aqui tem música, poesia, reflexões, homenagens, lembranças, imagens, saudades, paixões, palavras,muitas palavras, e entre elas, tem cada um de vocês, junto comigo... Cida Torneros
Maracanã
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
O verão de 2010, em Búzios!
Sempre quando chega um novo verão, há, em mim, aquela nostalgia de verões passados. Alguns, inesquecíveis mesmo, plenos de descobertas e encantamentos. Lembro imediatamente de um filme que me marcou muito, chamava-se "O verão de 1942". Era a história de um verão vivido por um grupo de adolescentes.
Hoje, reencontrei, via facebook, uma pessoa que conheci no verão de 2010, a Laura.
Coincidentemente, comemora-se o dia da saudade, e ela me enviou fotos daqueles dias de janeiro, em Búzios. De repente comecei a reviver o que se passou conosco, a partir de uma conversa durante a viagem de ônibus, quando ela me disse que ia conhecer o famoso balneário e passar sozinha seu aniversário. Divorciada e mãe, deixara os filhos no Pará disposta a vivenciar seu recomeço, em férias, recem saída do fim de um relacionamento amoroso. Eu ia encontrar duas grandes amigas, Helô e Cris que logo acolheram Laura para vivermos dias de alegria, descontração, passeios, risadas, confidências, astral maravilhoso.
Alugamos um carro, Laura dirigiu, fomoz visitar a Ju, no Peró, em Cabo Frio, que tinha se casado com um argentino e viera passar férias no Brasil.
Andamos de barco táxi para chegar na praia Azeda, fizemos rolezinho na rua das pedras, acordamos a aniversariante no seu hotel, com presentinhos, e, dias depois, no Rio, fui com ela a uma noitada na Lapa, antes que ela retornasse a Belém.
Hoje, ela vive em Fortaleza, me disse. Cris e Helo estao passando dias em Buenos Aires , mas nós vamos programar o revival da nossa energia, logo, logo!
Somos mulheres fortes, temos a aura das que aceitam desafios. Cris tem o dom de irmanar, Helo é aquela que cria caleidoscópios, eu, sou como a escrivã da frota, vou registrando.
Aquele verão de 2010 teve a magia das bruxas que se reunem para tramar com as forças da natureza, conseguimos transmutar nossos padrões de sonhos em novos tempos na vida de cada uma. Foi como uma convenção de magas, havia no ar a sensação de recomeços para nós quatro!
Hoje tive saudade daquela sintonia que nos impregnou de esperança. E, disse baixinho, pra mim mesma, que há promessa de vida em nossos corações, por isso, cremos que nosso verão segue nos aquecendo, quatro anos depois, assim, de maneira envolvente e com o selo da saudade revigorante.
Laura, Heló, Cris e Cida, que, juntas, em fotos e memórias, estão por aí, pelo mundo, sabem que seu encontro não foi um acaso. Houve um toque do destino, o que nos tornou comprometidas com um novo verão, qualquer dia desses!
Cida Torneros
Bom dia, quinta-feira!
Bom dia, quinta-feira, mil vezes bom dia! Aqui em casa, reina a paz! Hoje é dia de levar mamãe para fazer ecocardiograma. Meu gat Antoine, espaçoso, dorme. Eu divago, tomo o café da manhã e vou me arrumar para pegar mamãe, o exame dela é às 10 e meia! Vambora, viver essa quinta, com garra, com o coração tranquilo, ciente da brevidade dos momentos e da força interior que a fé proporciona.
Cida Torneros
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Gota D'água, um desabafo, um cansaço, um último abraço!
As coisas andam mesmo assim, no mundo globalizado, sucedendo-se de roldao, quase que inconsequentemente. Nem dá tempo de esquentar o coração e já se fez a fila andar, uma febre de não sofrer, de negar o envolvimento, de fugir do compromisso, de somente se divertir, ter prazer, alegria, ir no vai da valsa.
A cada rodada, um blefe, a cada jogada, um desatino, talvez a derrota ou pode ser a gota d'água a nos encher o pote que é o nosso coração, sofrido, remendado, até surpreso ainda, mas, que tenta recuperar-se dos enfartados e enfadados rodízios de amores vãos.
Cansado sentimento de recomeçar ou acreditar. Desabafar o peito e relaxar os nós, as amarras de um desejo ou sonho. Seguir sem ilusão, mandar aquele abraço, zombar de si mesmo e sacudir a poeira da queda.
Dar a volta por cima, estar pronto para se renovar e reerguer forças, sem ruminar palavras do desafeto, gente sem eira nem beira, que imagina ofender e fala no vácuo.
Cada frase infeliz ficará mesmo sem resposta, não se pode perder tempo com tamanha falta de civilidade. Alô Rio de Janeiro, aquele abraço.
A gota d'água que transborda a alma pode ser a salvação da lavoura, o ponto de mutação que faz enxergar o equilíbrio e repensar sobre os sentimentos sadios, passíveis de serem vividos e merecidamente acolhidos.
Buscar o descanso da meditação e o aconchego da paz interior, saber-se feliz na solidão da consciência tranquila e, como prêmio incomparável, entender que amar pode ser renunciar e deixar livre quem se ama, para que a felicidade o encontre nas manhãs do amanhã, em qualquer esquina do mundo imenso.
Cida Torneros
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Curitiba, verão 2014!
Foram 5 dias na bela, nublada, acolhedora e organizada Curitiba. Apesar de ter ido por ali, outras vezes, em muitos anos, o fiz na correria profissional e conheci pouco da cidade. Desta vez, o verão 2014, neste inicio de janeiro, favoreceu a oportunidade e pude correr a cidade, buscando seus belos parques, como o Tanguá e o Jardim botânico, além de subir a Torre da Oi, panorâmica, com visão privilegiada de toda a metrópole paranaense. Rodei Mercado Municipal, visitei o centro histórico, caminhei pela rua das Flores, fui a dois shoppings , o Estação e o Curitiba. No primeiro, aproveitei para dar uma olhada no museu ferroviário e no segundo apreciei a delicia que é uma população colorida, buscando desfrutar de um verão com alegria. O must nesta estação é o tal picolé "paletas mexicanas", de frutas e com recheio de doce de leite.
Voltei ao Rio, com este calor 40/50 graus, mas a temperatura mediana de Curitiba deixou saudade. Lugar de um Brasil organizadinho, povo educado, preparando-se para receber a seleção espanhola de futebol em junho, a cidade flui sem muito estress, ela é aquele ponto de equilíbrio sulista, o tal sul maravilha, ideal de vida de muita gente que busca rincão tranquilo.
Mas, todos lembram que no inverno, ali, o bicho pega. Verão é trégua. Aproveita-lo torna-se imperativo, há no janeiro oficinas de musica erudita e em Curitiba, encontram-se artistas e estudantes de música, de muitos cantos do Brasil e do mundo.
Muito bom perceber que há um Brasil assim, tão acolhedor e tão organizado, pedacinho manso e produtivo de um país imenso, múltiplo, que esbanja histórias, incorpora emigração e mistura raças.
A Curitiba deste verão 2014 tem uma marca registrada de equilíbrio e disposição para a vida em grupo. Aqueles pontos de ônibus, em forma de túneis roliços envidraçados, são como lagartas prestes a virar borboletas, voarão sobre nossos caminhos, na arquitetura provocante e na imaginação crescente. Afinal, de tantos Brasis surpreendentes, o Paraná tem peculiaridades, mas não deixa de se misturar ao nosso lugar comum, é terra de gente como a gente, gente que curte verão com picolé e tem paixão por futebol !
CIDA TORNEROS
Voltei ao Rio, com este calor 40/50 graus, mas a temperatura mediana de Curitiba deixou saudade. Lugar de um Brasil organizadinho, povo educado, preparando-se para receber a seleção espanhola de futebol em junho, a cidade flui sem muito estress, ela é aquele ponto de equilíbrio sulista, o tal sul maravilha, ideal de vida de muita gente que busca rincão tranquilo.
Mas, todos lembram que no inverno, ali, o bicho pega. Verão é trégua. Aproveita-lo torna-se imperativo, há no janeiro oficinas de musica erudita e em Curitiba, encontram-se artistas e estudantes de música, de muitos cantos do Brasil e do mundo.
Muito bom perceber que há um Brasil assim, tão acolhedor e tão organizado, pedacinho manso e produtivo de um país imenso, múltiplo, que esbanja histórias, incorpora emigração e mistura raças.
A Curitiba deste verão 2014 tem uma marca registrada de equilíbrio e disposição para a vida em grupo. Aqueles pontos de ônibus, em forma de túneis roliços envidraçados, são como lagartas prestes a virar borboletas, voarão sobre nossos caminhos, na arquitetura provocante e na imaginação crescente. Afinal, de tantos Brasis surpreendentes, o Paraná tem peculiaridades, mas não deixa de se misturar ao nosso lugar comum, é terra de gente como a gente, gente que curte verão com picolé e tem paixão por futebol !
CIDA TORNEROS
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Vida que segue, Ano novo, bienvenue chez moi!
Talvez eu misture os tempos, agora, porque me é permitido. Historias de Vidas que talvez se tenham cruzado e descruzado, no embaraço dos dias e noites atravessando décadas. Um menino de 16 anos se viu em Paris no final dos anos 60. O irmão mais velho trabalhava com um grupo de lambada, ele partiu curioso, deixou o Brasil pra trás. Foi ser artesão, hippie que viajava até Saint Tropez, vendia bijus, pegava caronas. Uma jovem sonhava com ideais de democracia e ia nas passeatas. Estudavz, lia muito, queria trabalhar, sonhava com um Brasil sem ditadura. Em 68, ela acompanhava as barricadas dos estudante e vibrava. O jovem estava lá e entendia pouco do que se passava. Mas a vida se encarregou de puxa-lo a um destino de construir família francesa. Fixou-se po lá, foi trabalhar na Peauget, as tres filhas cresceram, seus pais portugueses ficaram e estão aqui, no Brasil, Rio de Janeiro. Neste dezembro, a mãe completou 80 e o pai tem 85.
Ele vem visita-los sempre que pode. Divorciado há muitos anos, pensa em se aposentar e viver mais no Rio.
Uma história de gente com sangue emigrante. Gente que sai, que busca, que se aventura. Ela o conheceu em 2009, em Paris, lá se vão quase 5 anos, perderam-se, já passaram dos 60 e a vida é feita de lucros em termos de sentimentos e perdas pela sua propria natureza finita. Ambos sabem. Estao cientes da efemeridade dos encontros da Vida.
Mas, acharam-se outravez. Ele chegou no auge do calor de fim de ano, ela o recebe, feliz. Conversam, riem, creem no destino, nao fazem planos, vivem cada dia, estão serenos.
Ela exerceu o jornalismo por 40 anos e se aposentou.tem mãe completando 87 por estes dias.
Vão virar o ano juntos! Em paz, com alegria. Cada um tem muitas historias de amor para contar.
Não se importam, sabem que todos precisamos trazer conosco muitas histórias. Que o tempo as valoriza e as torna parte da nossa lenda pessoal.
Estiveram juntos em Paris, 1968, nmpem sabiam, era um encontro de testemunhas.
Estiveram tete a tete em Paris, em 2009, tomaram um cafe no Du Flore.
Estiveram juntos em Paris, em 20011, em pensamento e lembranças. Nem se viram.
Estiveram juntos no Rio, em março de 2013, sem se comunicarem, ele não tinha o telefone novo dela.
Estiveram juntos, inusitadamente, de novo, quando ele a encontrou atraves do blog, deixou um coment e ela respondeu.
Ontem, ele voltou ao Rio e estiveram juntos num restaurante para almoçar.
Hoje, o ano novo virá daqui a algumas horas e eles vão, juntos, saudar a virada em Copacabana.
2014? Mas parece 68. Deve ser 2009. Não, o ano é o do tempo atravessado. Quem somos nós, desfolhando páginas de nossas histórias enquanto os sentimentos surpreendem e arrepiam?
Ele vem à minha casa, benvindo, é um ser que me ajudará a passar de ano. Eu o ajudarei a ultapassar o amor humano, somos bons passageiros, imigrantes, viajantes, ciganos, hippies, inquietos amantes das próprias hietorias das nossas vidas andarilhas! Nossos nome de batismo, Maria e Antonio, mas só nos chamamos assim: Marie e Antoine!
Cida Torneros
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
oncinha saindo da toca








Outravez, Natal, uma festa da família, tradição cristã ocidental, encampada pela cul cultura capitalista, explorada pelo consumismo desenfreado, travestida pela necessidade de sentimentos de amor verdadeiro, coisa que o mundo precisa muito e que a humanidade derivou na mercadoria mais preciosa, confusamente, esse estado de não identificação do quanto ser pode ser mais gratificante que ter.
Ultimamente, em função de crise recorrentes de dores na coluna vertebral, vivo entocada, saindo pouco.
Ontem, como uma oncinha, saí da toca e fui encontrar duas amigas.
Comemos juntas, aproveitamos para troca simbólica de presentinhos como sabonetes, batom, brinccos de bijuteria, carinho, muito carinho.
Hoje, vou para a casa da mamãe, encontrar família e festejar o Natal!
Nada é mais valoroso do que o sentimento sincero. Amor se sente, se demonstra, se valoriza, se respeita, se constrói, se cultiva e sobretudo, se faz por merecer.
Perder-se do amor é perder o rumo de si próprio, e, a vida ensina, o mundo é duro, as orovas são muitas, o tempo só arrefece o implacável, colhe-se o que se planta e como animais protegidos na floresta, aprendemos a conviver com as sombras da noite e o disfarce das folhagens.
Um passeio ao sol, uma visão do mundo lá fora, e, logo, ensimesmada, volto a mim, sou agora uma fera acuada, defendo-me, estou cansada, mas, ainda luto, sobrevivo, prezo amor e amizades, sou feliz, e, se necessário, ataco para me preservar, é minha condição humana, sem contudo, intencionalmente, humilhar ou destruir. Apenas, aprendi que é preciso saber viver!
MARIA APARECIDA TORNEROS
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Opinião Pública brasileira e a cultura odiosa das elites! Revendo a teoria!
Nos anos 70, cursei o Mestrado de Comunicação, na UFRJ, em tempos de muita teoria e lutas pela volta ao Brasil sonhado e democrático. Minhas leituras e logo a seguir as aulas que comecei a dar em universidade nos cursos de Jornalismo, compreendiam muitas observações, discussões e havia espaço para acompanhar a febre das pesquisas de opinião, com suas potenciais margens de erro, sem fatalmente não descartar o vício elitista de coontrole e comando por parte dos poderes dominantes, em especial, o domínio economico atrelado ao modelo capitalista comoetitivo one as verdades, gostos, escolhas, podem ser e são conduzidos no inconsciente coletivo pela massificação a que estão sujeitos os receptores das mídias avassaladoras e tradicionais, as populares redes de comunicação, verdadeiros monopolios de audiência, orquestradoras de opinião.
Fui buscar hoje, um livro que usei muito com alunos para estudar opinião pública, de autoria de Monique Augras, imaginando até que poderia ser considerado ultrapassado tendo em vista a nova realidade da tecnologia de um mundo fantastico propiciado pela informática e o movimento intenso das chamadas redes sociais.
Mas, o que me cabe constatar é que a autora segue sendo atualissima nos seus conceitos básicos. Em anexo , coloco uma resenha datada de 2008, de uma mestranda, o que me ajuda a refletir sobre o momento brasileiro, de um odioso e flagrante estado de vingança elitista sobre o episódio denominado mensalão, transmitido via mídia massificante, formatando por seu lado.
Um tribunal que fanatizou e alienou parcela da população, mas, não conseguiu refletir tal conjunto de fatores degradadores, na imagem positiva e crescente da Presidente do Brasil, o que parece um paradoxo noscresultados das oesquisas de opinião.
Uma frase do livro sempre me impressionou: " a opinião publica é o sentimento do povo".
Pergunto quem é o povo, realmente? É aquele que no fundo não e bobo, pode até ser conduzido em algumas instâncias, sente na pele os problemas de saúde, transporte, educação, sim, mas não deixa de perceber suas conquistas sociais e intui sobre as diferenças de classe quando estas diferenças diminuem e ele, povo, alcança niveis superiores de qualidade de vida .
Por mais que o teatro jurídico do julgamento do mensalão tenha sido bem articulado ou conduzido, toda a corrupção deve sim ser punida, sem contudo permitir que a cultura da odiosa competição entre poderes ou partidos ou classes ou minorias versus maioria possam se arvorar de detentores da opinião pública brasileira, e nisso, a teoria fundamentada se faz sentir na pratica das pesquisas, para espanto de uns e a constatação de outros, onde me incluo.
Sinto-me como ser que observa a pequenez dos imediatistas e a grandeza dos pacientes da geração que continua sua luta pela igualdade de oportunidades que é direito da população deste Brasil que clama pelo banimento desta infeliz cultura atrasada de semear ódio em lugar de construir uma sociedade positiva e conciliadora.
Que 2014 nos seja mais amoroso e menos rancoroso, desejo a todos, gregos e troianos, corruptos e corruptores, grande midia e altenativos, julgadores e inocentes, elites e povão, tudo junto e misturado!
Cida Torneros
Resenha Sobre O Livro Opinião Pública
Publicado em 27 de setembro de 2008
Ao iniciar a leitura, é possível encontrar a justificativa de AUGRAS (1970) para a pesquisa em questão. Segundo ela, conceitos considerados apreendidos acabam por se revelarem ambíguos, vagos e indeterminados, quando o investigador levanta um questionamento sobre eles. E é para transcender aos equívocos gerados por esta questão que a autora realiza este trabalho e publica Opinião pública.Tal problemática se confirma no trecho do texto: "No nível individual, opinião confunde-se com atitude. No nível coletivo, aparece como entidade mítica: a opinião pública é o sentimento do povo", (AUGRAS, 1970, 12).
Na tentativa de encontrar um conceito para opinião pública, AUGRAS (1970) faz um resgate histórico do seu surgimento e trajetória. Ela recorda que, nos fins do século V a. C. , em Atenas, Grécia, surgem os líderes de opinião, homens políticos que conduziam o povo, mulheres e escravos não faziam parte deste grupo. A sistemática romana é idêntica. Já nas Cruzadas, ocorridas na Europa, durante a Idade Média, surgem as propagandas que serviam para recrutar homens e angariar fundos para as investidas, onde as opiniões diversas eram consideradas heresias e reprimidas. No Renascimento, ganha destaque o indivíduo e, com isso, o direito de diversidade de opinião. No entanto, no plano político, que surge o demagogo, que procura conquistar a opinião do povo e dele ser o representante, quem por vezes acaba sendo manipulador. Em 1789, verifica-se, durante a Revolução Francesa, que a opinião proclamada como sendo a do povo pertencia, na verdade, a um pequeno grupo que estava no poder. No século XIX, ocorre a primeira revolução industrial e surge a imprensa e o foco passa para os problemas sociais e econômicos. Com o século XX, tem-se a democracia moderna e as novas técnicas de manipulação de opiniões; a opinião pública serve para avaliar os atos governamentais. É o que expressa a autora: "Na era das comunicações de massa, a massa teria condições de informar o governo sobre as repercussões de seus atos, num processo continuo de feedback," (AUGRAS, 1970, 15).
Mas AUGRAS (1970) opta por tomar como base a concepção de BERGER (1957) sobre o assunto: "... a opinião é um fenômeno social. Existe apenas em relação a um grupo, é um dos modos de expressão desse grupo e difunde-se utilizando as redes de comunicação do grupo," (AUGRAS, 1970, 16).
Ela expressa ainda a necessidade de abandonar o entendimento da opinião pública como se fosse uma entidade mítica e, em seu lugar, dedicar-se a estudar as modalidades da opinião dinâmica, mais próxima da conscientização. E para isso investiga os fatores que a influenciam: fatores psicológicos, sociológicos e históricos.
Para o esclarecimento do primeiro deles, o psicológico, AUGRAS (1970) diferencia dois termos normalmente tidos como sinônimos: a opinião, que se relaciona a crenças e ideologias, e a atitude, que se refere a um aspecto mais concreto. Mas é relevante considerar que a opinião expressa, sobretudo, aspectos afetivos. E a idealização segue estes mesmos mecanismos: ao idealizar o seu próprio grupo ou outro, cria-se estereótipos. Assim, fatores afetivos e não racionais influenciam as opiniões e podem levar à ação.
Dentro dos fatores sociológicos, ela estuda os econômicos, os ecológicos e os grupos. Isto porque o estudo da opinião é de caráter social e deve ocorrer de forma contextualizada. De acordo com pesquisas de A. KORNHAUSER (1950 apud AUGRAS, 1970), as diferentes classes econômicas apresentam opiniões diversas, podendo ser reformistas ou conservadoras. Já em relação aos fatores ecológicos, seriam as características geográficas e climáticas que definiriam o modo de vida e a economia de uma região, fugindo à regra os grandes centros em que a tecnologia altera as condições do clima local. Por último, estão os grupos, que podem ser divididos por sexo, idade e etnia. Há sociedades em que a opinião da mulher ou do jovem perde valor em detrimento da opinião do homem ou de uma pessoa mais velha. Em relação aos grupos étnicos, a autora destaca a valorizaçãoHá social: "As pessoas de cor situam-se geralmente nas classes mais baixas da escala social. Os indivíduos vão clareando à medida que sobem. Status e cor se complementam," (AUGRAS, 1970, 42). Segundo ela, é importante a comunicação existente dentro de cada grupo, pois entre as relações destes indivíduos ocorrem processos de transmissão de informação.
Como influência do fator histórico sobre a formação de opinião, tem-se o acontecimento. Este, por sua vez, tem influência objetiva sobre as instituições e os indivíduos pertencentes a elas, o que acaba por afetar suas opiniões e atitudes, servindo como exemplo para estas as crises nacionais e as guerras. Recorre-se a A. SAUVY (1956 apud AUGRAS, 1970, 46) para compreender as deformações sofridas pela informação ao ser exposta à opinião:
: se há interesses materiais em jogo, a distorção faz-se no sentido que os favorece;
: se há paixões em jogo, o desvio vai no sentido de justificar ou reforçá-las;
: se fatos interessam à causa coletiva, reforçam a coesão do grupo;
: e, resumindo: as distorções sinceras são as mesmas que as desejadas.
Desta forma, fortalece-se a idéia de que os fatores afetivos e irracionais acabam por influenciar uma corrente de opinião. Por isso, são tão utilizados para manipular a opinião, e neste estudo têm especial atenção a persuasão e a propaganda.
Logo no início do terceiro capítulo, a autora afirma que, atualmente, a informação do indivíduo não depende exclusivamente da relação que estabelece com os seus grupos, graças à cultura de massa, à comunicação de massa.
Como meios de comunicação de massa, temos a imprensa, o rádio, o cinema e a televisão. Em todos estes meios, é possível verificar a ocorrência dos três objetivos da comunicação divertir, formar e informar. Para AUGRAS (1970, 52), a propaganda formação de opinião mais eficaz é aquela utilizada nos jornais "para divertir".
Entretanto, é neste contexto que ocorre o deslocamento do indivíduo que, em um primeiro momento, lutava para ter direito de expressão e que, por fim, torna-se objeto desta causa em que ganham destaque as técnicas de manipulação de opinião e atitude. Tais técnicas são difundidas pelos meios de comunicação, que, por terem custo elevado, são dirigidos por grupos poderosos e se utilizam desta estrutura para reforçar, criar ou remover atitudes e opiniões. Muitas vezes, é muito eficaz a propaganda baseada apenas na avaliação intuitiva das motivações inconscientes, mas é importante recordar que os tópicos do Capítulo 2 deste livro dão subsídios para uma investigação não-empírica.
Ainda em relação à conquista pelo inconsciente, AUGRAS (1970, 68) escreve:
Com efeito, na medida em que se propõe a atuar através da utilização dos mecanismos inconscientes, a propaganda aparece como um conjunto de técnicas para difundir mitos. Desse ponto de vista, há pouca diferença entre a propaganda religiosa e a política. Até mesmo a publicidade que se enquadra, como a propaganda, dentro das técnicas de persuasão de massa tende cada vez mais a oferecer símbolos que vão insidiosamente substituir o objeto.
É certo que as campanhas publicitárias exploram os aspectos emocionais e irracionais. Como instrumento muito utilizado, têm-se os estereótipos verbais, que inibem a individual e dão a idéia de padrão entre os indivíduos de um mesmo grupo. A partir de então, o estereótipo pode ser apresentado de forma positiva ou negativa. Assim a realidade fica comprometida e há mais espaço para a distorção e para a interpretação tendenciosa.
Já no âmbito da expressão pública, têm-se dois caminhos: a não-institucionalizada o boato, e a institucionalizada o sufrágio. A confirmação da importância que ganha o primeiro surgiu durante a Segunda Guerra Mundial, com o problema dos boatos durante o conflito: investigadores se obrigaram a compreender o fenômeno para sua prevenção e repressão e, depois, para teorizar de forma científica sobre o assunto. A condição principal do boato é a ambigüidade, ou seja, a carência de informações seguras e objetivas. Ele ocorre em um meio social homogêneo, entre indivíduos que possuem os mesmos interesses. O sufrágio, por outro lado, seria a expressão da opinião pública que, com o voto individual, elegeria o seu representante. Mas o que se verifica é que, na maior parte dos países democráticos, o eleitorado é selecionado por fatores como idade e grau de instrução, agregando-se a isto a variação do comparecimento às urnas.
Numa segunda parte da obra, AUGRAS (1970) apresenta diferentes métodos para pesquisar a opinião pública, já que, como foi abordado anteriormente, tal opinião constitui, atualmente, objeto de desejo de grupos que detêm o poder. Segundo ela, este tipo de pesquisa utiliza a metodologia aplicada no campo das ciências sociais, podendo variar a técnica, mas permanecendo o esquema básico do trabalho científico: identificação do problema, formulação de uma hipótese e verificação da validade da mesma.
As pesquisas sobre o assunto sempre custam muito. Por isso, é difícil encontrar instituições que tenham interesse em investigar de forma objetiva a opinião pública. É freqüente que os grupos que buscam patrocinar tais pesquisas estejam interessados em evidenciar a existência de opiniões favoráveis para seus interesses, fato que vem a comprometer a estrutura e o resultado da pesquisa, visto que, se há a formulação da hipótese, os esforços serão empreendidos no sentido de confirmá-la.
Entre as técnicas clássicas de observação, destacam-se a indireta (estuda documentos) e a direta (trabalha com as pessoas); esta pode ser intensiva ou extensiva. Embora seja um trabalho diferenciado, as etapas essenciais são comuns a elas, como a definição do problema, o levantamento de dados, a formulação dos objetivos, etc.
DUVERGER (1961, 95 apud AUGRAS, 1970, 104) edita um manual sobre métodos de pesquisa em ciências sociais, e, segundo ele, os instrumentos para a realização da observação indireta,
são muitos, e bem variados, os documentos nos quais os fenômenos sociais deixam sua marca: arquivos, levantamentos estatísticos, imprensa, documentos pessoais, instrumentos e ferramentas, imagens, fotografias, filmes, discos, fitas gravadas, etc..."
Para o autor, o estudo da opinião pública não pode desconsiderar estas importantíssimas fontes de informação, pois são, praticamente, só, sobre elas que se apóiam as pesquisas históricas.
Em um trecho em que a autora é ousada, ao afirmar que o jornal expressa a opinião que seus financiadores desejariam que seus leitores tivessem, conclui que, no conteúdo da imprensa, tem-se o material necessário para a investigação das tendências das influências dos grupos de pressão. AUGRAS (1970) estende o comentário para os demais meios de comunicação de massa, cujo crescimento depende cada vez mais dos grupos financeiros que os mantêm.
No outro tipo de pesquisa por observação, a direta, tem-se como objeto de estudo os indivíduos ou grupos. As investigações são, normalmente, mais aprofundadas, levantando-se as atitudes e opiniões das pessoas, no intuito de conhecer as suas motivações e o dinamismo interno de suas atitudes e opiniões.
A observação direta intensiva utiliza a técnica de entrevista individual, que pode incluir a aplicação de testes ou questionários e no final se faz necessária a participação de um psicólogo, desde a elaboração até a interpretação dos dados coletados. É fundamental, para que este trabalho seja eficaz, que o entrevistador ganhe a confiança do entrevistado que deve saber a dosagem certa de neutralidade e simpatia, além de ser objetivo e comunicativo.
Esta entrevista, que pode seguir a técnica psicológica, possui dois tipos, o diretivo e o não-diretivo. No primeiro, o entrevistador segue uma lista de perguntas para investigar o assunto em pauta. No segundo, a entrevista deixa que o entrevistado se expresse mais à vontade; o entrevistador tem uma lista de temas a investigar, mas serve mais como referência para as atitudes do entrevistado. Assim, o processo ocorre de forma mais espontânea.
Além da entrevista, têm-se as medidas das opiniões e atitudes. Este tipo de pesquisa procura a maior objetividade possível e vai ao encontro de um aprofundamento constante dos resultados estatísticos, que são, normalmente, apresentados em escalas explicativas.
Para a realização da observação direta extensiva, geralmente são realizados inquéritos de opinião junto à população em que se deseja estudar. Este tipo de pesquisa possui dois aspectos essenciais: a escolha da população a ser questionada (amostragem) e a elaboração do instrumento de investigação (questionário).
Para a real eficácia da pesquisa, é necessário que os seus aspectos sejam aplicados de forma rigorosa. No caso do Brasil, com a sua grande população, o inquérito deve ser aplicado por amostragem, ou seja, escolher uma parcela representativa e a partir dos dados coletados, inferir que esta é a opinião de toda a nação. Para a elaboração do questionário, é necessário a participação de uma equipe que, através das perguntas, leve em consideração fatores comopercepção, estereótipo, mecanismos de defesa, liderança, etc.
Conclusão
Apenas como forma de resgatar as impressões obtidas através da obra de AUGRAS, Opinião pública, é pertinente destacar a relevância do seu estudo, que serve como apoio para pesquisadores da área das ciências sociais.
Neste livro, AUGRAS faz um recorte histórico do processo de formação da opinião pública ao longo dos séculos. E acrescenta a estes dados os fatores que são essenciais para esta conclusão, além dos diferentes tipos de pesquisas comumente empregados para levantar o meio como isto se dá.
Mais especificamente sobre o conteúdo impresso em pouco mais de 150 páginas, é interessante destacar que os dados trazidos pela autora constituem um rico manual de consulta para o pesquisador. Entretanto, as técnicas de pesquisa devem sempre ser adequadas à realidade da população a ser pesquisada.
AUGRAS, Monique, Opinião pública. Petrópolis, Vozes, 1970.
GASTON BERGER, et. al., L'opinion publique, Université Aix-Marseille, Insitut d'Etudes Juridiques de Nice, Paris, PUF, 1957.
KORNHAUSER, A., Public opinion and social class, in "The American Journal of Sociology", col. LV, nº 4, jan. 1950, pp. 33-345.
SAUVY, Alfred, L'opinion publique, Paris, PUF, 1956.
DUVERGER, Maurice, Méthodes des sciences sociales, Paris, P. U. F., 1961, p. 95.
SOBRE ESTE AUTOR (A)
Tania Regina Martins Machado
Licenciada em Letras Espanhol pela UFSM em março de 2007, cursando Letras Português e Mestrado em Estudos Linguísticos (UFSM)
(7) artigos publicados
Membro desde setembro de 2008
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Versão clássica
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Wounda, a chimpanzé que abraçou e agradeceu!
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16 DEZEMBRO 2013
Chimpanzé ao ser libertado dá um abraço emotivo a quem o salvou da morte
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Esta chimpanzé, de seu nome Wounda, foi resgatada da selva do Congo pelo Instituto Jane Goodall em péssimas condições, após caçadores furtivos matarem a sua mãe. Quem cuidou de Wounda foi a famosa primatóloga britânica Jane Goodall e a veterinária Rebeca Atencia, que após um período de recuperação no instituto, a devolveram ao seu habitat natural. E foi precisamente nesse momento que Wounda surpreendeu tudo e todos com um gesto que emocionou a equipa do Instituto... abraçou Jane Goodall de forma carinhosa, mostrando a sua gratidão por tudo o que fez para a salvar.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
"menina"bonita e elegante, sessentona?
Recebi elogios à esta foto tirada no domingo dia 15 de dezembro. Como as palavras chegaram via email, desde a França, mandadas por alguém que não vejo há 4 anos, tenho cá minhas dúvidas quanto a interpreta-las. Seriam um pedido de renovação de amizade, de volta de namoro atabalhoadamente interrompido ou somente a gentileza conquistadora de um homem sozinho no momento?
De qualquer modo, um carinho em forma de adjetivos é sempre bem vindo, e nos faz vibrar como se a esperança de felicidade e momentos agradáveis imaginados.
Entretanto, as idéias se embaralham. Penso nas decepções e nas difíceis voltas que dei para superar aqueles dias em que me senti humilhada, trocada, abandonada e esquecida, ofendida também.
Perdoei, mas não esqueci. Desejo o bem mas não tenho certeza de que teria estrutura para recomeçar nada, por enquanto. O tempo passou. Sonhos se despedaçaram, lágrimas escorreram, sorrisos voltaram à custa de muita vontade de resgatar auto confiança. Minha saúde já não suporta aborrecimentos e mentiras. Mudei. Não continuo a ser a menina bonita e boba, confiante e elegante, virei a risonha criatura que se valoriza mais, a madura mulher que se sustenta com sacrifício, a aposentada profissional cuja experiência serve para se colocar assim, na expectativa de aceitar o elogio ou de me olhar no espelho e verificar que junto da menina bonita e elegante, sobrevive a senhora vivida e cautelosa!
Cida Torneros
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
O mistério e a força dos nomes compostos femininos
Quando fui publicar meu primeiro livro, assumi o nome Maria Aparecida, o de batismo, pois, ao longo da carreira de jornalista, profissionalmente, sempre assinei apenas Aparecida Torneros.
Em família, sou a Cidinha, para meus amigos estrangeiros, a Maria, nome da minha avó materna, que não conheci. Para os companheiros de profissão sou a Cida.
Entretanto, uma intuição me acompanha, sobre o mistério dos nomes compostos.
Amigas que fui ganhando na vida, observei a força dos seus nomes compostos. Lena Rubia, Sandra Mara, Marion Elizabeth, Elza Helena, Ermelinda Rita, Rosana Magna, Carmen Dolores, Regina Lucia, e um dia tive o prazer de apresentar duas,uma à outra, Cristina Marcia e Marcia Cristina. As Veras, combinadas com Regina, Lucia, Augusta, este era de uma tia, Irmã do meu pai.
A Regina Celia, minha prima saudosa, a Carmen Lucia, outra prima, a Magda Regina, prima e afilhada, sem falar nas Anas, Ana Paula, sobrinha e nome de amiga também, Ana Clara, Ana Beatriz, Ana Claudia, Ana Amélia, Ana Maria, entre muitas.
Marias, um número imenso, como eu, ligadas à Carmen, Luiza, da Graça ( tia amada), Antonia, da Penha, etc.
Minha prima, americana, filha do meu tio avô espanhol, Dolores Manuela, a amiga de colegio Diene Dayse, Margarida Helena, companheira diária de face, a prima Lucia Helena, Sandra Regina ( prima amada), Maria Beatriz, Maria de Jesus, Alcina Maria, esta, cunhada querida.
Assim, vou colecionando nomes compostos femininos e observando sua força. Como combinam e como marcam sua presença. Lembrei da pequenina Aida Sueli, da turma ginasial, e da jornalista Marilia Gabriela.
Deve ser questão de complementaridade intuitiva, quando os pais escolhem combinar nomes que muitas vezes pareceriam incompatíveis.
Tereza Cristina, amiga que perdi, Maria Tereza, amiga que sumiu, assim como Maria Leonor, Liege de Fátima, outra que não vejo há muito tempo, muitos nomes femininos compostos, variável como Sonia Regina, e a Leila Léa, inesquecivel chinesinha que estudou comigo na adolescência.
Mas, de todos os nomes compostos que conheci, até agora, o que mais me chamou atenção foi o da cantora e atriz espanhola, falecida há pouco tempo. Seu nome de batismo é Maria Antonia Alejandra Vicenta Elpidia Isidora, mas, como artista escolheu ser Sara Montiel.
Maria Aparecida Torneros
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
contra-ataque do amor: Lendas de amor, histórias de paixão, ilusões de ...
contra-ataque do amor: Lendas de amor, histórias de paixão, ilusões de ...: O tal amor arrebatador, movido a gás novelesco, hollywoodiano ou espiritualista, existe muito mais na imaginação do que no dia a ...
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Blog da Cida Torneros: Viajante de um mundo de utopia!
Blog da Cida Torneros: Viajante de um mundo de utopia!: Muitas são as formas de iludir-se diante do mundo violento que nos sufoca. Uma delas, seria desligar-se totalmente dos canais de co...
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
cartão de boas festas!
Hije recebi esre cartão de boas festas, veio de Vizeu, Portugal. Todos os anos, minha amiga, quase filha, Lena Teixeira, me envia um cartão assim, carinhoso, envolto em esperança. Desta vez, ela fantasiou sua amada cadela Kiara, de Rena de Papai Noel, uma graça, e como me fez feliz receber esta prova de atenção, lembrança, afeto, num mundo que anda tão necessitado de aconchego e sinceridade.
Obrigada, jovem Lena, de coração, esperando ansiosa o dia em que vamos nos abraçar pessoalmente e vou ttambém conhecer a simpatica Kiara, sapeca, inteligente e tão natalina!
Cida Torneros
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Terapia cognitiva, um salto na qualidade de vida!
Estou no consultório do terapeuta com um pedido de "help", mas, sei que a relação analista/paciente é, antes de tudo, confiança no profissionalismo que o atendimento requer e/ou inspira.
Tenho sorte. Meu terapeuta é renovador e estudioso. Depois de alguns meses sem visitá-lo, sou recebida com a grata surpresa da dinamica da psicologia cognitiva, que postula respostas mais imediatas. Vamos fundo. Os porquês são recolocados, o saldo positivo supera as dificuldades e o céu está muito azul, compreendo isso, através do novo olhar que dirijo a mim, em momento de redescoberta.
Vibrações positivas e muita força para enfrentar a luta, sacudir a poeira, observar o mar sem fim, penetrar no vento flutuante, lembrar de amigos que partiram, agradecer o quanto me fizeram feliz e o legado de carinho que me presenteiam, apesar da despedida.
Bom sentir que há muita luz no meio do túnel.
Enfrente seus medos, digo a mim mesma e sigo, na quinta-feira, com destino ao bom combate. Sei que o amor pela minha mãe é vivenciar, neste momento, seus problemas, cabe a mim, ter paciência, compreender e ser solidária.
Vejo-me com a luminosidade das criaturas que buscam a superação, aplaco os efeitos das dores fisicas, são pequenas lufadas, brisas inquietas que não tem poder suficiente para apagar o brilho do meu sol interior!
Grito um bom dia dirigido à vida que me acolhe e cerca. Fixei a imagem de flores coloridas se abrindo nas manhãs do meu jardim e me reconheço, entre elas, decididamente, cognitivamente, sinceramente!
Maria Cida Torneros
Tenho sorte. Meu terapeuta é renovador e estudioso. Depois de alguns meses sem visitá-lo, sou recebida com a grata surpresa da dinamica da psicologia cognitiva, que postula respostas mais imediatas. Vamos fundo. Os porquês são recolocados, o saldo positivo supera as dificuldades e o céu está muito azul, compreendo isso, através do novo olhar que dirijo a mim, em momento de redescoberta.
Vibrações positivas e muita força para enfrentar a luta, sacudir a poeira, observar o mar sem fim, penetrar no vento flutuante, lembrar de amigos que partiram, agradecer o quanto me fizeram feliz e o legado de carinho que me presenteiam, apesar da despedida.
Bom sentir que há muita luz no meio do túnel.
Enfrente seus medos, digo a mim mesma e sigo, na quinta-feira, com destino ao bom combate. Sei que o amor pela minha mãe é vivenciar, neste momento, seus problemas, cabe a mim, ter paciência, compreender e ser solidária.
Vejo-me com a luminosidade das criaturas que buscam a superação, aplaco os efeitos das dores fisicas, são pequenas lufadas, brisas inquietas que não tem poder suficiente para apagar o brilho do meu sol interior!
Grito um bom dia dirigido à vida que me acolhe e cerca. Fixei a imagem de flores coloridas se abrindo nas manhãs do meu jardim e me reconheço, entre elas, decididamente, cognitivamente, sinceramente!
Maria Cida Torneros
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
contra-ataque do amor: Lendas de amor, histórias de paixão, ilusões de ...
contra-ataque do amor: Lendas de amor, histórias de paixão, ilusões de ...: O tal amor arrebatador, movido a gás novelesco, hollywoodiano ou espiritualista, existe muito mais na imaginação do que no dia a ...
segunda de esmalte azul!
Acordei antes das 6, mamãe na mesma, aquele estado de avançada idade, remédios, lamentos, etc.
Saio para a rua com a sensação estranha de que faço o que posso e consigo. Dores nas costas que já fazem parte do meu dia a dia, mas, dentro de mim, uma vontade de ser feliz, sempre, apesar de tudo. Entro na drogaria e escolho um vidro de esmalte colorido. Vou direto à manicure. Aproveito também e ajeito os cabelos, quero ser bonita para mi mesma. Nem consigo pensar em passear ou ir ao cinema. Venho para minha casa e me fotografo. Assim, de esmalte azul, numa segunda-feira. Dou uma olhada no nome do esmalte e confirmo a intuição, está escrito: MAR SEM FIM!
Tem coisa mais linda que olhar o mar?
Cida Torneros
domingo, 1 de dezembro de 2013
sábado, 30 de novembro de 2013
la chascona, a despenteada, lembrei Neruda
Amanheci com dores na coluna e não pude viajar. Faltei a um compromisso pois ia assistir à formatura do Gustavo, filho da minha amiga Katia, na academia militar de Agulhas Negras. Paciência, repouso, e de noite, vou fazer companhia à minha mãe.
Sento em frente ao tablet, ligo a camera e me flagro, descabelada, ainda muito cedo, clico e vejo a imagem da Matilda, grande amor do poeta Pablo Neruda. Ele a chamava de Chascona, por seu cabelo sempre revolto. Visitei, em Santiago, a casa museu onde viveram sua paixão, chamada exatamente La Chascona.
Vi objetos, quadros, a saga do mar pelos cantos, ele era um apaixonado pelos mistérios dos oceanos, em toda a residência se encontram detalhes que nos balançam em ondas, mareando sentimentos.
Sábio e amoroso poeta. Amou as ondulações dos cabelos de Matilda, amou as ondas que os mares oscilantes provocam em nossas vidas.
Desde ontem, decidi que me deixaria ser levada pelos ventos, como se fora um barco a vela e cá estou, me reprogramando, acho que vou rmper o novo ano, à beira mar, em Copacabana, minha amiga Vera convidou, só preciso saber quem pode ficar com mamãe, tem sido com ela que atravesso a passagem dos ultimos 7 anos desde que perdi meu pai, seu companheiro de 59 anos. Ela entenderá que preciso pular 7 ondas, molhar os pés, brindar nova vida, acreditar que farei a travessia do oceano porque minha vida muda e o amor faz de mim uma criatura assim, despenteada, soprando ao vento que seja tão forte que me traga de longe os beijos de quem já me esperava, e agora, me chama com sua paciência e origem, como a minha, ou melhor, como a dos nossos ancestrais.
Encerro capítulos. Abro novos horizontes. Nem posso pedir desculpas a quem sonhou o que fiz sonhar. Apenas agradeço que cada um seja desapegado, me compreenda a liberdade que tenho de estar assim, despenteada, ao sabor dos ventos, e me sentir amada, sendo poeta também.
MARIA CIDA TORNEROS
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Nós sempre teremos Paris
http://bahiaempauta.com.br/?p=83655
Cida Torneros:O delírio romântico que Paris ocasiona nos corações necessitados de crer no amor
Cida Torneros:O delírio romântico que Paris ocasiona nos corações necessitados de crer no amor
terça-feira, 26 de novembro de 2013
O dia dos meus 60 anos!
Foi uma festinha improvisada, de ultima hora. Passei no mercado e pedi ao confeiteiro para escrever meu apelido carinhoso de familia cidinha com o numero 60. Comptrei na sessão de festas infantis, bolas, copos, pratinhos e chapéus coloridos. Em casa, fiz canapes espetados em palitos, fritei uns pastéis de massa pronta , fiz um manjar de coco, peguei um vestido vermelho no armário e lembrei dos adereços comprados meses antes em Barcelona. Brincos, xale, peneita, leque, me enfeitei para receber minha mãe, irmão, filho, cunhada e sobrinhos. Liguei para uma amiga de vida toda, que mora perto, a Eliane, convidei-a explicando que ela representaria todos, pois eu resolvera comemorar na volta do trabalho e pegara todo mundo de surpresa.
Afinal, pensei, não devia deixar passar em branco data tão especial.
Meu irmão me trouxe de presente um dvd do Chico Buarque, nos alegramos todos, minhacsobrinha fez as fotos, e eu, depois que todos se foram, fui dormir com a sensação da virada da vida!
Agradeci baixinho, sonhei com as novas festas de outras idades que viriam, se Deus me desse chance.
E, hoje, aos 64, sou muito feliz comigo mesma, aceito dores, supero fases, aprecio musica, amo familia e amigos, escrevo para desafogar alma e coração, sou plena de amor e se encontro o amor, sei que ele me oferece mimos, peço-lhe apenas que me compreenda muito e seja paciente!
Sou uma senhora, mas dentro de mim, mora uma menina festeira!
Maria Cida Torneros
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Hoje e sempre, a luta contra a violência à Mulher
Fui buscar um velho cd do Gonzaguinha, para homenagear a mulher violentada pela discriminação, pela agressão, pelo assédio, pelo mercado da beleza de formas, o culto das misses, das bundas, dos peitos, a degeneração da sua imensa capacidade de pensar. Numa cultura machista, a coisa começa em casa, quando uma mulher cria filhos homens que se acostumam a serem servidos como se fossem obrigações propriamente femininas as tarefas da casa.
Outro que me emociona é Chico Buarque, cantado por Simone. Canções como Explode coração e grito de alerta, traduzem bem o que se passa na alma feminina em situações limite.
Também, as religiões primam por dotar as fêmeas de predicados em segundo plano, formadoras do lar, procriadoras, amantes e talvez amadas na proporção da sua fidelidade carnal ou renúncia serviçal.
Dirão muitos que as coisas mudaram ou estão mudando, entretanto, consultemos as estatísticas e veremos a quantidade de mulheres que levam surras de maridos ou namorados, o número absurdo de assassinatos em que as vítimas tentaram em vão se proteger dos furiosos e inconformados "machos" covardes e vingativos.
Meninas crescem ouvindo o quanto devem se esforçar para conseguir um lugar ao sol quando forem adultas. E ninguém lembra de lhes dizer que essa história noveleira de dizerem :"você é minha", não passa de um artifício perigoso, ao invés de ser elogio de grande amor.
Um dia, uma palavra áspera, crise de ciúmes, de repente uma ofensa, um empurrão, um tapa, os gestos aumentam de intensidade, as ameaças doentias, tipo, "eu te mato", em lugar de "eu te amo", mas, beijos e abraços apagando temporariamente as dores de relações doentes.
Noutro dia, a fuga, a liberdade, o adeus dolorido, a mulher corre da raia, gota dagua ( aí entram as canções do Gonzaguinha e do Chico), e, algumas terão a chance de recomeçar, refazer suas vidas.
Mas, milhares delas, hoje, são ossos jazendo em túmulos regados a lágrimas de filhos, familiares e amigos, enquanto eles, os matadores violentos, nem sempre cumprem penas, nem sempre se arrependem, e, quase sempre, são "amados" por novas criaturas que os aceitam na esperança de não se tornarem as próximas vítimas.
Cida Torneros
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Reponse a mon BB : Merci!
Hoje recebi este textos, por email: " Bises, ça vas ma Marie, ecrire moi, caress de BB"
Meu coração é sensivel, resolvo escrever aqui e enviar para o meu BB, sessentáo, uma unica palavra: merci!
Oui, merci mon BB por ton caress!"
Neste momento, ficamos assim, seremos sempre bons amigos, o amor que era virtual, nunca chegou a se tornar realidade, mas, a alegria que trocamos, é verdadeira, e o mundo, tão incrivelmente lúdico, nos dá a unica certeza: nossa amizade é além e seremos sempre felizes com nossas doces lembranças.
Aprendi com mon BB a pensar que há momentos em que até o impossivel encontro pode representar a possibilidade de aceitar os nãos da vida e os sins do tempo que passa.
A toi, merci, mon BB, pardon por mots tres petis, mas je vais t'aimer, avec respect, toujour! A bientot! Je suis Marie, je aime la vie et la amitié! 

Em 2009 fui, pela primeira vez a Paris. Encontrei um velho-novo amor e tive a sorte de viver um breve romance na cidade luz. Voltei, com a certeza de que precisava estudar francês. Comecei um cursinho, inscrevi-me num site cultural e conheci um novo amigo, argelino, radicado desde menino em Paris, da minha geração, com quem troquei muitos emails e conversas sobre tudo. Música, sentimentos, pintura, ele faz belas aquarelas. Voltei à capital francesa em 2011, mas não nos vimos. Fui, em 2012 à Espanha e chegamos a combinar nos vermos em Barcelona, mas não foi possivel. Neste 2013, temos escasseado nossa comunicação e o amor virtual que nos aproximou, vai se tornando, aos poucos, bela "amitié", já sentimos isso, com certo lamento.
Ele me ajudou muito a me comunicar escrevendo em francês, pois só domina esta lingua alem da árabe. Eu, que escrevo também em espanhol e inglês, acostumei a chamá-lo carinhosamente de Mon BB, e ele me trata por Ma Marie.
Distâncias e "reves", sonhos, de quase 3 anos, a vida segue, temos ficado sem nos falar por muito tempo.
Hoje, recebi um email carinhoso que me trouxe a vontade de libertar nossos corações, deixar que voemos, sem destino, e, sussurrar, emocionada "au revoir".
Marie
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