aqui tem música, poesia, reflexões, homenagens, lembranças, imagens, saudades, paixões, palavras,muitas palavras, e entre elas, tem cada um de vocês, junto comigo... Cida Torneros
Maracanã
terça-feira, 19 de março de 2013
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
la Bardot
75 anos e sempre La Bardot
Aparecida Torneros
Acho que o ano era 1962. Não estou bem certa. Eu e minhas amigas pré-adolescentes copiávamos para costureira os modelos das calças saint-tropez, a la Brigitte, o que era a última moda e nos deixava com o umbiguinho de fora. Cintura baixa, a pernas em patas de elefante, blusinhas de organza leve, alguns babadinhos e frou-frou. Nossos cabelos, para seguir a musa sensual francesa que despontava como objeto sonhado nas telinhas, ainda nos atrevíamos a pintar mechas claras nos cabelos e usar grandes franjas que caíam selvagengente pelo rosto, emoldurando ares de menina em carinha de mulheres aprendizes.
A Brigitte era nossa ferinha indomável, dava gosto de ler nas revistas semanais as reportagens sobre seus amores , casamentos, rodagens de filmes. Seus ares quase infantis, de BB, literalmente passando aquele jeito de adolescente sapeca, usando por exemplo modelitos em xadrez cor de rosa com babadinhos de bordado inglês, quem não se lembra de vestidos com bolsos, mangas tres quartos, lacinhos e decotes audaciosos?
Ela ditava moda, induzia a comportamentos, incitava a desvendar mistérios de uma femea que Deus criara para seduzir através da sua arte e do seu encanto físico, a uma legião de fãs que se espalharam pelo mundo. Seu amor pela natureza, pelos animais, pelo planeta, é precursor das campanhas ecologicamente corretas dos tempos atuais. Ela se fazia natural por ser, intuitivamente, encantando-se com as praias agrestes da pequenina colônia de pescadores em Búzios, que hoje é reflexo do sua passagem por aquelas terras do Estado do Rio, para onde acorrem turistas ansiosos de conhecer a orla Bardot e tirar fotos com a estátua dela, que na beira do mar, acalenta os sonhos da mulher amante das praias.
Brigitte resistiu ao tempo, como defensora dos animais, como símbolo sexual, como artista polêmica em torno de posições assumidas e por muitas lutas que trava em prol da sobrevivência de muitas espécies.
Mas , o que me parece bem ao seu jeito e quase passa despercebido, é que ela é a própria defesa do seu exemplar humano, um espécime raro de fêmea livre, consciente, decidida, resolvida, amante do amor como entrega e realidade, criatura capaz de oferecer dádivas de prazeres em olhares perseguidores, aqueles que sempre a perseguiram na tentativa de descobrir seus banhos de sol em nudez tão natural quanto inocente, tão pura quanto sintonizada com a paisagem que a acolheu sempre nos esconderijos onde habita e ainda mora, com seus animais e seus amores.
Ela está casada desde os 58 anos de idade com o mesmo homem, segundo o noticiário, parece bem feliz no casamento longo, e , aos 75 anos, dá exemplo de vida bem vivida, continua sendo um sonho de mulher inalcançável para muitos fãs. Por sorte, não perdeu a sensualidade dos olhares e da boca, inconfundível, de lábios cujo coração desenhado mantém o convite ao prazer de viver a vida, com pouca roupa, pés descalços, cabelos ao vento, sorriso espontâneo, ela é a receita simples de vida ao ar livre ou de um estrelato que convive pacificamente com a bandeira da causa ecológica universal.
Brigitte continua a mesma menina, quem duvidar, que a acompanhe e constate, segue brigando para salvar bichinhos e preservar reservas ambientais, esbraveja contra poluição e matanças de espécies indefesas, abraça focas, beija cães e gatinhos, deita ao sol nas manhãs do verão francês e ressurge de vez em quando, em ocasiões especiais, quando sua aparição tem o dom de restituir ao público décadas de magia de uma deusa loura, tão senhora de si agora, como ousou ter sido antes, e como será sempre, confiante e intensa, como diria a propaganda de produtos de beleza.
Cida Torneros , escritora e jornalista, mora no Rio de Janeiro. Este texto foi postado originalmente no Blog da Mulher Necessária , que ela edita. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)
domingo, 4 de novembro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Salve as meninas, no Siri, na sexta de agosto, ao gosto!!!
Salve as meninas, no Siri, na sexta de agosto, ao gosto!!!
Salve as meninas, no Siri, na sexta de agosto, ao gosto!!!
Uma cena revivida. Ponto de ônibus, três pessoas esperam pela condução que levará uma delas, para o outro lado da baía. Os três aguardam que o bus de Niterói passe até quase meia noite. E lá vem ele, outros passageiros também vão embarcar na viagem de volta pra casa. Quantas vezes, depois do trabalho, da escola ou da mesa do buteco, nós esperamos por um transporte que nos leve com o cansaço...ou pra caminha ou para o segundo tempo da noite que pode mesmo ser uma criança.
Salve as meninas, no Siri, na sexta de agosto, ao gosto!!!
Uma cena revivida. Ponto de ônibus, três pessoas esperam pela condução que levará uma delas, para o outro lado da baía. Os três aguardam que o bus de Niterói passe até quase meia noite. E lá vem ele, outros passageiros também vão embarcar na viagem de volta pra casa. Quantas vezes, depois do trabalho, da escola ou da mesa do buteco, nós esperamos por um transporte que nos leve com o cansaço...ou pra caminha ou para o segundo tempo da noite que pode mesmo ser uma criança.
Salve as meninas, no Siri, na sexta de agosto, ao gosto!!!
Cheguei cedo no Siri, restaurante que frequento, na Vila Isabel, pertinho de casa, há mais de 30 anos. Aliás, busquei o Osmar, o "meu" garçom, como eu o chamo, durante estas décadas. A casa começava a lotar, noite de sexta, a cariocada esticando na alegria de festejar o fim de semana que chegou. Troca de torpedos, telefonemas, vou direcionando as meninas do grupo que precisam saber como saltar na Felipe Camarão, ou no Metrô Sans Peña, e caminhar pela Major Ávila.
De repente, surge Erika. Uma alegria imensa rever a guria que me chama de "mummy" desde seus tempos de estagiária, na comunicação social da prefeitura do Rio. Então, o bando de borboletas inicia seu pouso na noite da sexta de agosto. Começam os trabalhos, reunião que não acontecia há mais de meses, caramba, Eliane, Sonia, cadê a Márcia, e a Bia casou?, a Tania, nem sinal dela, tem gente nova no pedaço, Sonia traz amigas, eu convidei a Lydia que chega com champanha ( mas é pra abrir no baile que irá em seguida, na festa de aniversariantes do mês). Todas compreendemos, ora, no buteco , nem combina. Seguem os pedidos, Osmar fica tonto, e tome fotos, e tome gargalhadas, e tome de se contar alegrias e tristezas em ritimo de frenetic dance days... Sou a mais jovem do grupo? rs...com certeza, pois é como me sinto ali, no meio delas, algumas foram alunas, ou companheiras de trabalho, outras estou conhecendo agora, mas com aquela sensação de que já nos cruzamos por aí, nas esquinas da vida.
Ou terá sido nos pontos de ônibus? Eliane, a fotógrafa, fala da linda filha Maria Clara, que vimos nascer e hoje já tem 15. Minha nossa, o tempo corre, e este buzão pra Nicty que não chega, a prima da Erica chegou de Bom Jesus, tá lá esperando para curtirem a noite que começa exatamente na meia noite de sexta para sábado. Lydia, vestida para bailar, já levantou acampamento, pegou o táxi e foi sacudir o esqueleto, depois de falar dos dois filhos, mostrar fotos feitas pelo Dani, que quer ser fotógrafo quando crescer. Soninha precisa comer comida. Nada de pastéizinhos e chope. Ela passou por uma cirurgia recentemente, toma suco e se alimenta. A mesa ficou pequena, de repente, Osmar, arranja mais cadeiras. Chegaram mãe e filha, chegou a da pulseira que parece com a minha. Eliane, fotografe as jóias das coroas, pulseiras, anéis, brincos e o colar da Lydinha, que arrazo.
Conversa animadíssima, que tal falar dos meninos, e tome de contar casos, historinhas, as antigas , a gente enfeita, as novas, a gente exagera no conto, tem muita viagem pintando, um brinde à Escócia, à Espanha, à Inglaterra, Erika fica na dúvida, morar em Londres ou em Dublin? Soninha precisa voltar ao Porto e definir sua nacionalidade dupla, é também portuguesinha. Já a Erika, com seu sangue italiano, claro, é descoberta por um audaz navegante, em plena noite, o Marcelo, também jornalista, que invade a área protegida, Osmar, mais uma cadeira pro "gajo", que vem cortejar a amiga, que ele reecontrou por acaso e faro. Maravilha ele ter chegado, assim, alguém vai bater fotos para todas aparecerem, Eliane ajeita a máquina possante e tome polca, a noite é mesmo uma menina.
Ah, Lydia come bolinhos de bacalhau, eu estou em momento diet, porque não quero ultrapassar certo peso x, e nem como nada y, mas não dispenso os pastéis e uns chopinhos, equilibradamente. Pede a conta, parece que o último buzao pra Nicty passa agora, vamos levar Erika no ponto. É um beija-beija, uma gargalhada, uma loucura de passa cartão, fecha a conta, quem comeu o que?, quem bebeu isto ou aquilo, ah, mas a Erikinha marcou no guardanapo o número de chopes consumidos pela mesa, e confere. Sucos, água tônica, aquele ar de sobriedade enquanto estamos todas ( e o intruso!) a cruzar informações profissionais, pessoais, etc. etc.
Quem é quem? vamos botar ordem no estabelecimento. Dividam-se as tarefas, a mim, como escrivã da frota, cabe-me produzir a presente ata. Alguém fecha os trabalhos, solenemente. Não vale olhar pra trás, vamos para o ponto do ônibus, tchau Osmar, até a próxima. Na rua dos Artistas, quem sabe no Antigamente, da Ouvidor, ou noutro lugar a ser remarcado, para nossa alegria, tudo bem.
Aí vem o bus. Erika embarca, mas me passa um torpedo em seguida. Adoro você, Cida, muito boa a nossa reunião!
Respondo só às duas da madrugada, ok, Filhinha, bjs...e descubro pelo face que Lydia já voltou da gafieira, que Soninha tá em casa, que Eliane estár com o namorado, também alpinista, com quem vai no vôo das sete passar o fim de semana em Belo Horizonte.
O bus que levou a Erika sumiu no belo horizonte. Era uma meninada no ponto, Marcelo caminha comigo e me deixa na porta da vila onde moro, já não me parece tão intruso, digamos que foi uma testemunha consentida do encontro do clube das meninas do chope, e além de ser coleguinha, amigão da Erika, vai viajar com a namorada brevemente para a Itália, em aí, começa tudo outravez, quando nos veremos para contar as aventuras pelo mundo?
Os ecos das meninas no Siri, na sexta de agosto, ressoam em mim, ao gosto, ao tempero, da boa energia que formamos, estando juntas ou em pontos estratégicos de lugares da aldeia global. Aeroportos, estações de trem, pontos de ônibus, olha lá a meninada se movimentando, eta mulherada bem disposta a enfrentar os caminhos da vida.
Precisei dormir algumas horas e nesta manhã de um sábado lindo, eis-me aqui, cumprindo meu dever. Senhoras, Senhores, declaro encerrada a ata, e registrada a reunião de 24 de agosto, das meninas do chope, tenho dito!
Cida Torneros
sábado, 25 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
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