Maracanã

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Roberto Carlos (Amor Sem Limites)

Notre Dame de Paris

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Notre Dame de Paris...

Fiz estas fotos quando visitei a Catedral de Notre Dame de Paris, onde fui tomada de grande emoção, principalmente, ao ficar no seu interior, ouvir o órgão que abafava qualquer borburinho dos turistas e pude perceber um elo entre o homem e o mistério da Divindade, na figura maravilhosa de Nossa Senhora. Na verdade, entrei num transe que , por minutos, me permitiu compreender a força que vem da fé na Virgem Maria e que se espalha em todo o mundo.
Cida Torneros 







A Catedral de Notre-Dame de Paris é uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo (daí o nome Notre-Dame – Nossa Senhora), situa-se na praça Parvis, na pequena ilha Île de la Cité em Paris, França, rodeada pelas águas do Rio Sena.

A catedral surge intimamente ligada à ideia de gótico no seu esplendor, ao efeito claro das necessidades e aspirações da sociedade da altura, a uma nova abordagem da catedral como edifício de contacto e ascensão espiritual.

A arquitectura gótica é um instrumento poderoso no seio de uma sociedade que vê, no início do século XI, a vida urbana transformar-se a um ritmo acelerado. A cidade ressurge com uma extrema importância no campo político, no campo económico (espelho das crescentes relações comerciais), ascendendo também, por seu lado, a burguesia endinheirada e a influência do clero urbano. Resultado disto é uma substituição também das necessidades de construção religiosa fora das cidades, nas comunidades monásticas rurais, pelo novo símbolo da prosperidade citadina, a catedral gótica. E como reposta à procura de uma nova dignidade crescente no seio de França, surge a Catedral de Notre-Dame de Paris.

O processo de ascensão



O local da catedral contava já, antes da construção do edifício, com um sólido historial relativo ao culto religioso. Os celtas teriam aqui celebrado as suas cerimónias onde, mais tarde, os romanos erigiriam um templo de devoção ao deus Júpiter. Também neste local existiria a primeira igreja do cristianismo de Paris, a Basílica de Saint-Etienne, projectada por Childeberto por volta de 528 d.C.. Em substituição desta obra surge uma igreja românica que permanecerá até 1163, quando se dá o impulso na construção da catedral.

Já em 1160, e em resultado da ascensão centralizadora de Paris, o Bispo Maurice de Sully considera a presente igreja pouco digna dos novos valores e manda-a demolir. O gótico inicial, com as suas inovações técnicas que permitem formas até então impossíveis, é a resposta à demanda de um novo conceito de prestígio no domínio citadino. Durante o reinado de Luís VII, e sob o seu apoio (visto o monarca central ter também no século XII um poder crescente), este projecto é abençoado financeiramente por todas as classes sociais com interesse na criação do símbolo do seu novo poder. Assim, e tendo em conta a grandeza do projecto, o programa seguiu velozmente e sem interrupções que pudessem ocorrer por falta de meios económicos (algo comum, na época, em construções de grande envergadura).


A construção inicia-se em 1163 reflectindo alguns traços condutores da Catedral de Saint Denis, subsistindo ainda dúvidas quando à identidade de quem terá "colocado" a primeira pedra, o Bispo Maurice de Sully ou o Papa Alexandre III. Ao longo do processo (a construção, incluindo modificações, durou até sensivelmente meados do século XIV) foram vários os arquitectos que participaram no projecto, esclarecendo este factor as diferenças estilísticas presentes no edifício.

Em 1182 presta já o coro serviços religiosos e, na transição entre os séculos, está a nave terminada. No início do século XIII arrancam as obras da fachada oeste com as suas duas torres estendendo-se a meados do mesmo século. Os braços do transepto (de orientação norte-sul) são trabalhados de 1250 a 1267 com supervisão de Jean de Chelles e Pierre de Montreuil. Simultaneamente levantam-se outras catedrais ao seu redor num estilo mais avançado do gótico; a Catedral de Chartres, a Catedral de Reims e a Catedral de Amiens.

As turbulências da História


Vista de sudesteA catedral foi, nos finais do século XVII, durante o reinado de Luís XIV, palco de alterações substanciais principalmente na zona este, em que túmulos e vitrais foram destruídos para substituir por elementos mais ao gosto do estilo artístico da época, o Barroco.


Em 1793, no decorrer da Revolução francesa e sob o culto da razão, mais elementos da catedral foram destruídos e muitos dos seus tesouros roubados, acabando o espaço em si por servir de armazém para alimentos.

Com o florescer da época romântica, outros olhares são lançados à catedral e a filosofia vira-se para o passado, enaltecendo e mistificando numa aura poética e etérea a história de outras épocas e a sua expressão artística. Sob esta nova luz do pensamento é iniciado um programa de restauro da catedral em 1844, liderado pelos arquitectos Eugene Viollet-le-Duc e Jean-Baptiste-Antoine Lassus, que se estendeu por vinte e três anos.

Em 1871, com a curta ascensão da Comuna de Paris , a catedral torna-se novamente pano de fundo a turbulências sociais, durante as quais se crê ter sido quase incendiada.

Em 1965, em consequência de escavações para a construção de um parque subterrâneo na praça da catedral, foram descobertas catacumbas que revelaram ruínas romanas, da catedral merovíngia do século VI e de habitações medievais.


Já mais próximo da actualidade, em 1991, foi iniciado outro projecto de restauro e manutenção da catedral que, embora previsto para durar dez anos, se prolonga além do prazo.

 A literatura e a fama


Durante o espírito do romantismo, Victor Hugo escreveu, em 1831, o romance “Notre-Dame de Paris”, O Corcunda de Notre-Dame. Situando os acontecimentos na catedral durante a Idade Média, a história trata de Quasimodo que se apaixona por uma cigana de nome Esmeralda. A ilustração poética do monumento abre portas a uma nova vontade de conhecimento da arquitectura do passado e, principalmente, da Catedral de Notre-Dame de Paris.


And the cathedral was not only company for him, it was the universe; nay, more, it was Nature itself. He never dreamed that there were other hedgerows than the stained-glass windows in perpetual bloom; other shade than that of the stone foliage always budding, loaded with birds in the thickets of Saxon capitals; other mountains than the colossal towers of the church; or other oceans than Paris roaring at their feet. (Victor Hugo, Notre Dame de Paris, 1831.)
( dados tirados do Wikipedia.com)

A mãe do mestre ( crônica publicada no meu livro A mulher necessária)


A mãe do mestre ( crônica publicada no meu livro A mulher necessária)



A mãe do mestre

( meu filho me pediu que não mencione ou alardeie por aí que sou sua mãe...então, liguei para o editor, o livro estava no prelo, cheguei a pedir para excluir)

Mas, meu coração ficou pequeno, eu tinha escrito esta crônica em homenagem ao professor responsável e capaz que ele é, e também com muito orgulho de quanto é honesto e trabalhador.

Aí, fiz algumas modificações,pois o fato de tê-lo como filho já é uma grande sorte que tenho nesta vida, o resto, é torcer para que ele siga sendo muito feliz, sempre.

Quem é esse homem que passa sempre correndo, cheio de atividades, de uma inteligência apregoada pelos que convivem com ele, sendo chamado, carinhosamente, desde pequeno, de "cientista"?


Pra mim, até parece que ele ainda é um menino. Muitas vezes me lembro daquele guri alegre e curioso que me alegrava e continua alegrando os dias desde que nasceu.

Um ser estranhamente sintonizado com a natureza, assim, o meu gurizinho risonho, ao completar 9 anos me pediu de presente um microscópio, e dali pra cá, foi um tal de colecionar asas de borboleta, besouros coloridos, mosquinhas infelizes, baratas capturadas, para desespero das empregadas da casa.

Fui percebendo sua sede de saber e pesquisar a cada momento novo durante sua infância. Houve um dia, em que tive certeza do seu ateísmo, de cunho científico, quando li o texto adolescente que ele produzira sobre o pensamento de um cientista, seu compromisso com a verdade.

Poderia ter ficado muito preocupada, mas não fiquei. Apenas me preparei ainda mais para o que veio depois. Aprendi a conviver com a sua imagem no Fantástico, nos jornais como O Globo ou como o Diário do Vale do Rio Preto, nas revistas como Veja, e em programas de TV, como uma vez, no SBT, em que falou sobre a não existência de vida depois desta nossa.

Um pesquisador, um cientista, um estudante eterno da Física, um profissional da Ciência da Computação, um professor.

Coisa de mãe coruja, pode até parecer, mas é o que ouço o pessoal do seu convívio sempre repetir. Claro que me orgulho. Claro que torço todos os dias para que ele seja só feliz... Que continue descobrindo da vida os segredos das asas das borboletas, assim como a felicidade de amar e ser muito amado.

Como ele mesmo diz: a vida é uma só e é preciso fazer dela a melhor coisa, pois só temos essa chance. E sei que ele saberá preservar seu caminho de luta em busca dos seus ideais.

Rogo aos deuses (sou contaminada por este conceito) a bem-aventurança de protegê-lo, para que escreva seus livros de cunho científico .


Porque um filho como ele é, tão cheio de energia, me renova a crença numa humanidade mais justa, me faz reaprender a viver como ser humano sintonizada com os novos tempos. Esse homem que ele é hoje, o professor respeitado, o cientista solicitado, o mestre, assim chamado carinhosamente por seu bando de alunos e ex-alunos, dando-me a oportunidade de ressaltar o meu respeito por ele.

Mais ainda, um professor que me desperta a sede de aprender mais e mais, toda a vida.

Agora, descubro que a emoção do amor, definido por ele pra mim um dia, como "sentimento necessário para a perpetuação da espécie", perpetua, em mim, a razão de ser feliz, por ser sua mãe, eternamente.

Dentre as suas expressões mais marcantes, lembro de uma, eu em Brasília, trabalhando, liguei pra casa no Rio, ele devia ter uns 8 anos, perguntei se estava tudo bem, ele me descreveu seu dia, as coisas que fizera, e antes de desligar, me bombardeou com ares de cobrança: - Mãe, posso te perguntar uma coisa? Por que você não é só minha mãe e mais nada?

Senti a culpa da mãe moderna, da jornalista viajante que o deixava na casa da avó e nas escolas, tantos cursos, que só dividia com ele, as noites e parte das férias em passeios inesquecíveis por lugares de alegria. Naquele momento, eu ainda não tinha a resposta.

Agora, tenho: porque sou a mãe do mestre, e, para um mestre, uma mãe é sempre muito pequena... se é apenas sua mãe...tem que ser múltipla, e isso é o que tento ser todos os dias, confiando no seu discernimento e aprendendo com ele sobre o sentimento mais puro de repassar conhecimentos e incentivar pessoas a crescerem em suas vidas.

Um verdadeiro mestre se sente honrado quando um discípulo atinge objetivos subindo na escala social, a partir da semente que ele planta. E isso, vejo que o meu filho faz com grandeza de espírito e caráter altruísta. Mesmo assim, peço desculpas pela imodéstia, característica defeituosa da mãe do mestre.
Maria Aparecida Torneros

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ivete Sangalo - Escrito nas estrelas

photos a Paris


Midnight in Paris - Let's Do It

Luna llena en Paris

Midnight in Paris Woody Allen

Celine Dion - Parole Parole avec Alain Delon

La vie en rose SUBTITULADA

Yves Montand - La Vie En Rose ( Paris, je t'aime )HD

Dean Martin - C'est Magnifique (Original Stereo)

Por que amo Paris?

Amor não se explica. Ou não se deveria tentar explicá-lo. Amor tem a ver com sentimentos misteriosos que misturam razão com histórias, ou dissociam realidades de sonhos, ou pode ser que amor seja mesmo um portal que nos faz passar para outras dimensões, aquelas cujas decifrações talvez nos cheguem depois da própria morte.

Amar alguém é soberbo, sublime, indizível, incontável, indescritível, pois, no auge do amor, aquele ser pelo qual nos caímos de cega paixão...parece não ter nenhum defeito...por algum tempo, quiçá pela vida toda, ele é perfeito aos olhos do seu amante.

Amar lugares é metáfora solene, mas não foge à verdade, ainda que seja exacerbada a comparação, é possível apaixonar-se por uma cidade, em sonhos, em visitas, à primeira vista, em saudades, acumulando lembranças, revisitando pequenos souveniers que guardamos no fundo de almas viajantes.

Paris, para mim, foi um sonho distante, por mais de 40 anos. Quando lá cheguei aos 59 anos de idade, tive a certeza de que lá sempre estivera, desde os meus 18, nas barricadas de 68, ou de antes, das aulas do professor Pereira Reis, quando ele teatralizava a Revolução Francesa. Também, o cinema e a música francesa tinham se encarregado de me conduzir a um amor intenso, nobre, verdadeiro, por uma cidade diversamente cultural à minha, o meu Rio de Janeiro, onde nasci e cresci.

Pois em 2009, cheguei a Paris, de trem, procedente de Barcelona, na companhia de duas velhas amigas, de infância, e da filha jovem, de uma delas. Tudo era tão aconchegante. Paris amanhecia. 'As sete horas da manhã, os cafés preparavam suas calçadas para os clientes que iam chegar e ler seus jornais. Um bailado nas ruas, gente atravessando calmamente, um frio de primavera, era maio, um chuvisco a me saudar, o som antigo de uma Piaf que eu lhevava dentro do coração e a expectativa do momento máximo que o tal amor antigo por Paris me doaria a qualquer instante.

Pois foi assim mesmo. Paris me deu amor de verdade. Tive tudo que alguém sonha ter naquela cidade. Bons momentos, paixões pelas ruas, pelas praças, pelos museus, uma mistura de sentimentos tão fortes que ao voltar ao Brasil, matriculei-me correndo numa escola para aprender a língua francesa.

Dois anos depois, em maio de 2001, peguei um avião na companhia de outra grande amiga, e fomos a Paris para cumprir novo roteiro. A emoção foi de quem reencontra um grande amor. Senti-me entranhada ali, era preciso respirar fundo, não devia perder um só momento. Pude conhecer Regina, amiga que mora nos EUA e que estava em Paris pela primeira vez. Nossa tarde de conversas foi uma passada a limpo de vidas irmãs, ambas curtíamos nosso amor a Paris. 

Os dias se seguiram corridos. Fiz tantas fotos ( mais de 1000) , voltei ao Café de Flore, brindei a Paris, meus olhos se encheram dágua... eu sabia que ia voltar...tinha certeza disso.


O ano novo se aproxima. Em 2012, programo minha viagem a Paris, como uma amante que vai rever seu grande amor, primeiro pensei em maio, mas ando enrolada com muitas coisas...adiei para agosto, penso em ir no finalzinho, e comemorar meu aniversário (2 de setembro), na cidade-luz...

Já tenho dentro de mim uma lista de coisas novas a fazer em Paris, além de sentar no Jardim de Luxemburgo e olhar as pessoas passando, simlesmente.

Por que amo Paris? Deve ser pelo mesmo motivo que amo o homem dos meus sonhos. Paris é inesgotável. Tem recantos e segredos que vamos desvendando a cada reencontro. Ele é assim também. Camufla-se em tantos rostos, e tantas falas, mas está ali, e sei que me espera. 

Um dia, quem sabe, vou morar em Paris, e não dormirei em camas de hotel. Vou acordar, abrir a janela, gritar Bonjour Paris! Depois, desço as escadas e alcanço a rua. Caminho devagar, sei que meu amor dura muito mais que 50 anos, sei que é amor eterno. Vai sobreviver a mim, vai me ultrapassar, é amor compartilhado, é amor de prazer absoluto, é amor pela possibilidade de deixar gravada na memória humana, nos museus, nas praças, nos telhados, nos transportes, o gosto de beijos, a placidez dos barquinhos a deslizar no Senna, o brilho da torre Eiffel na noite de uma cidade amante, uma cidade onde cada amor é especial.

Tenho um amor em Paris, tenho grande amor por Paris, tenho minha alma ligada a Paris. E amor, convenham, não se explica, apenas se sente, amor é pra viver e só.

Cida Torneros 


   
 

I LOVE PARIS - (Cole Porter) Ella Fitzgerald - PARIS

Midnight in Paris Woody Allen

Louis Garrel en "Dans Paris"

Il y a longtemps que je t'aime - Trailer

A la folie, pas du tout extrait

À la folie... pas du tout - Have you Forgotten

sábado, 3 de dezembro de 2011

Amália Rodrigues live in Paris - Barco Negro

26-Camané-Live In Lisbon- " Senhora Do Livramento ".

Camané - Mais um Fado no Fado (ao vivo no Coliseu)

Maria Teresa de Noronha - Saudade das Saudades - (A.Bragança-J.A.Sabrosa...

Maria Teresa de Noronha - ( Guitarras Raul Nery ) - Fado Corrido (Joao ...

Mais um dezembro

postado em 02-12-2011
Arquivado em (Artigos) por vitor em 02-12-2011 22:18
“Dezembros”, Fagner e Zeca Baleiro
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CRÔNICA
Mais um dezembro…
Maria Aparecida Torneros
Toda vez que chega dezembro, a gente acorda: o ano acabou…mais um. Lá se foram os meses corridos em busca de sonhos realizados ou improvisados, correu-se atrás, defendeu-se algum no trampo, engoliu-se algum sapo, tirou-se da reta certo olhar comprometedor ou até, buscou-se nalgum lugar imaginado aquele frescor da manhã de primavera, quando o orvalho goteja pequeninas saudades da madrugada e os amantes ressonam cansados dos arroubos e suspiros, das respirações apressadas, das juras despejadas em ouvidos sedentos por ilusões á toa..
Dezembro tem essa energia inconfundível, hora de arrumar a casa, saldar dívidas de gratidão e de grana, comprar algo que faça a diferença pra si ou para quem se quer lisongear pela presença em nossas vidas. Um sopro de criancice é bem vindo, o riso fácil, os brindes junto de amigos e familiares, as tais festas de confraternização, os repetidos gestos de benemerência, doações de cestas de Natal, visita a asilos e orfanatos, ligações para quem está distante, pensamentos e orações em intenção de quem partiu mas deixou saudades.
Um final de ano é sempre hora de rememorar, comemorar, esperançar, fazer balanço, virar páginas, talvez até começar novo livro na vida, com história inédita, merecidamente aguardada ao longo de décadas. Eis que o shopping fervilha sua trajetória consumista e os papais Noéis contratados enfeitam de emoção a alma infantil, apesar de tudo, há sempre um sorriso de menino ou menina para decorar a descrença de um cético às voltas com sua eterna crise existencial.
Sabe-se lá porque cargas dágua contamos tempo… e delimitamos espaço, já que a física prega por aí que eles nem existem…o que há é um conjunto bizarro de energia cósmica pairante, conspirante, intrigante, misteriosa que fas do universo um lugar de histórias sem fim e sem começo, onde nos inserimos enquanto espécie humana, por uns parcos e meros 80 a 100 anos, ou um pouco menos, uma breve passagem pela maravilha do Planeta Azul, e a incerteza benevolente do quanto é possível amar por algum motivo a própria precariedade do tempo ou o incrível horizonte do perdido espaço.
Cá estamos, é mais um dezembro que começa na vida de todos nós…Este tem o sabor da primavera árabe a locupletar-se com a revolta de povos oprimidos, tem ainda o estigma humano da instabilidade do mercado europeu, sua tentativa de moeda única esbarrando-se nos interesse e conflitos da economia manipulada e ultrajada, mas é dezembro, há que lutar por dias melhores e combater o empobrecimento dos povos, ou a exploração de outros tantos, há que se sonhar com as curas de tantos males físicos e emocionais que ainda assolam os seres viventes, quem nos dera salvar as florestas, sustentar o Planeta, desenvolver reais possibilidades de vidas equânimes, com oportunidades iguais etc…
Não custa sonhar, porque é dezembro. Hora de absorver qualquer magia que nos passe pela alma à prova de toque de fadas e duendes, vamos lá, minha gente, abraçar o tal próximo, encantar-se com os amores possíveis, e até, porque não, aventurar-se em novos amores que podem unir pretos e brancos, ricos e pobres, cristão e mulçumanos, árabes de judeus, flamenguistas e vascaínos, protestantes e católicos, gays e homofóbicos, doentes e sãos, amados e amantes, crentes e descrentes, num instante de luminosidade intensa, talvez num piscar de olhos de um Deus possível ou imaginário, de um Allah real ou inalcançável, mas de uma persistência absurdamente próspera de nos trazer de volta mais um dezembro aos corações e mentes.
Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária

Maria Teresa de Noronha /** Rosa Enjeitada**/

Maria Teresa de Noronha - Fado das Horas

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Rod Stewart What a Wonderful World

viagem às cidades Históricas de Minas Gerais

Sob o cisne negro, o forte legado de Tchaikovsky

fevereiro de 2011

Sob o cisne negro, o forte legado de Tchaikovsky









Sob o cisne negro, o forte legado de Tchaikovsky

No fim da tarde de sabado, fui, solitaria e ansiosa, assistir o filme Cisne Negro. Sabia que ia ver algo forte, contundente, pois o legado do grande compositor russo, Piotr IIyich Tchaikovsky, ao criar o ballet em quatro atos, baseado na versão francesa de um conto de fadas alemão, tem atravessado seculos impressionando, bailarinos e publicos diversos, por seu conteudo profundamente instado na dicotomia bem-mal.

A estreia aconteceu com uma apresentacao em Moscou a 4 de maio de 1877, no teatro Bolshoi. A segunda versao somente aconteceu em 27 de janeiro de 1895, no teatro Marijinsky, em Sao Petersburgo.

No enredo, a historia do Príncipe Siegfried que deve escolher uma noiva para casar, e, ao adentrar a floresta para caçar, vê um belo cisne a voar. Ele cuidadosamente o mira, mas, para sua surpresa, o pássaro se transforma na mais linda das moças, e ele se esconde por entre as árvores para observá-la. Incapaz de conter sua curiosidade, ele aparece e a assusta. Ele assegura que nenhum mal irá fazer para com ela e a pede que explique o fenômeno que acabara de presenciar. Impressionada por sua gentileza, Odette revela a história de sua situação. Ela conta que é uma Princesa nascida em berço de outro que foi enfeitiçada por um feiticeiro malvado e agora sua sina é ser um cisne ; apenas em algumas horas do escuro é que ela se transforma em humana. O lago em que habita foi formado pelas lágrimas de sua mãe. Ela conta que está condenada para a eternidade, e somente se um jovem virgem jurar eterna fidelidade a ela e desposá-la, só assim ela se libertará. Mas, se ele a trair, então ela permanecerá um cisne para sempre. Neste momento o feiticeiro aparece. O Príncipe apaixonado pega seu arco e flecha, mas Odette imediatamente protege o feiticeiro com seu corpo, pois sabe que se ele for morto antes do feitiço ser quebrado, também ela morrerá. O feiticeiro desaparece, e Odette se esconde na floresta. Siegfried percebe que seu destino está agora mudado. A alvorada começa a aparecer Odette é tomada mais uma vez pelo feitiço, retornando a seu disfarce de cisne. Siegfried vai embora desesperado.

Pressionado pela mae que ordena que se decida, o Principe, tem na memoria a jovem Odette, recusa todas as pretendentes, mas, ao conhecer Odile, que chega na festa, encanta-se com sua beleza e semelhanca com Odette, mas, percebe que foi vitima de um plano malvado. Sai a correr pelo meio da no meio da noite e, na beira do lago, todos os cisnes estão ansiosos pelo desaparecimento de Odette. Ela aparece e conta do plano de Rothbart, dizendo que antes do amanhecer ela deve morrer. Houve-se o barulho de um trovão. Siegfried a acha e implora seu perdão. Enquanto o amanhecer se aproxima, Rothbart aparece mais uma vez disfarçado de feiticeiro. Odette conta a Siegfried que ela deve se matar, ou então será eternamente um cisne. Siegfried, sabendo que seu destino está mudado para sempre, declara que ele irá morrer com ela, assim quebrando o poder de Rothbart. Os apaixonados se jogam no lago. Rothbart recebe um choque mortal e todo o seu poder está acabado. Enfim, o casal estará unido para sempre na vida após a morte.

A musica maravilhosa abriga um ballet nao menos maravilhoso, encenado com graciosidade por bailarinos que repetem a saga misteriosa da libertacao pela morte.

O filme Cisne Negro traz para a tela do seculo XXI o mesmo teor tenso e fantastico da luta constante entre o consciente real e o inconsciente imaginario. Uma interpretacao magnifica da atriz principal Natalie Portman, que interpreta uma bailarina obscecada pela busca da perfeicao, prisioneira da doenca emocional que se agrava durante a ascensao da sua carreira e a leva a delirios psicoticos, encarnando o drama da tematica que eleva a morte ao patamar de grande perfeicao para a interpretacao da vida em si.

O conjunto de cenas se intensifica, o esforco das bailarinas, suas vidas pessoais, os bastidores do mundo do ballet, a competicao pela assuncao de papeis principais, o sonho do estrelato, a busca do sucesso, o desencontro afetivo, muitas pressoes sobre os profissionais da danca, aquele sentimento de que sofrer torna-se necessario para superar obstaculos, pes doloridos, feridos, cansaco, medos, tensoes variadas, tudo se mistura a imagens alucinadas que a personagem passa a viver como se fossem a sua realidade, evoluindo para a catarse psicotica, a doenca esquizofrenica, e a perfeicao que ela alcanca no palco com a propria morte.

Assim, Tchaikovsky chega ao seculo XXI, trazendo atraves da sua musica o proprio tormento da sua vida criativa, pois ao morrer no auge da carreira, contaminado pela colera, o compositor do Lago dos Cisnes, presenteou geracoes com a sensibilidade magistral do quanto existe de verdade no inconsciente atormentado pelas mentiras construidas pela emocao instavel.

Varios fatores como o desequilibrio mental, a instabilidade emocional, a perda dos limites que delineiam a cerca que separa sonhos etereos de realidades pesadas, expostos na obra Cisne Negro lograram mostrar a necessidade de fazer florescer o visceral e o odiento, seduzindo plateias, abrindo as cortinas para os pesadelos semi ocultos e alem de tudo, surpreendendo aqueles que ainda acreditam que o mundo poderia ser um lugar de encontros perfeitos, tao perfeitos como deve ser o encontro com a morte, na cena final do quarto ato do ballet.

Ao sair da sala de exibicao, busquei comprar um sorvete de casquinha, caminhei por tres quadras ate a minha casa, pensando nas palavras do meu terapeuta que tinha elogiado e recomendado o filme, e fui lambendo o doce gelado em meio a reflexoes sobre o derretimento da razao, o esfacelamento das duvidas, a inconsequencia do sucesso perseguido a qualquer custo, a necessidade de alcancar a perfeicao e a minha real precisao de ser feliz com pouca coisa, pequeninos arremedos de alegria em doses homeopaticas, uma gostosa sensacao de conquista pessoal diante da impermanencia das coisas, da resignada e prazerosa paz interior, aquela que observa a tempestade mas preserva a calmaria, sem receio de ajustar velhos sentimentos e vivenciar novas emocoes, sem culpas e com muita coragem.

O filme merece ser premiado com algum Oscar, talvez o de melhor atriz, ja que ela nos passa com intensidade, justamente, a luta constante entre a realidade dura e o sonho quase impossivel.

Cida Torneros \

domingo, 6 de novembro de 2011

Sylvie - Montréal - Quand On A Que L ' Amour - Olympia 25/07/2011

Sylvie Vartan - La Maritza (July 27, 2011)

Capri c'ést fini

Sylvie Vartan - Chansons d ' amour pour + de vie - France 3 .

Sylvie Vartan & David Hallyday - New York City - Yes !

Sheila & françoise hardy & sylvie vartan les 3 reines des sixties pa...

Sur un fil duo Sylvie Vartan Françoise Hardy

SYLVIE VARTAN / MICHEL SARDOU en duo: "L'Atlantique"

Michel Sardou et Sylvie Vartan - La première fois qu'on s'aimera

vivre avec toi"" mon ange"""

J'ai trop rêvé de toi et maintenant j'en suis à la...

Juliette ''Ce rêve bleu''.mp4

JOHNNY HALLYDAY - DUO AVEC SYLVIE L'HYMNE A L'AMOUR ET NON JE NE REGRETT...

Celine Dion and Barbra Streisand - Tell him

BRIGITTE BARDOT & SERGE GAINSBOURG - JE T'AIME

Gilbert Bécaud - L'important c'est la rose

Gilbert Bécaud : Et maintenant (« Champs-Elysée » 1987)

Alain Barriere - Ma vie

Francoise Hardy - Oh Oh Cheri

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Oswaldo Montenegro - Cigana

Gipsy Kings 2011 Live HQ sound!

Allegria ( HQ ) - Gipsy Kings

Gipsy Kings 2011

Gipsy Kings Mujer

Gipsy kings - Amor de mis Amores

MIRA LA GITANA MORA - GIPSY KINGS

Benção Irlandesa e Oração Indígena

Benção Irlandesa

Que o caminho seja brando a teus pés,

O vento sopre leve em teus ombros.

Que o sol brilhe cálido sobre tua face,

As chuvas caiam serenas em teus campos.

E até que eu de novo te veja,

que os Deuses te guardem nas palmas de Suas mãos

Que a estrada abra à sua frente,

que o vento sopre levemente em suas costas,

que o sol brilhe morno em e suave em sua face,

que a chuva caia de mansinho em seus campos.

E até que nos encontremos de novo...

Que os Deuses guardem, você na palma das suas mãos.

Que as gotas da chuva molhem suavemente o seu rosto,

que o vento suave refresque seu espírito,

que o sol ilumine seu coração,

que as tarefas do dia não sejam um peso nos seus ombros,

e que Deus envolva você no seu manto de amor.


Oração Indígena

Oh! Grande Espírito, cuja

voz ouço nos ventos,

e cujo alento dá origem a toda a vida,

ouça-me, sou pequeno e fraco, necessito de Sua força e sabedoria.

Deixa-me andar na beleza,

Faze meus olhos contemplarem sempre o vermelho e o púrpura do Pôr do Sol.

Faze com que minhas mãos respeitem as coisas que criastes,

e que meus ouvidos sejam aguçados para ouvir a Tua voz.

Faze-me sábio para que eu possa compreender as coisas que ensinaste ao meu povo.

Deixa-me aprender as lições que escondeste em cada folha, em cada rocha.

Busco força. Não para ser maior que o meu irmão,

mas para vencer o maior inimigo, eu mesmo.

Faze-me sempre pronto para chegar a Ti,

com as mãos limpas e olhar firme,

a fim de que quando a vida se apague,

como se apaga o poente,

o meu espírito possa chegar a Ti

sem se envergonhar.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011