Maracanã

Maracanã

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Quando um homem ama uma mulher




http://videolog.uol.com.br/video.php?id=372264


Michael Bolton - When A Man Loves A Woman (tradução)

Quando um homem ama uma mulher
Não consegue manter seu pensamento em mais nada
Ele trocaria o mundo
Pela coisa boa que encontrou
Se ela for ruim, ele não consegue ver
Ela nunca faz nada errado
Ele vira as costas para seu melhor amigo
Se ele falar mal dela

Quando um homem ama uma mulher
Ele gasta até seu último centavo
Tentando manter o que ele precisa
Ele desiste de todos os seus confortos
E dorme até na chuva
Se ela disser que é assim
Que tem que ser

Quando um homem ama uma mulher
Ele dá tudo que tem
Tentando manter
Seu precioso amor
Meu bem, por favor não me trate mal

Quando um homem ama uma mulher
Do fundo de sua alma
Ela pode deixá-lo na miséria
E se ela estiver traindo-o
Ele é o último a saber
Olhos apaixonados nunca enxergam direito

Sim, quando um homem ama uma mulher
Eu sei exatamente como ele se sente
Pois meu bem, meu bem, meu bem
Eu sou um homem...
Quando um homem ama uma mulher...



Quando um homem ama uma mulher

A cada olhar, quando se viam, era como se o mundo realmente parasse, aquele casal flutuava diante das pessoas, ignorando-as. Estavam em situação de letargia, dava para perceber o quanto ele a amava. E vice-versa.
 
Talvez o sentimento que os unia fosse um tufão e não pudesse ser mesmo contido. Havia nos rostos dele e dela, uma certa luz que resplandecia. Seus sorrisos eram de imensa felicidade, o andar acontecia em conjunto, as mãos entrelaçadas, lá ia o par em busca do futuro.
 
A quem os perguntasse sobre o que realmente sentiam, não saberiam descrever com palavras, estas representavam uma parcela ínfima do transtorno emocional e físico em que se viam metidos, ao se saberem tão apaixonados, ao se sentirem tão ligados e por estarem assim, à mercê de uma atração incontrolável. 
 
Todas as chances que tinham de ficarem juntos, eles aproveitavam para oferecer seu carinho mútuo, sua voz adocicada e seus gestos aconchegantes. Ela se mostrava dengosa, ele se punha como um protetor da mulher amada. Abraçavam-se como dois polvos, um se entranhava no outro, era impossível distinguir onde começava um e terminava o outro. 
 
O nascer do dia já os encontrava pegados em seu grude de sensualidade. A manhã prometia o mais intenso calor entre eles, e a temperatura aumentava pelo decorrer da tarde, alcançando a noite de paixão. A vida lhes brindava com a dádiva de uma ternura vivenciada, nos ouvidos a voz sussurrada era como uma canção inesquecível. 
 
O tempo os levaria para diante e certamente haveria de chegar o dia em que lembrariam como tinha sido quando eram dois jovens enamorados. Quando os cabelos se tornassem brancos e as pernas se cansassem da caminhada, sonhavam estar lado a lado, ainda agarradinhos, trocando confidências e rememorando os bons momentos. 
 
Não buscavam, agora, explicação ou razão, não era preciso. Bastava viver o amor na sua plenitude, com a justificada emoção. 
 
Quando um homem ama uma mulher e uma mulher ama um homem, se realmente se amam, não precisam de mais nada. Só a presença de um junto ao outro é o suficiente para se completarem, como os dois lados da mesma moeda. E o amor é o valor mais profundo se a eles é dado o direito de vivê-lo, sem engano ou frustração. Sem decepção ou desilusão. 
 
Quando um ser ama outro ser, além do tempo, da razão, da consciência e do medo, há, entre eles, um acordo de eternidade, que ultrapassa a morte, vai sob as asas de suas almas ao encontro do mistério do mundo. 
 
Quando uma coisa maravilhosa dessas acontece, um homem e uma mulher se tornam criaturas privilegiadas, abençoadas pelo universo em conspiração, o resto de tudo se faz tão pequeno, as horas param, as células festejam, os corpos se projetam em dimensões nunca antes imaginadas. 
 
Seus pensamentos passam a ser prisioneiros de si mesmos, como espelhos, refletem a aura do ser amado, respiram o ar que podem compartilhar, se alimentam da energia que é possível trocar enquanto se amam, sentem-se completos em suas vidas, ultrapassam as esferas onde pisam, ascendem a céus e paraísos. 
 
Tudo o que precisam é que não se percam um do outro, por pressentirem que não podem mais viver separados, seria como antecipar suas próprias mortes...
 
Cida Torneros

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Carmen, Georges Bizet



L'amour est un piseau rebelle
Que nul ne peut apprivoiser
Et c'est bien en vain qu'on l'appelle
C'est lui qu'on vient de nous refuser
Rien n'y fait, menaces ou prieres
L'un parle bien, l'autre se tait
Et c'est l'autre que je prefere
Il n'a rien dit mais il me plait
L'amour, l'amour, l'amour, l'amour
L'amour est enfant de boheme
Il n'a jamais jamais connu de lois
Si tu ne m'aimes pas je t'aime
Si je t'aime prend garde a toi
Si tu ne m'aimes pas
Si tu ne m'aimes pas je t'aime
Mais si je t'aime, si je t'aime
Prends garde a toi
L'oiseau que tu croyais surprendre
Battit de l'aile et s'envola
L'amour est loin, tu peux l'attendre
Tu ne l'attends plus, il est la
Tout autour de toi, vite, vite
Il vient, s'en va puis il revient
Tu crois le tenir, il t'evite
Tu crois l'eviter, il te tient
L'amour, l'amour, l'amour, l'amour
L'amour est enfant de boheme
Il n'a jamais jamais connu de lois
Si tu ne m'aimes pas je t'aime
Si je t'aime prend garde a toi
Si tu ne m'aimes pas
Si tu ne m'aimes pas je t'aime
Mais si je t'aime, si je t'aime
Prends garde a toi

The greek fire,MARIA CALLAS,LA DIVINA!!!

Callas forever , por Zefirelli



 






 
Callas, à la Grega
 
Por que não te calas,
na sombra da vida, do outro lado,
quando tua voz, inesquecível e forte,
lembra tua arte e tanto encanto...
 
Por que não te deixas,
na orfandade do tempo passado,
quando teu amor, destino sem sorte,
fez de ti uma mulher em pranto...
 
Se podes cantar, é porque ultrapassas
a história e renasces na nossa memória...
Então, Canta, Callas, à la Grega, passas
ao Olimpo das Deusas, com toda a glória...
                                             Aparecida Torneros    
 
Não tive o prazer de ouvi-la cantar ao vivo...mas ouvi em discos e filmes de televisão. Sau nome inteiro : Maria Anna Sofia Cecilia Kalogeropoulos .
 
Também, quando assisti ao filme rodado sobre sua vida, muito me emocionei...com a dor da sua paixão abandonada por Onassis...
Acho que agora, a homenagem do governo grego, é mais do que justa...
Viva Callas!!!
Cida Torneros
Não tive o prazer de ouvi-la cantar ao vivo...mas ouvi em discos e filmes de televisão.
Também, quando assisti ao filme rodado sobre sua vida, muito me emocionei...com a dor da sua paixão abandonada por Onassis...
Acho que agora, a homenagem do governo grego, é mais do que justa...
Viva Callas!!!
Cida Torneros

Grécia dedicou 2007 a Maria Callas
O governo grego anunciou que uma programação cultural especial, dedicada à diva da ópera, Maria Callas.
O objectivo da iniciativa foi «recuperar e recordar» a cantora lírica, que, segundo o ministro grego da Cultura, G. Vouçgarakis, «não foi honrada o suficiente pelo país".
O programa incluiu um concurso internacional para eleger a melhor representante de Callas na «Traviata» de Verdi, uma série de 70 recitais com 160 cantores gregos e um megaconcerto de gala na Ópera de Paris.
A artista nasceu nos EUA, em 1923, filha de imigrantes gregos, e acabaria por adotar a nacionalidade grega em 1966, onze anos antes da sua morte.

O Homem da Tarja Preta, do meu amigo Contardo...‏


Quando li o texto do Contardo Calligaris sobre o filme "Um homem sozinho", descobri que eu tinha escrito quase  igual a ele sobre o mesmo tema, e resolvi comunicar-me, pra dizer-lhe isso, ou seja, falar das impressões semelhantes que certos motivos inspiram ao incidir sobre nossos sentimentos e reflexões.

Qual não foi minha surpresa porque depois disso, ele e eu iniciamos uma troca de emails. De forma amena e coloquial, fomos nos conhecendo, ainda que distantes fisicamente. Até que, finalmente, o encontrei, no lançamento do seu livro "Um conto de amor", que ele veio autografar também no Rio.

Ao lançar o meu livro "A mulher necessária", troquei com ele algumas confidências e medos de principiante. O Contardo, com seu jeito italianão de ser, incentivou-me e acalmou, deu-me força, mandei pelo correio  um exemplar, direto pro seu consultório de psicanalista experiente. 

Muitas vezes eu me deleito com seus artigos da Folha, concordando em número, gênero e grau, entretanto, há vezes em que discordo plenamente do que ele diz, mas admiro sua verve solta, sua sinceridade freudiana, sua sensibilidade humaníssima, e sigo sendo sua amiga e fã.

Um dia, ele me convidou para a estréia do Homem da Tarja Preta, li a respeito, bateu-me enorme curiosidade. Já tínhamos trocado correspondência aludindo sobre as cobranças que a sociedade impõe aos homens, no exercício da sua masculinidade estereotipada. Não pude comparecer à estréia, mas, em passagem de alguns dias por Sampa, em abril de 2009, aproveitei que estava na casa de uma amiga e ex aluna, e fomos, em quatro, eu, ela e os pais dela, pessoas que estimo muito, ambos, na casa dos setenta anos, e muito religiosos.

A peça é forte, moderna, antenada, questionadora, instigante. O público reage de muitas maneiras, e uma delas, é rejeitando seu conteúdo desafiador. Claro que me vi em palpos de aranha, quando o casal de senhores ao meu lado indignou-se com o personagem que se travestiu de mulher em plena noite, em frente ao computador, soltando seus demônios. Minha amiga, numa consequente defesa psicológica, dormiu quase o tempo todo, grudada  nos pais que permaneceram até o fim, segundo eles, em respeito a mim.

Eu, por minha vez, confundi sentidos, mas admirei a coragem do autor, trazendo à baila um tema tão vivo na comunicação atual. As conversas fantasiosas das salas de bate-papo frente ao dilema de seres que não se reconhecem nos modelos que lhes são impostos.  Vi que o Contardo lá estava, acompanhado do casal Bruna Lombardi e Carlos Alberto Ricelli, mas, na saída, com a pressa dos meus acompanhantes, não pude cumprimentá-lo. Fiz depois, via email.

Agora, depois de muitas apresentações em várias capitais brasileiras, O Homem da Tarja Preta chega à Bahia, e certamente, será objeto de reação e reflexão, apesar das vésperas de carnaval diluirem, em tese, o pensamento crítico a um questionamento real e presente na vida nossa de cada dia. Modelos de vida sufocados pela necessidade de corresponder ao que de nós esperam por aí.

Vale conferir e observar. Vale assistir e polemizar. Vale perceber que todos podemos ser e ter "nick names" em salas de bate-papo, ao passo que usemos máscaras protetoras, em madrugadas silentes, no escuro dos nossos purões incendiados. Contardo é sensível, pode nos acordar de sonhos ou de pesadelos feéricos através de texto tão contundente, é bem verdade que pode também nos fazer rir e nos proporcionar momentos de descontração por nos sabermos protegidos por tarja preta, na foto do jornal, que nem revela nossos rostos e nem diz verdadeiramente quem somos nós...

Cida Torneros 


O Homem da Tarja Preta - Texto: Contardo Calligaris. Direção: Bete Coelho. Ator: Ricardo Bittencourt. O monólogo trata dos dilemas de um homem casado com controvertidas fantasias sexuais que costuma exorcizar em frente à tela do computador, em salas de bate-papo.  Cine Teatro Sesc Casa do Comércio – Av. Tancredo Neves, 1109, Pituba (3273-8732). R$ 40. 16 anos.De quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. Até 7 de fevereiro.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mr. Frank Sinatra









Ava Gardner












Ava Lavinia Gardner (Grabtown, 24 de dezembro de 1922 - Londres, 25 de janeiro de 1990) foi uma atriz norte-americana do cinema clássico de Hollywood, foi indicada ao Prêmio Oscar. É considerada uma das atrizes mais belas da história do cinema, foi uma das grandes estrelas do século XX, é um dos mitos da sétima arte e está entre as 50 maiores lendas do cinema da lista do AFI. Conhecida por sua exuberante e fotogênica beleza, é lembrada como: o animal mais belo do mundo


Nascida no condado de Johnston, foi a sétima criança do casal Mary (Molly) Elizabeth Gardner e Jonas Gardner, Ava teve os irmãos Raymond (que morreu, aos dois anos de idade, de uma forma trágica, quando sua mãe, Molly, jogou no fogo, por engano, um detonador de dinamite que explodiu em seguida) e Melvin e as irmãs Beatrice, Elsie Mae, Inez, e Myra.


Seu cunhado Larry Tarr era fotógrafo em Nova Iorque e encheu suas vitrines com fotos de Ava Gardner, então com 16 anos de idade. Uma dessas fotos foi vista por um funcionário da Metro Goldwyn Mayer, Barney Duhan que aconselhou Larry Tarr a encaminhar fotos de sua cunhada para a Metro. O diretor George Sidney gostou do que viu e convidou-a para Hollywood, onde desembarcou a 23 de agosto de 1941. Conseguiu um teste e um pequeno contrato com a produtora a 50 dólares por semana. Foi também modelo da agência nova-iorquina de John Powers. Estudou com professores de dicção a fim de perder o forte sotaque sulino e estreou numa pequena aparição em um filme de Norma Shearer, "We Were Dancing" de 1942 e a partir daí fez uma série de pontas em filmes em que seu nome nem sequer aparecia nos letreiros.


Em 1941, Mickey Rooney era o pequeno rei dos estúdios da Metro: fazia um musical chamado "Babes On Broadway", no qual imitava Carmen Miranda, de baiana e maquiagem exagerada. Ava Gardner foi-lhe apresentada nesse dia. Casaram-se em 10 de janeiro de 1942, divorciando-se um ano depois, após uma série de brigas, em 21 de maio de 1943 (no mesmo dia em qua a mãe de Ava faleceu).


Ava Gardner.Seu segundo casamento deu-se em 17 de outubro de 1945, com o músico, compositor e regente Artie Shaw, homem extremamente culto e inteligente, que tentou fazer dela uma erudita, "inundando" sua vida com obras literárias clássicas e famosas. Esse casamento também não deu certo durando apenas um ano e sete dias.


Seu último casamento foi com o célebre cantor Frank Sinatra, em 7 de novembro de 1951 e durou dois anos, embora a separação oficial só ocorresse em 1957. Ela nunca teve filhos e nem se casou mais, embora tenha mantido um romance com o toureiro Luis Dominguin por alguns anos.

Também teve um caso amoroso nos anos 1940 com o aviador bilionário Howard Hughes que durou até os anos 1950.

Para o cineasta Cecil B. DeMille, Ava era "a mulher mais linda do mundo". Nos estúdios ela era definida como possuidora de um olhar de gata, por isso o poeta Jean Cocteau a definiu como o "mais belo animal do mundo".
                           (dados do Wikipédia)

Frank Sinatra e Rita Hayworth - The Lady Is a Tramp

michelle obama

http://today.msnbc.msn.com/id/26184891/vp/35214085#35214085

Michelle Obama


Shakira canta para Ingrid, a colombiana libertada do sequestro na selva...

Hay amores...

 
 
 
 
Ai! meu bem, o que eu não faria por ti
por ter-te por um segundo, longe de tudo
e pertinho de mim
Ai! meu bem, como o rio Magdalena
que se mistura na areia do mar
quero misturar-me à ti.

Tem amores que se tornam resistentes aos danos
como o vinho que melhora com os anos
assim cresce o que sinto por ti.

Tem amores que esperam o inverno passar e florecem
E nas noites de outono renascem
tal como o amor que sinto, por ti.

Ai! meu bem, não te esqueças do mar
Que em algumas noites me viu chorar
pelas lembranças tuas

Ai! meu bem, não te esqueças do dia
que estagnou na tua vida,
dessa pobre vida que me restou viver

Tem amores que se tornam resistentes aos danos
como o vinho que melhora com os anos
assim cresce o que sinto por ti

Tem amores que parecem que se estão mortos e
florescem
e nas noites de outono renascem
tal como o amor que sinto por ti
por ti.. por ti.. como o amor que sinto por ti!
Hay mi bien,
que no haria yo por ti?
por tenerte un segundo,
alejados del mundo
y cerquita de mi?

Hay mi bien,
como el rio magdalena
que se funde en la arena del mar
quiero fundirme yo en ti.

Hay amores que se vuelven resistentes a los daños,
como el vino que mejora con los años,
asi crece lo que siento yo por ti.

Hay amores que se esperan al invierno y florecen,
y en las noches del otoño reverdecen,
tal como el amor que siento yo por ti.

Hay mi bien, no te olvides del mar
que en las noches me ha visto llorar
tantos recuerdos de ti.

Hay mi bien, no te olvides del dia
que separo tu vida de la pobre vida
que me toco vivir.

Hay amores que se vuelven resistentes a los daños,
como el vino que mejora con los años,
asi crece lo que siento yo por ti.

Hay amores que parece que se acaban y florecen,
y en las noches del otoño reverdecen,
tal como el amor que siento yo por ti.
yo por ti, por ti,
como el amor que siento yo por ti


(música está na trilha sonora do filme "Amor em Tempos de Cólera")
 

Ibrahim Ferrer & Omara Portuondo - Quizas Quizas

Eurovision 2009 Final - France (HQ)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

QUE PENA - JORGE BEN E GAL COSTA



Bons tempos, disse-me o amigo Joa, em email pra lá de nostálgico. É que no mes de fevereiro, quando chega o carnaval, como não ser tomado por aquela sensação profana de que algo ficou pra trás irremediavelmente, e já tivemos 20 ou 30 anos? Isso entretanto, não significa que estejamos fora do processo avassalador das emoções da vida que nos atropela, sacode e faz dar a volta, nos induz a recomeçar todos os dias. Apenas, por uma questão de patrimônio adquirido, é preciso afugentar os males da saudade profunda e nos atermos a sentimentos etéreos, benfasejos, estilo soft em dia de calor escaldante.  Nada como refrescar a cuca com chope gelado , à beira mar, pensando que a vida é surpreendente, sempre.  Se ela já não gosta mais de você, que pena, sim, mas sem choros e sem vela, passando ao largo das mazelas de corações partidos, sabendo que os amores passam e a fila anda.

Bons tempos, repiquei internamente, ao sabor de um atualidade que me refaz os sentidos em corpo que pede exercício de paixão, animalidade e reciprocidade. E cantei novo refrão, "Sem pena", eu gosto dela mesmo assim...rs

Cida Torneros    

Ivete Sangalo Na Base do Beijo Pode Entrar

RUI VELOSO - PRIMEIRO BEIJO

Cláudia Leitte - Beijar Na Boca

Rio que mora no mar...

O Jôa tá certo: Rio, capital da pegação e do beijaço!

O Jôa tá certo: Rio, capital da pegação e do beijaço! ( crônica de 2005)



> Aparecida Torneros


>Virou mister das minhas segundas, bem cedinho, pegar o jornal deixado carinhosamente pelo porteiro, no tapete da porta principal do meu apê em Vila Isabel, e, num gesto rápido, ir direto à última página do segundo caderno, para o encontro deleitoso com a escrita do amigo Jôa.



>Sim, falo do cronista,o sensível Joaquim Ferreira dos Santos, dos tempos de universidade, do jeitinho manso e da voz mais doce que ouvi na travessia de barca, no meio do mar, entre Rio e Niterói, início dos anos 70, falando do novo disco do Caetano no exílio londrino, recitando pra mim a letra de “Maria Betanhia, please, send me a letter”. Impossível esquecer.


>É dele que me vem certas conclusões tão óbvias e ao mesmo tempo embotadas numa cúpula blindada, por razões prontas a serem derrubadas quando me adentra sua verve ululante, e aí, me vejo concordando em gênero, número e grau, balançando afirmativamente a cabeça, rindo sozinha, por ter percebido a mesma coisa e ter esperado que ele dissesse primeiro.


>Agora, li sua crônica sobre a cidade sexy, o Rio, onde eu e ele, de origens suburbanas, vivenciamos mais de metade de século entre idas e vindas, passando por tantas vielas, becos, estradas, de beira mar a montanhas verdes, com certeza, nos envolvendo com toda a sensualidade pertinente a curvas e sentidos opostos que se atraem.


>Por coincidência, o domingo que antecedeu, digo o “ontem”, bem aquele onde o céu fez-se de um azul total, a cidade estava linda e o sol nos beijou com frenesi por todo o dia, andei pela pista Cláudio Coutinho, entre os micos que fizeram a alegria do povo ali, entre o mar de um verde azulado singrado por barquinhos que lhe faziam carinho, deixando marcas de dedos em pele eriçada.


>A montanha da Urca me dava morna sombra e meu coração pulava, imaginando que gesto deveria me conter no lusco-fusco do desejo de beijar a boca de alguém distante, em cidade menos carinhosa, esperando talvez por mim, nalgum bar de fim de tarde, sem saber que o melhor do lance, aqui se deitava, na areia, me oferecendo a brisa, afagando-me as coxas grossas, entrecortando um barulhinho de ondas batendo na minha fantasia, como a me acordar para o sonho.



>Repeti para minha amiga Elza, que lia o jornal na paz da praia, repeti muitas vezes, que era muito bom estar no Rio, ter nascido aqui, molhar os pés em água de tamanha energia, deixando que o oceano nos sugasse as dores, as mágoas, e levasse embora os prantos.



>Porque, de beijos e abraços, o mar do Rio entende melhor que nós. Justo nas praias, carioca que se preza já teve seus melhores momentos de troca de línguas do guarani ao português, do estrangeiro branquelo à mulata assanhada.

>O prazer de olhar a paisagem e as pessoas descontraídas. Bicicletas, chapéus, jogos, bolas rolando, meninos correndo, automóveis buscando espaço de parar. Sim, parando no tempo para pegar no pé da vida. A vida, no Rio, se pega pelo pé, primeiro.


>Depois, pode se ir subindo pelas pernas acima, no gingado de qualquer batucada improvisada em botequim de esquina, regada a cerveja e sorriso largo. Vai que dá um tesão incontido e nem se ousa pensar em pagar o mico de conter o beijaço.


>Uma vez eu pensei, se portenho tem panelaço, carioca pode protestar com beijaço. Já pensou todo mundo marcando hora e infestando a cidade toda de beijos melados?


>Que cena, minha nossa, digna de CNN. Rio, a capital do beijo na boca! Como homenagem à pegação, a gente combina um dia de verão, claro, e todo mundo capricha no beijo resplandecente, aquele do céu da boca em contato com a alma do outro.


>Estamos pegados na sensualidade das mulheres do Lan e dos meninos do Rio, os surfistas que apaixonaram o Caetano, inspirando música, do mesmo jeito que anestesiam as visões das maduras, encantadas com a produção em série de garotos saudáveis por estas plagas de mar e montanha.


>O Jôa tá certo!


>Se ele tá pegando é porque não dá pra parar de pegar, quando a cada curva do caminho tem uma apelação erótica se abrindo aos nossos sentidos, na mais sensual das capitais do mundo.


>Quem tem boca , dizem , vai a Roma, mas quem tem ... ( sic!) , claro, vem ao Rio!

>

Oração para Iemanjá!

Maria Bethânia - Yemanjá Rainha do Mar

Iemanjá , 2 de fevereiro, dados da internet

 História



Pierre Verger no livro Dieux D'Afrique[1] registrou: "Iemanjá, é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemanja. Com as guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas, transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade, e o rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún, o orixá do ferro e dos ferreiros."


Brasil

Yemanja - escultura de Carybé em madeira (Museu Afro-Brasileiro, Salvador (Bahia), Brasil.No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas.


Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à "Rainha do Mar". A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.

Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional "Banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.


Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.


Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta


 Jorge Amado
HÁ uma grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões. A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de "sincretismo" encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais "manifestações pagãs" em suas propriedades

Embora tal invocação tenha caído em desuso, várias composições de autoria popular foram realizadas de forma a saudar a "Janaína do Mar" e como canções litúrgicas.


 Qualidades


Yemowô - que na África é mulher de Oxalá,


Iyamassê - é a mãe de Sàngó,


Yewa - rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Yemanjá,


Olossa - lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún,


Iemanjá Ogunté - que casa com Ògún Alagbedé,


Iemanjá Asèssu - muito voluntariosa e respeitável,


Iemanjá Saba ou Assabá - está sempre fiando algodão é a mais jovem.


Dia: Sábado.


Data: 2 de fevereiro.


Metal: prata e prateados.


Cor: prata transparente, azul, verde água e branco.


Comida: manjar branco, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, ebôya, ebô e vários tipos de furá.


Arquétipo dos seus filhos: voluntarioso, fortes, rigorosos, protetores, caridosos, solidários em extremo, ingênuos, amigo, tímido, vaidosos com os cabelos principalmente, altivos, temperamentais, algumas vezes impetuosos e dominadores, e tem um certo medo do mar.


Símbolos: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulseiras.


Sincretismo

Oferenda para Iemanjá.Existe um sincretismo entre a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá. Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se fundem. No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro. Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial.

Uma das maiores festas ocorre em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, devido ao sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes. No mesmo estado, em Pelotas a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas. Antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Pelotas, que em 2008 chegou à 77ª edição. As embarcações param e são recepcionadas por umbandistas que carregavam a imagem de Iemanjá, proporcionando um encontro ecumênico assistido da orla por várias pessoas.


No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada à beira mar baiana: a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Esse dia, 8 de dezembro, é dedicado à padroeira da Bahia, Nossa Senhora da Conceição da Praia, sendo feriado municipal em Salvador. Também nesta data é realizado, na Pedra Furada, no Monte Serrat em Salvador, o presente de Iemanjá, uma manifestação popular que tem origem na devoção dos pescadores locais à Rainha do Mar - também conhecida como Janaína


Na capital da Paraíba, a cidade de João Pessoa, o feriado municipal consagrado a Nossa Senhora da Conceição, 8 de dezembro, é o dia de tradicional festa em homenagem a Iemanjá. Todos os anos, na Praia de Tambaú, instala-se um palco circular cercado de bandeiras e fitas azuis e brancas ao redor do qual se aglomeram fiéis oriundos de várias partes do Estado e curiosos para assistir ao desfile dos orixás e, principalmente, da homenageada. Pela praia, encontram-se buracos com velas acesas, flores e presentes. Em 2008, segundo os organizadores da festa, 100 mil pessoas compareceram ao local.


 Festa do Rio Vermelho

Imagem de Iemanjá na oferenda.


Iyalorixá e filhos na entrega da oferenda a Iemanjá.A tradicional Festa de Iemanjá na cidade de Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Fevereiro. Na mesma data, Iemanjá também é cultuada em diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais.

A festa católica acontece na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa, enquanto os terreiros de Candomblé e Umbanda fazem divisões cercadas com cordas, fitas e flores nas praias, delimitando espaço para as casas de santo que realizarão seus trabalhos na areia.


No Brasil, Iemanjá na versão de Pierre Verger, representa a mãe que protege os filhos a qualquer custo, a mãe de vários filhos, ou vários peixes, que adora cuidar de crianças e animais domésticos.

Cuba
Em Cuba, Yemayá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.


Lydia Cabrera fala em sete nomes igualmente, especificando bem que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos. Seu nome indica o lugar onde ela se encontra.


 Acontecimentos extraordinários


No ano de 2008, dia 2 de fevereiro, a Festa de Iemanjá do Rio Vermelho na Bahia, coincidiu com o Carnaval. Os desfiles de Trios elétricos foram desviados da região até o fim da tarde, para que as duas festas acontecessem ao mesmo tempo.


Antecedendo o réveillon de 2008, devotos da Orixa das águas, estiveram nesse momento, com suas preces dirigidas a um arranha-céus, em forma de um monólito negro, na praia do Leme em Copacabana onde era costume, no último minuto do ano, surgir uma cascata de fogo, no topo desse monólito, iluminando o entorno bem como as oferendas.


Todo réveillon, principalmente na Cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana, milhares de pessoas se reúnem para cantar e presentear Iemanjá, jogando presentes e rosas no mar.

José Augusto





Estrella morente - Volver - www.estrella-morente.com

Volver...






Volver...o filme, a letra do tango e o vídeo ...
http://www.youtube.com/watch?v=v9vaasTAeRI


volver...Volver ( o tango) e Volver ( o filme de Almodóvar)


O filme de Almodóvar entrou-me como um espírito vagante. Invadiu-me de surrealismo e de madrugada repleta de fantasmas. As figuras fêmeas limpam as tumbas dos seus mortos, num exercício de culto aos amores com suas fortes dores. Os arremedos de reação masculina passam ao largo. A mensagem pricipal da produção que prima mais uma vez pela fidelidade do diretor à cultura espanhola cotidiana, nada fica a dever aos outros da sua carreira extremamente feminista em sesu conteúdos de valorização das mulheres que trabalham, lutam, amam, decepcionam-se, solidarizam-se.


História de mães, filhas, tias, comadres, vizinhas, amigas, entrelaçando afinidades e mágoas em proporções projetadas além das suas vidas.


Volver tem na letra do tradicional tango, um pano de fundo, transfomado em bulería flamenga, cantado ( ou dublado) pela atriz Penélope Cruz em momento de intensa emoção. Aliás, as emoções me fizeram "volver" tal qual o enredo, a alguns vinte anos e outros


atividades:


e outros tantos, ao perceber que a vida anda em círculos de passado e presente que se repetem unindo ou separando gerações.


Não se pode negar o quanto é forte o impulso da sexualidade bruta e selvagem questionada pelo tema de pais que violentam as próprias filhas. Assunto que ainda pode ser considarado tabu mas que aparece no desenrolar da atuação cinematográfica como contingência e desafio à reação feminina.


Almodóvar fez-me, mais uma vez, observar obstinadamente, cada expressão facial dos seus personagens, cada passo e cada fala como a beber o elixir que desvenda o mistério que paira sobre os mortos que "volvem", tão vivos em nossas memórias que são capazes de cuidar dos sofrimentos acompanhando as vidas com recordações absurdamente recorrentes.


Assim, Volver, o filme, estatelou-me no lugar devido, diante da crueza de assassinatos justificados pela humilhação de mulheres duplamente traídas pela confiança dos seus homens.


No filme, os beijos estalados trocados entre elas, nada mais são do que um mantra


livros:


um mantra entoado que as une em torno da sua eterna busca.


Viúvas, abandonadas, humilhadas, solitárias, mas, unidas, limpando sepulturas onde jazem seus fantasmas reverenciados, e onde se enterraram seus segredos guardados para sempre.


Valentes, cúmplices, as mulheres que Almodóvar faz renascer nesse filme, são aquelas que conservam a beleza dos espíritos apesar das mais feias lembranças


música:


VOLVER


Yo adivino el parpadeo


Eu adivinho o piscar






de las luces que a lo lejos


das luzes que ao longe






van marcando mi retorno.


vão marcando meu retorno.






Son las mismas que alumbraron


São as mesmas que iluminaram






con sus palidos reflejos


com seus pálidos reflexos






hondas horas de dolor.


fundas horas de dor.






Y aunque no quise el


regreso,


E ainda que não queira o


regresso,






siempre se vuelve al


primer amor.


sempre se volta ao


primeiro amor.






La vieja calle donde el


eco dijo


A velha rua onde o eco disse:






tuya es su vida, tuyo es


su querer,


“tua é sua vida, teu é seu querer”,






bajo el burlon mirar de


las estrellas


debaixo do olhar


zombeteiro das estrelas






que con indiferencia hoy


me ven volver.


que com indiferença hoje


me vêem voltar.










Volver... con la frente marchita,


Voltar... com a face enrugada,






las nieves del tiempo platearon mi sien.


as neves do tempo prateando


minha fronte.






Sentir... que es un soplo


la vida,


Sentir... que é um sopro a


programas de tv:


que é um sopro a


vida,






que veinte años no es


nada,


que vinte anos não é nada,






que febril la mirada,


errante en las sombras,


que febril a mirada,


errante nas sombras,






te busca y te nombra.


te procura e te chama.






Vivir... con el alma


aferrada


Viver... com a alma


aprisionada






a un dulce recuerdo


a uma doce recordação






que lloro otra vez.


que choro outra vez.






Tengo miedo del encuentro


Tenho medo do encontro






con el pasado que vuelve


com o passado que volta






a enfrentarse con mi vida.


a enfrentar-se com minha vida.






Tengo miedo de las noches


Tenho medo das noites


filmes:


que pobladas de recuerdos


que povoadas de recordações






encadenan mi soñar.


aprisionam meu sonhar.






Pero el viajero que huye


Mas o viajante que foge






tarde o temprano detiene


su andar.


cedo ou tarde detem seu


caminhar.






Y aunque el olvido, que


todo destruye,


E mesmo que o esquecimento,


que tudo destroi,






haya matado mi vieja


ilusion,


tenha matado minha velha ilusão,






guardo escondida una esperanza humilde


guardo escondida uma


esperança humilde


cozinhas:


que es toda la fortuna de


mi corazón.


que é toda a fortuna do meu coração.






Volver... con la frente marchita,


Voltar... com a face enrugada,






las nieves del tiempo platearon mi sien.


as neves do tempo prateando


minha fronte.






Sentir... que es un soplo


la vida,


Sentir... que é um sopro a


vida,






que veinte años no es


nada,


que vinte anos não é nada,






que febril la mirada,


errante en las sombras,


que febril a mirada,


errante nas sombras,






te busca y te nombra.


te procura e te chama.






Vivir... con el alma


aferrada


Viver... com a alma


aprisionada






a un dulce recuerdo


a uma doce recordação






que lloro otra vez.


que choro outra vez.

Carla Bruni - L´amour (Live)

Carla Bruni - No Promises

carla bruni , quelq´un m´a dit ( cancion francesa)

Música Francesa - Et si tu n'existais pas (Joe Dassin)