Maracanã

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A homenagem do Bahia em Pauta......comovente....OBRIGADA, VITOR!




http://bahiaempauta.com.br/2009/09/cida-tornerospoesia-de-uma-aniversariante/comment-page-1/#comment-981


set
02
Posted on 02-09-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 02-09-2009 09:19
“NÃO ME ARREPENDO DE NADA’ (PIAFF)

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Parabéns Cida, neste 2 de setembro especial de seu aniverário.
Jornalista, escritora e cronista carioca das melhores, mulher necessária cada dia mais querida por quem navega neste Bahia em Pauta. Nesta data, mais que querida, vão para você a primeira música, a primeira poesia (que é sua) e as primeiras palavras de afeto , admiração e agradecimento do editor deste site-blog baiano em nome de toda equipe por sua colaboração sempre essencial.
Viva o 2 de setembro! Salve Cida!
(Vitor Hugo Soares)
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A vida
esse ir e vir…
essa busca e encontro
esse caminho muitas vezes perdido em alguma curva
essa vontade de acertar o rumo
esse inquieto bater de corações em compasso de sentimentos
essas noites em que o amor é tudo
essas noites em que o amor é só lembrança
esses amanheceres para renovar as esperanças
essa alegria de acordar e perceber que Deus nos deu mais um dia!
( Cida Torneros )

Comments

Olivia on 2 setembro, 2009 at 10:10 #
Salve nossa poeta carioca, viva Cida! Parabéns pra você, nesta data tão querida de todos nós. Olivia

Regina on 2 setembro, 2009 at 11:34 #
Para a menina em você
Entramos em contato pela primeira vez, cyberneticamente, através desse blog por causa de um amor em comum: PARIS!
Você manifestava indecisão quanto a época em que se preparava para realizar o sonho embalado com muito amor por algum tempo, devido as primeiras noticias da gripe suína que chegavam assustando a quem se dispunha a viajar. Eu me apressei em mandar-lhe um recado, mesmo sem lhe conhecer, incentivando a que não deixasse de fazer essa viajem tão importante para você naquele momento. Disse isso porque esse tem sido meu grande sonho também e sei que maravilha seria realiza-lo.
Estive a um passo de tornar em realidade esse grande desejo mais de uma vez, e só mudei de idéia por motivo de doença na familia ou por que quando eu boto na balança: BAHIA & PARIS, a Bahia ainda ganha.
Ai Paris, quem nunca sonhou caminhar por suas ruas estreitas e curvas, cheias de mistérios! Suas luzes, suas pontes, seus monumentos, seus jardins, mas, principalmente, seu ar romântico e polido de um charme eterno que esta retratado nos inúmeros filmes assistidos mil vezes, que nos fazem sentir como se já estivéssemos estado la.
Hoje, no dia em que você celebra sua entrada no palco da vida, amiga Cida, gostaria de lhe convidar a viajar, dessa vez juntas, como internautas que somos, e visitar nosso amor em comum através de dois filmes que são sequencia da mesma estória: Before Sunrise / Before Sunset. Já viu? Si não, vá correndo alugar e tenha um dia cheio de romance menina carioca com coração francês!
Regina Soares

Graça Azevedo on 2 setembro, 2009 at 18:24 #
Parabéns! Desde que fui ao lançamento do seu livro aqui em Salvador, levada por Olívia, que me tornei sua fã! Tudo de bom para vc neste ano novo da sua vida.

Cida Torneros on 2 setembro, 2009 at 22:48 #
minha amada gente baiana…..que homenagem mais comovente….fico devendo… Vitor, Regina, Graça, Olivia, Claudio Leal, tanta gente querida e tão amável…obrigadaaaaaaa
de coração, salve vocês…salve a Bahia!
beijo
Cida Torneros

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A lógica do acaso e O consolo ( contos do livro O contra ataque do amor)

O Consolo
Manoelita chegava à casa dos sessenta, em plena atividade profissional. Corria, todos os dias, de um lado para o outro, no afã de resolver tantos probleminhas corriqueiros, envolvendo-se até a raiz dos cabelos aloirados e tingidos mensalmente, com tarefas cobradas pelo chefe, pela empresa, pelos clientes, pelos colegas, por fontes inesgotáveis que a deixavam sentir-se sempre uma devedora contumaz. Como se não bastasse, havia ainda a dívida daquele infeliz imposto de renda de ano anterior, parcelada, depois de muita conversa fiada no escritório da Receita Federal, diante de um funcionário barrigudo que a fizera sentir-se uma mal pagadora cretina, mesmo sabendo que era apenas mais uma brasileira enforcada por compromissos financeiros alheios à sua vontade consciente.

Mas, não era só isso, não. Havia a família. Pais idosos que precisavam da sua constante assistência. Filho criado, trabalho dobrado, preocupação triplicada, questionamentos sobre o futuro de um jovem trabalhador, estudioso, mal inserido no mercado de trabalho, com clara dificuldade de manter padrão de vida ideal para quem inicia vida dividida com mulher jovem estudante, sem emprego, bonita e carinhosa, cujos pais seguiam pagando os custos da universidade particular.

Tinha também aquela coisa de tentar equilibrar o orçamento com suas vaidades supérfluas. Aquela bolsa sempre sonhada e nunca adquirida de uma grife bárbara, que ela desejava salivando de vontade, observando a vitrine da loja do shopping, prometendo a si mesma, que compraria quando saísse a primeira parcela do décimo terceiro. O consórcio do carro, prestação atrazada, ficava no topo dos probleminhas a serem solucionados sempre no mes seguinte. A obra da casa, dinheiro que parecia escoar pelo ralo, cada vez que se via nalguma loja de material de construção, às voltas com o preço do cimento, da areia, dos ladrilhos e azulejos, descobrindo-se mesmo uma incompetente para administrar esse mundinho aparentemente tão masculino, onde ela era , sem dúvida alguma, peixe fora dágua, pronta pra desistir do feito, como uma pobre menina desamparada, diante do desafio de resolver sozinha cada pedaço da própria vida.

Manoelita tinha alguns outros sonhos irrealizados. Empurrava com a barriga, pois concluía sempre que todas as pessoas desse mundo estavam como ela, adiando o que era imperativo adiar, e vivendo como era possível viver.

Um dia, reecontrou um antigo amor. Acertaram alguns ponteiros, no auge da maturidade, ambos, remanescentes de casamentos anteriores, desfeitos no decorrer da convivência sufocante, que leva os casais para bem longe do sonho do amor pelo par perfeito. Decidiram que se veriam sempre que pudessem para passar horas felizes, sem tirar a liberdade um do outro.

Podia parecer impessoal essa coisa de não ter compromisso. Saudade, eles podiam matar com as conversas via computador, já que moravam em cidades distantes. A tecnologia era sua aliada. Tinha a web câmera. Podiam ver-se, trocar carícias on line, divertir-se no virtual, colocar os papos em dia, lamentar-se da vida corrida, de parte a parte. E, nos momentos possíveis, atravessariam as fronteiras das estradas, passariam momentos deliciosos, juntos, na mesma cama, de preferência, a do quarto dela, para que o cheiro dele permanecesse ali, por longo tempo, até o próximo abraço real.

Entretanto, faltava alguma coisa, pensou, nas noites solitárias, o calor dele não estava engarrafado, do jeito que pudesse guardar em algum lugar precioso, e dispor de tal artifício para aquecer as madrugadas insones.

Insinuou que precisava de um consolo para vencer a sensação de abandono, quando a presença dele fosse uma necessidade urgente.

O tempo passou. Tudo continuou como dantes no quartel de Abrantes. Conversas na internet, intercaladas de visitas esporádicas. Iam levando. O afazeres nas suas vidas aconteciam rotineiramente, e se telefonavam, de vez em quando, para trocar algum afeto traduzido em palavras sutis.

Até que o porteiro avisou da chegada de uma caixa via Sedex. Um presente dele, ela exultou. Um mimo que viajou de avião na sua direção trazendo prova de ligação feliz. Abriu o pacote. Desembrulhou a embalagem. Não era uma grande surpresa , mas era mesmo um consolo. De borracha, moderno, bem fabricado, com as sinuosidades absurdamente imitadoras da realidasde. Um objeto de consumo sexual, de coloração humana, uma prodigiosa invenção fabricada por engenhoos técnicos que se esmeram em atender ao gosto dos fregueses da sensualidade.

Manoelita pegou o seu novo brinquedinho com certo pudor, a princípio.

Acarinhou suas curvas, quase em reverência.

E pôs-se a sentir um misto de prazer e conformação.
Melhor ter a certeza de que o mundo deu tantas voltas e aprimorou as relações humanas. Era dele aquele gesto de desprendimento. Era sua fantasia. Era a forma moderna de estar presente dentro dela, além do espaço e do tempo, era uma medida acertada.

Manoelita seguiu a vida. Agora, apesar de tanta correria, sabia que a esperava, em casa, algo a ser compartilhado por seus desejos solitários, com a memória dele, o homem capaz de oferecer-lhe, de bom grado, a oportunidade de aquietar os sentidos, utilizando um presente inesquecível.

Ela sabia e tinha mesmo a certeza de que, qualquer dia desses, ele tocaria a campainha, diria um "oi", entremeado de abraço apertado, beijo de língua, ofertando-lhe um falo vivo.

Sonhou então, todas as noites, com algo pulsando a buscar suas entranhas, que, cansadas da fricção mecânica, queriam mesmo era sentir o consolo do calor do homem amado, num gesto eterno de entrega humana. Em meio a vida corrida e louca, seria de bom tom que se permitissem aceitar que precisavam um do outro, mais do que admitiam.


A lógica do acaso


"Busco simplesmente viver, aceitando o acaso como o grande formador de toda história"

 

A lógica do acaso

           
Deve ter sido mesmo por acaso que Manoelita percebeu certo sentido de enveredar pelo corpo dele, como um bólido de amor, um fogo fátuo, um cometa gasoso, buscando o beijo e o cheiro. Casualmente, ele chegou voando na vida dela. Vinha de um tempo longínquo, um extra-terrestre, talvez, ela refletiu, seria um espírito brincalhão tomando formas de parceiro disponível? Fato é que se encontraram. Se perderam... Tornaram a se ver. Aí, um carinho especial aconteceu entre eles. Havia certa cumplicidade a dizer: - não me prenda, mas também não me solte... coisa esquisita, passível de confundir qualquer cabeça pensante... mas, ela e ele souberam logo que tudo era um acaso, e não deviam complicar nada... De repente, um olhar para o alto, lá estava Manoelita, na sacada antiga, como uma donzela de filme romântico, a acenar para ele, que seguia... adentrando num carro, dando até logo... Voltaria? Ela não soube responder... Afinal, deixariam com o acaso... teriam ou não um caso? Por via das dúvidas, ela buscou qualquer coisa pra fazer, pegou a agulha de crochê, teceu pontos de trancinha... danou a fazer laços, desenhando arabescos, desenhando flores onde antes só havia linha. Mãos ágeis, pensamento solto, ela foi se acalmando. Por acaso, nas ruas, milhares de pessoas caminhavam se cruzando sem nunca se terem visto de verdade. Achá-lo, já tinha sido um grande acaso... Perdê-lo, entretanto, concluiu, dando um nó na renda que crescia em suas mãos, seria, agora, um grande azar... Voltou-se para si mesma, não ia complicar as coisas, afinal, não eram nada um do outro... parecia que fugiam mesmo do que se podia chamar de laços fortes... Pegou de novo o artesanato... Puxou a linha verde como a esperança das florestas... Desmanchou... Precisava tecer com menos aperto... Pontos largos, respirantes, soltos... Duas teimosas lágrimas insistiram em brotar no canto dos olhos maduros... Queria mesmo que ele, qualquer hora dessas, voltasse aos seus beijos e abraços... Aí, chorou copiosamente, mas não de tristeza... era emoção pura... Ele estava tão dentro dela ainda... a voz dele era tão evidente nos seus ouvidos... ecoava, reverberando a ternura com que a presenteara horas antes... Já não importava muito se voltasse... agora... o que contava, no fundo, era o mistério do acaso no mundo... Ela se deixou adormecer no sofá onde ele a beijara tanto. Dormiu profundamente. Entregou os pontos... Aceitou a lógica do acaso... Por acaso, sonhou com ele...






Estranho amor...confusos amores...


Confusos amores

Ainda que não pudesse, mesmo que não tentasse, apesar das desistências, a par das reticências, em detrimento dos adiamentos, considerando os contratempos, ainda assim, ele, o amor, insistia em renascer.

Ele brotava tão verde quanto os galhinhos atrevidos em troncos de árvores vividas, e brilhava com jeito especial, ao mostrar-se capaz de fazer reviver sentimentos adormecidos...

Era só mais um amor...dentre tantos amores confusos, já vinha este, novo e especial, a lhe fazer arder as entranhas, aquecer as ancas, entumescer as extremidades, secar-lhe a bôca, tornando-a ávida de abrir-se à idéia de reconhecer, em outro ser, a sensação da busca que se faz entrega , do sonho que se faz real.

Não lhe valiam mais, nesse momento, os argumentos baseados em histórias vividas, em lembranças marcantes de amores intensos com despedidas passionais, isso já nem contava mais agora, porque , a cada final de conto, ela, decididamente, acrescentava um ponto... de interrogação...e agora?

Ainda que não quisesse, mesmo que não se permitissem, apesar das diferenças, de mundos, idades ou crenças, em detrimento dos sofrimentos, considerando os desencantos, ainda assim, ela, esse amor...viveria...

Aparecida Torneros


FELIZ ANIVERSÁRIO!




Mais agradecimentos...hummmmmmmmmmm

Telmo Gabriel
O dia vai correndo...telefonemas, emails, torpedos...hummmm
de Portugal, meu querido Telmo Gabriel, do Rio, Sonia Moreira, Marion Monteiro, Benedita Santos, de Brasília, Maria das Graças Soares, no tel, Paulinho "bombril", Vera Dolorico, Lina da Parfum, esse pessoal me dá tanto carinho, fico mesmo vaidosaaaa...rs


Sem contar o abraço da mamãe e da Leonor, ambas de 82 anos, e o telefonema antecipado, ontem da D. Carmen, tb de 82, que me ligou pra lembrar que me conheceu eu ia fazer 6 anos...que bonitinhaaaaa...rs


Solange Garcia também me deu parabéns um dia antes, essas amigas são demais...eu sei...
A prima Yolanda me falou coisas tão bonitas no telefone que me emocionei...Hare Baba!!


Mas vou "colar " o bilhete tão terno do Gabriel, meu amigo portuguesinho, de 29 anos...vejam:





Minha querida AMIGA 
Quero no dia de hoje enviar um enorme enorme beijo de parabéns para você, com tudo tudo de bom, que vc merece isso e muito mais.
Sente a minha presença ai com vc e com todos os que a fazem sentir feliz… 
E como alguém dizia… 
Uma das coisas mais importantes que possuímos é o dia de hoje, mesmo que ele esteja exprimido entre o dia de ontem e o de amanhã merece nossa total prioridade.

Não esqueça de que o amanhã não chegou e já é muito tarde para ser feliz ontem, então levante a cabeça, mostre um grande sorriso de confiança e otimismo e diga para dentro do seu coração que você é capaz de realizar grandes projetos em sua vida. 
É com saudades e votos de muitas muitas felicidades que me despeço, esperando noticias suas. 
BEIJO 
Telmo Gabriel



   

Presente e recado da Regina Soares, nosssaaaaaaa que lindooooooooo!

Para a menina em você

Entramos em contato pela primeira vez, cyberneticamente, através desse blog por causa de um amor em comum: PARIS!

Você manifestava indecisão quanto a época em que se preparava para realizar o sonho embalado com muito amor por algum tempo, devido as primeiras noticias da gripe suína que chegavam assustando a quem se dispunha a viajar. Eu me apressei em mandar-lhe um recado, mesmo sem lhe conhecer, incentivando a que não deixasse de fazer essa viajem tão importante para você naquele momento. Disse isso porque esse tem sido meu grande sonho também e sei que maravilha seria realiza-lo.

Estive a um passo de tornar em realidade esse grande desejo mais de uma vez, e só mudei de idéia por motivo de doença na familia ou por que quando eu boto na balança: BAHIA & PARIS, a Bahia ainda ganha.

Ai Paris, quem nunca sonhou caminhar por suas ruas estreitas e curvas, cheias de mistérios! Suas luzes, suas pontes, seus monumentos, seus jardins, mas, principalmente, seu ar romântico e polido de um charme eterno que esta retratado nos inúmeros filmes assistidos mil vezes, que nos fazem sentir como se já estivéssemos estado la.

Hoje, no dia em que você celebra sua entrada no palco da vida, amiga Cida, gostaria de lhe convidar a viajar, dessa vez juntas, como internautas que somos, e visitar nosso amor em comum através de dois filmes que são sequencia da mesma estória: Before Sunrise / Before Sunset. Já viu? Si não, vá correndo alugar e tenha um dia cheio de romance menina carioca com coração francês!

http://www.youtube.com/watch?v=oe0RmVkAwek


Regina Soares

Alguns agradecimentos...

Obrigada
Ana Lee, Rozana Mello, Fernando França, André Bessa, José Manuel Figueiredo, Maria Iracema, Cristina Castro,  Marcos Coelho, Wilson Reis, Helena Teixeira, gente que, cedinho, lembrou-se da amiga Cida...
Mandaram mensagens de Portugal, Suíça, Rio de Janeiro, São Paulo, etc...
Foi um lindo começo de aniversário, beijos a todos!
Cida Torneros

Nada sei... ( Tô aprendendo aindaaaaaaaa....)




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Três vezes, "eu te amo"...
                                  Cida Torneros ( Rio, 25 de agosto de 2009)

Marie trouxe para si o tempo. Desceu a escadaria da casa antiga, correndo, ansiosa para encontrar o carteiro que lhe entregou mais uma carta de amor. Nos últimos dias, de uma forma intensa, ela revivia aquele 1969, quando chegaram muitas, lembrava com emoção, da sua paixão de jovenzinha, o quanto se deliciava com cada palavrinha, até com os pontos de exclamação.

Achava divertido tentar imaginar a expressão do semblante dele, nos instantes em que as criava, as escrevia, dizendo-lhe tantas frases repletas de afeto e entrega.

A distância tinha os dois lados. Tornava-os aflitos pela saudade e ao mesmo tempo, servia para se darem conta do quanto se amavam...

Marie viveu esse amor, através da correspondência, por um período de dois anos, o suficiente para aprofundar-se no espaço onde se eternizam os que valorizam pequenos mimos, o final com um lindo "post scriptum", entrecortado de suspiros, onde se lê "eu te amo", para fechar o ciclo e aconchegar-se o papel ao coração... Só é possível sussurrar " eu te amo também", e seguir aguardando a próxima...

Há que responder, imaginar o que vai contar, reiterar sobre a saudade e perguntar sobre o encontro real, quando já não é possível contentar-se com recados amorosos via correio...

A geração de Marie sempre soube o que era esse tipo de amor. Forte e corajoso, capaz de ultrapassar a distância, pelo menos por algum tempo, e de se alimentar de promessas ou declarações alentadoras.

Passados quarenta anos, eis que Marie corre, não mais pelas escadas velhas, mas, sim, em direção ao personal computer, para ver se na sua caixa postal, há um novo email do amado distante, o que o faz tão presente em sua vida, com lindas confissões de intenso amor.

Há uma vida corrida, ambos se atropelam em afazeres, famílias e trabalhos, mundos diversos, a maturidade que lhes pegou no contrapé, ao se verem assim, reordenando o dia-a-dia, a preparar-se para a aposentadoria, a lidar com a solidão, a sobreviver com pequenos arroubos de amores ocasionais.

Não cabe preencher os textos destes emails com promessas, como fariam naqueles idos anos de mocidade, o que lhes apetece e urge fazer, ela compreende, acata e alimenta, é mostrar-se vivo, amar e dizer que ama, para que a cada novo dia, ele e ela se revigorem na plenitude do tempo.

Então, Marie abre o mais recente email do seu sonhado amor. Está com um título: Urgente!

No corpo do recado eletrônico, somente três palavrinhas, repetidas por três vezes:
"te amo, te amo, te amo, A."...

Ao sentir que lágrimas lhe brotam dos olhos, Marie é a mesma menina que abriu a nova carta do namorado de 19 anos, uma daquelas longas páginas escritas manualmente, delicadas, leves em papel seda, com letra desenhada.

Agora, nem precisava (e nem podia) tocar a tela para acariciar o troféu que viajara dias para vir ao seu encontro trazendo a ternura dele, bastava olhar a luminosidade do monitor e identificar o conteúdo.

O siginificado de tudo estava claro, definitivamente claro, ela soube disso. Dizer três vezes "te amo", é como ficar horas escrevendo uma longa carta de amor, postar no correio, enviar de muito longe e saber que alguém em algum lugar do mundo, espera por aquela demonstração de intenso carinho. Ela então, num delírio quase adolescente imaginou que podia viajar e sequestrar o homem amado. Trazê-lo para si, com audácia, prendê-lo ou amarrá-lo com o objetivo de matar as saudades. Mas isso, pensou, seria tão ridículo, quanto são ridículas para algumas pessoas, as tais cartas de amor quase pré-históricas.

Entretanto, no recente filme Sexy and the city", Marie ficou impressionada com uma cena sobre cartas de amor que a protagonista lê num livro que pega na biblioteca da cidade, especialmente para familiarizar-se com os amores declarados por personagens históricos famosos.

Para Marie, restou imprimir o email, pregar no seu quadro de avisos. A todos que perguntarem sobre a assinatura do bilhete via internet, ela responderá, com a segurança que a vida lhe ensinou a preservar, que o recado está assinado por ninguém menos do que o Amor, este sim, o grande missivista que ilumina os corações dos amantes além da imaginação, fora dos limites geográficos e sobretudo, resistindo à modernidade tecnológica, em desafio à razão, com o fogo renovado eternamente pela emoção...



En Aranjuez con Tu Amor, Aranjuez, Mon Amour...









Aranjuez é uma pequena cidade, sede do município homónimo na Espanha, no sul da província e comunidade autónoma de Madrid, de área 189,13 km² com população de 52,224 habitantes (2008) e densidade populacional de 0,28 hab./km². Aranjuez, situada na confluência dos rios Tejo e Jarama, dista da capital do paíscerca de 48 km e, na mesma proporção, de Toledo.
Aranjuez tornou-se conhecida pelo Palácio Real, uma residência real com vastos jardins; não obstante, a qualidade dos morangos que nesta região se produzem é conceituada e apreciada em toda a Espanha. Ao nível internacional, Aranjuez popularizou-se pelo sobejamente conhecido «Concierto de Aranjuez» de Joaquin Rodrigo que, após falecer, aqui foi enterrado.
Durante o Verão, a população tem por tradição utilizar as áreas de piqueniquesperto do rio Tejo para jantar — são os gangos, cujo palavra em espanhol é utilizada unicamente em Aranjuez.
Quanto à gastronomia, alguns dos produtos da Huerta Ribereña são os morangose os espargos. São também muito conhecidos os pratos de faisão.













AranjuezCiudad patrimonio de la humanidad, para muchos un pueblo lleno de inmensos parques,  un inmenso parque surcado por casas.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Michel Sardou





- Melhor tentar mil vezes do que se arrepender de nunca ter tentado...
- O melhor amor da nossa vida é aquele que nos leva ao Céu mesmo que estejamos no inferno astral da maior saudade... 
Toda vez que chego ao fundo de um poço, penso que a escuridão tem paredes às quais tenho que me
agarrar e escalar até o topo para alcançar de novo a LUZ.
- Quando você pensar que ninguém o quer, lembre-se principalmente que uma mulher já o embalou
carinhosamente quando nasceu e que outra mulher o traz no seu carinho, através da saudade, em algum lugar do universo.
- Nunca é um lugar que só existe na mente dos que desistiram, sempre é o paraíso dos que nunca
desistirão de buscar a felicidade.
- Meu coração tem um recanto especial para aquele ser cujo coração também reserva meu
lugarzinho eterno.
- Os beijos que dei são infinitamente menos importantes do que aqueles
que   desejei  receber, e por certo, são proporcionalmente mais importantes do que   os beijos dispensados pelo meu caminho.
- Se um dia tiver que chorar que seja pela grande emoção de reencontrar você aconchegado no meio do meu
abraço maior.                
Cidinha 









C'EST MA VIE...ADAMO





Adamo...C'EST MA VIE



Whitney Houston - I Will Always Love You (tradução)-

Recado de uma alma viajante



Recado de uma alma viajante - por Maria Aparecida Torneros da Silva

Publicada em 04/05/2005

Que posso dizer a você que não seja através de palavras carinhosas sobre o quanto me trouxe felicidade nos dias em que me encontrou?

Atrás de nós, o tempo, que foi nos acrescentando dezenas de anos, sem nos roubar no entanto a meninice de outrora. Por suas mãos e frases soltas, viajei a lugares inimagináveis dos meus sonhos e desejos.

Visitei bordéis para compreender o amor dos homens acostumados aos prazeres mais insensatos. Superei barreiras de acanhamento para acompanhar seus vôos, entrei no clima de alegria, êxtase, densa felicidade carnal, acrescida de terno encanto.

Que posso dizer a você que não seja expressar o meu agradecimento pela paciência com minhas infundadas indagações e minhas impertinentes perguntas sobre sua vida e seus caminhos?

Posso ainda pedir que me perdoe por ser assim ainda, uma adolescente que amadurece aos poucos, que ainda ruboriza o rosto por se permitir aventurar na loucura de um sentimento improvável, ou de um obsceno olhar de luxúria.

Mas, o que posso mesmo é lhe passar um recado da minha alma inquieta, covarde e reticente, essa mesma alma de poeta e escritora, de fêmea e de ser pensante, que me pede que retroceda, páre e reflita sobre cada passo que tenha que dar em sua direção.

Nem sei se posso definir assim. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, cá estou a lhe oferecer meu eterno afeto represado. Quem sabe um dia, um vento forte virá e soltará as velas da minha embarcação?

Se isso acontecer, eu sei, você será o timoneiro a me conduzir ao porto mais seguro, depois de me levar a singrar os oceanos mais azuis, navegando por reinos que consquistaremos juntos, a deliciar-nos com os tesouros que a Divindade deve ter nos reservado.

Só preciso ter certeza de que encontramos o mapa. Só quero me preparar melhor para esta longa viagem até o seu coração.

Beijo

Sua companheira de algumas viagens



Sábios lábios

Lábios loucos que me beijam a boca,
sois poucos para minha ansiedade ôca,
sois incansáveis no meu corrido fôlego ,
sois, quem dera, meu caminhar trôpego...
Lábios quentes que me acolhem o sexo,
sois como um encanto, feitiço sem nexo,
sois dotados de eletricidade e calor,
sois, quem pudera, dois arautos do amor...
Lábios sábios que me dizem querer,
sois tantos para meus sonhos de ser,
sois inteligentes e, mudos,me comprazem,
sois eternos nos carinhos que me fazem...
Lábios reveladores me dão esperança,
sois as luzes a me iluminar a lembrança,
sois os melhores troféus de amor real,
sois meu maior desejo de mulher fatal.... 
Cida Torneros