Maracanã

Maracanã

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eleições americanas, internet faz a diferença ( publicado no Observatório da Imprensa- Brasil)



ELEIÇÕES AMERICANAS
A internet faz a diferença

Por Maria Aparecida Torneros em 21/10/2008

Hoje, depois de passar 11 dias em Nova York, retorno para o Brasil, com uma sensação de ser espectadora vip de um espetáculo eleitoral, na disputa presidencial norte-americana, que em nada ficaria a dever a um show da Broadway, pelo aparato que assume cada entrevista ou discurso dos candidatos.
Também um sem número de produções cinematográficas está por toda a parte e é possível observar os detalhes do requinte quando se prepara e se apresenta, via televisão, um lauto jantar, onde Obama e McCain, devidamente trajados em fraque e gravatas brancas, trocam amabilidades e farpas, com o tom mais educado e brincalhão cabível na hora da mais séria crise financeira que se abate sobre o império do capitalismo internacional.
No programa brasileiro Manhattan Connection, o apresentador Lucas Mendes, radicado por estas bandas há décadas, questiona o que faz a diferença desta campanha e a participante Camila observa um fato novo que vem da organização do grupo do candidato Obama, que utiliza a internet como meio avassalador de atingir eleitores e incitá-los a comparecer as urnas, uma vez que o voto, nos EUA, não é obrigatório.

Ânimos acirrados
Entretanto, alertam os debatedores do programa televisivo de grande audiência entre brasileiros e latinos em geral, ainda é uma incógnita prever se essa ferramenta realmente mobilizará adultos maduros ou jovens ativistas plugados a se disporem a participar do pleito e surpreender as estatísticas – e até os resultados da disputa.
O fato marcante reporta ao momento ímpar da história americana, que é marcada pela importância da aceitação ou rejeição de presidentes, com registro de quatro assassinatos de mandatários no exercício do cargo, além de renúncia, processo de impeachment, atentados etc., como se fossem parte de um enredo extremamente fiel ao acirrado jogo que o poder abre a cada disputa entre democratas e republicanos, ao longo de décadas.
No ar pesado, entre as cotações oscilantes de Wall Street, paira também um clima de tensão velada, o mesmo que prenuncia a vitória de Obama, mas a possibilidade de que este venha a ser alvo de discórdia ou rejeição pelo conservadorismo da cultura nacional, capaz de produzir alguma louca reação, que requerá, por suposto, um forte esquema de segurança para o candidato, caso se confirmem as previsões e ele venha ser declarado o novo presidente do país mais rico do mundo.
Dá para verificar, através do calor crescente que a campanha permite detectar, que os ânimos se acirrarão um pouco mais à medida que se aproxima o dia definitivo em que o povo americano poderá eleger um representante da raça negra para a Casa Branca.

Efeito dominó da quebradeira
Não é por acaso que, entre os bottons vendidos pelos camelôs das esquinas de Nova York, por exemplo, há um que faz muito sucesso e traz os rostos de Obama e Luther King, com a inscrição da célebre e memorável frase-desabafo do líder negro assassinado: "I have a dream!"
Também os americanos como um todo têm um sonho renovado, agora que seu mundo capitalista se vê abalado pela quebra dos bancos, em que seu modo de vida (way of life) se sente ameaçado por uma avalancha de notícias que põem em dúvida o caminho aparentemente seguro do crédito sobre ganhos futuros. É hora de questionar a sociedade e sua febre de consumo, dizem vários articulistas nos principais jornais e comentaristas espoucam idéias de repensar o sonho americano de poder e hegemonia mundial.
Entretanto, o que se vê nas ruas, tanto da cidade síntese da corrida capitalista, que é Nova York, ou o que se pode sentir na preservada Washington, onde estive na quinta-feira (16/10), absorvendo seu clima calorento em contraponto ao pré-inverno que já atinge os 5 graus na semana que começa gelada por NY, será, com certeza, a promessa de um aquecimento promovido por mais debates, especulações financeiras e providenciais medidas de ajuda a bancos e empresas para evitar o efeito dominó da quebradeira geral.
Cavaleiros medievais
Modelo de disputa democrática, o país da liberdade, que constrói a toque de caixa uma torre imensa no lugar da tragédia do World Trade Center, já batizada de Freedom Tower e prevista para ser inaugurada no dia 11 de setembro do ano em que o atentado às torres gêmeas estará completando exatamente 11 anos, parece não deixar passar em brancas nuvens sua sede hegemônica e adaptará sua guerra interna de valores ao mundo globalizado que inclui a internet como ferramenta tão importante no século 21 como foi a indústria cinematográfica hollywoodiana no século 20.
Obama e McCain seguem seus caminhos em torno da disputa do comando do país assumindo o papel de verdadeiros cavaleiros medievais a defender as cruzadas dos bons resultados econômicos, das mudanças sociais, da cobrança de taxas e impostos com melhores e mais justas adequações por classes e níveis financeiros da sua população e de olho na riqueza produzida pela força do trabalho imigrante, que soma números que também fazem a diferença nas terras do Tio Sam.

Palpite e torcida à distância
As mulheres se buscam espelhar em duas figuras antagônicas, representantes de democratas e republicanas, atreladas oficialmente aos programas dos dois candidatos. Hillary Clinton e Sarah Palin não se furtam a emprestar suas imagens fortes a um jogo de cena, em que o voto pode ser buscado no inconsciente feminino das mães, donas de casa, mulheres profissionais ou executivas bem sucedidas, entre muitas que também questionam agora sua parcela importante de contribuição nos rumos da nação.
Na internet, também, as piadas feitas sobre elas ocupam espaços galhofeiros, tanto quanto dos candidatos principais, remetendo a brincadeiras e piadas de ocasião, no intuito claro de captar simpatias ou acirrar rejeições.
No mundo globalizado, a campanha presidencial norte-americana desloca o eixo interno do país do tio Patinhas e assume caráter tão internacional que incita cidadãos de inúmeros países a palpitarem e torcerem, à distância, por Obama ou por McCain, ou, em último caso, a acompanharem atentamente o desfecho de tão intenso momento por que passa a sociedade que, há muitos anos, inventou a indústria automobilística, o show do Oscar e a própria internet, este instrumento que virou o Big Brother na consciência da massa plugada mundial.
Aparecida Torneros
Jornalista - escrevendo de NY
em 20 de outubro de 2008





















quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Quando li "Mutações", livro de Liv Ullman, a musa de Bergman


Quando li "Mutações", livro de Liv Ullman, a musa de Bergman


Eu tenho o livro, capa cinza-prateada, edição de mais de 30 anos. Lembro que naquela época ele ficou por muito tempo na minha bolsa, alcance fácil, porque sempre o folheava para me espelhar nos textos sinceros que compunham a sucessão de revelações pessoais, escritas pela atriz sueca, Liv Ullmann.

Como ela, toda uma geração de mulheres, hoje na faixa dos 50, 60 e 70, encontravam-se na mais fervilhante fase de "mutações" internas e posturais diante daquele século XX que nos cobrava tanto e ao qual mergulhamos de cabeça na tentativa de sermos vistas como seres capazes de um lugar ao Sol, no mundo antes predominantemente dominado pelo poder masculino.

Liv está no Brasil, acabo de ler, sendo homenageada por sua produção cinematográfica e literária, com direito ao lançamento da segunda edição do bendito livro "Mutações".

Em entrevista concedida ao chegar a São Paulo, ela, aos 69 anos declarou:
"- Acharam que eu era feminista. Sempre acreditei que homens e mulheres eram iguais, mas não me achava feminista e nem achava que queimar soutiens era a coisa mais feminina que se devia fazer. Reli o livro há 15 anos. Muitas coisas ainda se encaixam, mas eu mudei também. No entanto, ninguém muda tanto. Então, o livro ainda reflete quem eu sou."

Quando eu li "Mutações", uma coisa me marcou muito: a interiorização dos sentimentos de uma mulher sintonizada com o seu tempo que não se deixou contaminar pelo sucesso e se colocou como um ser humano capaz de compartilhar dúvidas, constatações, medos e esperanças.

Hoje, essa senhora que foi a musa do grande cineasta Igmar Bergman, com quem foi casada e teve uma filha, demonstra o quanto é produtiva como diretora, atriz e escritora, recebendo merecida homenagem em festividade da Cinemateca de Sâo Paulo, além de oferecer suas reflexões experientes sobre o mundo do cinema, defendendo o cinema transformador, aquele que causa impacto na vida das pessoas e as faz repensar seu dia a dia.

Liv é musa de toda uma geração de homens e mulheres que se identificam com um tipo de cinema reconhecidamente artístico e forte, "bergmaniano", impregnado de profundas observações. Com intensas tomadas de rostos expressivos, como o dela, esse gênero nos faz viajar pelo mundo maravilhoso da tela questionadora, no transformando em num público que sai da sala de projeção direto para intermináveis bate-papos que podem se desdobrar em horas, dias, meses ou anos de descobertas interiores a partir de um cena, um diálogo ou uma imagem inesquecível.

Reler e rever Liv é um prazer renovado, e homenageá-la é digno de registro e congratulações, ela não só merece como nos dará a contrapartida, certamente, com sua presença no Brasil, a incentivar a nova geração de cinéfilos e estudantes de cinema. Vou pegar meu exemplar antigo de "Mutações", reler e me sentir em plena mutação, como ela, sem mudar tanto assim, entretanto.

Aparecida Torneros
Jornalista - Rio de Janeiro

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Olhares sem maquiagem...







Olho a câmera
estou sem maquiagem
me fotografo
me olho
me percebo sem pintura
nem na boca
olhar sem lápis
lábios sem batom
Olho as fotos
me vejo rindo para quem me olhar
estou sem enfeites
mas fiz a escova, nos cabelos antes encaracolados, agora parecem passados a ferro,
coisas de mulher e moda, toques e retoques que buscamos todas, em deleites,
mas se me pinto, se me enfeito, se me retoco, sou eu mesma, por baixo aquela
que se apresenta assim, quando quer, e se deixa ver com a pele nua, sem base ou blush,
sem disfarçar as rugas, a idade ou o tempo, por saber-me assim, capaz de me auto-olhar
exatamente como quero parecer, do jeito que sou, com cara de quem acordou agora...
Em mim, a felicidade por amar tanta gente, dentro de mim, amor, e amor, também, lá fora...
Cida Torneros

UM LIVRO ENCANTADOR: ARTIGO DE CARLOS HIGGIE


UM LIVRO ENCANTADOR

Por Carlos Higgie


Leitor assíduo dos textos de Maria Aparecida Torneros na Internet e sabedor da qualidade da sua escrita, encarei a leitura do seu livro “A mulher necessária” como quem vai ler um texto na web, sem grandes pretensões e procurando a leveza e a fugacidade. E fui gratamente surpreendido, devorado pelas crônicas que me envolveram e me transportaram a cada momento da história, a cada personagem citado, fazendo com que eu participasse, de uma maneira quase mágica e inexplicável, de episódios que nunca vivi e dos quais não tinha o menor conhecimento.


Nisso consiste a magia de uma escritora como a Maria Aparecida, fazendo com que o leitor entre na crônica, nos fatos, e sinta na própria sensibilidade emoções, sentimentos, acontecimentos que atingiram ao cronista e aos seus “personagens”.A obra está dividida em três partes, claramente demarcadas e sinalizadas por prefaciadores de peso. Cada uma dessas partes (ou capítulos?) revela um momento da jornalista incrível, curiosa, persistente, lúcida e envolvente que é a Cida.


Théo de Castro Drummond apresentando a primeira parte (Lucidez de jornalista com romantismo de poeta) abre o caminho para o livro e para as crônicas que são debulhadas com maestria pela autora. Afirma Drummond: (...) “ela consegue ver além daquilo que os acontecimentos deixam perceber, o que faz das suas crônicas e artigos uma constante descoberta da própria vida, que ela tão bem sabe retratar” (...)Segundo a autora essa primeira parte contém textos que navegam pelo mundo virtual, sendo reproduzidos em blogs, sites e páginas, por amigos e também por desconhecidos.


A segunda parte da obra (Descobrimentos de Cida) foi prefaciada pelo jornalista Vitor Hugo Soares. São colaborações que foram publicadas pelo jornal baiano A Tarde. Escreve o jornalista: (...) “Os artigos assinados por Aparecida Torneros, publicados semanalmente com zelo e merecido destaque em página nobre do jornal baiano, ganhou uma legião de leitores prazerosos, atentos, participativos” (...) “enchiam a caixa eletrônica da editoria de Opinião de vibrantes comentários e elogios. Alguns, no entanto, renderiam à autora, raivosas e ameaçadoras mensagens de vigias do preconceito e da intolerância de plantão” (...)


A terceira e última parte (Cida conta e canta nossa gente, nossa vida!) traz artigos publicados no Observatório da Imprensa e é prefaciado por José Dirceu. Sim, por ele mesmo, fato que revela mais uma faceta da incrível mulher que é a Cida.Escreve Dirceu: (...) “A mulher necessária” retrata um pouco dessa história, sem importância, entre dois brasileiros que se encontram, Cida e Ze Dirceu, mas retrata mais, conta e canta nossa gente e nossa vida, da vida da Cida, como ela diz, dos 38 anos de profissão e encontros, desencontros, de suas raízes espanholas, de seu Rio de Janeiro, de sua profissão, de ser mulher, mãe e companheira, dos amores perdidos e não achados, dos nossos heróis e vilões, da imensa vontade de viver de Cida e de sua inesgotável paixão pelo nosso povo e pelo Brasil, de seu amor pela vida, tudo que nos une e nos anima a lutar todos os dias, a ser felizes”(...)


Um livro de leitura fácil e agradável, mexendo a todo momento com nossas emoções. Uma obra necessária e que merece ser lida e degustada.


A MULHER NECESSÁRIA – MARIA APARECIDA TORNEROS

Editora t.mais.oito246 páginas. São Paulo. 2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Isabel Pantoja: se me enamora el alma


http://br.youtube.com/watch?v=eO2o6IiUIA8&feature=related

http://br.youtube.com/watch?v=IeXlXI4Hsq4&feature=related



Se me enamora el alma,
Se me enamora,
Cada vez que te veo
Doblar la esquina
Perfumado de albahaca y manzanilla.
Se me enciende la luna cuando me miras.
Se nos ha hecho tarde.
Entre risas y llanto la vida se ha ido.
Yo sonando con el,deshojando las oches
Tu viviendo con alguien que nunca has querido.
Se nos ha hecho tarde
Tu sonrisa y la mía se las llevo el rió.
Tu mirada y la mía se hicieron gaviotas
Y volaron al aire
Y volaron al aire.
Se me enamora el alma,
Se me enamora,
Cada vez que te veo
Rondar mi calle
Vigilando mi casa mañana y tarde.
El fuego esta encendido
La leña arde,
Se nos ha hecho tarde
Y entre risas y llantos la vida se ha ido
Yo sonando con el, deshojando las noches,
Tu viviendo con alguien que nunca has querido.
Se nos ha hecho tarde
Tu sonrisa y la mía se las llevo el rió
Tu mirada y la mía se hicieron gaviotas
Y volaron al aire
Y volaron al aire.
Se me enamora el alma
Se me enamora el alma
Se me enamora.
Se me enamora el alma
Se me enamora
Cada vez que te veo
Rondar mi calle
Vigilando mi casa mañana y tarde.
El fuego esta encendido
El fuego esta encendido
El fuego esta encendido
La leña arde.
Se me enamora el alma
Se me enamora

Prima Notte D'Amore ( Al Bano e Romina Power)



http://br.youtube.com/watch?v=40qsaUkjZ2I&feature=related





Prima notte d’amoretra paura e pudorela voglia di tei tuoi lunghi silenzi
spettinati dal vento
quel tuo caldo caffè
Prima notte d’amore
folle danza nel cuore
les telle lassùpoi quel gallo impazzi
toda quel cielo schiaritoche ci univa di più
Piano piano amore miola tua donna ero io
Il tuo uomo ero iopiano piano amore mio
Insidiosa di serapoi un angelo al soledi giorno sei tu, soprattutto eloquente
quel tuo sguardo innocenteciò che vuole so già
Anche quando i vestitila tua pelle abbronzataricoprono ormaifantasia che mi tentanuovi modi m’inventeper non perderti mai
Piano piano amore miola tua donna sono io
Di sicuro amore mioil tuo uomo sono io
Ogni giorno l’amoreogni notte fermareil tempo che va
Fantasia che mi tentanuovi modi m’inventoper non perderti mai
Piano piano amore miola tua donna sono io

The Glory of Love ( algumas versões)

http://br.youtube.com/watch?v=3_2PAwX86m4&feature=related


http://br.youtube.com/watch?v=5Fgvv-hVgAE

http://br.youtube.com/watch?v=esKMGDczNmQ&feature=related

http://br.youtube.com/watch?v=1u4esGLunl8&feature=related

É ISSO O QUE O AMOR É
É a única coisa digna da vida e da morte
É o primeiro momento e o último suspiro
É um coração partido guardando um voto solene
E uma alma perdida sendo encontrada
Você ora por fé quando é difícil crer
Você escolhe ficar quando é fácil ir
E quando a esperança se vai
Você é o único que permanece esperando
É isso o que o amor é
Quando você dá até não sobrar nada
E faz você dar o seu melhor
É isso o que o amor é
Pode te fazer sorrir e te fazer chorar
Pode te derrubar e te erguer tão alto
Quando você encontra a única razão que resta para viver
É isso o que o amor é
É o sonho do qual você desiste pelo outro
É ser forte quando você mesmo está fraco
Embora você chore, você confia novamente
O ódio perde e o perdão vence
Você vira sua face quando quer brigar
Vende tudo o que tem e entrega sua vida
E quando a esperança se vai
Você é o único que permanece esperando
É alcançar e esperar então alguém saberá
O amor é o que não vai embora

The Glory of Love

http://br.youtube.com/watch?v=8CbpVS0YILI&feature=related


http://br.youtube.com/watch?v=R0N9KdTbUuI&feature=related


http://br.youtube.com/watch?v=3_2PAwX86m4&feature=related


The Glory Of Love

"This is a song I've been singing for a long time. It's like an old friend. But, you know, I think it, it's only recently that I discovered what it's really about.
"You've got to give a little, take a little,
and let your poor heart break a little.
That's the story of, that's the glory of love.
You've got to laugh a little, cry a little,
until the clouds roll by a little.
That's the story of, that's the glory of love.
As long as there's the two of us,
we've got the world and all it's charms.
And when the world is through with us,
we've got each other's arms.You've got to win a little,
lose a little,yes, and always have the blues a little.
That's the story of, that's the glory of love.
That's the story of, that's the glory of love.

O Amor não se explica, se sente...

http://www.slide.com/r/3IjeRZbO6j_ertfB0Te_0Kh3S0ImugNZ?previous_view=mscd_embedded_url&view=original

Manhã de espetáculo e paz...


Manhã ... de espetáculo e paz...


Prepara-se o dia...
nalgum lugar a luz se posicionaa partir do ângulo que se contorcionasobre a Terra, de rotação em rotação,
a natureza festeja uma manhã a mais...
Os olhos animais se abrem...
em cada olhar de esperança, a vida se renova...
nos campos, nas plantações, nas estradas
há um reavivar apressado da produção,
ligam-se as máquinas agrícolas, todos sabem que não é possível parar quando o dia recomeça...
O homem deixa o lar, nas cidades, vai em busca do pão,
a luta que se repete, em tempos de paz ou de guerra,
faz de cada manhã o tempo de reconstruir a vida...
Plantar o trigo, colher a fruta, tirar o leite do seio bendito,
acalmar a tensão pela descoberta da morte, a lida,
sim, ao trabalhar repetidamente, gira como o girassol,
nos prados amarelos, brilhantes, buscando a luminosidade...
A mulher faz do lar o seu reinado, tudo lhe condiciona,
há em cada filho que nasce uma certa religiosidade...
Nada é mais grave do que a manhã no céu da alma
quando o bem vem dizer no ouvido atento que o amor acalma...
...porque , a cada novo nascer do dia, alguém canta um verso ao sol,
algum louco grita bom-dia, sobre a ponte do rio que corre, a voz ao vento,
alguma dançarina ensaia os últimos passos da madrugada apaixonada,
que deixou saudades,enquanto alguma criança põe-se a correr,
para que todos se lembrem que o destino abençoa a mágica manhã,
esta que aproxima os povos, ainda que na fantasia, abraça o momento,
eterniza a emoção de ver o fogo do vulcão, a força do tufão, a tempestade,
que se amansou, o astro-rei, aí vem ele, nascendo por trás do monte...
... é possível vislumbrar seus raios alaranjados,
desde a janela de casa ou do avião,
é incrível observar sua densidade mutante e sua abrangência tão volúvel...
... é quando a manhã vem trazer a passageiro sentimento,
de um sol que ama por amar, sem fixar-se num ponto,
passando adiante, com sua luz caminhante...
... é por isso que o amor, como o sol, dorme e acorda, triunfante,
para que, nas madrugadas, se compreenda a brevidade do dia e da vida,
se desperte o espírito do tempo, na manhã que traz um espetáculo a mais...
... é então, nesse instante sol nascente, que cada ser vivente, amante,
se perdoa por ser tão inquieto, e se redime, por ter tanto desejo de paz...

Cida Torneros

Publicação:
23/09/2006

domingo, 5 de outubro de 2008

A crônica que abre o livro A Mulher Necessária: Mulheres, mulheres, mulheres




























































































Um amigo me disse que gostaria de ter todas as mulheres do mundo. Tentei compreender. Um sonho masculino de possessividade ou um desejo consumista ou até um impulso incontrolável, pensei. Mas, sabendo que é um homem maduro, quarentão, concluí, talvez precipitadamente, que é uma atitude adolescente, de buscar , conquistar, obter, caçar, ou seria um atributo biológico do macho procriador a tentar garantir a prole, perpetuar a espécie, ainda que inconscientemente?
Mulheres, somos de tantas espécies, e acabamos metidas num mesmo caldeirão cultural, submetidas em histórias de machismo e opressão, mas não é verdade que isso nos aconteça a todas. Há as modernas, avançadas nos séculos, independentes financeiramente e com emoções racionalizadas. As que aprenderam a comportar-se como eles, e também querem ter todos os homens do mundo. Como os predadores, elas conquistam e abandonam, escolhem, usam e largam no meio do caminho os tais homens que ainda pensam que todas são iguais.
Mulheres, somos de tantas origens, e entrelaçadas em costumes ou medievais ou estritamente sensuais, ultrapassando as barreiras das religiões ou códigos de costumes. As que se libertaram dos próprios medos e perseguiram o sucesso profissional, que abriram mão da maternidade, que dispensaram o casamento.
Mulheres, somos de tantas loucuras e tantos amores, de tantos ideais e de tantos preconceitos, somos tão diferentes, e no entanto, nos parecemos tão iguais, aos olhos dos homens desavisados.Um homem que deseja ter todas as mulheres do mundo, as têm no sonho, evidentemente, e nem sempre as consegue ter, nem uma parcela delas, de verdade. Porque se as conseguem atrair para a cama, nem sempre levam junto suas almas, e na maioria das vezes, conhecem seus corpos e sexualidade. Mulheres enganam demais os homens, fingem se submeter enquanto dominam, dissimulam desproteção ao passo que se garantem na sobrevivência e ainda, lhes somam as estatísticas, com um tempo de vida média mais extensa que a dos homens, que parecem cuidar-se menos fisicamente ou desgastarem-se mais rapidamente. Mulheres, somos de tanta viuvez, de tantos abandonos, de tantas solidões, mas somos um bando que atravessa o tempo, e carregamos tal mistério de bruxas, ou no coração, ou no entre-pernas, ou nos olhos, nas bocas e nos braços, que nem mensuramos o quanto somos diversas e tão parecidas, sejamos jovens ou senhoras, gordas ou magricelas, altas ou baixotinhas, há em nós uma aura de impressionante expressão. Meu amigo tem razão. É preciso desejar todas e tentar ter algumas, talvez conseguir uma em profundidade, para perder-se dentro dela, e conhecer uma de nós, verdadeiramente.
Aparecida Torneros

Loba, anja, guerreira, bruxa ou fada


Mulher: Loba, anja, guerreira, bruxa ou fada


Acordo com minha secretária doméstica me entregando uma rosa vermelha pelo dia da mulher. Como se não bastasse, ela, que ainda não tem 30 anos, demonstrando uma sensibilidade sem limites, me oferece uma canção, de um cd que trouxe especialmente para eu ouvir.
A música que ela faz deslizar nos meus ouvidos na voz da Alcione, chamada LOBA, segundo suas palavras : é a minha cara. Poderia ser ANJA, GUERREIRA, BRUXA ou FADA.
Agradeço sua manifestação de solidariedade feminina. Presto atenção no recado. Mulher decidida que não aceita a traição.
Talvez eu seja mesmo assim. Ela, pelo convívio diário comigo, deve ter observado esse lado meu intransigente. Pergunto-me por que exponho tanta fraqueza se no auge da maturidade não deveria dar o exemplo do perdão altivo diante das mentiras masculinas. Indago de mim o motivo desta atitude machista que me imponho ao não ter paciência com historinhas inventadas que justifiquem compactuar com os haréns em que os machos insistem em nos instalar, induzindo-nos a co-habitar com suas ex, atuais e futuras necessidades de auto-afirmação.
Para minha reflexão crescer mais ainda, leio o artigo do Jabor, me submetendo a um misto de admiração e desprezo. Homem que reconhece o mistério da fêmea maldita, da mulher que não lhe pertence, da criatura diferente, do seu antídoto, do seu contra-ponto, do ser incompreendido, que o circunda, atrai e persegue.
"Lá onde mora o outro, a diferença", ele diz. Ali mora o perigo. Ali está o mistério profundo. Não há como escapar da idéia de que justamente nesse ponto se alicerça o caminho que tenta desvendar o enigma. Como a esfinge a ser decifrada, cada mulher é mesmo única e múltipla, contracenando suas facetas em busca de caminhos infinitamente variados.
Começo a me produzir para mais um dia de trabalho. Quero estar bonita pra mim. Devo aproveitar cada minuto desse dia para aumentar em mim a solidariedade com as minhas companheiras de estrada, as que estão felizes e as que diluem uma tristeza compartilhada.
Vou aproveitar muito bem esse dia. Trabalho intenso e festas com as amigas de trabalho e de vida.
Para aumentar o mistério, não vamos chamar nenhum Homem ao nosso clube da Luluzinha, hoje.
Deixaremos que cada um deles se imagine como objeto obscuro e secreto das nossas conversas femininas e dos nossos desejos.
Para não perder a graça, nem desvendar nosso maior segredo, melhor que seja assim, até o fim dos tempos.
Cida Torneros, em 8 de março de 2005

Mulher de coragem, "corpo com cabeça"


Mulher de coragem... ( este texto é de abril de 2005)

sempre fui corajosa...desde menina...aprendi a matar muitos leões todos os dias..fui à luta...sempre estudei e trabalhei muito...tive vitórias... derrotas, algumas, sim, mas não tão absolutas que se tornassem obstáculos para impedir que continuasse minha peregrinação nessa vida repleta de caminhos a seguir..escolhi alguns atalhos e fui por eles, na ilusão de chegar mais rápido...sempre que me percebi em estradas complicadas, voltei e reiniciei a viagem com mais garra...nunca me vi como uma covarde assumida... pelo menos, desenvolvi em mim a consciência do meu potencial para batalhar por dias melhores para mim, para os que me cercam, para os que eu possa ajudar, nos cruzamentos de inumeráveis viagens que empreendi...
...ontem, à noite, confessei ao meu analista, que me sinto peixe fora dágua... disse que não tenho interlocutor para o meu diálogo, que acaba sendo um grande monólogo...ele me perguntou sobre os homens... já que tenho muitas mulheres como amigas, com quem convivo diariamente, viajo sempre, troco muito carinho, confidências e expectativas...
...respondi que a sede de sexo dos machos, na verdade, me incomoda...apesar de ser ainda, na minha idade madura, muito fogosa, é como se constatasse que eles só querem ver em mim um corpo... sem cabeça...um corpo apto aos prazeres, mas um cérebro idiota, uma mente culturalmente relegada ao plano medieval das fêmeas que não deviam crescer e se o fizessem, seriam queimadas, como "bruxas" na fogueira imposta pela dominação masculina...
...respondi que não seria jamais uma "garota de programa", mas sim uma "senhora do meu destino"...
...ele considerou que sou uma sedutora...das maiores...que seduzo as pessoas com a minha palavra, meu grau de articulação poética e a minha própria liberdade de ser...
...acrescentou que isso é um jogo...o da sedução...que eu jogo muito bem... e que não devo me surpreender pela reação das pessoas quando se sentem atraídas pelo feitiço dos meus textos...do meu jeito de ser...quando me desnudo na paixão pela poesia, esquecendo que para muitos, isso parecerá a nudez da alma e do corpo... quando na verdade, não é!
... ele finalizou me dando um toque pessoal para que eu me pergunte onde fica o meu prazer de comandar esse jogo de palavras e de "fetiches", já que a partir dele, estabeleço o pilar da minha eterna coragem de viver...
...deduzi que sou uma feiticeira em vias de aposentadoria...preciso parar com essa mania de encantar meus amigos e amigas, leitores e leitoras, namorados e admiradores, se o faço pelo prazer do exercício da sedução...
... penso que acontece a todos...os mortais...a necessidade de serem reconhecidos...de conquistarem o olhar extasiado dos que nos observam caminhando...
...mas, preciso ser mais responsável...não posso permitir que alguém se sinta seduzido por mim... sem medir a extensão desse sentimento... sem avaliar que há pessoas que imaginam que eu venha a lhes oferecer o que não posso: a minha liberdade de ser... inteira... com coragem de ser sozinha...
...até que me apareça, pelo caminho, alguém que me faça sentir inteira, mas companheira, tranquilamente inteira e pronta pra receber um parceiro a quem eu complete, também, inteira e corajosamente.

Cida Torneros

Alda Maria, suas delícias portuguesas e uma tarde em Sta.Tereza











Alda Maria, suas delícias portuguesas e uma tarde em Sta. Tereza





Há sempre o gosto do pecado numa delícia que chega ao céu da nossa boca, contrapondo a moda malignizada pelas dietas que passaram a infernizar as consciências de uns tempos pra cá. Comer e engordar? nem pensar...diria a magricela adolescente, candidata à anoréxica, vaidosa por sonhar com as passarelas onde esquálidas pernaltas da família das lindinhas em modelitos esvoaçantes flutuam equilibrando-se em gravetos bem torneados que um dia, certamente, virarão pernas quando atingirem a maturidade feminina. É evidente que estou a brincar, como diriam os meus companheiros de idioma, os amados portugueses, sabedores das delícias da sua tradicional culinária.
Quem há de resistir a um toicinho do céu, ou um bem casado, ou a uma tortinha de bacalhau, numa tarde enchuvarada, no alto do bairro de Santa Tereza, no centro do Rio de Janeiro?
A companhia agradabilíssima de amigos como a Reja e o Léo ( comemorando 20 anos de namoro), a Rosângela, contadora de histórias que nos brindou com Adélia Prado, a presença da médica paulista Cristiane e sua amiga, grupo que se formou na conversa fiada e brincalhona travada no bondinho, na subida, que virou peregrinação depois do Largo dos Guimarães e nos levou até a casa de comidas luzitanas da Alda Maria.
Foi uma sucessão de suspiros e hummmmssss, muita gostosura para pouco estômago, nem pensar, dizíamos nós, sempre caberia mais um docinho ou pedaço de rocambole, ou um cálice de vinho do Porto, era preciso brindar ao prazer inenarrável do gosto invasivo a nos tornar a tarde um verdadeiro paraíso da degustação anti-silhueta.
Depois, pensa-se no assunto tão em voga, deixem que as moçoilas desfilantes se ocupem dos regimes castradores, porque, senhores, é de sabores que se faz a doce vida, já nos ensinava o filme italiano de décadas passadas.
É preciso saudar Alda Maria, fiel seguidora de bisavós e avós, com receitas exclusivas passando de mãe pra filha, e ela, ali, a nos encantar com a magia dos seus pratos e com a delicadeza do serviço a cargo dos filhos e filha.
Encomendas para casamentos, festas, comemorações diferenciadas, já os menus natalinos anunciados, e os sonhos apetitosos que nos passam pelas cabeças em torno de futuras comilanças de final de ano, com promessas de voltar à simpática e acolhedora casa onde Alda Maria hipnotiza seus clientes, através do seu trabalho criterioso.
Lá, tem o museu do doce vivo, os quadros com as fotos dos ancestrais, a exposição de forminhas antigas, algumas do tempo dos Imperadores, com brasões de família e símbolos de classes sociais.
A toalhas das mesas são as estampas da terrinha de além mar, franjados, coloridos esbanjando alegria que se põe a mesa. É uma casa portuguesa , com certeza, como na canção antiga, mas é bem mais, é um lugar de repensar o grande enigma da alquimia que sai dos fogões , panelas, caldeirões, formas, molhos, caldas, misturas de ingredientes, atenção no ponto das iguarias .
De bandeja, recebe-se o carinho nos temperos, assim como felicidade de agradar ao paladar de quem chega , senta, come e registra para sempre, o gosto salgado ou doce, herança de um passado português trazido por quem não só veio nos colonizar, como nos trouxe os segredos da boa mesa, e do bom viver.
Depois de uma tarde com Alda Maria e suas delícias, melhor programar academias, caminhadas, corridas, projeto seguro para perda de calorias, sem no entanto deixar de incluir a volta a ela, com prudência, equilíbrio e satisfação olímpica.
Medalha de ouro para os sabores portugueses de Alda Maria! Ela merece!
Aparecida Torneros

sábado, 4 de outubro de 2008

UM LIVRO ENCANTADOR: ARTIGO DE CARLOS HIGGIE


Publicado em: 04/10/2008
NO SITE USINA DAS PALAVRAS


UM LIVRO ENCANTADOR

Por Carlos Higgie
Leitor assíduo dos textos de Maria Aparecida Torneros na Internet e sabedor da qualidade da sua escrita, encarei a leitura do seu livro “A mulher necessária” como quem vai ler um texto na web, sem grandes pretensões e procurando a leveza e a fugacidade. E fui gratamente surpreendido, devorado pelas crônicas que me envolveram e me transportaram a cada momento da história, a cada personagem citado, fazendo com que eu participasse, de uma maneira quase mágica e inexplicável, de episódios que nunca vivi e dos quais não tinha o menor conhecimento. Nisso consiste a magia de uma escritora como a Maria Aparecida, fazendo com que o leitor entre na crônica, nos fatos, e sinta na própria sensibilidade emoções, sentimentos, acontecimentos que atingiram ao cronista e aos seus “personagens”.
A obra está dividida em três partes, claramente demarcadas e sinalizadas por prefaciadores de peso. Cada uma dessas partes (ou capítulos?) revela um momento da jornalista incrível, curiosa, persistente, lúcida e envolvente que é a Cida.
Théo de Castro Drummond apresentando a primeira parte (Lucidez de jornalista com romantismo de poeta) abre o caminho para o livro e para as crônicas que são debulhadas com maestria pela autora. Afirma Drummond: (...) “ela consegue ver além daquilo que os acontecimentos deixam perceber, o que faz das suas crônicas e artigos uma constante descoberta da própria vida, que ela tão bem sabe retratar” (...)
Segundo a autora essa primeira parte contém textos que navegam pelo mundo virtual, sendo reproduzidos em blogs, sites e páginas, por amigos e também por desconhecidos.
A segunda parte da obra (Descobrimentos de Cida) foi prefaciada pelo jornalista Vitor Hugo Soares. São colaborações que foram publicadas pelo jornal baiano A Tarde. Escreve o jornalista: (...) “Os artigos assinados por Aparecida Torneros, publicados semanalmente com zelo e merecido destaque em página nobre do jornal baiano, ganhou uma legião de leitores prazerosos, atentos, participativos” (...) “enchiam a caixa eletrônica da editoria de Opinião de vibrantes comentários e elogios. Alguns, no entanto, renderiam à autora, raivosas e ameaçadoras mensagens de vigias do preconceito e da intolerância de plantão” (...)
A terceira e última parte (Cida conta e canta nossa gente, nossa vida!) traz artigos publicados no Observatório da Imprensa e é prefaciado por José Dirceu. Sim, por ele mesmo, fato que revela mais uma faceta da incrível mulher que é a Cida.
Escreve Dirceu: (...) “A mulher necessária” retrata um pouco dessa história, sem importância, entre dois brasileiros que se encontram, Cida e Ze Dirceu, mas retrata mais, conta e canta nossa gente e nossa vida, da vida da Cida, como ela diz, dos 38 anos de profissão e encontros, desencontros, de suas raízes espanholas, de seu Rio de Janeiro, de sua profissão, de ser mulher, mãe e companheira, dos amores perdidos e não achados, dos nossos heróis e vilões, da imensa vontade de viver de Cida e de sua inesgotável paixão pelo nosso povo e pelo Brasil, de seu amor pela vida, tudo que nos une e nos anima a lutar todos os dias, a ser felizes”(...)
Um livro de leitura fácil e agradável, mexendo a todo momento com nossas emoções. Uma obra necessária e que merece ser lida e degustada.

A MULHER NECESSÁRIA – MARIA APARECIDA TORNEROS
Editora t.mais.oito
246 páginas. São Paulo. 2008


Denunciar Texto
Indique para um amigo
Sobre Autor


Carlos Higgiechiggie@terra.com.br
Comentários
Maria Aparecida Torneros -
cidatorneros@yahoo.com.br
04/10 13:49
Meu querido Carlos, amigo e leitor, carinhoso ao extremo, nem sei como explicar minha emoção ao ler seu Artigo: Um livro encantador... meu coração está aos pulos, minha sensibilidade quer abraçar vc com muita ternura e agradecimento. vc sabe que estou lendo, devagar, seu livro escrito em parceria com sua prima Nélida, e observo a densidade da sua escrita, que também me fascina, nunca escondi. Quanto ao livro, a MULHER NECESSÁRIA, quero vc no lançamento em Salvador, dia 14 de novembro, na Saraiva Mega Store do Shopping, às 19 hs.
beijo Cida Torneros

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

New York , New York!!! Aí vou eu!!!




Let the sun shine in...Hair...anos 60, 70...

http://br.youtube.com/watch?v=3UJgPIfiOGg&feature=related



http://br.youtube.com/watch?v=HzqEXx1qQso&feature=related



http://br.youtube.com/watch?v=nk8-zjx0nn0&feature=related

Magda e Isabel, mãe e filha, lindaaaaasssssssss


http://www.slide.com/r/HNIeASIUyT-Neuk6z7Vc6xAvvM5PZEwq?previous_view=mscd_embedded_url&view=original


Às vezes a gente pára e pensa...que bênção ter essas criaturinhas tão doces na família e no coração... que bom saber que elas fazem parte da nossa vida e do nosso sonho de felicidade, porque são o puro sentimento de amar sem limites...Magda e Isabel, mãe e filha, afilhada e priminha-sobrinha, gostosuras em forma de ternura.

Eta prima, madrinha e tia corujona que eu sou...rs

Adoro vcs e a tia Maria, minha tia mais jovem, irmã do meu pai Ulysses e mãe-avó delas, e avó também da linda Nathalia, dos figurões Lucas e Pedro, uauuuuu...e mãezona do Mauro e do Marinho... assim me derreto...que família lindaaaaaaaaaa... só posso agradecer aos Céus por fazer parte desse clã sempre em festa...e olha a festa da Bel...de 15 anos...hummmm...quanta alegria!

Cidinha Torneros

Chiquitita, com ABBA, cantada em espanhol

http://br.youtube.com/watch?v=Z76kpS7GFDM&feature=related

Chiquitita

Chiquitita, diga-me o que está errado.
Você está acorrentada por sua própria tristeza,
Em seus olhos não existe esperança pelo amanhã.
Como eu odeio te ver assim...
Não tem jeito que você possa negar isso,
Eu posso perceber que você está tão triste, tão calada...
Chiquitita, diga-me a verdade.
Eu sou um ombro no qual você pode chorar,
Seu melhor amigo, sou aquele em quem você deve confiar.
Você sempre esteve segura de si mesma,
Agora vejo que você quebrou uma pluma.
Espero que possamos remendá-la juntos...
Chiquitita, você e eu conhecemos
Como as aflições vêm e vão
E as cicatrizes que elas estão deixando.
Você estará dançando uma vez mais e a dor terminará,
Você não terá tempo para lamentação.
Chiquitita, você e eu choramos,
Mas o sol ainda está no céu e brilhando sobre você.
Deixe-me te ouvir cantar uma vez mais como você cantava antes,
Cante uma nova canção, Chiquitita.
Tente uma vez mais, como você fazia antes.
Cante uma nova canção, Chiquitita.
Então as paredes desmoronaram,
E seu amor é uma vela apagada,
Tudo está perdido e parece difícil demais lidar com isso.
Chiquitita, diga-me a verdade,
Não tem jeito que você possa negar isso.
Eu percebo que você está tão triste, tão calada...
Chiquitita, você e eu conhecemos
Como as aflições vêm e vão
E as cicatrizes que elas estão deixando.
Você estará dançando uma vez mais e a dor terminará,
Você não terá tempo para lamentação.
Chiquitita, você e eu choramos,
Mas o sol ainda está no céu e brilhando sobre você.
Deixe-me te ouvir cantar uma vez mais como você cantava antes,
Cante uma nova canção, Chiquitita.
Tente uma vez mais como você fazia antes,
Cante uma nova canção, Chiquitita.
Tente uma vez mais como você fazia antes,
Cante uma nova canção, Chiquitita...

Letra Original:
Chiquitita, tell me what's wrong.You're enchained by your own sorrow.I-i-i-in your eyes there is no hope for tomorrow.How I hate to see you like this.There is no way you can deny it.I-I-I-I can see that you're oh so sad, so quiet.Chiquitita, tell me the truth.I'm a shoulder you can cry on,Your best friend, I'm the one you must rely on.You were always sure of yourself.Now I see you've broken a feather.I-I-I-I hope we can patch it up together.Chiquitita, you and I know how the heartaches come and they goAnd the scars they're leavin'.You'll be dancin' once again and the pain will end,You will have no time for grievin'.Chiquitita, you and I cry but the sun is still in the skyAnd shinin' above you.Let me hear you sing once more like you did before,Sing a new song, Chiquitita.Try once more like you did before, sing a new song, Chiquitita.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Oscar "goes" para os nossos corações...rejuvenescidos


Ah, minha nossa, a Vida...que mistério supremo e quantas voltas ela dá ao nos fazer repensar e nos carregar para os lados que nem imaginamos antes. Pois eu cheguei a um momento inusitado nesta minha caminhada. Devo ter conhecido tantas pessoas quantas meu coração buscou sentir, na maior parte das vezes, pela afinidade dos inconscientes, muito mais comandantes do que podemos controlar, e senhores das tentativas de sermos felizes, ao lado de alguém.

O amor é coisa fácil, a princípio, se deduzirmos que é o ato de desejar o bem a quem nos quer bem também. Mas, a coisa se complica quando as regras e a cultura, as histórias individuais e as expectativas pessoais, entre outros fatores, se enredam entre um homem e uma mulher e lhes aguçam os senões, os mesmos capazes de lançar as dúvidas infelizes e as desavenças lamentáveis, no seio de almas e corpos que um dia se quiseram e se atrairam.

O mundo girou nos últimos 50 anos, estabelecendo a internet como novo campo de conhecimento de pessoas, sem depender apenas de festas, apresentações ou esbarrões nas ruas, abriu-se um espaço disponível para que homens e mulheres se apresentem, batam papo, troquem perfis, se conheçam e se entendam.

Não é novidade que esse lugar cibernético é fértil em aproximação de seres necessitados de companhia. Também, a psicologia moderna vem estudando as mil faces do novo instrumento de comunicação humana capaz de envolver criaturas distantes fisicamente de tal modo que elas partem para encontros a vivo e a cores, atravessando céus e mares, na esperança de que se concretizem seus sonhos alimentados enquanto se vão aprendendo um pouco mais um sobre o outro, durante seus diálogos de msn,skype, etc.

Numa sala de bate papo dessas, um dia, eu e ele devemos ter usado nicks names, e nos cruzamos, sem maiores pretensões.

A frequência dos encontros pode nem ter sido constante, mas a qualidade das nossas conversas foi se aprofundando e uma amizade carinhosa surgiu, nos surpreendendo.

Não sei precisar exatamente quando, mas lembro que me senti envolvida de repente pela presença dele, assim como acho que ele sentiu a mesma coisa em relação a mim.

Daí, a evolução da amizade que se fez um tipo de amor maduro e compreensivo, com palavreado franco e lúcido, a crescente confiança mútua, até que começamos a falar em viagem para nos vermos de verdade.

Eu fui convidada por ele e vou a Nova York, onde ele vive. Italiano, que tem laços com o Brasil, já morou em meu país, tem sido gentil o suficiente para me encantar como um namorado que se apresenta a uma dama vivida mas confessadamente surpresa.

Assim tem sido, e ao se aproximar o dia da viagem, daqui a uma semana, descubro que tenho mesmo um amor que me espera em Nova York, e me oferece carinho expontâneo, um afeto tão verdadeiro que percebo o quanto isso é mesmo um prêmio da vida.

A Vida...essa misteriosa viagem que nos aproxima e nos enreda em histórias de sermos nós mesmos os personagens de novelas que poderiam virar argumentos de cinema ou de livro.

Meu mundo cresceu a partir do momento em que me descobri amando esse ser humano, de um jeito simples e claro. Tornei-me a Mulher Necessária para mim mesma...Senti-me em alto astral e com imensa vontade de ir até ele.

Ele me comove, quando me apresenta as canções da trilha sonora que gravou pra ouvirmos juntos, quando me fala do restaurante que vai me levar para comermos juntos um bife à milaneza ou uma massa com muito molho.

Ele me acalenta com suas tímidas investidas de olhares para minha imagem através da web camera, ao me definir tão docemente como aquela cuja boca o fascina.

Sua risada me faz voar no vento. Quando faz mímica de músico de jazz, imitando soprar um sax, ele me transforma numa menina risonha a observar o coleguinha adolescente, palhaço, que me provoca a gargalhada, pelo prazer de ouvi-la ou de me ver sorrir à-toa, sorrir com a Vida, com o prazer do encontro, com a alegria contagiante de estar ao seu lado, não importa fazendo exatamente o quê...

O que importa é estarmos juntos, como estamos agora, contando o tempo, vencendo o espaço, nos preparando para o abraço real, para o beijo adiado e esperado, nos aceitando um em frente ao outro.. finalmente...como um troféu, o nosso Oscar "goes" para os nossos corações rejuvenescidos...rs
Aparecida Torneros

Slide Show do lançamento do livro "A Mulher Necessária"

http://www.slide.com/r/s6M6oNAc6T_7WWGWbQI4JyIbiLRmB6fN?previous_view=mscd_embedded_url&view=original

O recado do Luiz Fernando...pura emoção...







Ele me enviou um recado logo depois do evento... o título que deu ao email foi "EMOÇÃO"
Ele e a Aziza ( que ele cita mas não estava lá) foram meus alunos no Curso de Comunicação Social da Universidade Gama Filho há longo tempo atrás..rs.. No coração, viraram mesmo sobrinhos queridos, e o nosso abraço foi tudo de bom...como foi delicioso reencontrar vc, Luiz Fernando! E continua espirituoso e elegante, né?beijos da Tia Cida...rs

Tia Cida, foi emocionante revê-la "inda" agorinha... Vc não mudou nada... Lembro agora, que a Aziza, havia sim falado ter tê-la visto no Palácio Guanabara e o quanto estava bem... Obrigado pelo livro... Adorei e vou devorá-lo... Gostei muito, tb, de ter ouvido suas histórias e de como vc ficou vulnerável ao entrar na Light e lembrar de seu pai... Que tempos vertiginosos esses que vivemos... Nem parece que temos família... Individualismo e solidão são palavras de ordem... Ah! Vc fica muito bem de amarelo... Cor que não me cai bem, me empalidece... Os brincos que Denise te deu são muito bonitos... Topázio "fake"... Brincadeirinha...
Beijos e sucesso sempre
Luiz Fernando

O evento em Niterói, debaixo de muita chuva...

Apesar da tempestade que caiu sobre o Grande Rio, justamente na hora do evento, as poucas pessoas que estiveram presentes no lançamento do livro "A Mulher Necessária", em Niterói, no Matita Café, fizeram a diferença.
Amigos e amigas dando força à autora, e a alegria que a gente sente quando pessoas juntas em torno de nós formam a tal egrégora do bem.
Pois foi assim. D. Sueli e suas filhas, uma delas a coleguinha Ghirlayne, atenta dona do lugar, recepcionando com carinho e nos oferecendo sua hospitalidade.
Cristina Ruas, como sempre, risonha e grande profissional, companheira da área da saúde, no INCA, compartilhando nossas histórias de tantas décadas na comunicação social, assim como as queridíssimas Denise Teixeira, da FENAM e Rosana Melo, do Jornal Tribuna de Niterói.
A chegada da Verinha Dolorico, amigona que mora em Piratininga, que foi buscar o autógrafo para a filha Verônica que eu adoro, esposa do Marcelo e mãe do Marcelinho, família que me hospedou uma vez na sua casa em Itu em Sampa, e de quem guardo as mais gostosas recordações. Aliás, estou com saudades dela que acaba de se mudar para o Rio, na Urca.
E a grande surpresa da noite: receber o abraço do Luiz Fernando, ex aluno meu da Universidade Gama Filho, jornalista que conserva a elegância de um lorde, e de um afeto que me comove com aqueles seus olhos de Frank Sinatra, de um azul de céu de brigadeiro.
Obrigada a todos e a "Mulher Necessária" vai conquistando leitores por aí desejando que seus textos lhes sejam leves, agradáveis e reflexivos.














































quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O livro "A Mulher Necessária" lançado em várias cidades brasileiras
















Depois de ter sido lançado em agosto na Bienal do Livro em São Paulo, o livro "A Mulher Necessária", da jornalista Maria Aparecida Torneros, teve tarde-noite de autógrafos no Rio de Janeiro, em setembro, na Arlequim, do Paço Imperial e agora, no dia primeiro de outubro , é apresentado no Matita Café, em Niterói, em Santa Rosa.

Também, já estão marcados os lançamentos em Salvador, no Espaço Castro Alves da livraria Saraiva, em 14 de novembro e em Curitiba, para onde a autora foi convidada para lançá-lo, durante as comemorações do dia Internacional da Mulher, em março de 2009.


A escritora, de 59 anos, que é carioca e trabalha na área de assessoria de imprensa, se diz feliz e surpresa com a aceitação do livro, que é, na verdade, uma reunião carinhosa de artigos e crônicas sobre assuntos diversos, publicados em sites, jornais e blogs, incluindo principalmente temas ligados ao papel das mulheres no mundo moderno. Na publicação, há textos que sairam originalmente no site do Observatório da Imprensa, no Jornal A Tarde, da Bahia, e ainda, colaborações em sites como do Pravda, do americano Al Gore e do site Bahia Já, entre outros.


Uma curiosidade da publicação é a participação de três prefaciadores amigos da autora, que discorrem sobre sua personalidade e seu gênero de escrita com olhares diferenciados, orientando o leitor para a diversidade do material. São eles, o jornalista baiano Vitor Hugo Soares, o publicitário carioca Theo de Castro Drummond e o político mineiro-paulistano, ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.