmo êxito que o nº5.


Durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel fechou a casa e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão. Reabriu-a em 1954.


No final da guerra, os franceses conceituaram este romance mal e deixaram de frequentar a sua casa. Nesta década, Chanel teve portanto dificuldades financeiras. Para manter a casa aberta, Chanel começou a vender suas roupas para o outro lado do Atlântico, passando a residir na Suíça.




Devido à morte do ex-presidente norte-americano John Kennedy e à admiração da ex-primeira-dama Jackie Kennedy por Chanel, ela começou a aparecer nas revistas de moda com a criação dos seus tailleurs (casacos, fato e sapatos). Depois voltou a residir na França.


Faleceu no Hôtel Ritz Paris em 1971, onde viveu por anos. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que levaram as suas roupas em sinal de homenagem.



Frases de Coco Chanel



“Moda é arquitectura: é uma questão de proporções.”



“Uma mulher possui a idade que merece.”


“Quem não gosta de estar consigo mesmo em geral está certo.”


“Não há tempo para a monotonia do previsível. Há tempo para o trabalho. E tempo para o amor. Isso nos toma todo o tempo.”


“Já que tudo está na nossa cabeça, é melhor a gente não perdê-la.”


“Meus amigos, não tenho amigos.”


“A moda virou uma piada. Os designers se esqueceram que existe mulheres dentro das roupas. A maioria das mulheres se veste para os homens e quer ser admirada. Mas elas também precisam andar, entrar num carro sem arrebentar a costura! Roupas têm que ter uma forma natural.”


“A lenda é a consagração da celebridade.”


“Eu não entendo como uma mulher pode sair de casa sem se arrumar um pouco – mesmo que por delicadeza. Depois, nunca se sabe, talvez seja o dia em que ela tem um encontro com o destino. E é melhor estar tão bonita quanto for possível para o destino.”


“Onde uma mulher deve usar perfume?” – perguntou-me uma moça. ‘Onde ela quiser ser beijada’, eu respondi.”


“O luxo precisa ser confortável, senão não é luxo.”

petula clark - hits medley

Petula Clark - Love this is my song



Lindaaaaaaaaaaaaaaa .......
Petula Clark, saudade dela...

domingo, 1 de novembro de 2009

Mirielle Mathieu Petula Clarke C'est Si Bon

PARIS-C'EST SI BON

''Coco Antes de Chanel'' (Coco Avant Chanel) - Trailer Legendado



Chanel, quem não sonhou com ela, nos últimos 80 anos, em sã consciência, sendo mulher e habitando o Ocidente? Devo ter sido uma menina suburbana que a teve como referência distante e inatingível, enquanto a admirei de longe, acompanhei sua moda pelas revistas, notícias, ufanei com seus delirantes desfilhes e só fui usar uma gota de Chanel número 5, lá pelos meus 30 anos, quando ousei comprá-lo e submeter-me ao seu teor mágico.

Chanel, a lenda da moda, a dama do tailler, dos colares, dos sapatos semi abertos e bicolores, aquela das bolsas de matelassê, com alças em correntes, a mesma da feitiçaria francesa de mulheres magras, leves e deslizantes, ditando normas para atrizes, rainhas, primeiras damas, famosas que tinham acesso livre ao seu criativo dom de encantar.

Chanel, a menina pobre que se tornou estilista famosa. A doce mulher de negócios, uma experta cidadã antenada com a indústria da beleza e a sede capitalista do consumo de sonhos, ela mesma aparece agora em cinema, em mais de uma produção, assim como já apareceu em teatro, livros, seriados e ainda vai se superar em novas histórias que dela não cansarão nunca de falar.

Chanel, a mulher que revolucionou a mulher no século XX, trazendo-a para um lugar onde sua feminilidade flui diante de olhos amantes de pérolas, de paixões baseadas em imagens românticas e clássicas, apesar dos tempos modernos, um adocicado século antigo permanece no semblante de uma mulher que eterniza o amor em seu coração sedento de verdadeira paixão. Aí, nesse lugarzinho especial, se instala o estilo Chanel, entre um suspiro de prazer e um profundo respirar capaz de renovar a auto-estima feminina ou sua esperança diante da vida.
                                  Cida Torneros      

nicole kidman chanel commercial

Música do Anúncio Chanel Coco Mademoiselle 2008



Música do Anúncio Chanel Coco Mademoiselle 2008



O nome da música do anúncio Chanel Coco Mademoiselle está neste blog. A casa Chanel foi fundada em 1910, por Gabrielle "Coco" Chanel na cidade de Paris. Ela revolucionou o mundo da moda e da indústria associada, dando um toque de classe, elegância à alta costura. Madame Chanel teve uma longa carreira e manteve-se à frente da empresa entre 1910 e 1971, ano em que faleceu, transformado-se num ícone da França reconhecida mundialmente pelo seu papel, na evolução da moda no Séc. XX. Em 1921 a Chanel produziu o seu primeiro perfume, o famoso "Chanel Nº5", que foi um sucesso a nível de vendas, primeiro na alta sociedade francesa, e depois em todo o mundo.


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Continua a ser o perfume mais vendido da marca. Em 1924 a Chanel lança a sua primeira colecção de joalharia, que chamou a atenção dos media e catapultou a marca para padrões de qualidade e design de excelência, que revolucionaram todos os conceitos da arte de trabalhar os materiais preciosos. Em 1939 Coco decide retirar-se do mundo moda, embora nas suas boutiques, os perfumes e acessórios Chanel continuem a ser vendidos. Em 1954 volta ao activo, e o seu primeiro desfile foi aclamado em todo o mundo, como um regresso de uma verdadeira estrela, importante pelo peso do nome Chanel, e por ser um símbolo da cultura parisiense, que fez da capital francesa a capital do mundo da moda. Em 1983, Karl Lagerfeld assume o cargo de director artístico da Chanel Fashion, depois disso, tudo mudou. Lagerfeld chocou a indústria da moda com designs inovadores, e vestidos elegantes, mas mais sensuais e arrojados. A Chanel em 2007 lançou o seu novo perfume "Coco Mademoiselle", e para ser a cara da publicidade, escolheram a actriz Keira Knightley, conhecida por muitos e bons papéis de filmes de Hollywood. Mas a actriz destacou-se mais recentemente na sequela de filmes dos Piratas das Caraíbas da Disney...........................................................................


A música do anúncio é um original de lendário Nat King Cole, mas que é interpretada pela cantora inglesa Joss Stone. A canção foi feita especialmente para o anúncio, e embora não pertença ao novo álbum da artista, quem comprou o álbum "Introducing Joss Stone" de 2007, tem direito a fazer o download gratuito da faixa L-O-V-E em www.jossstone.com/bonus a partir de instruções que estão no cd original.

Peças clássicas da moda são frutos de Coco Chanel (www.doqueelasgostam.com.br/artigos_chanelcoco.html) reproduzido do blog

Você sabia que as peças clássicas da moda são frutos de Coco Chanel?



Exato.


Peças que chamamos de curingas são os grandes acertos da Mademoiselle francesa mais chique de todos os tempos. Isso sem falar de outras peças que chamamos de Chanel, como saia Chanel, sapato Chanel, cabelo Chanel. Confira!


Pretinho básico




Chanel desenhou em 1926, para a revista Vogue um croqui de um vestido reto, com uma saia abaixo dos joelhos, confeccionado em jérsei preto e com debrum branco nas mangas. A estilista criou a peça para vestir qualquer mulher, com qualquer corpo, em qualquer ocasião. “Simplicidade é a chave da verdadeira elegância”, declarou a Mademoiselle.


O pretinho foi um produto da necessidade, depois da quebra da bolsa de Nova York, em 1929, as roupas sofisticadas e vistosas eram consideradas de mau gosto e o preto combinava com o espírito predominante.


Audrey Hepburn imortalizou o seu vestido preto e suas pérolas ao redor do pescoço no filme “Bonequinha de Luxo”.


Colar de pérolas





“Toda mulher deveria ter fios e fios de pérolas. Se forem falsas, e daí?”


É impossível não associar Chanel ao seu pescoço fechado por varias voltas de pérolas. O acessório foi adotado pela estilista para descontrair o seu visual, mantendo sempre o estilo informal e superficial, mas sempre chique. E para dar mais efeito e volume, Chanel misturava pérolas originais, presentes de seus amantes com suas próprias imitações de pedras falsas, com diferentes tipos de tonalidades e tamanhos.


Bolsa a tiracolo


A praticidade mais uma vez era essencial para Chanel, que queria liberdade para as mulheres de suas convenções. Pensando assim, ela aumentou as alças da bolsa para que pudesse ser usada nos ombros, deixando as mãos livres. Mas sempre com muito estilo: colocou correntes douradas para decorar as alças. As argolas, permeadas por tecido ou couro, marcaram muitas das suas coleções. O mais tradicional modelo das bolsas é o feito de matelassê, e o fecho com os dois C entrelaçados, o logotipo tão cobiçado da marca da estilista.


Sapato bicolor




O consenso nos desfiles badalados na Maison Chanel, onde as modelos desfilavam as criações de Chanel nos vários estilos de vestidos, calças e trajes, eram os pés. A estilista sempre repetia o mesmo modelo de sapato, sempre em bege, com aberturas nos calcanhares e biqueira preta, que segundo ela, diminuíam o pé. A única variação era trocar o bico preto pelo dourado. O modelo do sapato é reproduzido por todos os estilistas, significando sempre feminilidade e sofisticação.




Perfume Chanel nº 5


O perfume mais famoso e vendido em todos os tempos foi o responsável pela fortuna de Chanel. Foi o primeiro perfume sintético lançado por uma casa de moda e não por um perfumista. Criado em 1921 virou uma verdadeira febre quando Marylin Monroe declarou que vestia apenas uma gota de Chanel nº 5 para dormir. O mais interessante é que o lendário perfume tem seu toque brasileiro, afinal seu principal é o óleo essencial linalol, extraído da madeira pau-rosa, que é uma árvore nativa da Amazônia. O perfumista Ernest Beaux acrescentou ainda 70 fragrâncias para alcançar o que Chanel chamou de “um perfume de mulher com cheiro de mulher”.

Estreou dia 30 de outubro, no Brasil, o filme Coco Antes de Chanel

No  dia 30 estreia por aqui o filme Coco antes de Chanel, produção que traz para a telona a trajetória da estilista francesa até chegar ao topo do mundo da moda.


A escolhida para dar vida a Chanel no cinema é a charmosa Audrey Tautou, que ficou mais conhecida pelo papel de Amélie Poulain. Dirigido por Anne Fontaine, o filme mobilizou uma super equipe de pesquisadores atrás de referências da época em que Chanel viveu (1883-1971), já que haviam poucos registros fotográficos de sua história.



O objetivo do filme, segundo os produtores, é mostrar os hábitos e as influências de Chanel, que a fizeram entrar no universo da moda e tornar-se um ícone eterno - não à toa, a marca é até hoje uma das mais reconhecidas (e concorridas) em todo o mundo.

História de amor entre Chanel e Stravinsky fecha o Festival de Cannes

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"Coco Chanel e Igor Stravinsky" terá sessão oficial neste domingo. Longa mostra "A sagração da primavera" e criação do perfume nº 5



23/05/2009
10:10
G1/Globo.com


Selecionado para o encerramento do festival, no domingo (24), Coco Chanel & Igor Stravinsky foi exibido em uma sessão para a imprensa na manhã de sábado.
Dirigido por Jan Kounen, o filme narra o romance entre a estilista Gabrielle "Coco" Chanel e o compositor russo Igor Stravinsky. Interpretada pela atriz francesa Ana Mouglalis, Coco é apresentada como uma mulher independente, devotada a seu trabalho e a frente do seu tempo. Assim como Stravinsky, vivido pelo dinamarquês Mads Mikkelsen, considerado um dos maiores compositores de vanguarda do início do século XX.

Disputa em Cannes é apertada; drama prisional francês se destaca
Última atuação de Heath Ledger chega às telas em Cannes"É o pior que poderia ter acontecido", diz Paris Hilton após perder celularO longa-metragem abre com uma reconstituição do célebre episódio da estreia do balé A sagração da primavera, no Teatro Champs-Elysées, em 1913. Com música de Stravinsky e coreografia de Nijinsky, a apresentação terminou debaixo de confusão, quando o público, indignado com a quebra de convenções da obra, se pôs a vaiar a orquestra e os bailarinos.

Uma das convidadas naquele dia era justamente Coco Chanel, que se encantou pelo estilo revolucionário de Stravinsky e, anos depois, quando se reencontraram, ofereceu-lhe sua casa de campo na França para que o compositor pudesse trabalhar.
Casado e pai de quatro filhos, Stravinsky aceita a proposta e logo se rende aos encantos de Coco. Dividido entre a família e o caso com a estilista, ele mergulha em uma crise, que o leva ao alcoolismo e ao rompimento com Coco. "Você não é uma artista, é só a dona de uma loja de roupas", rebate o compositor quando Coco tenta comparar sua importância à dele.


Mas a opinião de Kounen - e, por extensão, de Chris Greenhalgh, cujo romance Coco & Igor, publicado em 2002, inspirou o filme - é bem diferente da de Stravinsky, que apesar do vanguardismo musical era apegado a valores mais conservadores.

Para o diretor do longa, não há dúvidas de que as criações de Chanel foram resultado de um trabalho artístico, seja na escolha segura da paleta de cores para as suas roupas - em preto e branco, geralmente - ou mesmo na forma como conduziu a invenção do clássico Chanel nº 5, perfume mais vendido no mundo até hoje.
"Quero um arco-íris, não uma nuvem em torno de mim", sugere a personagem ao químico encarregado de produzir a fragrância. A ideia era que com apenas uma aplicação o perfume permanecesse na pele da mulher por mais tempo, sem que se precisasse passar o dia todo borrifando a essência.

Quando finalmente chegou à versão que mais lhe agradava, Coco "assinou" o perfume com o seu nome - Chanel - e acrescentou o nº 5 em referência à última das cinco amostras finais dentre as quais escolheu.


Ideal para ser apreciado com os cinco sentidos, Coco Chanel & Igor Stravinsky é, finalmente, um espetáculo à parte para os amantes de moda, em geral. À parte uma peça de roupa criada especialmente pelo estilista Karl Lagerfeld, o figurino usado pela atriz Ana Mouglalis foi rigorosamente costurado a partir do guarda-roupas clássico de Coco: blusas, camisas, pantalonas, tricôs, pérolas, botões dourados inspirados no iatismo. Até a camisola usada pela atriz em uma das cenas do longa não faria feio nem no tapete vermelho de Cannes.

CHANEL

Tony Awards - Coco

Tribute Coco Chanel

Coco chanel

Coco Channel

Coco, de la rebeldia a la leyenda de Chanel - Trailer español

MAKING OF CHANEL N° 5 - Audrey Tautou

Audrey Tautou is Coco Channel

Canciones para Coco Channel

Trailer oficial de Coco antes de Channel (subtítulos)

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Channel...o filme





Chanel número 5, pra sempre...



Gabrielle Bonheur Chanel, (Saumur, 19 de agosto de 1883 - Paris, 10 de janeiro de 1971), mais conhecida como Coco Chanel, foi uma importante estilista francesa e uma mulher à frente do seu tempo. As suas criações até hoje ditam e influenciam a moda mundial. É a fundadora da empresa de vestuário Chanel S.A.

A família de Gabrielle era muito numerosa: tinha quatro irmãos (dois meninos e duas meninas). O pai, Albert Chanel, era caixeiro-viajante e a mãe, Jeanne Devolle, era doméstica. Depois da morte precoce da mãe, que faleceu de tuberculose, o pai de Chanel ficou com a responsabilidade de tomar conta das crianças. Devido à profissão de seu pai, Coco e as irmãs foram educadas num colégio interno, enquanto que os irmãos foram trabalhar numa quinta.

Em 1903, com vinte anos, Gabrielle saiu do colégio e tentou procurar emprego na área do comércio e da dança (como bailarina) e também fez tentativas no teatro, onde raramente teve grandes papéis devido à sua estatura.

Com vinte e cinco anos, Chanel conheceu um rico comerciante de tecidos, chamado Etienne Balsan, com quem passou a viver.

Por volta de 1910, na capital parisiense, Coco conheçeu o grande amor da sua vida: um milionário inglês Arthur Boyle. Boyle ajudou-a a abrir a sua primeira loja de chapéus. A loja Chanel iria tornar-se num sucesso e apareceria nas revistas de moda mais famosas de Paris. Com este relacionamento, Chanel aprendeu a frequentar o meio sofisticado da Cidade Luz.


Algum tempo depois, Boyle acabou a relação com Gabrielle para se casar com uma inglesa e meses mais tarde morreu num desastre de carro.


Com este desgosto, Chanel abriu a primeira casa de costura, comercializando também chapéus. Nessa mesma casa, começou a vender roupas desportivas para ir à praia e para montar a cavalo. Pioneira, também inventou as primeiras calças femininas.


No início dos anos 20, Chanel conheceu e apaixonou-se por um príncipe russo pobre, Dmitri Pavlovich, que tinha fugido com a sua família da Rússia, então União Soviética. A sua relação com Paulovitch a fez desenhar roupas com bordados do folclore russo e, para isso, contratou 20 bordadeiras. Neste período, Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo.


Sua roupas vestiram as grandes atrizes de Hollywood, e seu estilo ditava moda em todo o mundo. Além de confecções próprias, desenvolveu perfumes com sua marca. Os seus tailleurs são referência até hoje.

Em 1921, criou o perfume que a iria converter numa grande celebridade por todo mundo, o nº5. O nome referia-se ao seu algarismo da sorte. Depois deste perfume, veio o nº17, mas este não teve o mesmo êxito que o nº5.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel fechou a casa e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão. Reabriu-a em 1954.

No final da guerra, os franceses conceituaram este romance mal e deixaram de frequentar a sua casa. Nesta década, Chanel teve portanto dificuldades financeiras. Para manter a casa aberta, Chanel começou a vender suas roupas para o outro lado do Atlântico, passando a residir na Suíça.

Devido à morte do ex-presidente norte-americano John Kennedy e à admiração da ex-primeira-dama Jackie Kennedy por Chanel, ela começou a aparecer nas revistas de moda com a criação dos seus tailleurs (casacos, fato e sapatos). Depois voltou a residir na França.


Faleceu no Hôtel Ritz Paris em 1971, onde viveu por anos. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que levaram as suas roupas em sinal de homenagem.



Coco antes de Chanel

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Coco antes de Chanel


Uma garotinha é deixada junto com a irmã num orfanato no coração da França, e todos os domingos ela espera, em vão, que o pai volte para buscá-la… Uma artista de cabaré com voz fraca que canta para uma plateia de soldados bêbados… Uma humilde costureira que conserta bainhas nos fundos de uma alfaiataria de cidade pequena… Uma cortesã jovem e magricela, a quem seu protetor, Etienne Balsan, oferece um refúgio seguro, em meio a um ambiente de decadência… Uma mulher apaixonada que sabe que nunca será a esposa de ninguém, recusando-se a casar até mesmo com Boy Capel, o homem que retribuiu seu amor… Uma rebelde que considera as convenções de sua época opressoras e prefere usar as roupas dos homens com quem se envolve… Esta é a história de Gabrielle “Coco” Chanel, que começa a vida como uma órfã teimosa, e, ao longo de uma jornada extraordinária, se torna a lendária estilista de alta-costura que personificou a mulher moderna e se tornou um símbolo atemporal de sucesso, liberdade e estilo.
Durante sua infância, Gabrielle Chanel leva uma vida pobre e difícil. Logo cedo, sua mãe morre vítima de tuberculose e a garota é deixada em um orfanato, com a promessa nunca cumprida do pai, um caixeiro viajante, de que um dia voltará para buscá-la. Sem expectativas, a jovem Gabrielle tenta sem sucesso seguir carreira de cantora de cabaret e, em seguida, como costureira, descobre sua vocação. Quando conhece o rico comerciante de tecidos Etienne Balsan, ela passa a mostrar seu talento.

Fora de qualquer padrão da sociedade, e com uma personalidade forte o suficiente para não se deixar intimidar pelas críticas, a jovem pega roupas de Balsan e as adapta para seu corpo. Conhecida nas alfaiatarias como Coco, por uma música que costumava cantar, Gabrielle surpreende o mundo da moda com trajes femininos modernos, inspirados nas roupas masculinas, sendo a primeira a criar calças compridas para mulheres e a inventar o tailleur. Depois de conhecer o milionário Arthur Capel, a pobre menina do interior da França abre sua grife Chanel e se torna uma das mulheres mais poderosas do mundo.


Dirigido pela também francesa Anne Fontaine, de A Garota de Mônaco, o filme Coco Antes de Chanel desagradou especialistas do mundo da moda por se focar mais nos romances da personagem - que sempre se disse contra romances - do que em sua vida profissional. O longa é protagonizado pela atriz Andrey Tatou, de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, e é adaptado do livro de Edmonde Charles-Roux. Também em 2009, a personagem ganhou o filme Coco Chanel e Igor Stravinsky, sobre o romance entre a estilista e o compositor russo, ainda sem previsão de estreia no Brasil.


INFORMAÇÕES

Diretor: Anne Fontaine


Elenco: Audrey Tautou, Benoît Poelvoorde, Alessandro Nivola


Nome Original: Coco avant Chanel


Ano: 2009


País: FRA


Duração: 105 minutos



 






Deolinda - Movimento Perpétuo Associativo

Vous Les Femmes- Julio Eglesias(Lyrics in French and English in the Description)

Un jour tu ris un jour tu pleures

Julio Iglesias - Il Faut Toujours Un Perdant

Onde estará o meu Amor?

Onde estará o meu Amor?

A canção me faz pensar o quanto a vida é frágil quando a saudade bate forte em nosso coração...se aquela pessoa que se ama está distante e não se tem como localizá-la, em dado momento, é mesmo a solidão intensa, de se estar dentro de si, com a escuridão da sua ausência...onde está a luz dos seus carinhos e a iluminada alegria que seu abraço sintetiza? onde se encontra aquele sorrizinho bendito que preenche cada canto do meu sentido da vida? onde se esconde o beijo que ele me promete na estrada como reconforto para o cansaço da caminhada? em que lugar do mundo se aninha agora o seu ouvido atento aos meus gemidos de amor?


Se ele estiver por aí, nem o pertubem os sinos das igrejas, nem o acordem do sonho que tem comigo, deixem-no adormecer e despertar em estado letárgico, dopado de amor por mim, ainda um menino aconchegado ao meu peito, ainda um varão sedento de prazer, ainda um homem que nem sabe o quanto seria capaz de me achar e nunca mais me perder.


Preservem-se suas buscas, delas, captem os solavancos, os percalços, os baixos nas curvas perigosas, façam-se eternas nele, as certezas de que lá estou eu, no fim da rua, na chegada ao pequeno lugarejo onde vive minha doçura e onde guardo ( para ele) o tesouro dos céus, o nirvana da paixão e a bênçao dos enamorados.


Se eu não posso encontrá-lo agora, por questões de geografia, de método ou de dimensões de tempo e espaço, nada nos fará desistir da marcha que empreendemos um na direção do outro...


Onde estará o ser que me comove e me alucina? em que pedacinho de que aldeia de que cidade de que país, ele se prepara para o vôo até meu alvorecer? sou tão infantil nessa hora, porque sinto os folguedos da atmosfera em plena gratidão ao sol que nos surge todas as manhãs e nos junta as bocas... nem consigo me dissociar das imagens de dias e noites corridos em torno de nossos encontros programados e esperançados...

Corra tempo, passe depressa, traga o meu amor em velocidade acima da barreira do som, ponha-no diante dos meus olhos e me deixe extasiar diante do seu raio de luz que me confunde a vista, que me embaça a visão, que me vislumbra com aura grandiosa, a aura que só o amor pode oferecer, o manto resplandescente dos anjos em circuito avassalador, entrarei nessa festa que ele me oferece...


Nada poderá nos afastar do destino que a nós toca com seus fortes arremedos, aqui estamos nós, em compasso de espera, peregrinando por terras desconhecidas, viajando por sendas adversas, saudosos dos recíprocos sentimentos, acalentados pela certeza do quanto é possível desejar um bem e encontrá-lo nessa vida, ainda que seja assim, com o sacrifício da separação por tempos ou por espaços...


Aproxime-se cada energia que dele brota para que meu peito se aquiete e que possamos entender a artimanha dos nossos inconscientes, nós criamos esse amor e o alimentamos de reencontros.

Talvez ele esteja mais dentro de mim e eu dele do que tenhamos condições de mensurar...

Cida Torneros, Rio, 21 de junho de 2009

Tout De Toi - Julio Iglesias



tudo de ti

ela queria tudo, dele, dela e de ambos
era um jeito de querer trazendo seu cheiro pra dentro das  narinas dela...
enxergando os olhos dele dissolvendo-se nos dela...
percebeu então que suas mãos tocavam o corpo dele...
era um toque além do tempo, além e acima da vida terrena...
ouviu a voz dele sussursando...sou todo teu...
seja toda minha, agora e sempre...

acordou do sonho...
atendeu o telefone...
aquela voz trouxe tudo o que ela precisava para continuar a viver...
                                              Cida Torneros 

UM DIA DE DOMINGO

HOMEM DE MEIA IDADE PROCURA ( CONTO)

Homem de meia idade procura...




Manoelita acordou disposta a recomeçar a vida... era domingo, tivera uma semana das piores, idas ao médico, uma descompensada pressão arterial, fruto de vida desregrada, dos últimos tempos... depois de chegar à conclusão de que era preciso mudar o rumo dos seus dias e noites (principalmente), imaginou que uma caminhada na orla marítima da sua cidade tropical seria o ponto de partida da nova maratona de saúde e felicidade.
A madura Manoelita já passara por tantos pedaços que, agora, no auge da certeza de que tudo é mesmo tão passageiro, não se daria ao luxo de desperdiçar mais um minuto que fosse como mazelas que não fossem as suas próprias.
Aquele namorado de ocasião, que a estava cozinhando em banho-maria, aquecendo sem ferver, estava nesse exato momento, sendo riscado do seu caderninho de endereços, deletado da sua email-list, esquecido das suas tardes mornas.
Ao diabo com esses figurões cheios de razão própria e com medo de suas mulheres de casa... Uns "bundões", concluiu.
Dos casados, a linda Manoelita estava cheia, até os "bagos", como dizia seu avô, e ela, menina, achava tão engraçado, mas levou muito tempo para entender o sentido disso. Estava "cheia" sim, de ser muleta para o caminhar indeciso e acomodado de tantos que conhecia.
Este mais recente, ora bolas, ela atendera a um desses anúncios de sites de relacionamento... e, sabedora do que podia vir pela frente, lá foi ela, ao encontro das mentirinhas do mundo da internet.
Dentre vários perfis, aquele lhe tocara fundo...




HOMEM DE MEIA IDADE PROCURA


SOU UM HOMEM DE 50 ANOS, VIVO SÓ, PRECISO DE COMPANHIA, MULHER RESOLVIDA E MADURA PARA RELACIONAMENTO OU ROMANCE, DE MUITO CARINHO E RESPEITO.


MADURO SOLITÁRIO




Pois ela atacou e conseguiu a atenção do maduro "solitário", que logo percebeu, esperta, inteligente e sensível, de solitário só tinha o nick name, pois devia ser casado e bem casado, daqueles que chamam a mulherzinha de dona da sua casa e mãezona.
Foi se relacionando com o homem tão carinhoso, necessitado da fantasia que todo ser humano busca na sua mais profunda solidão. Ela se deixou , conscientemente, levar pelo afeto que ele lhe dava ou transmitia, mas quando tinha oportunidade, perguntava se ele não lhe escondia algo...
O tempo foi passando, eles tiveram momentos de grande sintonia, muita saudade, prometeram-se um encontro real, chegaram a imaginar local e hora, mas adiaram algumas vezes.
Manoelita esperou que ele lhe contasse a verdade. Como o tal Maduro, de maduro só tinha o apelido, pois se comportava mesmo como um adolescente medroso, fugindo da "mãe" representada pela santa com quem devia dormir como um irmãozinho. O homem que se mostrara a ela, era do sexo feroz, mas não era difícil saber que aquele fogoso "solitário" tivesse talvez até com a mulher de casa, umas "trepadas" ocasionais, mas isso era problema dele, da cultura onde se inseria, do seu machismo atrasado, etc.








A sensível Manô resolveu jogar o balde de água fria naquela quentura que os acometia, e foi fundo. Ofendeu, foi ofendida, gritou, esbravejou, jogou na cara dele toda a sua mágoa feminina de ser mais uma válvula de escape, mesmo sabendo que vivera isso porque quisera. Mas não se furtou de chorar como uma menina frustrada, decepcionada mesmo, antes de deixar para trás essa história que se repetia, psicanaticamente, como seu analista tanto a alertara.
Nada como sofrer por um amor impossível, ela ia chorando, e iniciou a caminhada do domingo novo na sua vida velha.
Saiu, vestida à caráter, de trainnig, bonitona, olhando o céu como um alento, para a coragem de abrir mão de um sonho bobo.
E, pensou assim... Se o Homem de meia idade procura... e acha... é porque existe mesmo no mundo um bando de mulheres sobrando como ela, sobrando por serem livres, dispostas, lutadoras, independentes, decididas, caminhantes da orla, bonitas, felizes com suas conquistas pessoais e profissionais... e foi caminhando com passo mais cadenciado, pois perdia peso, suava, oferecia ao sol de domingo suas mais sinceras lágrimas de amor. Seriam as últimas, tornou a prometer-se.
Quando voltou para casa, ligou o computador, foi ao site de relacionamentos. Pôs um anúncio:


Mulher de meia idade não procura mais... Achou... Reencontrou a si mesma e descobriu que ficar sozinha é uma solução perfeita.
Mas se porventura você estiver precisando de um "casinho", podemos conversar. Gosto de perfumes franceses, viagens ao Caribe, notas verdinhas, mas aceito euros, se tiver avião próprio, melhor, mas se não, viajo em primeira classe em voos comerciais, dou assistência moral, sexual, espiritual, assessoro no guarda-roupa, acompanho em festas, jantares, degusto vinhos e iguarias, apresento-me adequadamente para cada evento, jogo tênis, toco piano e violão, escrevo poesias, mantenho a leitura atualizada, sou apreciadora de ópera, música clássica, estou aprendendo a dançar o tango, tenho um lindo sorriso, meus olhos são verdes, as coxas grossas, a bunda durinha, os seios perfeitos, as mãos macias e os pés são cuidados. Única restrição: não faço mais "SEXO"... Só assisto... e deixo o casal, você e sua mulher, à vontade!!!