aqui tem música, poesia, reflexões, homenagens, lembranças, imagens, saudades, paixões, palavras,muitas palavras, e entre elas, tem cada um de vocês, junto comigo... Cida Torneros
Maracanã
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Quando vivas comigo... testemunhando amores...
Novembro, século XXI, 2010. Minha amiga liga de Alicante. Está em férias, eu a substituo, em seu trabalho, deseja saber se está tudo bem, digo que fique tranquila, tenho dado conta e que aproveite sua estada na Europa. Ela me descreve a emoção da Itália, onde passou umas duas semanas, com o novo namorado, um inglês que vive no sul da Espanha. Conta sobre Veneza, Milão, Florença, Gênova e Roma. Diz que chorou ao ver o Coliseu, tanta história, sensibilidade humana, fala do quanto se lembrou de mim pois tem certeza de que eu vou adorar aqueles lugares. Respondo-lhe que irei, brevemente. Pergunto sobre o novo amor. Ela vibra, tem na voz a inquietude adolescente de uma mulher de 50 anos, e o chama ao telefone para que eu repita o que acabei de lhe dizer: Bring him with you to Brasil! Ele me ouve, rapidamente, diz que virá passar aqui o ano novo, quer conhecer o país da sua amada, também transmite o som dos enamorados no tom melodioso que o amor imprime à voz humana.
Tenho testemunhado amores, meus e dos outros, vida afora. Vibro sempre. Afinal, amar é um prêmio que nos é oferecido na existência, quando somos capazes de doar, oferecer, admirar, compartilhar, colocar-se ao lado, torcer a favor, dividir as agruras, comemorar as vitórias, padecer as dores, acumular energias positivas para usá-las nas horas difíceis.
Lembro então de uma canção, estilo guarânia , intitulada,quando vivas comigo, interpretada pelo espanhol Julio Iglesias. Um homem de cabeça branca que promete oferecer juventude a uma mulher pela qual está apaixonado. Oferece aulas de amor, para aquela que poderá aprender com ele a querer como nunca soube fazê-lo antes, diz que seu amor sem o amor dela nada vale, vai ensiná-la os segredos do amor, quando viverem juntos. Singela, simples, direta, preciosamente afetiva, traduz o cerne das promessas de amores cheios de esperança.
Quantas vezes terei ouvido promessas semelhantes? Ainda bem que as ouço, de vez em quando, no limiar do tempo passado e na doçura do tempo presente, de bocas sedentas de carinho, talvez mergulhadas na ilusão do amor perfeito, aquele que não chega nunca.
Mas, os amores que vem e vão, as tais aves de verão, os sentidos universais de bem estar e carinho, estes são reais, vibram nas vozes dos apaixonados, repercutem nos peitos dos enamorados, reverberam nas vozes dos presenteados por momentos inesquecíveis, os tais instantes de amor, que vivem contigo, comigo, conosco, com nossos amigos e amigas, lá no fundo dos seus corações, no âmago das suas almas, na emoção mais profunda dos monumentos históricos onde é possível chorar ao ver como o ser humano é capaz de ultrapassar milhares de anos, séculos de impérios , como foi o romano, o grego, o inca, centenas deles, com uma vertente que os sustentou, a sede de conquistar espaços físicos e emocionais.
O amor, este sempre esteve, está e estará, no pano de fundo que enseja a busca da realização humana. Estou feliz com a felicidade da minha amiga e do seu novo amor.
Ouço a música, imbuída da certeza de que, quando vivas comigo, saberás o que posso ensinar, mas eu também, decerto, aprenderei a ser menos egoísta, a ter a contemplação dos sábios, e trocaremos flores em lugar de farpas, brindaremos a luz do sol ao invés dos clarões das bombas, abraçaremos nossos corpos luminosos , apesar da morte.
Maria Aparecida Torneros
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
O caso de adultério de Sakineh , ela pode ser executada hoje, no Irã!
O caso de adultério de Sakineh é um trágico embuste cheio de violações de direitos humanos. Primeiro, ela foi condenada à morte por apedrejamento. Porém, o governo iraniano teve de anular a sentença depois que os filhos dela conseguiram gerar um enorme protesto contra aquele julgamento ridículo; Sakineh não domina a linguagem usada nos tribunais e os alegados incidentes de adultério aconteceram após a morte do marido dela.
Em seguida, o advogado dela foi forçado a se exilar e a acusação conseguiu inventar uma nova queixa falsa que justificaria a morte de Sakineh: o assassinato do marido dela. Apesar de isso configurar um caso de “non bis in idem” (dois julgamentos pelo mesmo crime), pois ela já está cumprindo pena por suposta cumplicidade nesse crime, Sakineh foi torturada e exibida em rede de televisão nacional para “confessar” e acabou sendo julgada culpada. O regime já prendeu dois jornalistas alemães, o advogado e o filho de Sakineh, que tem corajosamente liderado a campanha internacional para salvar a mãe. Todos continuam na prisão. O filho e advogado de Sakineh também têm sido torturados e estão sem acesso a advogados.
Agora, ativistas de direitos humanos iranianos afirmam que acaba de ser emitido um mandado de Teerã para executar Sakineh imediatamente. Ela está na lista e hoje é o dia da execução.
Campanhas persistentes fizeram o Irã anular a sentença de apedrejamento de Sakineh e atraíram a atenção de dirigentes de países que exercem influência sobre o Irã, como a Turquia e o Brasil
Em seguida, o advogado dela foi forçado a se exilar e a acusação conseguiu inventar uma nova queixa falsa que justificaria a morte de Sakineh: o assassinato do marido dela. Apesar de isso configurar um caso de “non bis in idem” (dois julgamentos pelo mesmo crime), pois ela já está cumprindo pena por suposta cumplicidade nesse crime, Sakineh foi torturada e exibida em rede de televisão nacional para “confessar” e acabou sendo julgada culpada. O regime já prendeu dois jornalistas alemães, o advogado e o filho de Sakineh, que tem corajosamente liderado a campanha internacional para salvar a mãe. Todos continuam na prisão. O filho e advogado de Sakineh também têm sido torturados e estão sem acesso a advogados.
Agora, ativistas de direitos humanos iranianos afirmam que acaba de ser emitido um mandado de Teerã para executar Sakineh imediatamente. Ela está na lista e hoje é o dia da execução.
Campanhas persistentes fizeram o Irã anular a sentença de apedrejamento de Sakineh e atraíram a atenção de dirigentes de países que exercem influência sobre o Irã, como a Turquia e o Brasil
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Liderança feminina é destaque em empresas
Liderança feminina é destaque em empresas
Andréia Meneguete
Do Diário do Grande ABC
Um aviso de antemão: esta reportagem não tem a pretensão de comprovar que uma mulher se equipara a uma heroína. Se você acredita que encontrará qualquer teor de feminismo exaltado por aqui, desarme-se. Longe disso! Como revela a máxima: contra fatos não há argumentos. Dilma Rousseff está ai para comprovar que o sexo feminino pode chegar ao posto mais alto de uma nação, apresentando uma liderança com características peculiares. Pelo menos, de certa forma, espera os seus eleitores que ali confiaram o seu voto.
Entretanto, também não faremos alardes com a notícia. Não pense que isso é uma novidade. Antes mesmo do movimento feminista da década de 1970, conhecido pela queima de sutiã em praça pública, muitas mulheres já assumiram cargos e reinados, como, entre alguns exemplos, a rainha do Egito Cleópatra (69 -30 a.C), a rainha da Inglaterra Elisabeth I (1558-1603) e a Imperatriz da Rússia Catarina I (1725-1727).
A novidade mesmo fica por conta da força das mulheres na última eleição em um país democraticamente tão jovem e ainda conservador com algumas questões. Na verdade, a mulher mudou e junto com ela a visão da sociedade em relação às suas funções e atribuições. Posições partidárias à parte, a análise desta situação é necessária. A presidenciável Dilma Rousseff chega para quebrar muitos paradigmas no que se refere à importância da mulher no poder.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Vilela da Matta, 41 anos, a mulher que assume um cargo de alto escalão, uma posição de líder, tem como vantagem, diante dos homens, a sensibilidade e visão ampla sobre o cenário que atua, incluindo o trato com as pessoas. "Ela consegue resolver conflitos de uma maneira mais harmoniosa, de uma maneira geral, evitando confrontos. O homem vai mais para o ataque na hora de emitir opinião", sentencia.
Mas, caro leitor, ela não está imune aos tropeços e isenta dos erros, de decisões inseguras e momentos de fragilidade. "Há dois tipos de liderança feminina. A Dilma vem com características de gestão mais masculina, em que encontramos um posicionamento forte, falar firme e um comando mais duro. O que difere da Marta Suplicy, que segue para outro lado mais delicado da liderança", diferencia o especialista em marketing político e fundador do portal Mulheres no Poder, Marcelo Tognozzi, 50 anos.
Entretanto, as diferentes características pessoais e formas de liderar em nada afetam uma gestão negativamente. "A grande prova do seu poder vem junto com o seu equilíbrio e capacidade de gerenciar crises, fatos e pessoas", complementa a gerente da divisão de recursos humanos da empresa de headhunter Page Personnel, Priscila Salgado, 30 anos. Com base no assunto, o Diário foi atrás de mulheres poderosas e como cada uma se mostra na hora de fazer jus ao cargo.
Dona da bola
Patrícia Amorim ficou conhecida por sua atuação quando era atleta e ganhou prêmios na modalidade de natação. Mas o burburinho em cima do seu nome aconteceu mesmo quando assumiu neste ano a presidência do Clube de Regatas Flamengo, se tornando a primeira mulher a presidir um dos maiores clubes do Brasil.
Mas parece que o destino veio para colocar a sua gestão à prova com a sequência de crises internas envolvendo o nome do Flamengo. Primeiro, o caso do goleiro Bruno, e depois, a saída do ídolo Zico. Isso sem contar a péssima atuação do time dentro de campo.
Como ela se posiciona aos fatos? "Minha resposta é com trabalho. Sinto que sou testada o tempo todo, mas estes desafios me motivam", desabafa.
Casada há 15 anos e com quatro filhos, Patrícia trabalha mais de 12 horas por dia, faz questão de assistir a todos os jogos, conversa com todos os jogadores momentos antes e após as partidas, além de incentivar a equipe nos treinos.
Lidar com a paixão de milhões de torcedores e buscar fórmulas para manter as finanças equilibradas são os grandes desafios desta mulher em ambiente culturalmente masculino. "Assumi o cargo com uma divida monstruosa, hoje posso assegurar que não tem um funcionário e jogador com salários atrasados. E isso é um mérito da nossa administração", comemora.
O segredo para chegar ao topo? "Nunca perdi a feminilidade. Sei ser dura sem ser grosseira. Sou uma pessoa fácil de lidar, costumo ser gentil no trato com as pessoas, mas não sou boba. Viro uma leoa quando percebo que o Flamengo pode ser prejudicado de alguma forma", caracteriza-se. Fica o recado para quem quiser mexer com esta leoa dos gramados cariocas.
Comando jovem
Em apenas dois anos na gerência do departamento de marketing de uma das maiores redes de varejo de moda do País, ela reposicionou a imagem da empresa frente ao consumidor e foi responsável por grandes parcerias de sucesso.
Com isso, aumentou a fatia de lucro anual da instituição, além de conquistar o reconhecimento e aplausos de profissionais externos de peso do segmento.
Com certeza você imagina que tamanha conquista só poderia ser possível sob o comando de uma pessoa com anos de experiência e idade. Ledo engano. A pessoa acima exaltada é a jovem de 29 anos Marcella Martins de Carvalho, gerente de marketing da lojas Riachuelo.
Liderando uma equipe de 12 pessoas e tendo entre suas funções a responsabilidade de criar estratégias de divulgação das coleções e produtos das 114 lojas da rede existentes em 23 Estados brasileiros.
"A idade nunca será um fator determinante de competência e merecimento do cargo, mas, sim, a postura que o profissional tem de gerenciar e lidar com a sua equipe", desmistifica Priscila Salgado, 30 anos, gerente da divisão de recursos humanos da empresa de headhunter Page Personnel.
Para atuar nesta função e desenvolver com louvor suas competências, Marcella não precisa deixar de lado suas características essencialmente femininas, como a beleza, o falar baixo, os gestos amenos e o olhar tímido.
"Nunca precisei ser agressiva e nem mesmo abusar de poder para conseguir resultados da minha equipe. Sei cobrar sem perder a delicadeza, sem alterar o tom de voz", revela a moça. E é certo: o crescimento da empresa não deixa dúvidas sobre o trabalho da moça.
Entre rodas
Ela assumiu o cargo que milhões de homens se matariam para estar nem que fosse apenas por um dia. Afinal, comandar a General Motors do Brasil é sinônimo de poder e admiração, inclusive, da ala masculina. Ser gerida de forma tão eficaz por uma mulher faz com que o encanto seja elevado à enésima potência. O motivo para tamanho reconhecimento é mais do que óbvio: o automobilismo é uma área que encanta e envolve os homens.
Mas a questão do gênero está longe de ser um ponto vangloriado pela norte-americana Denise Johnson, 43 anos, que desde fevereiro assumiu a presidência de um dos maiores fabricantes de carros do mundo. Na verdade, a engenheira até esquece do fato de ser uma mulher no topo. Entre uma conversa e outra, ela se mostra bem centrada em atingir os resultados esperados pela empresa e considera a sua posição um desafio. "Não encontro dificuldades na gestão pelo fato de ser mulher. Sei que sou a primeira mulher a presidir a GM do Brasil, mas há várias mulheres em cargos importantes, eu tenho cinco na minha diretoria", afirma.
Crítica e exigente, a norte-americana é a pessoa que mais cobra o próprio desempenho. Mas os funcionários não são poupados por muito tempo. Com o desejo de fazer o melhor sempre e obter o aumento constante dos números - tanto em produção quanto em cifras -, Denise é enfática ao elencar as características que mais lhe incomodam num profissional. "Não admito pessoas que não ouvem e não são receptivas a mudanças. Aquele tipo de discurso que porque algo funcionou no passado tem de funcionar sempre. O mundo
Andréia Meneguete
Do Diário do Grande ABC
Um aviso de antemão: esta reportagem não tem a pretensão de comprovar que uma mulher se equipara a uma heroína. Se você acredita que encontrará qualquer teor de feminismo exaltado por aqui, desarme-se. Longe disso! Como revela a máxima: contra fatos não há argumentos. Dilma Rousseff está ai para comprovar que o sexo feminino pode chegar ao posto mais alto de uma nação, apresentando uma liderança com características peculiares. Pelo menos, de certa forma, espera os seus eleitores que ali confiaram o seu voto.
Entretanto, também não faremos alardes com a notícia. Não pense que isso é uma novidade. Antes mesmo do movimento feminista da década de 1970, conhecido pela queima de sutiã em praça pública, muitas mulheres já assumiram cargos e reinados, como, entre alguns exemplos, a rainha do Egito Cleópatra (69 -30 a.C), a rainha da Inglaterra Elisabeth I (1558-1603) e a Imperatriz da Rússia Catarina I (1725-1727).
A novidade mesmo fica por conta da força das mulheres na última eleição em um país democraticamente tão jovem e ainda conservador com algumas questões. Na verdade, a mulher mudou e junto com ela a visão da sociedade em relação às suas funções e atribuições. Posições partidárias à parte, a análise desta situação é necessária. A presidenciável Dilma Rousseff chega para quebrar muitos paradigmas no que se refere à importância da mulher no poder.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Vilela da Matta, 41 anos, a mulher que assume um cargo de alto escalão, uma posição de líder, tem como vantagem, diante dos homens, a sensibilidade e visão ampla sobre o cenário que atua, incluindo o trato com as pessoas. "Ela consegue resolver conflitos de uma maneira mais harmoniosa, de uma maneira geral, evitando confrontos. O homem vai mais para o ataque na hora de emitir opinião", sentencia.
Mas, caro leitor, ela não está imune aos tropeços e isenta dos erros, de decisões inseguras e momentos de fragilidade. "Há dois tipos de liderança feminina. A Dilma vem com características de gestão mais masculina, em que encontramos um posicionamento forte, falar firme e um comando mais duro. O que difere da Marta Suplicy, que segue para outro lado mais delicado da liderança", diferencia o especialista em marketing político e fundador do portal Mulheres no Poder, Marcelo Tognozzi, 50 anos.
Entretanto, as diferentes características pessoais e formas de liderar em nada afetam uma gestão negativamente. "A grande prova do seu poder vem junto com o seu equilíbrio e capacidade de gerenciar crises, fatos e pessoas", complementa a gerente da divisão de recursos humanos da empresa de headhunter Page Personnel, Priscila Salgado, 30 anos. Com base no assunto, o Diário foi atrás de mulheres poderosas e como cada uma se mostra na hora de fazer jus ao cargo.
Dona da bola
Patrícia Amorim ficou conhecida por sua atuação quando era atleta e ganhou prêmios na modalidade de natação. Mas o burburinho em cima do seu nome aconteceu mesmo quando assumiu neste ano a presidência do Clube de Regatas Flamengo, se tornando a primeira mulher a presidir um dos maiores clubes do Brasil.
Mas parece que o destino veio para colocar a sua gestão à prova com a sequência de crises internas envolvendo o nome do Flamengo. Primeiro, o caso do goleiro Bruno, e depois, a saída do ídolo Zico. Isso sem contar a péssima atuação do time dentro de campo.
Como ela se posiciona aos fatos? "Minha resposta é com trabalho. Sinto que sou testada o tempo todo, mas estes desafios me motivam", desabafa.
Casada há 15 anos e com quatro filhos, Patrícia trabalha mais de 12 horas por dia, faz questão de assistir a todos os jogos, conversa com todos os jogadores momentos antes e após as partidas, além de incentivar a equipe nos treinos.
Lidar com a paixão de milhões de torcedores e buscar fórmulas para manter as finanças equilibradas são os grandes desafios desta mulher em ambiente culturalmente masculino. "Assumi o cargo com uma divida monstruosa, hoje posso assegurar que não tem um funcionário e jogador com salários atrasados. E isso é um mérito da nossa administração", comemora.
O segredo para chegar ao topo? "Nunca perdi a feminilidade. Sei ser dura sem ser grosseira. Sou uma pessoa fácil de lidar, costumo ser gentil no trato com as pessoas, mas não sou boba. Viro uma leoa quando percebo que o Flamengo pode ser prejudicado de alguma forma", caracteriza-se. Fica o recado para quem quiser mexer com esta leoa dos gramados cariocas.
Comando jovem
Em apenas dois anos na gerência do departamento de marketing de uma das maiores redes de varejo de moda do País, ela reposicionou a imagem da empresa frente ao consumidor e foi responsável por grandes parcerias de sucesso.
Com isso, aumentou a fatia de lucro anual da instituição, além de conquistar o reconhecimento e aplausos de profissionais externos de peso do segmento.
Com certeza você imagina que tamanha conquista só poderia ser possível sob o comando de uma pessoa com anos de experiência e idade. Ledo engano. A pessoa acima exaltada é a jovem de 29 anos Marcella Martins de Carvalho, gerente de marketing da lojas Riachuelo.
Liderando uma equipe de 12 pessoas e tendo entre suas funções a responsabilidade de criar estratégias de divulgação das coleções e produtos das 114 lojas da rede existentes em 23 Estados brasileiros.
"A idade nunca será um fator determinante de competência e merecimento do cargo, mas, sim, a postura que o profissional tem de gerenciar e lidar com a sua equipe", desmistifica Priscila Salgado, 30 anos, gerente da divisão de recursos humanos da empresa de headhunter Page Personnel.
Para atuar nesta função e desenvolver com louvor suas competências, Marcella não precisa deixar de lado suas características essencialmente femininas, como a beleza, o falar baixo, os gestos amenos e o olhar tímido.
"Nunca precisei ser agressiva e nem mesmo abusar de poder para conseguir resultados da minha equipe. Sei cobrar sem perder a delicadeza, sem alterar o tom de voz", revela a moça. E é certo: o crescimento da empresa não deixa dúvidas sobre o trabalho da moça.
Entre rodas
Ela assumiu o cargo que milhões de homens se matariam para estar nem que fosse apenas por um dia. Afinal, comandar a General Motors do Brasil é sinônimo de poder e admiração, inclusive, da ala masculina. Ser gerida de forma tão eficaz por uma mulher faz com que o encanto seja elevado à enésima potência. O motivo para tamanho reconhecimento é mais do que óbvio: o automobilismo é uma área que encanta e envolve os homens.
Mas a questão do gênero está longe de ser um ponto vangloriado pela norte-americana Denise Johnson, 43 anos, que desde fevereiro assumiu a presidência de um dos maiores fabricantes de carros do mundo. Na verdade, a engenheira até esquece do fato de ser uma mulher no topo. Entre uma conversa e outra, ela se mostra bem centrada em atingir os resultados esperados pela empresa e considera a sua posição um desafio. "Não encontro dificuldades na gestão pelo fato de ser mulher. Sei que sou a primeira mulher a presidir a GM do Brasil, mas há várias mulheres em cargos importantes, eu tenho cinco na minha diretoria", afirma.
Crítica e exigente, a norte-americana é a pessoa que mais cobra o próprio desempenho. Mas os funcionários não são poupados por muito tempo. Com o desejo de fazer o melhor sempre e obter o aumento constante dos números - tanto em produção quanto em cifras -, Denise é enfática ao elencar as características que mais lhe incomodam num profissional. "Não admito pessoas que não ouvem e não são receptivas a mudanças. Aquele tipo de discurso que porque algo funcionou no passado tem de funcionar sempre. O mundo
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Zé Dirceu deu show no ‘Roda Viva’
- Terça-feira, 02 Novembro 2010 / 9:24
Zé Dirceu deu show no ‘Roda Viva’
Maria Aparecida Torneros*Noite de segunda imprensada no feriadão. Chego do cinema, fui ver a Felicidade Suprema, belo título, mas o filme,apesar de lindas cenas que me trouxeram de volta um Rio de Janeiro romântico e nostálgico, não me entusiasmou. São mais de 22 horas, o telefone toca e é minha mãe, de 84 anos, dizendo para eu assistir o Zé Dirceu, no Roda Viva, que está no ar. Em seguida, ligam mais duas amigas, com o mesmo recado, e lá vou eu, mais uma vez, observar o personagem, o tal que a mídia crucifica nos últimos anos.
Lá está ele, no meio da roda, impávido, bem arrumado, sendo bombardeado, acaloradamente, por um grupo de jornalistas expressivos que parecem organizar as “pegadinhas” do Faustão, e tentam de tudo, para vê-lo escorregar nas cascas de banana que interceptam na sua fala, aliás, atropelam, falam todos ao mesmo tempo, parece uma catarse de grupo, ouve-se bordões, jargões, palavras se repetem, “mensalão”, a importância do PT, a eleição da presidente Dilma ( no dia anterior), o futuro da sua vida pessoal e política, pegan-no no pé, questionam como sobrevive, veladamente, parecem zombar da sua afirmação de que é um consultor, postam-se como se constituissem um tribunal e “quase” julgam-no, ali, aos olhos do povo.
Já cantava o Chico, “tem dias em que a gente se sente, como quem partiu ou morreu, a gente vai contra a corrente, mais eis que chega a roda viva e carrega o destino”.. pra onde? perguntam os questionadores. Para que lado vai o Brasil? O ex-ministro explica suas posições políticas já bastante difundidas com mil versões, fala dos artigos que publica, da sua relação com o presidente Lula, ele conta episódios da sua história quase virando lenda, mas não se furta a sorrir, não se deixa dominar pelo clima intempestivo de alguns dos perguntadores que detonam verbalizações folclorizadas do que vem a ser a construção de um “judas midiático”, que se defende, tanto judicialmente ( ele faz questão de reafirmar o quanto espera sua absolvição no Supremo) e que segue fazendo política, sendo militante do seu partido, sem esconder de todos que isto é lícito, direito este que não lhe tiraram, apesar da cassação para concorrer a qualquer mandato por enquanto.
Os jornalistas se colocam como espectadores, leitores, formam o bloco cuja opinião também sofre as consequencias de uma longa campanha disseminada em cima de notícias veiculadas com frequência, como diz o entrevistado, um verdadeiro julgamento promovido pela tal mídia e uma cassação que ele classifica de política, por motivos que ousa externar em dado instante: talvez para tirá-lo do quadro sucessório, quem sabe?
Fato é que a jornalista Marilia Gabriela, o escritor Augusto Nunes, o representante da revista Época, e outros mais, pareciam querer falar e perguntar tudo ao mesmo tempo, atropelavam-se em palavras, olhares, sorrisos, reclamações, considerações, diante de um Zé Dirceu veemente, concentrado em respostas prontas, fiel a princípios partidários, ideológicos, como um soldado bem treinado, o entrevistado não se deixou levar pelo clima confuso e conduziu sua performance para um ponto de equilíbrio onde foi capaz de oferecer explicações para seu destino de sobrevivente na roda viva da política nacional, permanecendo no centro da discussão, sem mandato, sem cargo político, fenômeno este, que infelizmente, os participantes jornalistas praticamente não abordaram.
Houve até quem questionasse o uso de helicópteros na campanha do seu filho, a Deputado Federal, no Paraná. Havia, por parte dos profissionais uma sede de “pegadinha”, e parecia que nenhum tinha lido os autos do processo ( que na vida do entrevistado é fundamental atualmente) no qual o Zé se empenha em se defender e brada sobre a falta de provas, sobre sua inocência, sobre a possível injustiça de que se diz vítima.
Imaginando que a audiência do programa tenha atingido bons índices, é possível detectar que no ” day after” à eleição da Dilma, uma figura como o Zé Dirceu tem seu papel inegável na história das eleições presidenciais, nas recentes décadas, e desta vez, nem se pode esquecer disso, foi lembrado por um dos jornalistas-perguntadores-julgadores: - Zé, você poderia agora estar sentado na cadeira que a Dilma vai sentar, em que momento isto se perdeu?
Mas eis que chega a Roda Viva e carrega o destino do Zé Dirceu para um programa de televisão. Mais um, talvez um dos mais expressivos onde ele, ao final, fez um balanço sincero, deixou-se contaminar pela certeza de que continua no centro da roda, alvo das atenções, auge da polêmica, diante do respeitoso público.
*Maria Aparecida Torneros é jornalista.
Dilma: 'O Brasil será também uma potência esportiva' Na última entrevista da série "L! e o poder", Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil, fala dos projetos para o esporte e promete: 'Craques ficarão aqui'
Primeira mulher eleita presidente na História do Brasil, Dilma Rousseff enfrentará o maior desafio que um governante poderia imaginar, ao menos na área esportiva. Terá de administrar os dois mais importantes eventos do calendário esportivo mundial, que acontecerão sob o seu telhado: a realização da Copa do Mundo em 2014 e a preparação para a Olimpíada do Rio, em 2016.
De carona no esporte estará também o futuro econômico e político do país nos próximos quatro anos. A repercussão mundial sobre o sucesso ou fracasso desses eventos pode influenciar diretamente na próxima eleição, em 2014.
Mas para obter sucesso ela precisará acompanhar bem de perto as ações do Ministério do Esporte, principal meio de articulação político-esportiva do país e que, desde sua criação pelo presidente Lula, em 2003, serviu de moeda de troca na eleição e foi parar nas mãos dos aliados do PCdoB, primeiro com Agnelo Queiroz, e atualmente com Orlando Silva Junior.
Em entrevista ao LANCENET!, a presidente falou também sobre o investimento nos atletas de alto rendimento, a prática esportiva como um meio de inclusão social e sobre como segurar os jovens craques no futebol brasileiro.
LANCENET!: Como o seu governo pretende gerir e, principalmente, fiscalizar os gastos públicos com as obras de infraestrutura para a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016?
Dilma Rousseff: Todas as informações sobre os grandes eventos esportivos que sediaremos já podem ser acompanhadas por qualquer cidadão nos portais da transparência (www.portaltransparencia.gov.br) elaborados pela Controladoria Geral da União e dedicados à Copa de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016. Nestes portais há dados sobre: programa e ação governamental, fonte de recursos, órgãos executores, cronogramas, editais, convênios, operações de crédito realizadas por instituições financeiras oficiais de fomento.
LNET!: Como será usado o dinheiro público para a realização desses eventos?
D.R.: A maior parte dos recursos públicos destinados à Copa será investida em infraestrutura social e urbana, como obras de mobilidade, habitação e saneamento. Para reforma ou ampliação dos estádios, o BNDES disponibilizou linhas de financiamento que, em alguns casos, serão complementadas por recursos dos Estados. No caso das Olimpíadas, a proporção de recursos públicos é maior, inclusive porque a ampliação das instalações de prática esportiva é um interesse tanto do Governo Federal, quanto do Governo Estadual e da Prefeitura do Rio de Janeiro.
LNET!: As conquistas brasileiras nos esportes olímpicos quase sempre aconteceram mais por fruto de um brilhantismo individual do que por um amplo projeto de desenvolvimento do esporte olímpico, como acontece nos EUA e na China, por exemplo. O que o seu governo pretende fazer para colocar o país no primeiro mundo também nos esportes? É possível conseguir isso já para 2016?
D.R.: Vamos desenvolver o Esporte de Alto Rendimento de forma a elevar o Brasil à condição de potência esportiva reconhecida mundialmente. Para isto, avançaremos na constituição de uma rede nacional de treinamento, que maximize o aproveitamento da infraestrutura existente e permita o treinamento de jovens talentos em suas regiões de origem. Continuaremos aprimorando a legislação de apoio ao atleta e investiremos na base esportiva. Nosso projeto de governo para a área do esporte de alto rendimento também inclui implantar o Projeto Cidade Esportiva para propiciar espaço para a formação de atletas nos municípios brasileiros e, com isso, potencializar o fomento de modalidades conforme as vocações das cidades participantes; ampliar o Programa Bolsa Atleta, direcionando o benefício para atletas de esportes olímpicos e paraolímpicos; e implementar a modalidade Atleta Pódio do Programa Bolsa Atleta, nova categoria de bolsa para apoiar os atletas melhor classificados e que apresentem condições de obtenção de bons resultados na disputa por finais e medalhas.
LNET!: Como você pretende trabalhar o esporte paraolímpico como forma de inclusão social para as pessoas com deficiência?
D.R.: Nesses últimos anos, o Brasil teve os melhores resultados da história nos esportes praticados por pessoas com deficiência, com investimentos de mais de R$ 240 milhões nessas atividades. O Brasil organizou os Jogos Parapan-Americanos, em 2007, e obteve a nona colocação nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008. Em 2016, o Brasil também sediará as Paraolimpíadas, que acontecem logo após as Olimpíadas. Pretendo promover as ações necessárias para incentivar a prática esportiva por pessoas com deficiência, para que obtenhamos, em 2016, resultados ainda melhores que os de 2008 e melhores do que certamente serão os de 2012. E para além dos resultados nos Jogos, considero que a prática do esporte é uma excelente forma de inclusão das pessoas com deficiência. Por isso, pretendo reforçar o recorte nesse público nas políticas esportivas que desenvolveremos.
LNET!: Pouco se tem feito pelo esporte na formação ou recreação de alunos nas escolas e universidades, sejam elas municipais, estaduais ou federais. Como será feito o investimento no esporte educacional?
D.R.: Na verdade, o Governo Lula deu grandes passos para ampliar o acesso à prática esportiva em escolas da rede pública. Por meio do Ministério do Esporte, criado pelo governo do Presidente Lula, implantamos o Programa Segundo Tempo, que oferece prática esportiva, reforço escolar, supervisão pedagógica e alimentação no contraturno escolar para estudantes da rede pública expostos a risco social. Desde 2003, foram atendidos 3,6 milhões de crianças e adolescentes, com investimento de R$ 653 milhões. Nossa proposta é ampliar o Programa Segundo Tempo no ensino básico e também estendê-lo às instituições públicas de ensino tecnológico e superior. Também seguirei apoiando os Jogos Escolares e Universitários, com a meta de atingir 6 milhões de jovens até 2016, incentivando-os e preparando-os para as Olimpíadas. Além disso, com o PAC 2, garantiremos 10 mil quadras cobertas na rede pública de ensino, universalizando este equipamento nas escolas urbanas com mais de quinhentos alunos.
LNET!: O Brasil é o grande celeiro de talentos do futebol, mas o que temos visto nos últimos anos é esses jogadores saírem do país cada vez mais novos, muitas vezes nem chegando a se profissionalizar aqui. Há alguma forma de intervir nessa questão?
D.R.: O Governo Federal desenvolve políticas públicas que garantam um espaço institucional e econômico favorável à solidez e sustentabilidade dos clubes brasileiros, permitindo que tenham condições de manter os grandes talentos do futebol brasileiro. Para isso, nosso programa para o futebol prevê finalizar a implantação da Secretaria Nacional do Futebol e Defesa do Torcedor, no âmbito do Ministério do Esporte, para gerir, com ações sistemáticas e diferenciadas, as políticas públicas específicas para a área; investir na valorização do futebol feminino, visando à hegemonia mundial, assim como ocorre no masculino; aprofundar as ações para a segurança e o conforto nos estádios, como a implantação do Estatuto do Torcedor, marco histórico para proteção e defesa do torcedor, do Torcida Legal, buscando aprofundar a fiscalização nos estádios, e a cooperação com o Conselho Nacional de Justiça, com o objetivo de conjugar esforços para a implantação de uma política nacional de prevenção da violência nos espetáculos de futebol; e apoiar e promover iniciativas que propiciem o desenvolvimento econômico do futebol.
De carona no esporte estará também o futuro econômico e político do país nos próximos quatro anos. A repercussão mundial sobre o sucesso ou fracasso desses eventos pode influenciar diretamente na próxima eleição, em 2014.
Mas para obter sucesso ela precisará acompanhar bem de perto as ações do Ministério do Esporte, principal meio de articulação político-esportiva do país e que, desde sua criação pelo presidente Lula, em 2003, serviu de moeda de troca na eleição e foi parar nas mãos dos aliados do PCdoB, primeiro com Agnelo Queiroz, e atualmente com Orlando Silva Junior.
Em entrevista ao LANCENET!, a presidente falou também sobre o investimento nos atletas de alto rendimento, a prática esportiva como um meio de inclusão social e sobre como segurar os jovens craques no futebol brasileiro.
LANCENET!: Como o seu governo pretende gerir e, principalmente, fiscalizar os gastos públicos com as obras de infraestrutura para a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016?
Dilma Rousseff: Todas as informações sobre os grandes eventos esportivos que sediaremos já podem ser acompanhadas por qualquer cidadão nos portais da transparência (www.portaltransparencia.gov.br) elaborados pela Controladoria Geral da União e dedicados à Copa de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016. Nestes portais há dados sobre: programa e ação governamental, fonte de recursos, órgãos executores, cronogramas, editais, convênios, operações de crédito realizadas por instituições financeiras oficiais de fomento.
LNET!: Como será usado o dinheiro público para a realização desses eventos?
D.R.: A maior parte dos recursos públicos destinados à Copa será investida em infraestrutura social e urbana, como obras de mobilidade, habitação e saneamento. Para reforma ou ampliação dos estádios, o BNDES disponibilizou linhas de financiamento que, em alguns casos, serão complementadas por recursos dos Estados. No caso das Olimpíadas, a proporção de recursos públicos é maior, inclusive porque a ampliação das instalações de prática esportiva é um interesse tanto do Governo Federal, quanto do Governo Estadual e da Prefeitura do Rio de Janeiro.
LNET!: As conquistas brasileiras nos esportes olímpicos quase sempre aconteceram mais por fruto de um brilhantismo individual do que por um amplo projeto de desenvolvimento do esporte olímpico, como acontece nos EUA e na China, por exemplo. O que o seu governo pretende fazer para colocar o país no primeiro mundo também nos esportes? É possível conseguir isso já para 2016?
D.R.: Vamos desenvolver o Esporte de Alto Rendimento de forma a elevar o Brasil à condição de potência esportiva reconhecida mundialmente. Para isto, avançaremos na constituição de uma rede nacional de treinamento, que maximize o aproveitamento da infraestrutura existente e permita o treinamento de jovens talentos em suas regiões de origem. Continuaremos aprimorando a legislação de apoio ao atleta e investiremos na base esportiva. Nosso projeto de governo para a área do esporte de alto rendimento também inclui implantar o Projeto Cidade Esportiva para propiciar espaço para a formação de atletas nos municípios brasileiros e, com isso, potencializar o fomento de modalidades conforme as vocações das cidades participantes; ampliar o Programa Bolsa Atleta, direcionando o benefício para atletas de esportes olímpicos e paraolímpicos; e implementar a modalidade Atleta Pódio do Programa Bolsa Atleta, nova categoria de bolsa para apoiar os atletas melhor classificados e que apresentem condições de obtenção de bons resultados na disputa por finais e medalhas.
LNET!: Como você pretende trabalhar o esporte paraolímpico como forma de inclusão social para as pessoas com deficiência?
D.R.: Nesses últimos anos, o Brasil teve os melhores resultados da história nos esportes praticados por pessoas com deficiência, com investimentos de mais de R$ 240 milhões nessas atividades. O Brasil organizou os Jogos Parapan-Americanos, em 2007, e obteve a nona colocação nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008. Em 2016, o Brasil também sediará as Paraolimpíadas, que acontecem logo após as Olimpíadas. Pretendo promover as ações necessárias para incentivar a prática esportiva por pessoas com deficiência, para que obtenhamos, em 2016, resultados ainda melhores que os de 2008 e melhores do que certamente serão os de 2012. E para além dos resultados nos Jogos, considero que a prática do esporte é uma excelente forma de inclusão das pessoas com deficiência. Por isso, pretendo reforçar o recorte nesse público nas políticas esportivas que desenvolveremos.
LNET!: Pouco se tem feito pelo esporte na formação ou recreação de alunos nas escolas e universidades, sejam elas municipais, estaduais ou federais. Como será feito o investimento no esporte educacional?
D.R.: Na verdade, o Governo Lula deu grandes passos para ampliar o acesso à prática esportiva em escolas da rede pública. Por meio do Ministério do Esporte, criado pelo governo do Presidente Lula, implantamos o Programa Segundo Tempo, que oferece prática esportiva, reforço escolar, supervisão pedagógica e alimentação no contraturno escolar para estudantes da rede pública expostos a risco social. Desde 2003, foram atendidos 3,6 milhões de crianças e adolescentes, com investimento de R$ 653 milhões. Nossa proposta é ampliar o Programa Segundo Tempo no ensino básico e também estendê-lo às instituições públicas de ensino tecnológico e superior. Também seguirei apoiando os Jogos Escolares e Universitários, com a meta de atingir 6 milhões de jovens até 2016, incentivando-os e preparando-os para as Olimpíadas. Além disso, com o PAC 2, garantiremos 10 mil quadras cobertas na rede pública de ensino, universalizando este equipamento nas escolas urbanas com mais de quinhentos alunos.
LNET!: O Brasil é o grande celeiro de talentos do futebol, mas o que temos visto nos últimos anos é esses jogadores saírem do país cada vez mais novos, muitas vezes nem chegando a se profissionalizar aqui. Há alguma forma de intervir nessa questão?
D.R.: O Governo Federal desenvolve políticas públicas que garantam um espaço institucional e econômico favorável à solidez e sustentabilidade dos clubes brasileiros, permitindo que tenham condições de manter os grandes talentos do futebol brasileiro. Para isso, nosso programa para o futebol prevê finalizar a implantação da Secretaria Nacional do Futebol e Defesa do Torcedor, no âmbito do Ministério do Esporte, para gerir, com ações sistemáticas e diferenciadas, as políticas públicas específicas para a área; investir na valorização do futebol feminino, visando à hegemonia mundial, assim como ocorre no masculino; aprofundar as ações para a segurança e o conforto nos estádios, como a implantação do Estatuto do Torcedor, marco histórico para proteção e defesa do torcedor, do Torcida Legal, buscando aprofundar a fiscalização nos estádios, e a cooperação com o Conselho Nacional de Justiça, com o objetivo de conjugar esforços para a implantação de uma política nacional de prevenção da violência nos espetáculos de futebol; e apoiar e promover iniciativas que propiciem o desenvolvimento econômico do futebol.
domingo, 31 de outubro de 2010
Bruxas? deixem-nas soltas! é seu dia, afinal!
Uma lenda da Galícia, terra minha avó Carmen e da minha bisavó Manuela, conta que as Meigas ( como são chamadas as bruxas por ali), não possuem pelos pubianos, são mestras em aparecer e desaparecer, capazes de ajudar os aflitos, protegem mulheres perdidas e acendem luzes nos caminhos dos peregrinos andarilhos, para que alcancem o fim das suas trilhas, com sucesso. Mas, é voz corrente que elas são atentas além de boas cobradoras, se andam soltas nos solstícios ou equinócios, em festas que seitas e tradições lhes oferecem, não se descuidam de afazeres cotidianos. Atendem pedidos, esforçam-se para superar as marcas da terrível inquisição, continuam a produzir poções e unguentos, curam feridas físicas e morais, providenciam pares para soldões aparentemente irreversíveis, viajam de avião, modernamente, travestem-se de jovens bem vestidas, algumas vezes estão nos escritórios em pele de executivas ou comandantes de governos, são mulheres modernas, seguem reencarnando em corpos suficientemente capazes de suportar seus dons que continuam surpreendendo os desavisados ou descrentes.
Bruxas, Meigas, Fadas, Feiticeiras, Médius, Sensitivas, quaisquer nomes que assumam, em verdade cumprem missão nos seus povos, através dos tempos, surgem em comunidades ciganas, em aglomerados de periferias, em clubes de bairro, em escolas de governos, em competições olímpicas, em pleitos eleitorais, em salas de aula, em salões de danças, em sets de filmagem, elas se multiplicam, assustadoramente, em olhares hipnotizadores, em perfumes extasiantes, são adeptas do no sense, ou do inebriante instante de prazer , dominam ambientes, param o tempo, proporcionam mudanças de dimensões, passam enganos, deixam que muitos imaginem que estão sonhando, os tiram da realidade, propositadamente.
Hoje, no tal "dia das bruxas", a la americana, são mostradas como figuras menores, aliadas a abóboras iluminadas, em rituais infantilizados, o que não as incomoda, de modo algum. De tão sábias, em milhões de anos à frente da humanidade aprendiz, elas aproveitam a data e se soltam por aí, nas entrelinhas do tempo, penetram pensamentos cuja guarda se abre, e plantam fé.
Misteriosas, as Meigas influenciam meditações dos que precisam respostas e ainda, de quebra, salpicam dúvidas nos que julgavam detentores de verdades absolutas.
So brincalhonas, divertidas, mas sabem ser responsáveis nos instantes de dores e dramas, se necessário, fazem dormir e esquecer, acalmam corações aflitos, oferecem chance de aconchego e paz aos que se acham decepcionados ou desesperançados.
Mas, é preciso sintonizá-las, nas noites de lua cheia, por volta da meia-noite, seu zumbido perpassa ouvidos sensíveis, seu perfume inunda narinas delicadas, sua luz ofusca quartos escuros, sua aura desencanta os medos e acende o céu dos insensatos medos, clareando espaços dignos de fantasias impossíveis.
Duma coisa estamos certos, elas estão soltas e devem continuar assim, não as tentem prender, são seres esvoaçantes por natureza, entram e saem das nossas vidas, com o desvelo da liberdade absoluta, não há nada a questionar e nem cadeados a trancar. Deixem-nas assim, livres como os pássaros, porque Bruxas são criaturas além da nossa compreensão e habitam entre nós em forma de mulheres que todos conhecemos, que identificamos e nos põe interrogações cujas respostas não encontraremos nunca! Se, no meio da madrugada, lhes ouvirmos a gargalhada sonora, ecoando pelo infinito, melhor guardar sua voz como o símbolo do grito do tempo. Cabe-nos respeitar o delírio do seu riso solto, penetrante, reverberante, aquele riso forte, restaurador e assustador, inquietante e mesmo assim, apaziguador de nossas almas que buscam o elo perdido entre os místicos poderes que sua energia é mestra em administrar. A elas, nosso silêncio e nosso olhar atento, além, claro , de ouvido ansioso por algum cântico que nos revele o paraíso além do universo !
Cida Torneros
sábado, 30 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Alma salva pelo japonês em semana de eleições!
Alma salva pelo japonês em semana de eleições!
Semana de eleições no Brasil, um segundo turno que todos os eleitores querem ver pelas costas, tendo em vista o nível baixo dos debates que expuseram as roupas sujas que as lavadeiras sabem o quanto é impossível desencardir quando a sujeira passa do ponto recuperável. Mas, vejamos assim, tudo pode ser parte de um crescimento doloroso e necessário sob o ponto de vista da nossa história democrática, de aprendizes de viver no caminho politicamente correto e respeitoso. Caminhemos. Votemos. Aprendamos.
Semana de eleições no Brasil, um segundo turno que todos os eleitores querem ver pelas costas, tendo em vista o nível baixo dos debates que expuseram as roupas sujas que as lavadeiras sabem o quanto é impossível desencardir quando a sujeira passa do ponto recuperável. Mas, vejamos assim, tudo pode ser parte de um crescimento doloroso e necessário sob o ponto de vista da nossa história democrática, de aprendizes de viver no caminho politicamente correto e respeitoso. Caminhemos. Votemos. Aprendamos.
Estava pensando nisso tudo e no meu tédio ( acrescido de tristeza) quanto ao noticiário padrão. Violência, crimes, tsunami de novo, morte do presidente Kirchner, ameaça de rebaixamento do flamengo, feriadão com estradas perigosas, ficha limpa lavada à custa de muita negociação, a "porrada" que levei ( acho que todos estão levando) ao assistir Tropa de Elite 2, o filme que desarticula a pretensa articulação bandida e poderosa, caramba, tenho uma lista de assuntos que me puxam para baixo... Se bem que pudemos testemunhar os 70 anos do rei Pelé, entre as poucas coisas memoráveis que nos chegam nesta semana.
E na quinta-feira, no dia do santo padroeiro das causas impossíveis, o venerado S.Judas Tadeu, eis-me pedindo por boas novas, talvez um prenúncio de compasso de paz e harmonia, quem sabe um momento onde seja lícito agradecer por estar presente no mundo. Pois que, entre contos e desencantos, há uma exposição sobre Adolf Hitler, em plena Alemanha, tentando desmistificar o "monstro", alvo de opiniões várias sobre a sua capacidade de conduzir e persuadir milhares de alemães num sonho dantesco de hegemonia racial. Resquícios dessa praga, ainda, os vemos na discriminação constatada, em países europeus, de raças, de costumes, de religiões, de imigrantes, etc.
Na França, as informações da semana permanecem voltadas para a greve esvaziada mas intensa de protestos, provocada pela mudança na lei das aposentadorias, com descontentamento que atinge os jovens com futuro pífio no tocante ao mercado de trabalho. Um mundo em crise de boas notícias, penso eu. Uma semana que se arrasta com final previsto, eleições que decidem o segundo turno do pleito do executivo federal, com vantagens divulgadas para a candidata Dilma em detrimento da campanha do candidato Serra, ambos figuras belicosas, cumprindo seu papel na disputa eleitoral, mas, com certeza, nos ultrapassando a paciência ao trazerem como alvo de suas falas, acusações e desmerecimentos, em lugar de plataformas e bons debates de cunho social.
Mas, perdoadas as exacerbâncias, consideremos válidos os votos de confiança que o Brasil dará aos candidatos no domingo 31 de outubro, acrescendo nossos votos de bom governo a quem se eleger, e boa vida nacional para o povo brasileiro em sua nova jornada pós-era do inesquecível Lula, o operário que, inegavelmente, mudou a história deste país.
O tom da semana seguia assim, na pasmaceira da miscelânia noticiosa, com seus altos e baixos, sem grandes novidades no front, pelo menos pra mim, pra minha sensibilidade.
Porém, o inusitado, o inesperável, a informação nova, aquela que apareceu para me tirar do lusco-fusco repetitivo da semana, veio no Bom Dia Brasil, da quinta, um bálsamo revigorante: o fã japonês de João Gilberto, que surgiu com aura de anjo salvador, interpretando, em português, a canção "pra que discutir com Madame", imitando seu astro preferido e declarando que já assistiu os 14 shows que o bom baiano fez no Japão e veio ver mais 2 no Brasil.
Não anotei seu nome, nem podia porque fiquei emocionada, esqueci as mazelas da semana, envolvi-me com a superposição no vídeo, o japonês cantando e João Gilberto encantando, era tudo que eu precisava para salvar a minha semana de eleições.
E de quebra, fui ler sobre Irmã Dulce, beatificada , o que me arrepiou completando a crença de que ela fizera novo milagre, me trazendo, de bandeja, um japonês-baianizado, para aliviar as angústias da alma de uma cronista.
Como se não bastasse o japonês e irmã Dulce, não é que fui tocada pelos dizeres de um dos muitos cartazes levados por populares para homenagear o presidente argentino morto: “Gracias Néstor. Pusiste una Argentina de pie, sos un verdadero patriota. Te vamos a extrañar mucho”.
O tom da semana seguia assim, na pasmaceira da miscelânia noticiosa, com seus altos e baixos, sem grandes novidades no front, pelo menos pra mim, pra minha sensibilidade.
Porém, o inusitado, o inesperável, a informação nova, aquela que apareceu para me tirar do lusco-fusco repetitivo da semana, veio no Bom Dia Brasil, da quinta, um bálsamo revigorante: o fã japonês de João Gilberto, que surgiu com aura de anjo salvador, interpretando, em português, a canção "pra que discutir com Madame", imitando seu astro preferido e declarando que já assistiu os 14 shows que o bom baiano fez no Japão e veio ver mais 2 no Brasil.
Não anotei seu nome, nem podia porque fiquei emocionada, esqueci as mazelas da semana, envolvi-me com a superposição no vídeo, o japonês cantando e João Gilberto encantando, era tudo que eu precisava para salvar a minha semana de eleições.
E de quebra, fui ler sobre Irmã Dulce, beatificada , o que me arrepiou completando a crença de que ela fizera novo milagre, me trazendo, de bandeja, um japonês-baianizado, para aliviar as angústias da alma de uma cronista.
Como se não bastasse o japonês e irmã Dulce, não é que fui tocada pelos dizeres de um dos muitos cartazes levados por populares para homenagear o presidente argentino morto: “Gracias Néstor. Pusiste una Argentina de pie, sos un verdadero patriota. Te vamos a extrañar mucho”.
Ao concluir, então, que a semana está ganha, volto ao samba cantado pelo japonês:
- Pra que discutir com madame? Viva João Gilberto e vamos votar sãos e salvos!
Aparecida Torneros
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Top das cantoras brasileiras melhores de todos os tempos, Artur Xexeo
Top 11Enviado por Artur Xexéo - 14.10.2010
09h30m
ELEIÇÃO COMPLETA
Dalva e Ângela entram para o Top 11
Contei todos os votos incluídos em 102 comentários. Deu Angela Maria disparado. Mas tínhamos duas vagas ainda, lembram-se? O segundo posto foi disputado, mas Dalva de Oliveira acabou na frente de Alcione. Assim, nosso Top 11 de melhores cantoras brasileiras de todos os tempos está completo. Veja abaixo a relação das vencedoras, em ordem alfabética, como sempre, para não ferir susceptibilidades.
# ANGELA MARIA
# CÁSSIA ELLER
# CLARA NUNES
# DALVA DE OLIVEIRA
# ELIS REGINA
# ELIZETH CARDOSO
# GAL COSTA
# MARIA BETHÂNIA
# MARISA MONTE
# NANA CAYMMI
# ZIZI POSSI
09h30m
ELEIÇÃO COMPLETA
Dalva e Ângela entram para o Top 11
Contei todos os votos incluídos em 102 comentários. Deu Angela Maria disparado. Mas tínhamos duas vagas ainda, lembram-se? O segundo posto foi disputado, mas Dalva de Oliveira acabou na frente de Alcione. Assim, nosso Top 11 de melhores cantoras brasileiras de todos os tempos está completo. Veja abaixo a relação das vencedoras, em ordem alfabética, como sempre, para não ferir susceptibilidades.
# ANGELA MARIA
# CÁSSIA ELLER
# CLARA NUNES
# DALVA DE OLIVEIRA
# ELIS REGINA
# ELIZETH CARDOSO
# GAL COSTA
# MARIA BETHÂNIA
# MARISA MONTE
# NANA CAYMMI
# ZIZI POSSI
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Ney Matogrosso - DA COR DO PECADO
O show se intitula Beijo Bandido. As cancoes se sucedem como um colar de p'erolas, v'ao nos envolvendo, volteando nossos sentidos, adentrando nossos sentimentos, emocionando cada cora'cao de admirador da arte de um cantor-interprete unico na musica popular brasileira, Ney Matogrosso, incomparavel, agora amadurecido parecendo-se com um bom vinho, quanto mais envelhecido, melhor fica. Tive a oportunidade de assisti-lo numa apresentacao especial no Teatro Municipal do Rio, em noite memoravel, muitas vezes voltando ao palco a pedido do publico que pedia bis, e ele, um sofrego exemplar humano de energia, vitalidade, harmonia a esbanjar talento, nos oferecendo seu canto e seu encanto.
Cida Torneros
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)





