aqui tem música, poesia, reflexões, homenagens, lembranças, imagens, saudades, paixões, palavras,muitas palavras, e entre elas, tem cada um de vocês, junto comigo... Cida Torneros
Maracanã
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Das passarelas para a sua casa: o laranja na decoração
Depois de reinar nas passarelas de moda, a cor laranja é a grande aposta na decoração de interiores.
Muitas são as tendências que vêm da moda e invadem a decoração da
casa. Este ano, a 1ª tendência a migrar das passarelas é a cor laranja,
considerada a cor da vez nas semanas de moda internacional e a grande
aposta na decoração de interiores da temporada.
Considerada uma cor quente, alegre e forte, pode ser muito bem
aproveitada em escritórios, pois tem a tendência de estimular ideias e é
muito compatível com a cozinha, pois estimula o apetite.
Para incluir a cor na sua casa sem ter que mudar tudo, a opção mais
prática é colocá-la nos detalhes e acessórios. A tonalidade pode ser
utilizada para pintar a parede, em almofadas, tapeçarias, lustres, em
uma capa para o sofá, ou até mesmo em peças estratégicas do mobiliário,
como poltronas e cadeiras.
Vale lembrar que não é necessário, e até pouco indicado, que todos
os móveis sejam da mesma cor. A variação de cores é o que torna o
ambiente interessante.
Importante também os cuidados com o exagero, já que o excesso do
laranja pode cansar ou deixar o ambiente estressante. Pequenas
modificações podem transformar qualquer cômodo, aproveitando as novas
tendências e ideias para a nova estação, sem, necessariamente, alterar
todo o ambiente. Pequenos detalhes fazem toda a diferença.
Trevos, em setembro de 2010
Trevos!
Enquanto seres mediados entre sonhos e realidades, cultivamos lendas internas e culturais, assimilamos historinhas fantasiosas, deleitamos pequenas superstições, que , no fundo, sabemos, não passam de pretextos fugidios para nos fazermos um pouco mais felizes em meio a uma vida onde há muito mais perguntas do que respostas, e estas, quando acontecem, nunca esgotam nossa perplexidade diante do mistério do universo...
Pois os trevos dizem por aí que são expressão de sorte. Tenho deles, de 3 folhas, teimosamente crescendo nas frestas da calçada da minha casa, motivo de brincadeira dos meus vizinhos, com quem já reclamei porque os andaram arrancando sob alegação de que eram matinho, mas pra mim, trazem bom augúrio, florescem pequeninas pétalas azuis, de vez em quando e eu as fotografo quando lembro.
D. Margô, saudosa mãe da minha amiga Marion Bombom, adentrou no hospital, quando meu filho nasceu e me levou, fresquinho um trevo de 4 folhas, para dar sorte ao pequeno rebento. Colei-o no diário que escrevi para o Léo, aliás, por 30 anos...foi quando entreguei a ele o livreto repleto de lembranças, da sua vidinha de bebê, de menino, de adolescente e de homem feito...claro que escrevi esporadicamente mas procurei registrar o quanto eu torço por ele, pela sua sorte, na passagem pelos trevos da vida, nos momentos em que as forças e energias se cruzam e somos testados pela vida.
Não me atrevo ( trocadilho infamezinho) a travar embate com trovões ou traçar coordenadas sobre os caminhos tortuosos que as voltas da vida nos fazem trilhar. Mas me intrometo no destino com a força do pensamento positivo, isso sim. Busco a luz, compartilho-a com seres iluminados que me cruzam o caminho, entendo que as trevas só existem se não nos permitimos ver pontos iluminados no fim dos túneis escuros, e, quando observamos, lá longe um resquício de luz, temos que ir ao seu encontro, para nos fazermos crescer em fé e esperança, em harmonia e bem-querer.
Ao completar ontem, 61 anos, pensei nos trevos. Nas suas florezinhas azuis, na sua delicadeza e humildade, brotando em cantos de calçadas velhas e abandonadas, sendo confundidos com matos descartáveis, mas nos oferecendo, pelo menos a mim, chance de refletir sobre pequeníssimas manifestações de uma natureza grandiosa e sábia que nos acolhe, a despeito de nossas ignorâncias, nossos descasos, nossos atrevimentos, como por exemplo, essa coisa de não entendermos bem porque os trevos podem ser de 3 ou 4 folhas ao passo que somos de muitas cabeças, muitas opiniões, e 3 ou 4 podem ser nossas certezas pequeninas em torno do amor, da amizade, da paixão, da espiritualidade, do fascínio pela eternidade questionada, ou pela sorte de amar com profunda sintonia nossos semelhantes e nossos parceiros de existência.
Bom é ter alguns trevos florescendo por onde passo, nas manhãs do tempo, ainda que sejam pisoteados ou arrancados, eles tornam a surgir, teimosamente, a dizer que a vida é círculo vicioso, não importando muito se nós a entendamos ou não!
Cida Torneros
3 de setembro de 2010
Enquanto seres mediados entre sonhos e realidades, cultivamos lendas internas e culturais, assimilamos historinhas fantasiosas, deleitamos pequenas superstições, que , no fundo, sabemos, não passam de pretextos fugidios para nos fazermos um pouco mais felizes em meio a uma vida onde há muito mais perguntas do que respostas, e estas, quando acontecem, nunca esgotam nossa perplexidade diante do mistério do universo...
Pois os trevos dizem por aí que são expressão de sorte. Tenho deles, de 3 folhas, teimosamente crescendo nas frestas da calçada da minha casa, motivo de brincadeira dos meus vizinhos, com quem já reclamei porque os andaram arrancando sob alegação de que eram matinho, mas pra mim, trazem bom augúrio, florescem pequeninas pétalas azuis, de vez em quando e eu as fotografo quando lembro.
D. Margô, saudosa mãe da minha amiga Marion Bombom, adentrou no hospital, quando meu filho nasceu e me levou, fresquinho um trevo de 4 folhas, para dar sorte ao pequeno rebento. Colei-o no diário que escrevi para o Léo, aliás, por 30 anos...foi quando entreguei a ele o livreto repleto de lembranças, da sua vidinha de bebê, de menino, de adolescente e de homem feito...claro que escrevi esporadicamente mas procurei registrar o quanto eu torço por ele, pela sua sorte, na passagem pelos trevos da vida, nos momentos em que as forças e energias se cruzam e somos testados pela vida.
Não me atrevo ( trocadilho infamezinho) a travar embate com trovões ou traçar coordenadas sobre os caminhos tortuosos que as voltas da vida nos fazem trilhar. Mas me intrometo no destino com a força do pensamento positivo, isso sim. Busco a luz, compartilho-a com seres iluminados que me cruzam o caminho, entendo que as trevas só existem se não nos permitimos ver pontos iluminados no fim dos túneis escuros, e, quando observamos, lá longe um resquício de luz, temos que ir ao seu encontro, para nos fazermos crescer em fé e esperança, em harmonia e bem-querer.
Ao completar ontem, 61 anos, pensei nos trevos. Nas suas florezinhas azuis, na sua delicadeza e humildade, brotando em cantos de calçadas velhas e abandonadas, sendo confundidos com matos descartáveis, mas nos oferecendo, pelo menos a mim, chance de refletir sobre pequeníssimas manifestações de uma natureza grandiosa e sábia que nos acolhe, a despeito de nossas ignorâncias, nossos descasos, nossos atrevimentos, como por exemplo, essa coisa de não entendermos bem porque os trevos podem ser de 3 ou 4 folhas ao passo que somos de muitas cabeças, muitas opiniões, e 3 ou 4 podem ser nossas certezas pequeninas em torno do amor, da amizade, da paixão, da espiritualidade, do fascínio pela eternidade questionada, ou pela sorte de amar com profunda sintonia nossos semelhantes e nossos parceiros de existência.
Bom é ter alguns trevos florescendo por onde passo, nas manhãs do tempo, ainda que sejam pisoteados ou arrancados, eles tornam a surgir, teimosamente, a dizer que a vida é círculo vicioso, não importando muito se nós a entendamos ou não!
Cida Torneros
3 de setembro de 2010
CASO BBB Não vi e não gostei
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CASO BBB
Não vi e não gostei
Por Maria Aparecida Torneros em 31/01/2012 na edição 679
Como profissional brasileira do jornalismo há mais de 40 anos, já devia
ter me acostumado com a face industrial que move a mídia ávida por
faturamentos altos e gastos menores. O modelo BBB, copiado de
outras redes espalhadas no mundo inteiro, tem sido alvo naqueles lugares
de problemas com a justiça, tendo inclusive causado um suicídio nos
EUA, de um dos seus participantes, o que resultou no estabelecimento de
critérios mais rígidos e queda de audiência.Em nossa pátria querida, ao se apresentar em sua 12ª edição, não me atraiu, nem tampouco as anteriores. Aliás, assisti, somente uma vez, à final da primeira versão, há muitos anos. Estava na casa de amigos em Campos do Jordão e me senti estranhamente bestializada pelo formato esdrúxulo daquela conquista milionária de um rapaz eleito pelas ligações pagas de um público que acompanhara a disputa do que eles chamam de “jogo”, cujas regras são baseadas em confinamento, pressão psicológica, sede de vencer e derrubar inimigos, muitas festinhas, intrigas, álcool liberado e camas para que casais “simulem” sexo, ou realizem Besteirol Bem Beatificado!
Entretanto, na semana passada, convidada a participar de um programa de uma rádio carioca de grande audiência, surpreendi-me com um dos temas daquela manhã: o tal do “suposto” estupro de vulnerável, que todos comentavam, e fui obrigada a dizer que me abstinha de opinar, pois nem vira nem acompanhara nada. Mas acrescentei que, no meu parco entendimento de ex-professora de teoria da Comunicação, considero este gênero de programação um “lixo” que nada acrescenta como exemplo de vida para uma população que, em média, tem baixo grau de escolaridade e que lhe é oferecido um conteúdo pobre – mas a indústria busca atingir seus propósitos e o faz com certa competência e enorme indignidade.
A oficialização do crime
A partir do dia dos debates, busquei ler a respeito, acompanhei então muitas opiniões e até programas específicos, um deles na TV Brasil, no domingo (22/01), todos, versando sobre a qualificação ou não da censura possível ou de algum controle consentido aos conteúdos de uma exposição de ideias, comportamentos e fatos que uma rede de televisão possa ter, considerando a tal “concessão” de serviços que lhe é facultada – e a legislação vigente, como sempre, sem regulamentação específica e com brechas mil para que se injete “lixo” na cabeça das massas, ou se dê a elas a remota chance de discernimento para escolhas educativas de qualidade.
Evidentemente que os chavões imperam nas análises, as providências legais são lentas, a emissora de TV tomou suas “medidas” paliativas e o BBB segue captando audiência do tipo “falem mal mas falem de mim”.
Lamentável ou não, o fato é que o assunto é a pauta do momento, pelo menos no que tange aos milhões arrecadados pela rede televisiva, não só com os anunciantes investidores no modelo de programa, um dos quais uma holding fabricante de bebidas, como também por convênio com operadoras de telefonia e a pontuação da audiência que cresceu a partir da repercussão do episódio, o chamado “babado forte” da sexualidade implícita na transmissão ao vivo e a cores, principalmente para aquele público pagante de pay per view, identificado em sua maioria como jovens que passam as madrugadas assistindo ao que “rola” na jaula dos BBBs.
Em torno de tanta celeuma, nem sequer tentei ver um programa. Não consigo mesmo, é uma repugnância pessoal e fisiológica; será, inclusive, objeto de questionamento ao meu terapeuta, logo que ele retorne das suas férias de verão. Pergunto-me se a mídia multifacetada, industrializada, manipulada ou manipuladora, ainda teria espaço para fatias ínfimas de um público alienado ao que se passa no seu conteúdo generalizado, do tipo que eu me considero agora... não vi e não gostei... e vou tentar não me abster da sintonia de viver num país onde a democracia da informação é conquista mas a oficialização do crime banalizado deve ainda ser investigada, apurada e punida, como li em manifesto assinado por um conjunto representativo de entidades femininas, direcionado ao Ministério Público.
***
[Maria Aparecida Torneros é jornalista, Rio de Janeiro, RJ]
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