Maracanã

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

merci


O telefonema de outubro, uma história que recomeça?

O TELEFONEMA DE OUTUBRO

Quando atendi o telefone, de pronto, não tinha reconhecido a voz. Mas, a ficha caiu e era ele, depois de 10 meses, me ligando da França.  Novamente, senti que a história teima em recomeçar.  Mas estou me preparando para fazer nova cirurgia,  amanhã.  Gostei de ouvir sua voz e suas palavras que julgo serem verdadeiras. A vida é mesmo assim. Prefiro crer,  em lugar de duvidar. E fizemos planos durante a conversa. Quem sabe passo o inverno rigoroso por lá daqui a alguns meses. Talvez ele venha antes.  Nada combinado. Um gosto de vida que segue e me abraça que eu gosto.
Palavras e respiração ofegante. O sentimento do mundo enquanto os anos passam. Desde 2009, somos amigos, definamos assim. A história ainda não acabou e a cada recomeço,  somos novas criaturas. 2014 nos reservou um encontro em janeiro e um telefonema em outubro.
Ah, como o coração pode ter razões que a propria razão desconhece?
Melhor viver e não questionar muito. Deixar correr.
Cida Torneros


Cida Torneros: Vida que segue, Ano novo, bienvenue chez moi!
Arquivado em (Artigos) por vitor em 31-12-2013 22:44

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CRÔNICA
Vidas cruzadas e descruzadas
Maria Aparecida Torneros
Talvez eu misture os tempos, agora, porque me é permitido. Historias de Vidas que talvez se tenham cruzado e descruzado, no embaraço dos dias e noites atravessando décadas. Um menino de 16 anos se viu em Paris no final dos anos 60. O irmão mais velho trabalhava com um grupo de lambada, ele partiu curioso, deixou o Brasil pra trás. Foi ser artesão, hippie que viajava até Saint Tropez, vendia bijus, pegava caronas. Uma jovem sonhava com ideais de democracia e ia nas passeatas. Estudavz, lia muito, queria trabalhar, sonhava com um Brasil sem ditadura. Em 68, ela acompanhava as barricadas dos estudante e vibrava. O jovem estava lá e entendia pouco do que se passava. Mas a vida se encarregou de puxa-lo a um destino de construir família francesa. Fixou-se po lá, foi trabalhar na Peauget, as tres filhas cresceram, seus pais portugueses ficaram e estão aqui, no Brasil, Rio de Janeiro. Neste dezembro, a mãe completou 80 e o pai tem 85. Ele vem visita-los sempre que pode. Divorciado há muitos anos, pensa em se aposentar e viver mais no Rio. Uma história de gente com sangue emigrante. Gente que sai, que busca, que se aventura. Ela o conheceu em 2009, em Paris, lá se vão quase 5 anos, perderam-se, já passaram dos 60 e a vida é feita de lucros em termos de sentimentos e perdas pela sua propria natureza finita. Ambos sabem. Estao cientes da efemeridade dos encontros da Vida. Mas, acharam-se outravez. Ele chegou no auge do calor de fim de ano, ela o recebe, feliz. Conversam, riem, creem no destino, nao fazem planos, vivem cada dia, estão serenos. Ela exerceu o jornalismo por 40 anos e se aposentou.tem mãe completando 87 por estes dias. Vão virar o ano juntos! Em paz, com alegria. Cada um tem muitas historias de amor para contar. Não se importam, sabem que todos precisamos trazer conosco muitas histórias. Que o tempo as valoriza e as torna parte da nossa lenda pessoal. Estiveram juntos em Paris, 1968, nmpem sabiam, era um encontro de testemunhas. Estiveram tete a tete em Paris, em 2009, tomaram um cafe no Du Flore. Estiveram juntos em Paris, em 20011, em pensamento e lembranças. Nem se viram. Estiveram juntos no Rio, em março de 2013, sem se comunicarem, ele não tinha o telefone novo dela. Estiveram juntos, inusitadamente, de novo, quando ele a encontrou atraves do blog, deixou um coment e ela respondeu. Ontem, ele voltou ao Rio e estiveram juntos num restaurante para almoçar. Hoje, o ano novo virá daqui a algumas horas e eles vão, juntos, saudar a virada em Copacabana. 2014? Mas parece 68. Deve ser 2009. Não, o ano é o do tempo atravessado. Quem somos nós, desfolhando páginas de nossas histórias enquanto os sentimentos surpreendem e arrepiam? Ele vem à minha casa, benvindo, é um ser que me ajudará a passar de ano. Eu o ajudarei a ultapassar o amor humano, somos bons passageiros, imigrantes, viajantes, ciganos, hippies, inquietos amantes das próprias hietorias das nossas vidas andarilhas! Nossos nome de batismo, Maria e Antonio, mas só nos chamamos assim: Marie e Antoine!
Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro

Cida Torneros on 1 janeiro, 2014

Rocio Jurado, Señora






MUSICA
Cuando supe toda la verdad
señora,
ya era tarde para echar atrás
señora,
yo era parte de su vida
y él mi sombra.

Cuando supe que existía usted,
señora
ya mi mundo era sólo él,
señora,
ya llevaba dentro de mi ser
su aroma.

Él me dijo que era libre
como el mismo aire
que era libre
como las palomas
que era libre ...
y yo lo creí.

Ahora es tarde, señora
ahora es tarde, señora
ahora nadie puede apartarlo de mí

Él me dijo que era libre
como el vagabundo
que era libre
como la hoja seca
que era libre ...

Ahora es tarde, señora,
ahora es tarde, señora,
ahora nadie puede apartarlo de mí.







Rocío Jurado

María del Rocío Trinidad Mohedano Jurado, mais conhecida como Rocío Jurado (Chipiona, 18 de setembro de 1946[1] — Madrid, 1 de junho de 2006) foi uma cantora e atriz espanhola.

Nota
Há controvérsias a respeito da data de nascimento da atriz. Segundo o IMDb, foi em 1940; outras fontes indicam 1944. Em sua lápide consta 1946, data que teria sido confirmada pela família, segundo a página de discussão da Wikipédia.


Yesterday, when i was young, eu tive 19 anos!



É inevitável que ao envelhecer ( completei 65 em setembro), nos lembremos de nossa juventude, época de idealismos, sonhos, lutas, construção de um futuro.

Deparei com meu sorriso dos 19 anos e vi o quanto demonstrava a fé na vida, a mesma que não perdi apesar das agruras, tormentas,  dores e decepções que já enfrentei.

Sigo com fé,  pensamento positivo, humildade, agradecimento,  força interior para aguentar o tranco e ainda lutar por dias melhores sempre.

O mundo é complicado e a humanidade parece mais perdida, entretanto, há beleza em cada amanhecer e o amor ainda existe.

Somos criaturas resistentes ou buscamos ser, cremos no bem, pelo menos , eu creio, a  despeito da violência e das guerras, das pestes e terrorismo, vale a pena manter o sorriso direcionando a felicidade para as coisas pequeninas.

Pode ser a voz de alguém que a gente ama, ou a florzinha do trevo que brotou no chão rente à calçada de casa. 

Manifestações da vida que se supera e nos provoca sorrisos de fé e de esperança. 

Cida Torneros 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Margarida


quando a noite cai em Veneza




Na barcarola o casal enamorado se emociona com o manto da noite que vai cobrindo lentamente a laguna, os canais, pontes e ilhas. Tudo parece ter parado no tempo e voltam à lembrança imagens remotas decseculos atrás.  O mundo se faz através das trocas, o comércio é  a história desse lugar, além do encantamento da paisagem e do romantismo de amores possíveis e impossiveis.
Ali, ao entardecer, faz-se uma prece solene. Não um pedido, mas um agradecimento prlo mistério da história de tantos casais que se encontram neste universo e  se atraem inexplicavelmente.  
Quando a voz do    ser amado sussurra de paixão,  saudade ou prazer, nossos ouvidos sintonizam o paraíso para nos elevar a outra dimensão. 
Pode ser que os sonhos nos iludam mesmo, mas como é doce e maravilhosa a ilusão de amar e ser amado.
Melhor imaginar que um dia desses ali estaremos, eu e você,  deslizando na barcarolacem Veneza, juntinhos,  sussurrando "je t'aime"...
Cida Torneros 

Malmequer pequenino



Malmequer Pequenino
Amália Rodrigues

O malmequer pequenino
disse um dia à linda rosa
por te chamarem rainha
não sejas tão orgulhosa

Papoilas que o vento agita
não me canso de vos ver
há lá coisa mais bonita
que ser simples sem saber

Por te amar perdi a Deus
por teu amor me perdi
agora vejo-me só
sem Deus sem amor sem ti

Aquela mulher pecou
por amor se fez fadista
tão longe o fado a levou
que Deus a perdeu de vista.

bem me quer, mal me quer, a flor e o sentimento...



Um dia a gente percebe que o tempo vai correndo e o bem pode ser a boa lembrança,  porque o mal fica no esquecimento. 
Margaridas despetaladas vão medindo, simbolicamente,  o vai e vem do bem me quer e mal me quer.
Queira-se bem, aprendi com a psicanálise,  questão de auto-estimar-se e cuidar-se.
Flores no nosso caminho, há delas sempre, se olhamos em volta, com parcimônia e agradecimento pela boa sorte. 
Um mar para se admirar ,um bom vento para sentir na pele. Ontem, andei pelo Arpoador, Copacabana,  Ipanema e Leblon. Fui buscar e estreei o cartão do idoso, não paguei tarifas nas viagens de ônibus,  vi que a velhice pode ser um prêmio quando se quer bem à vida. 
Parei no Pigalle , no posto 6, almocei o salmão com brócolis e tomei uma taça de vinho branco. Comprei um chapéu panamá, num camelô,  caminhei na orla.

 Visitei uma amiga e fomos a Ipanema assistir um filme do festival, italiano, "com a graça de Deus".

Fui desfiando pétalas e agradecendo. Na volta para Vila Isabel fiz o balanço.  Sei que a vida me quer bem e como sou grata por tanto que pode parecer pouco,  mas, na minha alegria interior, na verdade, é  muito mais do que a maioria da população do mundo consegue ter ou viver. 

Falo de sentimentos e de acesso a condições básicas de vida saudável.  Falo de carinhos e de bemquereres. 
As flores são assim, nos encantam, e os sentimentos brotam como elas, precisam de luz, dedicação e amor.

Cida Torneros

bem me quer, mal me quer


domingo, 5 de outubro de 2014

Brasil, eleições e reflexões


Estou aposentada de uma carreira  de mais de 40 anos como profissional  de Comunicação  onde exerci o jornalismo e a assessoria de imprensa  tanto nos setores públicos como privados incluindo órgãos de governos municipal e estadual e áreas da justiça  que me levaram a trabalhar no Tribunal Regional Eleitoral em duas eleições há  cerca de 15 amos.  Naquele tempo implantavam-se as urnas eletrônicas  e o Brasil fervilhava de avanços no processo democrático de aperfeiçoar  eleições  e apuração.
Também  em outras épocas  assessorei candidatos em campanhas e testeminhei a corrida louca da caça  aos votos em searas onde as ideologias se apagam diante das alianças  que  buscam números  e impõem  acordos.  A bem da verdade gosto ainda de acompanhar eleições  de longe como espectadora sem grande entusiasmo.
Perdi muito em termos do vigor que já   tive mas ainda torço  enquanto  cidadã  para que meu povo aprimore sua consciência  e evolua nas suas escolhas de legisladores e governantes.
Cida Torneros

Os 87 anos da portuguesa Cármen Gomes







Na noite de sábado  dia 4 de outubro, fui com minha amiga Vadereleia  à  missa comemorativa dos 87 anos da d.  Cármen, a portuguesa  amiga de minha mãe  e minha mãe  postiça  de uma  vida inteira.  Primeiro passei na capelinha de nossa Sra  da Conceição  de Ramos no alto da colina de onde se avista a Igreja da Penha,  o Cristo  Redentor e o Pão  de Açúcar  além  do aeroporto Tom Jobim e de onde por toda a minha infância  e juventude  suburbanas aprendi a amar o Rio que eu amo do outro lado da zona sul.
Reencontrei gente do meu tempo e relembrei os 20 años em que vivi ali com meus pais e irmão.  Meus avós e tios,  primos  e amigos voltaram à  memória.
O importante  no entanto foi testemunhar a alegria  da d.  Cármen.  Cercada pelo filho Romeu netos Fábio  e Carolina, bisnetas, genro e nora do filho e um terceiro  bisneto a caminho o Miguel que chegará  em janeiro.
Gente carregada de amor e um astral de paz.  Histórias  fortes.  Os dois filhos que vieram com ela de navio desde a ilha da Madeira  já  estão  nos céus,  partiram cedo e não  deixaram filhos.  O que nasceu no Brasil, Romeu,  me contava da emoção  que viveu junto com ela, há  3 anos,  quando foram a Portugal para que ela reencontresse familiares.  Depois de 64 anos d.  Cármen  desceu na ilha De Madeira  e viveu o sonho de rever irmãos  conhecer sobrinhos ir também  a Lisboa e renascer  em seu Portugal.
Irmãos  seus que emigraram para a Venezuela também  foram ali encontrá-la e todos se confraternizaram na Madeira  em 2011.
Histórias  de imigrantes  que nos tocam a alma.  Bom poder fazer parte delas é aproveitar um pouco da sua aura de amor por nossa terra.  O Brasil que acolhe gente de tantos lugares distantes e aqui se tornam nossos compatriotas.
D.  Cármen  estava cercada de carinho e alegria.  Eu me senti muito feliz e pensei que nas minhas  próprias  lendas pessoais a sra  da Conceição  é  protetora e mãe  amorosa.  Agradeci emocionadamente  e voltei para a casa da minha mãe  para contar os detalhes e mostrar as fotos.  Ela não  teve condições  de ir comigo mas vibrou a cada frase ou imagem.
Em janeiro  será  sua vez de entrar nos 88.
A vida há  que ser comemorada porque é  um prêmio.  Aqui estou no domingo das eleições e nenhuma votação  é  mais importante  do que escolher o bom caminho amando e sendo amado por família e amigos. O resto é  poder Menor, ilusório  e passageiro.
Cida Torneros