Maracanã

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Maria Bethânia - "Sobre todas as coisas"

MARIA BETHANIA " SONHO IMPOSSÍVEL "

MARIA BETHANIA " SEU JEITO DE AMAR "

Onde estará o meu Amor- Maria Betania

Reconverter...

Reconverter…
no recôncavo baiano…

converter-se à saúde da arte..da cultura do axé…

conversão de atéia, conversão de idéia…

quem sabe da cabeça à ponta do pé?

reconversor da trama interior…

como eu precisei desta música hoje…

reconverti-me ao que sou…aliás, nem sei mais se sou…

um jeito de me redescobrir, um certo clamor

quando li artigo do Nizan…

revi tudo, reconversei comigo, revi conceitos…preconceitos

aceitei as limitações, exultei…o texto é lindo

a única trilha possível, achei, para tal escrito,

seria assim, uma reconversão do anexo…

e me brindei com alguma merecida felicidade

lembrando da belíssima e sempre saudosa cidade

aquela Salvador que sempre me salva, num amplo amplexo…

daí, vou inverter o verso, e no inverso, considero o poema findo,

ainda que o recomece, a qualquer momento, em breve.
..
Cida Torneros é jornalista, escritora, poeta e amiga do peito do Bahia em Pauta.

CONSAGRAÇÃO A SÃO MIGUEL ARCANJO

Me Quedo Contigo (si me das elegir) DVD LIVE Manu Chao Baionarena

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Jairzinho, viva o samba e a Copa de 70!‏


Jairzinho, viva o samba e a Copa de 70!

O verão invadiu a Lapa, novamente, é fevereiro, multidão pelas ruas, bares, restaurantes. Para conseguir uma mesa cheguei duas horas antes, no Carioca da Gema, casa de samba, pra “gringo” nenhum botar defeito.

“Bombou” a noite de sexta, lá fui eu, esperar que a Kátia pegasse no hotel Pestana, os amigos portugueses, que voltam ao frio de Lisboa, no dia seguinte. Não é a primeira vez deles no Rio de Janeiro, mas é sempre uma alegria renovada e sua estréia na nova Lapa.

Entre 19 e 21 horas, a casa estava repleta de botafoguenses. Sim, eles escolhiam seu samba oficial para o carnaval. No júri, uma figura ilustre: Jairzinho, o artilheiro da Copa de 1970. Meus amigos chegaram pelas 9 e meia quando começava o show da casa, e o jogador famoso já tinha ido embora.

Mas, a Cida admiradora dele, claro, foi lá e pediu para tirar foto com o ídolo,  avisando que ia enviar para um outro fã dele,  que é francês, o Ahmed, que me disse ser apaixonado pela seleção brasileira de 70.  

Seu jeito e olhar carinhoso, ele demonstrou, quando me ouviu falar que eu tinha 20 anos naquele dia da vitória inesquecível e que me encontrava em Copacabana, onde, literalmente, pulei, como uma cabrita, na Miguel Lemos.    

Respondeu que tem fotos de Copa(cabana), no dia da Copa...rs.. pois lhe deram de presente, ele guarda até hoje, mesmo sabendo que o Brasil inteiro festejou, disse que sabia que Copacabana ferveu naquela data!

Pois é, o samba vencedor do “Bota” conquistou seu chequinho de 5 mil “pilas” e o show da casa começou.

Kátia chegou com Abílio, Rosy e Sofia, caímos no samba. “Amélia que era mulher de verdade”, Quitandeiro, avisa à rapaziada que hoje tem macarronada, a Vida é bonita é bonita, Gonzaguinha, ai, meu Deus, a noite é maravilhosa, na Lapa carioca, dá pra pular como há 40 anos atrás...rs...

Vamos que vamos, a garotada, gente de pele bronzeada, os “gringos” sambando em francês, em inglês, em italiano, em “espanhol”,  aí, passo um email também pra minha amiga Penha, chefe da torcida Tulipas Vascaínas, avisando que tirei foto com o Jairzinho para fazer inveja no Ícaro Moreno, meu ex-chefinho da EMOP, botafoguense doente...rs... mando cópia pra ele, que imediatamente, na madrugada, responde...”quero ver essa foto” , coisa de gente antenada, ligada em samba e em futebol,   como cabe ser a todo brasileiro ou brasileira que se preza...

Na manhã seguinte, meu querido Ahmed também responde, desde Paris, onde ele me conta que faz menos 6 graus, e me agradece a foto, cheia de “calor” brasileiro,  que lhe mandei... Esclarece que o Jairzinho é o jogador de quem mais gosta!

Acertei na mosca, ou melhor, ela me acertou...pois me levou para testemunhar a festa preto e branca no Carioca, e não é que, eu estava com um vestido preto de bolas brancas.... coincidência ou premonição?

Amei a festa, amei desejar saúde ao Jairzinho, amei agradecer a ele novamente pelo grande artilheiro que é nosso, é do Brasillllllllll... hummm... Viva o samba e a Copa de 70!     ouiiiiiiiiiii!!!

Águas quente em Espanha...Pra quem curte "natureza"!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Maria Bethânia - Yemanjá Rainha do Mar

Maria Bethania - O quereres

reconverter

reconverter…
no recôncavo baiano…

converter-se à saúde da arte..da cultura do axé…

conversão de atéia, conversão de idéia…

quem sabe da cabeça à ponta do pé?

reconversor da trama interior…

como eu precisei desta música hoje…

reconverti-me ao que sou…aliás, nem sei mais se sou…

um jeito de me redescobrir, um certo clamor

quando li artigo do Nizan…

revi tudo, reconversei comigo, revi conceitos…preconceitos

aceitei as limitações, exultei…o texto é lindo

a única trilha possível, achei, para tal escrito,

seria assim, uma reconversão do anexo…

e me brindei com alguma merecida felicidade

lembrando da belíssima e sempre saudosa cidade

aquela Salvador que sempre me salva, num amplo amplexo…

daí, vou inverter o verso, e no inverso, considero o poema findo,

ainda que o recomece, a qualquer momento, em breve.
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Cida Torneros é jornalista, escritora, poeta e amiga do peito do Bahia em Pauta. Partiu dela a sugestão de replicar no BP o artigo de Nizan, que fez a autora de “A Mulher Necessária” sentir como nunca a vontade de ouvir Reconvexo”.

O século da mulher Nizan Guanaes*

OPINIÃO/MULHER
O século da mulher

Nizan Guanaes*
Na noite do dia 13 de setembro, em Nova York, Tina Brown, uma das maiores jornalistas dos Estados Unidos, lança sua Women in the World Foundation. A Fundação Mulheres no Mundo visa mobilizar o mundo em torno dos problemas das mulheres e mobilizar as mulheres em torno dos problemas do mundo.
O que não falta no mundo de hoje são problemas enormes, e em muitos deles a mulher é o caminho mais curto e eficiente para resolvê-los. Como resolver o problema das drogas, da obesidade infantil, da Aids ou da gravidez precoce sem engajar a mulher?
Como expandir o microcrédito ou cobrar a melhora da qualidade de ensino sem o apoio da mãe de família? Como controlar a natalidade, questão fundamental num mundo sufocado, sem envolver a mulher? Dos dez maiores problemas da atualidade, na maioria deles a mulher é a solução. É a mulher quem organiza o lar, a família. Promover o desenvolvimento educacional e social da mulher é injetar desenvolvimento e prosperidade na veia.
Como filho, como marido, como padrasto e como amigo de grandes mulheres, abraço essa causa com absoluta convicção. O desenvolvimento das mulheres no mundo inteiro é o caminho mais rápido para o desenvolvimento do mundo. E a situação da mulher no mundo ainda é de absoluto desrespeito. Tratadas como bichos e escravas, trancadas em quartos e debaixo de burcas, exploradas sexual e economicamente, humilhadas e reduzidas, as mulheres no mundo estão longe das esplendorosas e emancipadas mulheres do cinema, das novelas ou das revistas de moda.
Flagro-me, às vezes, em piadas sexistas que são fruto de 53 anos e da sociedade onde nasci e cresci. E aquele pequeno Carlos Imperial que há dentro da minha idade só não se desenvolve porque, ao primeiro ato falho, ele apanha da Donata. É munido dessa consciência, desse mea-culpa, e dessa imensa fé no potencial transformador da mulher que me engajo na Women in the World Foundation.
Minha mãe, hoje com mais de 80 anos, se formou em engenharia civil em 1957, na Bahia. Foi uma visionária. E seus olhos visionários se tornaram meus.
Mesmo tendo ela nascido no Pelourinho, esses olhos sempre foram globais… E me ensinaram a não ter medo do mundo. Militante de esquerda, minha mãe me ensinou a compreender mais amplamente a história longe do sistema de castas da sociedade aristocrática da Bahia do meu tempo. Ela foi a primeira pessoa a me falar sobre o futuro da China (isso na década de 1970) ou sobre o Peter Drucker, o guru da gestão.
Hoje, ela enfrenta a grande noite do Alzheimer. Mas, se ela já esqueceu de tudo o que ela foi, nunca esquecerei o que ela representa. E, através de mim e de meus filhos, ela deixa sua marca no tempo. Sou eu quem escreve este texto, mas a caligrafia é dela. É por isso que acredito que, cuidando de cada mulher, escrevemos e reescrevemos milhões e milhões de histórias. Mas, para fazermos isso, é preciso mudar o padrão mental de nossa sociedade.
Independentemente da política partidária (virei ateu nessa área), o Brasil já deu um grande passo na política de gêneros ao eleger uma mulher presidente.
E acertarão a publicidade e as marcas que tiverem um entendimento claro da mulher, de seu novo papel e de seu imenso potencial. Dona Maria, a Malu Mulher da base da pirâmide, não quer só os produtos da cesta básica. Dona Maria quer beijar, quer ser jovem, quer unha bonita e o cabelo da Gisele.
E a filha da dona Maria quer falar inglês, trabalhar na Vale ou na Petrobras, ser transferida para uma subsidiária da companhia no exterior e trabalhar num projeto social da empresa para que outros filhos de dona Maria tenham a mesma chance que ela. Entender os anseios da cidadã, da mulher, da mãe, são desafios dos homens públicos, dos empresários, dos homens de marketing e de todos nós, homens em geral.
Tenho certeza absoluta de que, se algo pode mudar radicalmente o mundo e transformá-lo em um lugar mais justo e melhor de viver, esse algo é a mulher.


*Nizan Guanaes é publicitário e escreve na ‘Folha’.