Blog da Cida Torneros: Rio 2016 Caetano Veloso - Isto Aqui o Que é (Sandá...
Isso aqui ooooo
É um pouquinho de Brasil!
aqui tem música, poesia, reflexões, homenagens, lembranças, imagens, saudades, paixões, palavras,muitas palavras, e entre elas, tem cada um de vocês, junto comigo... Cida Torneros
Maracanã
terça-feira, 24 de setembro de 2013
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Blog da Cida Torneros: a primavera no hemisferio sul, aí vem ela!
Blog da Cida Torneros: a primavera no hemisferio sul, aí vem ela!: Ela vem chegando, como canta Jorge Benjor, E feliz vou esperando, a primavera promete flor, Trará ilusões renovadas de novo amor, T...
notícias femininas, onde as mulheres buscam forças?
Muitas vezes, em manhãs de sextas-feiras, comumente, costumo pensar que as mulheres, ao mesmo tempo, sentem-se cansadas da lida semanal, mas, reinventam-se para os finais de semana. De todas as idades, cores, feições, estaturas, crenças, ideologias, lugares, confins, cidades e campos, profissões, na paz e nas guerras, sozinhas ou acompanhadas, vorazes ou tímidas, acomodadas ou audazes, com dores nas almas ou nos corpos, um exército delas segue em frente, decididas marcham, e as que continuam, representam tantas que tombaram, ao longo do caminho, pois, as renovadas forças nos empurram, num vento forte, dizendo que seguir é preciso!
Perdi, nos últimos tempos, mulheres de fibra, companheiras de vida e de luta, pessoas que me serviram e servem de referencia importante. Delas, vou vivendo de saudades e exemplos, enquanto me reorganizo, fisica e emocionalmente, para honrar-lhes a memória.
Uma lufada de partidas, e elas foram deixando a vida sem que eu pudesse me despedir como gostaria, mas, no fundo, sei que eu não gostaria nada de vivenciar tais despedidas. Reconheço que deixar-se abandonar por suas presenças nada representa já que suas lembranças são, na realidade, um fato dentro de mim, em escala constante.
Aprendi a rezar por elas, com gratidão, experimentando o mérito de te-las tido em meu convívio, por muitas e inesquecíveis ocasiões. Tia Maria, a meiga. Zelinda Lorosa, a que compartilhava comigo sua filha Lilia. Thereza Cristina, aquela que me fez votar na monarquia no plebiscito, cujas historias de exilio chileno e europeu povoaram conversas e campanhas politicas. Dalva Oliveira Sarmento, a quem fui visitar no Hospital das Clínicas para dizer um sofrido adeus, depois de trocas políticas, humanas, emocionais, que incluíram sua vinda ao Rio para assistirmos juntas ao desfile das campeãs do carnaval 2006. Tia Vera Augusta, a dona do armarinho em Xerem, que ligou para mamãe dias antes da partida. Há quase um mês, lá se foi a amiga irmã, Antonieta Santos, a quem rendo graças pelo extremo carinho, e lamento as vezes em que combinei visitá-la mais vezes e não consegui. Mas, viajamos muito, juntas, nos divertimos, dividimos nossas alegrias em Buenos Aires e Salvador, estivemos próximas em muitos trabalhos, escrevendo, produzindo e sonhando.
Néa, a jovem diarista, mãe de duas meninas, esta partiu e eu só soube meses depois, com o aperto no peito, rememorando sua graça de buscar alegria na vida dificil. Por email, veio a notícia de que a amiga dos tempos de ginasio, a Edleuza, também se foi.
D.Nea, mãe das amigas Denise e Lucia, partiu em 2012, deixando a marca da guerreira que amava a vida.
Sabemos que as perdas são parte das nossas vidas, mas dessas mulheres , tenho muito mais que saudades, sinto que há em todas, um ponto em comum.
Um detalhe que as une durante a passagem na vida na Terra.
Sua força, a força com que viveram para legar exemplo e brio aos descendentes, amigos, admiradores do seu talento de viver e coragem de partir.
Onde as mulheres buscam forças, eu me pergunto sempre. Mil respostas me sobem à cabeça. Desde a fé até ao destino. Entretanto, um consolo me responde, internamente, sei que há em cada uma que se foi, assim como haverá sempre em cada ser feminino que vive ou ainda nascerá, um ingrediente basico e definitivo.
Amor. Sim. Amor, maior que qualquer dificuldade, vi cada uma delas, sem exceção, enfrentar com amor, todos os momentos de suas vidas, e, por amor, viveram todas. Feliz sou eu, que mesmo sofrendo com suas idas, posso sentir que sua capacidade de amar, está viva. É sua força, aliás, é a razão de viver de todas nós. Mulher e amor, palavras tão sinônimas quanto definitivas!
Cida Torneros
Perdi, nos últimos tempos, mulheres de fibra, companheiras de vida e de luta, pessoas que me serviram e servem de referencia importante. Delas, vou vivendo de saudades e exemplos, enquanto me reorganizo, fisica e emocionalmente, para honrar-lhes a memória.
Uma lufada de partidas, e elas foram deixando a vida sem que eu pudesse me despedir como gostaria, mas, no fundo, sei que eu não gostaria nada de vivenciar tais despedidas. Reconheço que deixar-se abandonar por suas presenças nada representa já que suas lembranças são, na realidade, um fato dentro de mim, em escala constante.
Aprendi a rezar por elas, com gratidão, experimentando o mérito de te-las tido em meu convívio, por muitas e inesquecíveis ocasiões. Tia Maria, a meiga. Zelinda Lorosa, a que compartilhava comigo sua filha Lilia. Thereza Cristina, aquela que me fez votar na monarquia no plebiscito, cujas historias de exilio chileno e europeu povoaram conversas e campanhas politicas. Dalva Oliveira Sarmento, a quem fui visitar no Hospital das Clínicas para dizer um sofrido adeus, depois de trocas políticas, humanas, emocionais, que incluíram sua vinda ao Rio para assistirmos juntas ao desfile das campeãs do carnaval 2006. Tia Vera Augusta, a dona do armarinho em Xerem, que ligou para mamãe dias antes da partida. Há quase um mês, lá se foi a amiga irmã, Antonieta Santos, a quem rendo graças pelo extremo carinho, e lamento as vezes em que combinei visitá-la mais vezes e não consegui. Mas, viajamos muito, juntas, nos divertimos, dividimos nossas alegrias em Buenos Aires e Salvador, estivemos próximas em muitos trabalhos, escrevendo, produzindo e sonhando.
Néa, a jovem diarista, mãe de duas meninas, esta partiu e eu só soube meses depois, com o aperto no peito, rememorando sua graça de buscar alegria na vida dificil. Por email, veio a notícia de que a amiga dos tempos de ginasio, a Edleuza, também se foi.
D.Nea, mãe das amigas Denise e Lucia, partiu em 2012, deixando a marca da guerreira que amava a vida.
Sabemos que as perdas são parte das nossas vidas, mas dessas mulheres , tenho muito mais que saudades, sinto que há em todas, um ponto em comum.
Um detalhe que as une durante a passagem na vida na Terra.
Sua força, a força com que viveram para legar exemplo e brio aos descendentes, amigos, admiradores do seu talento de viver e coragem de partir.
Onde as mulheres buscam forças, eu me pergunto sempre. Mil respostas me sobem à cabeça. Desde a fé até ao destino. Entretanto, um consolo me responde, internamente, sei que há em cada uma que se foi, assim como haverá sempre em cada ser feminino que vive ou ainda nascerá, um ingrediente basico e definitivo.
Amor. Sim. Amor, maior que qualquer dificuldade, vi cada uma delas, sem exceção, enfrentar com amor, todos os momentos de suas vidas, e, por amor, viveram todas. Feliz sou eu, que mesmo sofrendo com suas idas, posso sentir que sua capacidade de amar, está viva. É sua força, aliás, é a razão de viver de todas nós. Mulher e amor, palavras tão sinônimas quanto definitivas!
Cida Torneros
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
São muitas emoções. ..
A letra da canção do repertório do cantor Roberto Carlos repete que ao se viver momentos lindos, são tantas emoções que vamos colecionando, pois a vida nos oferece a alternância com os dias dificeis, as dores e perdas, as saudades e lembranças, mas, inúmeras vezes a felicidade nos invade e nossos corações vibram com esperança.
Hora de renovar fé, de reacreditar na força do bem e na energia de uma humanidade que ainda aprenderá a se amar e respeitar sem as amarras de valores somente materiais.
A visita do Papa Francisco ao Brasil, para a Jornada Mundial da Juventude, tem sido pontuada por uma gama de sentimentos contagiantes nas ruas do Rio de Janeiro, tomado por bandos alegres de jovens peregrinos que somam milhares vindos de 175 paises do mundo inteiro.
Eles cantam e oram, nas calçadas, estacoes de metrô, praias e praças, igrejas, locais de catequeses, abrigos, igrejas, cortejos, oferecem sorrisos, canticos em suas diversas linguas, elevam o astral com o carinho cristão da fraternidade, esbanjam simpatia, sem o menor sinal de violência ou animosidade. Falam de Cristo como um grande pai, louvam o amor de Deus com a leveza dos espiritos que reorganizam o futuro para um mundo em crise.
E o Papa os direciona carismaticamente, dando exemplos de simpatia, humildade, caridade, compreensão e carinho.
As manifestacoes e os protestos se anestesiaram com a pregação evangelizadora de que é possivel melhorar comecando pelo proprio coração.
Claro que nem tudo sao flores neste mundo de tantas injustiças, mas fica muito claro que não se pode deixar que nos roubem a esperança.
Palavras do proprio santo padre quando se dirigiu aos dependentes quimicos.
No Santuário de nossa sra Aparecida, ele presidiu missa e falou ao povo, foi carinhoso e humilde, pedindo que rezemos por ele.
Nas redes sociais, repercutem suas falas, alguns defendem o ateísmo, mas, inegavelmente, os dias deste julho de 2013 são marcantes pelas emoções provocadas nos seres que acompanham o choque de esperança e o tsunami de amor que inundam nossos inconscientes, atropelando a razão, nos derretendo emocionalmente, em instantes em que me pergunto, ao ver o povo acenando e saudando, com fé tão firme e renovada, como duvidar do mistério que um milagre pode representar na cura de uma sociedade doente? Sucesso, dinheiro, poder, saúde, valores que norteiam a economia mundial, repentinamente, podem minimizar-se diante do amor, da fraternidade, da solidariedade, da paciência, da gratidao e do respeito ao proximo, da valorização ao irmão que precisa do nosso amor e da nossa caridade, do mesmo modo que nós precisamos de atenção e cuidados para corpo e alma.
Temos vivido dias especiais e vamos nos animar com a misericórdia que é muito mais que humana, é, definitivamente, divina, na sua essência.
Cida Torneros
quarta-feira, 10 de julho de 2013
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