Noivas, casamentos...
As noivas são como pérolas cultivadas, com esmero e desvelo
Lá vem elas adentrando nas naves, acompanhadas por seus pais,
ou mentores, ou preceptores, ou guardadores, ou vem sozinhas,
mas levitam em direção aos seus amores ou seus penhores,
empenham suas vidas e corações nas vidas e corações dos pares,
sonham porque as culturas fazem sonhar e elas bailam nos ares...
Deixai que as noivas voem e sonhem, porque é seu momento especial
elas enfeitam o futuro, prometem felicidade, dizem sim, nos emocionam...
Noivas há que sorriem com a alma, outras enlevam e nos apaixonam...
Noivas meninas e noivas senhoras, nos cartórios ou igrejas, é igual,
são flores que desabrocham em cores para nos ofertar seus perfumes...
Nem tentai sentir delas ciúmes, já escolheram a quem amar dali para frente,
até quando for possível, e é possível até que seja para sempre, por agora,
nada as aflige, precisam só serem felizes, como nós todos desejamos,
irão singrar mares de calmaria e tempestade, alternando tempo afora
suas esperanças e decepções, por isso, olhai cada uma com afeto crescente,
elas são como borboletas voando à nossa volta, nos revivem tudo que amamos...
Noivas belas, noivas luminosas, pobres ou ricas, tem os olhos da perpetuação
dos sentimentos da espécie que se atreve a crer que o amor é eterno e terno,
que a paixão é solidária ao vento, que os astros conspiram por novos ninhos
e lá se vão, a desafiar o enredo do processo familiar em construção...
Observai seus gestos, suas expressões faciais, seus movimentos de carinhos,
nada que venha delas será desperdiçado, seu dia feliz, o céu dos caminhos,
que nos invadam os corações, as ilusões, nos incitem sussurrar uma oração,
orai por elas, vós todos, que podeis unir energias para as noivas de maio,
as do ano inteiro, do passado, do presente, do futuro, dos contos de fada,
oferecei-lhes uma chuva de bênçãos, votos, luz, paz na longa estrada...
Que sejam todas realizadas e firmes, mulheres destinadas a somar o mundo
com sua aura de glória, como bonecas de porcelana, magas do amor profundo...
Cida Torneros
aqui tem música, poesia, reflexões, homenagens, lembranças, imagens, saudades, paixões, palavras,muitas palavras, e entre elas, tem cada um de vocês, junto comigo... Cida Torneros
Maracanã
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Bem-vindos à Era de Aquarius
14 de Fevereiro -Bem-Vindo a ERA DE AQUARIUS
Criado em Sáb, 14/02/2009 13h43 0 comentários
Por Mirhyam
Às 7.25 da manhã do dia 14 de Fevreiro, e por 18 minutos do alinhamento, voce está convidado a juntar a sua intenção de amor e paz à intenção do Universo, e co-criar o nascimento da Era de Aquário.
Passo adiante a informação recebida de Jude Currivan, PhD e publicadas no site de Elsbeth www.elsbethshields.com
O alinhamento Aquariano 14 de Fevereiro de 2009
Medimos o nosso sentido global de espaço (latitude e longitude) e tempo (tempo universal - UT ou GMT), a partir do meridiano de Greenwich, Inglaterra.
Desta forma podemos tomar consciencia da influencia coletiva deste evento astrológico, vendo o alinhamento a partir de uma perspectiva centrada.
Ao amanhecer do dia 14 de Fevereiro de 2009, o dia dedicado a S.Valentine, o santo padroeiro do Amor, a Lua em Libra entra na sétima casa, dos relacionamentos.
Jupiter e Marte se alinham em Aquario na decima segunda casa da transformação espiritual.
O Universo traz este alinhamento perfeito para dar sustentação à uma manifestação coletiva de amor, paz e ao início da Era de Aquario.
Há quarenta anos a letra intuitiva de uma canção chamada Aquarius, trouxe o início de uma nova era para a consciencia coletiva:
When the Moon is in the seventh house
and Jupiter aligns with Mars.
Then peace will guide the planets
and love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
(Quando a Lua estiver na sétima casa
e Jupiter estiver alinhado com Marte
então a paz conduzirá os planetas
e o amor orienetará as estrelas
este é o início da Era de Aquario)
A carta astrológica do dia 14 de Fevereiro revela uma incrível concentração de influencias cosmicas se mesclando com as energias de Aquario na decima segunda casa. Jupiter e Marte se alinham com o propósito maior do Nodulo Norte. A presença de Kiron (Chiron) o curador ferido, nos oferece a oportunidade de curar diferenças que nos separaram por muito tempo.
Netuno enfatiza os movimentos humanitários e a co-criação da justiça social. E a presença do Sol ilumina todo o alinhamento.
Mercurio, também presente na decima segunda casa, um pouco acima da cuspide de Capricornio, se alia a Plutão para comunicar e ancorar a Mudança nas estruturas e instituições globais.
A Lua em Libra na setima casa, dá enfase para relacionamentos harmoniosos.
Venus em Aries na primeira casa, energiza e dá poder à co-criatividade em ação.
E ainda que Saturno, o grande mestre do aprendizado, esteja em oposição a Urano, o inesperado que nos desperta, o que sugere confronto enquanto os restos de um velho paradigma que não mais se sutenta relutantemente dão passagem à esperança ainda não experimentada do novo, a sua colocação em Virgem e Peixes traz o altruismo prático e a inspiração visionária necessárias para a transição.
Convido cada um de voces a se juntar à intenção de amor e paz, através da energia do seu coração, da forma que for possivel. Voce poderá escolher entrar em alinhamento às 7,25 do seu tempo local. O que importa é a contribuição da sua energia para energizar a onda de intenção de transformação por toda a Terra.
Sinta-se à vontade para circular esta informação.
Maiores informações em inglês no site acima.
Beijo grande
Aqui está toda a Letra da música... E viva e vivam essa nova Era
When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalation
And the mind's true liberation
Aquarius!
Aquarius!
When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the glory of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalation
And the mind's true liberation
Aquarius!
Aquarius!
Criado em Sáb, 14/02/2009 13h43 0 comentários
Por Mirhyam
Às 7.25 da manhã do dia 14 de Fevreiro, e por 18 minutos do alinhamento, voce está convidado a juntar a sua intenção de amor e paz à intenção do Universo, e co-criar o nascimento da Era de Aquário.
Passo adiante a informação recebida de Jude Currivan, PhD e publicadas no site de Elsbeth www.elsbethshields.com
O alinhamento Aquariano 14 de Fevereiro de 2009
Medimos o nosso sentido global de espaço (latitude e longitude) e tempo (tempo universal - UT ou GMT), a partir do meridiano de Greenwich, Inglaterra.
Desta forma podemos tomar consciencia da influencia coletiva deste evento astrológico, vendo o alinhamento a partir de uma perspectiva centrada.
Ao amanhecer do dia 14 de Fevereiro de 2009, o dia dedicado a S.Valentine, o santo padroeiro do Amor, a Lua em Libra entra na sétima casa, dos relacionamentos.
Jupiter e Marte se alinham em Aquario na decima segunda casa da transformação espiritual.
O Universo traz este alinhamento perfeito para dar sustentação à uma manifestação coletiva de amor, paz e ao início da Era de Aquario.
Há quarenta anos a letra intuitiva de uma canção chamada Aquarius, trouxe o início de uma nova era para a consciencia coletiva:
When the Moon is in the seventh house
and Jupiter aligns with Mars.
Then peace will guide the planets
and love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
(Quando a Lua estiver na sétima casa
e Jupiter estiver alinhado com Marte
então a paz conduzirá os planetas
e o amor orienetará as estrelas
este é o início da Era de Aquario)
A carta astrológica do dia 14 de Fevereiro revela uma incrível concentração de influencias cosmicas se mesclando com as energias de Aquario na decima segunda casa. Jupiter e Marte se alinham com o propósito maior do Nodulo Norte. A presença de Kiron (Chiron) o curador ferido, nos oferece a oportunidade de curar diferenças que nos separaram por muito tempo.
Netuno enfatiza os movimentos humanitários e a co-criação da justiça social. E a presença do Sol ilumina todo o alinhamento.
Mercurio, também presente na decima segunda casa, um pouco acima da cuspide de Capricornio, se alia a Plutão para comunicar e ancorar a Mudança nas estruturas e instituições globais.
A Lua em Libra na setima casa, dá enfase para relacionamentos harmoniosos.
Venus em Aries na primeira casa, energiza e dá poder à co-criatividade em ação.
E ainda que Saturno, o grande mestre do aprendizado, esteja em oposição a Urano, o inesperado que nos desperta, o que sugere confronto enquanto os restos de um velho paradigma que não mais se sutenta relutantemente dão passagem à esperança ainda não experimentada do novo, a sua colocação em Virgem e Peixes traz o altruismo prático e a inspiração visionária necessárias para a transição.
Convido cada um de voces a se juntar à intenção de amor e paz, através da energia do seu coração, da forma que for possivel. Voce poderá escolher entrar em alinhamento às 7,25 do seu tempo local. O que importa é a contribuição da sua energia para energizar a onda de intenção de transformação por toda a Terra.
Sinta-se à vontade para circular esta informação.
Maiores informações em inglês no site acima.
Beijo grande
Aqui está toda a Letra da música... E viva e vivam essa nova Era
When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalation
And the mind's true liberation
Aquarius!
Aquarius!
When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the glory of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius!
Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalation
And the mind's true liberation
Aquarius!
Aquarius!
A Era de Aquarius
Enviado por Ricardo Noblat - 14.2.2009| 16h33m
Hoje começa a Era de Aquarius
Do blog de Arnaldo Bloch:
Sábado 14.
A Lua está na sétima casa.
E Júpiter se alinha com Marte.
Já é!
W hen the Moon is in the seventh
house/and Jupiter aligns with
Mars/Then peace will guide the
planets/and love will steer the
stars/This is the dawning of the Age of Aqua-
rius/Age of Aquarius/Aquarius!/Aquarius!”
Para quem não conhece (existe alguém?), é tema de abertura de “Hair”, o musical que, no teatro, final dos anos 60, vociferou a cena hip-pie nua e crua, em tempo real contracultural, tendo o Vietnã como pano de fundo, e, no cinema, em 1979, quando o hippismo agonizava, trouxe um sopro de despedida que soou
forte no batidão pop pré-80.
Os versos em inglês acima dizem que “quando a Lua estiver na sétima casa e Júpiter se alinhar com Marte, a paz guiará os planetas, e o amor moverá as estrelas”. E anunciam: “Este é o alvorecer da Era de Aquarius.”
Pois é isso, Lua na sétima, Marte na cola de Júpiter, que irá acontecer, ou melhor, já está acontecendo, no dia de hoje, ao menos de acordo com o pessoal da Fraternidade Pax Universal, que distribuiu um e-mail dando a notícia. Outros passarinhos cantaram por aí a boa nova, mas não tive tempo de confirmar com um astrônomo se rola mesmo o tal alinhamento, ou com um astrólogo se o tal alinhamento significa mesmo que chegou a Era de Aquarius, ou se é só coisa da Broadway.
Hoje começa a Era de Aquarius
Do blog de Arnaldo Bloch:
Sábado 14.
A Lua está na sétima casa.
E Júpiter se alinha com Marte.
Já é!
W hen the Moon is in the seventh
house/and Jupiter aligns with
Mars/Then peace will guide the
planets/and love will steer the
stars/This is the dawning of the Age of Aqua-
rius/Age of Aquarius/Aquarius!/Aquarius!”
Para quem não conhece (existe alguém?), é tema de abertura de “Hair”, o musical que, no teatro, final dos anos 60, vociferou a cena hip-pie nua e crua, em tempo real contracultural, tendo o Vietnã como pano de fundo, e, no cinema, em 1979, quando o hippismo agonizava, trouxe um sopro de despedida que soou
forte no batidão pop pré-80.
Os versos em inglês acima dizem que “quando a Lua estiver na sétima casa e Júpiter se alinhar com Marte, a paz guiará os planetas, e o amor moverá as estrelas”. E anunciam: “Este é o alvorecer da Era de Aquarius.”
Pois é isso, Lua na sétima, Marte na cola de Júpiter, que irá acontecer, ou melhor, já está acontecendo, no dia de hoje, ao menos de acordo com o pessoal da Fraternidade Pax Universal, que distribuiu um e-mail dando a notícia. Outros passarinhos cantaram por aí a boa nova, mas não tive tempo de confirmar com um astrônomo se rola mesmo o tal alinhamento, ou com um astrólogo se o tal alinhamento significa mesmo que chegou a Era de Aquarius, ou se é só coisa da Broadway.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Quando o amor demora a chegar...
Thursday, February 14, 2009
Quando o amor demora a chegar (homenagem ao dia de San Valentin)
Quando o amor demora...
Quando o amor demora a chegar, a gente pensa que o seu tempo passou.
Aí, é melhor nem sonhar com ele, fazer de conta que não faz falta e que
os dias podem ser tranqüilos sem a presença do seu fogo. Não olhar os
namorados é uma atitude prudente, desviar os olhos para os beijos
explícitos que infestam de felicidade as praças e os jardins. Nos
restaurantes, ignorar os olhares trocados entre os casais de pombinhos arrulhantes, para não morrer de inveja. Questão de se auto-definir como pessoa madura que superou essa fase de busca pelo par.
Tudo mentira, no fundo. Como não desejar que outra mão segure a nossa
em atitude de carinho e reverência? O calor de um abraço e o sussurro de
uma voz no ouvido da gente a dizer "eu te amo", nada substitui esse
momento porque pode ser raro, antigo, mas é aquele instante de certeza de
estar vivo e trocar a própria vida com alguém.
Quando o amor demora, a gente precisa saber reconhecer que ele vem
sempre. Faz parte do movimento das marés, da rotação do planeta, do ciclo
de vida das espécies, por isso se perpetua e nos pega de surpresa de
repente. Talvez o tempo dele não seja o nosso, na verdade.
Amor tem seu tempo de chegar e de invadir corações que se julgavam
abandonados. O mais importante é preparar-se para abrir a porta e deixá-lo
entrar, oferecer-lhe espaço para que se acomode em nossa alma,
fazendo-a resplandecer. Aí, sair por aí, beijando na bôca, bem abraçadinho com
quem nos faz mais feliz, e dar as mãos caminhando em direção ao
horizonte.
Quando o amor, finalmente, chega, é hora de exibi-lo em nome da alegria
de viver!!!
aparecida torneros
Quando o amor demora a chegar (homenagem ao dia de San Valentin)
Quando o amor demora...
Quando o amor demora a chegar, a gente pensa que o seu tempo passou.
Aí, é melhor nem sonhar com ele, fazer de conta que não faz falta e que
os dias podem ser tranqüilos sem a presença do seu fogo. Não olhar os
namorados é uma atitude prudente, desviar os olhos para os beijos
explícitos que infestam de felicidade as praças e os jardins. Nos
restaurantes, ignorar os olhares trocados entre os casais de pombinhos arrulhantes, para não morrer de inveja. Questão de se auto-definir como pessoa madura que superou essa fase de busca pelo par.
Tudo mentira, no fundo. Como não desejar que outra mão segure a nossa
em atitude de carinho e reverência? O calor de um abraço e o sussurro de
uma voz no ouvido da gente a dizer "eu te amo", nada substitui esse
momento porque pode ser raro, antigo, mas é aquele instante de certeza de
estar vivo e trocar a própria vida com alguém.
Quando o amor demora, a gente precisa saber reconhecer que ele vem
sempre. Faz parte do movimento das marés, da rotação do planeta, do ciclo
de vida das espécies, por isso se perpetua e nos pega de surpresa de
repente. Talvez o tempo dele não seja o nosso, na verdade.
Amor tem seu tempo de chegar e de invadir corações que se julgavam
abandonados. O mais importante é preparar-se para abrir a porta e deixá-lo
entrar, oferecer-lhe espaço para que se acomode em nossa alma,
fazendo-a resplandecer. Aí, sair por aí, beijando na bôca, bem abraçadinho com
quem nos faz mais feliz, e dar as mãos caminhando em direção ao
horizonte.
Quando o amor, finalmente, chega, é hora de exibi-lo em nome da alegria
de viver!!!
aparecida torneros
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
The way we were ( em dvd)

As lendas do cinema Barbra Streisand e Robert Redford enchem de magia este filme como os encantadores apaixonados Katie Morosky e Hubbell Gardiner. Eles vivem a clássica historia de amor dos opostos que se atraem, tendo como pano de fundo a época de guerra na Europa, a prosperidade americana e a paranóia do McCarthismo em Hollywood. Esta Edição Especial foi remasterizada digitalmente e inclue um documentario com "making-of", com novas entrevistas focalizando Barbra Streisand, o diretor Sydney Pollack, o roteirista Arthur Laurents, o compositor Marvin Hamlisch e mais. Vencedor de dois Oscar® 1973 (Melhor Música "The Way We Were" e Melhor Trilha Sonora), NOSSO AMOR DE ONTEM é um romance atemporal inesquecível.
Sinopse de Nosso amor de ontem...
Sinopse
Em 1937, Katie Morosky (Barbra Streisand), uma judia comunista, desperta a atenção de Hubbell Gardiner (Robert Redford), um protestante de uma rica família, em virtude de ser uma pacifista convicta. Cada um segue seu caminho, ele se dedicando a escrever e ela trabalhando em uma rádio. Quase oito anos depois os dois se encontram por acaso em Nova York, quando Katie vê Hubbell, que cochila em uma boate. Provavelmente por serem bem diferentes e os opostos se atraem os dois se apaixonam. Porém Katie sente-se pouco à vontade com os amigos de Gardiner, sendo que quando algo não a agrada, o que acontece freqüentemente, é motivo para um acalorado protesto. Após discussões e o fracasso do primeiro livro de Hubbell, eles vão para Hollywood, onde Gardiner escreverá o roteiro de um filme para J.J. (Bradford Dillman), um amigo de Hubbell que se tornou produtor. Katie diz para Hubbell que está grávida, mas nem tudo corre bem e, para piorar, o macarthismo domina o país, transformando a liberdade de expressão em algo muito perigoso, que pode custar o emprego e a liberdade de quem desafia o Comitê de Atividades Anti-Americanas.
Em 1937, Katie Morosky (Barbra Streisand), uma judia comunista, desperta a atenção de Hubbell Gardiner (Robert Redford), um protestante de uma rica família, em virtude de ser uma pacifista convicta. Cada um segue seu caminho, ele se dedicando a escrever e ela trabalhando em uma rádio. Quase oito anos depois os dois se encontram por acaso em Nova York, quando Katie vê Hubbell, que cochila em uma boate. Provavelmente por serem bem diferentes e os opostos se atraem os dois se apaixonam. Porém Katie sente-se pouco à vontade com os amigos de Gardiner, sendo que quando algo não a agrada, o que acontece freqüentemente, é motivo para um acalorado protesto. Após discussões e o fracasso do primeiro livro de Hubbell, eles vão para Hollywood, onde Gardiner escreverá o roteiro de um filme para J.J. (Bradford Dillman), um amigo de Hubbell que se tornou produtor. Katie diz para Hubbell que está grávida, mas nem tudo corre bem e, para piorar, o macarthismo domina o país, transformando a liberdade de expressão em algo muito perigoso, que pode custar o emprego e a liberdade de quem desafia o Comitê de Atividades Anti-Americanas.
Nosso amor de ontem, the way we were, filme de 1973
Katie Morosky (Barbra Streisand) é uma comunista ativista altamente engajada que conhece Hubbell Gardiner (Robert Redford), um jovem esportista mas com talentos de escritor, nos tempos de universidade. Na faculdade eles têm um breve contato principalmente por frequentarem a mesma aula de redação. Porém, a história do filme se passa já na vida adulta dos dois. Eles se reencontram e vivem uma grande paixão, cerceada de assuntos políticos da época. A todo momento esse amor é posto a prova graças a grande divergência de visão de mundo de ambos.
Uma revolução interna e francesa
hoje é sexta feira, 13 de fevereiro, saí da sessão do analista e entrei no cinema para assistir "foi apenas um sonho".
justo hoje quando eu me questionei o que fazer com tamanha liberdade que passo a ter aos quase 60 anos, em vias de me aposentar, sair do caminho trilhado por um período em que me senti necessária e pródiga, quando na verdade, vivi os estereótipos de casar, ter filho, descasar, trabalhar, viajar e buscar felicidade... na verdade, o que me trouxe uma visão muito boa deste filme é que me vi fora do tal contexto, e me revi como uma mulher dos anos 70 que pôde dar vazão aos seus sonhos, tornando-me eu mesma, sem ser sombra de marido ou escrava de filhos, mas um ser para quem a profissão ( jornalista), a maternidade e o matrimônio longo (24 anos) legaram muitas alegrias e realizações. o modelo apresentado no enredo ( filme, não li o livro)é clássico do histórico da sociedade americana ( e da nossa classe média em versão amenizada)quando os valores materiais e os sonhos se confundem e fundem os cérebros dos que nem conseguem se auto conhecer, e fogem de si mesmos. coincidentemente, eu sonhei a vida inteira conhecer Paris, e já marquei para ir em maio próximo, mas, adiei 4 décadas, e agora, chegou a hora de curtir a Paris da minha maturidade, com direito ainda, a uma revolução interna e francesa, por que não?
Aparecida Torneros
justo hoje quando eu me questionei o que fazer com tamanha liberdade que passo a ter aos quase 60 anos, em vias de me aposentar, sair do caminho trilhado por um período em que me senti necessária e pródiga, quando na verdade, vivi os estereótipos de casar, ter filho, descasar, trabalhar, viajar e buscar felicidade... na verdade, o que me trouxe uma visão muito boa deste filme é que me vi fora do tal contexto, e me revi como uma mulher dos anos 70 que pôde dar vazão aos seus sonhos, tornando-me eu mesma, sem ser sombra de marido ou escrava de filhos, mas um ser para quem a profissão ( jornalista), a maternidade e o matrimônio longo (24 anos) legaram muitas alegrias e realizações. o modelo apresentado no enredo ( filme, não li o livro)é clássico do histórico da sociedade americana ( e da nossa classe média em versão amenizada)quando os valores materiais e os sonhos se confundem e fundem os cérebros dos que nem conseguem se auto conhecer, e fogem de si mesmos. coincidentemente, eu sonhei a vida inteira conhecer Paris, e já marquei para ir em maio próximo, mas, adiei 4 décadas, e agora, chegou a hora de curtir a Paris da minha maturidade, com direito ainda, a uma revolução interna e francesa, por que não?
Aparecida Torneros
Nosso começo de ano...

pois bem...
sempre começamos o ano, fugindo e fingindo, de férias ou de vagabundagem, no verão brasileiro ou no inverno americano-europeu, etc...
dizem por aqui que o ano começa mesmo é depois do carnaval e até lá, vamos relaxar...
axioma, postulado, seja lá o que for, essa é uma prática bem brasileira...
há anos que me pego em janeiro, fevereiro, como se fosse uma dama errante, amazona de cavalgadas sem destino...
os dias trazem sol muito cedo e quase sempre há chuvas nos entardeceres...chope nos bares nas calçadas e nas esquinas, picolés e bolas de sorvetes coloridos...
para os claustrófobos, existem os shoppings, sem céu e sem sol, sem estrelas e sem vento, mas com ar refrigerado, luzes, vitrines, fast-food, cinemas, e compras...
o consumo é uma praga, a roda da reencarnação do oriente parece dizer que o último trem da alegria saiu dos trilhos e a humanidade só tem uma saída...consumir o básico e sonhar com o supérfluo...sabe aquele vestido de grife que mamãe imaginou comprar para a formatura da filhinha? já era...agora , se quiser, que costure com tecido barato e use a imaginação para organizar a festa, enfeitando a casa com recortes de papel colorido reaproveitado dos presentes de natal do ano retrasado... voltarão as criativas barrinhas de prateleiras nos armários das cozinhas, dos tempos das nossas bisavós, essas sim, senhoras de respeito, porque sabiam cozinhar, lavar, passar, arrumar o ambiente, com pouca grana e grande efeito, e ainda por cima, tricotavam, amavam, criavam filhos e netos, davam conselhos, economizavam tostões e faziam os melhores doces e bolos da nossa história...
nosso começo do ano é assim..economizante de futuro pródigo, com efeitos retardatários de um mundo menos acelerado, mais tolerante, bem mais empobrecido porém reenriquecido de valores esquecidos...
se não tenho como dar um presente a um amigo numa festa de aniversário, levo um livro meu já lido, mas cheio de recomendação e carinho... ora, é questão de reciclagem, isso está na moda, diminui o lixo urbano e o acúmulo de detritos sem destino que as grandes cidades fabricam...
que começo...digamos que é só um reinício de uma história que precisa dar a volta em si mesma...
eu, por minha vez, decidi, um ano sem comprar o que já tenho demais...como roupas, calçados e bolsas, bijuterias e enfeites ( só não incluí nessa lista, música e literatura)..
já é uma medida saudável, bem pessoal, e consciente.
mas, não a recomendo aos compulsivos, aqueles que não resistem ao prazer do novo...uma sensação estranhamente repetitiva, já que logo ele se torna mesmo usado, velho e cansativo...
de novo, só o primeiro minuto...
assim foi com o começo de 2009, só foi novo, nos primeiros dias, agora, durma-se com um barulho desses, cá estamos a aguardar seu começo oficial, depois das folias, e talvez, quem sabe, conseguirmos nos entender melhor com a crise, a tal que derruba as bolsas, desemprega os trabalhadores, recompõe os pensamentos, desespera os sonhadores de estatus e faz até as mulheres voltarem a se casarem só por amor...quem diria?
Cida Torneros
11 de fevereiro de 2009
Suas orelhas aind queimam
Suas orelhas ainda queimam
Maria Aparecida Torneros da Silva
Um dia, ela pensou que, na velhice, iria descansar de tanta luta. Tinha tido, durante toda a vida, muita lida, com a dureza do dia a dia, os serviços de casa, a cozinha, as crianças crescendo, o marido reclamativo, a louça se acumulando na pia. Bem, por que lembrar disso agora, passados tantos anos? Tudo tinha ficado para trás. Os filhos já são quase avós agora, com sua prole em torno dos 20 anos, menos o temporão, o Tavinho, seu netinho mais encantador. Como ela poderia imaginar que veria seus próprios netos na mocidade, tentando entender seus comportamentos incrivelmente estranhos para os conceitos de vida que ela aprendera a valorizar? Ela tenta se adaptar aos novos tempos e procura não ser uma avó desagradável, com incompreensões. Clarinha, por exemplo, sua netinha de 15, está infestada de peircings. Pelas orelhas, nariz, língua, umbigo, e , só Deus sabe, onde mais. O Bruno, um rapaz de aparência forte e dentes lindos, enfeitou-se com tatuagem no braço, como aqueles antigos marinheiros, e sapecou uma robusta serpente de língua comprida pronta para o bote. Mas, a doce Luana, essa sim, lembra as meninas do passado, tem olhos tranqüilos e gestos calmos. Toca piano, é plácida, romântica e só tem 12 anos. Talvez mude, e disso ela tem medo. Como proteger a frágil menina do mundo agressivo que tem pela frente? Hoje, morando sozinha, ela, com seus 70, se acha vigorosa ainda. Tem fôlego para ouvir os filhos, tantas queixas e lamúrias. São os telefonemas noturnos, quando eles se lamentam e ela ouve, consola, tenta fazê-los sorrir um pouco. Dá força e convida sempre, filhos e netos para comerem seu bolo de chocolate. Não há tristeza deles que ela não cure com a sua especialidade coberta de calda. Seu maior prazer é ver quando eles vão se acalmando, enquanto saboreiam a gulodice saciando de doçura seus corações inquietos. Também, nas manhãs de sol, ela caminha para desenferrujar as juntas e aproveita o tempo para rezar por filhos e netos. Ora com freqüência e com saudades, pela alma do marido "reclamão". Se ainda o tivesse por perto, teria, pelo menos, um ombro amigo, na calada da noite, para recostar, quando as orelhas estivessem quentes. Um dia, ela tinha sonhado com isso, reuniria toda a família em torno de um grande bolo de chocolate para o seu "bota-fora". Era chegada a hora da viagem dos seus sonhos: ia à Grécia, depois de economizar a vida inteira. Finalmente esse dia chegou. Luzia está bonita, produzida, os cabelos alinhados em coque, o terninho bem cortado a transforma em senhora elegante. Prepara-se para a tal viagem. O bolo foi providenciado pelo telefone. Permitiu-se encomendar a goluseima e dispensar-se do forno desta vez. Os preparativos foram tantos, os filhos e netos se sucederam na fila das encomendas, das recomendações, dos pedidos. Ela iria de táxi, combinou com todos que não queria ninguém no aeroporto. Seu grito de liberdade. Uma mulher vivida e sozinha que parte para a viagem sonhada. Muitos beijos, abraços, promessas de telefonemas, Luzia seca as lágrimas e parte. Horas mais tarde, a bordo do avião, com a cabeça recostada, tentando acomodar-se à nova realidade, suas orelhas ainda queimam. Tavinho, o neto caçula, não pediu nada, nem um brinquedinho, mas encostou sua boquinha melada de menino de três anos bem no ouvido direito da avó e disse assim, em tom pedinte e choroso: - Vó, o bolo de chocolate que você me deu agora tá muito ruim Tudo bem ,eu entendo, você tava com pressa de viajar, não é? Volta logo dessa tal de "Gréchia" e aprende de novo a fazer aquele bolo que eu adoro!
Maria Aparecida Torneros da Silva
Um dia, ela pensou que, na velhice, iria descansar de tanta luta. Tinha tido, durante toda a vida, muita lida, com a dureza do dia a dia, os serviços de casa, a cozinha, as crianças crescendo, o marido reclamativo, a louça se acumulando na pia. Bem, por que lembrar disso agora, passados tantos anos? Tudo tinha ficado para trás. Os filhos já são quase avós agora, com sua prole em torno dos 20 anos, menos o temporão, o Tavinho, seu netinho mais encantador. Como ela poderia imaginar que veria seus próprios netos na mocidade, tentando entender seus comportamentos incrivelmente estranhos para os conceitos de vida que ela aprendera a valorizar? Ela tenta se adaptar aos novos tempos e procura não ser uma avó desagradável, com incompreensões. Clarinha, por exemplo, sua netinha de 15, está infestada de peircings. Pelas orelhas, nariz, língua, umbigo, e , só Deus sabe, onde mais. O Bruno, um rapaz de aparência forte e dentes lindos, enfeitou-se com tatuagem no braço, como aqueles antigos marinheiros, e sapecou uma robusta serpente de língua comprida pronta para o bote. Mas, a doce Luana, essa sim, lembra as meninas do passado, tem olhos tranqüilos e gestos calmos. Toca piano, é plácida, romântica e só tem 12 anos. Talvez mude, e disso ela tem medo. Como proteger a frágil menina do mundo agressivo que tem pela frente? Hoje, morando sozinha, ela, com seus 70, se acha vigorosa ainda. Tem fôlego para ouvir os filhos, tantas queixas e lamúrias. São os telefonemas noturnos, quando eles se lamentam e ela ouve, consola, tenta fazê-los sorrir um pouco. Dá força e convida sempre, filhos e netos para comerem seu bolo de chocolate. Não há tristeza deles que ela não cure com a sua especialidade coberta de calda. Seu maior prazer é ver quando eles vão se acalmando, enquanto saboreiam a gulodice saciando de doçura seus corações inquietos. Também, nas manhãs de sol, ela caminha para desenferrujar as juntas e aproveita o tempo para rezar por filhos e netos. Ora com freqüência e com saudades, pela alma do marido "reclamão". Se ainda o tivesse por perto, teria, pelo menos, um ombro amigo, na calada da noite, para recostar, quando as orelhas estivessem quentes. Um dia, ela tinha sonhado com isso, reuniria toda a família em torno de um grande bolo de chocolate para o seu "bota-fora". Era chegada a hora da viagem dos seus sonhos: ia à Grécia, depois de economizar a vida inteira. Finalmente esse dia chegou. Luzia está bonita, produzida, os cabelos alinhados em coque, o terninho bem cortado a transforma em senhora elegante. Prepara-se para a tal viagem. O bolo foi providenciado pelo telefone. Permitiu-se encomendar a goluseima e dispensar-se do forno desta vez. Os preparativos foram tantos, os filhos e netos se sucederam na fila das encomendas, das recomendações, dos pedidos. Ela iria de táxi, combinou com todos que não queria ninguém no aeroporto. Seu grito de liberdade. Uma mulher vivida e sozinha que parte para a viagem sonhada. Muitos beijos, abraços, promessas de telefonemas, Luzia seca as lágrimas e parte. Horas mais tarde, a bordo do avião, com a cabeça recostada, tentando acomodar-se à nova realidade, suas orelhas ainda queimam. Tavinho, o neto caçula, não pediu nada, nem um brinquedinho, mas encostou sua boquinha melada de menino de três anos bem no ouvido direito da avó e disse assim, em tom pedinte e choroso: - Vó, o bolo de chocolate que você me deu agora tá muito ruim Tudo bem ,eu entendo, você tava com pressa de viajar, não é? Volta logo dessa tal de "Gréchia" e aprende de novo a fazer aquele bolo que eu adoro!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
ANOS REBELDES, QUE SAUDADE DAQUELE TEMPO!
ANOS REBELDES, QUE SAUDADE DAQUELE TEMPO!
(publicado 01/02/09, no site Bahia Já)
Aparecida Torneros
Foi um acaso, se bem que dizem que acaso mesmo não existe. Em meio ao trabalho, ao produzir os dizeres de uma placa comemorativa, para um colégio que vai ser inaugurado na próxima semana, e é a primeira obra do PAC, entregue no Rio de Janeiro, nem sei porque, o gerente que me atendia, em determinado momento, me ouviu falar que fui militante nos anos rebeldes. O tempo voltou, rapidamente, na minha cabeça, como um cometa alucinado. Falei do ex namorado que sumiu, depois que se engajou no MR8. Por alguns minutos, o filme daquela época, rodou e eu me vi com menos de 20 anos.
Contive a emoção, segui com as tarefas, voltei pra casa, cozinhei, jantei, assisti ao jornal Nacional, à novela que transmite as imagens da cultura indiana, escondi para debaixo do meu tapete de sensibilidade aquela coisinha estúpida ( pensei que fosse) que teimava me atormentar.
Fui para o computador, verifiquei que haviam publicado um artigo meu no site do Observatório da Imprensa, uma análise dos campeões de audiência da semana em que se iniciou a era Obama. Afinal , o relógio correu, passei dos cinquenta e tantos, o mundo mudou, casei, descasei, tive um filho, ele já tem mais de 30 anos.
E novamente, a tal nostalgia me pegou. Recordei as noites em que dancei e cantei "não confie em ninguém com mais de 30 anos", no final dos anos 60, imaginando que minha geração podia reformar o mundo e consertar o que estivesse torto na humanidade. Além da militância política, havia a causa hippie, pregando Paz e Amor, éramos um bando de sonhadores, lutadores, corajosos jovens que se conscientizavam da necessidade de lutar, protestar e concorrer para a mudança social, conquista de liberdade democrática, sede de justiça, e um arrazoado sem fim de propostas voltadas para uma sociedade mais justa e igualitária.
Foi-se o tempo, foram-se muitos anéis, mas sobraram muitos dedos, e ainda estamos aí, de alguma forma, construindo escolas, urbanizando favelas, negociando espaços para políticas sociais corretas e progressistas. Os que tombaram em prol desses ideais, não o fizeram em vão. Há, por parte das gerações seguintes, um furor tecnológico e consumista capaz de impulsionar novos sonhos.
A sensação de que há muito a fazer, e de que estamos ainda no meio do caminho, espetou-me durante horas. Desisti de entrar no msn e bater papo com amigos, o que normalmente faço no final da noite, antes de ir dormir. O sono não chegava ( começo agora a sentir sinais dele), e eu me perguntei onde buscar reviver aquele fôlego da juventude diante do futuro sonhado.
Coisa braba esse negócio de memorizar e tornar a sentir o que se passou conosco há tanto tempo atrás. Mania freudiana, voltar às lembranças, reatar os laços do inconsciente, trazer para o consciente, verbalizar sentimentos antigos, ultrapassar dores, sorrir com as alegrias que permanecem vivas na lembrança e seguir em frente.
Pois é o que faço agora. Sigo em frente, fico feliz em ver a nova escola, reaproveitamento de uma unidade militar do exército, desativada, que vai virar um pólo cultural numa zona extremamente carente de recursos e quase sem acesso à modernidade. Isso é saudável, é gratificante, é enriquecedor, me conforta.
Os anos rebeldes se transformaram em anos transparentes. Os ponteiros marcam a corrida louca do tempo que não pára, mas a saudade não me faz prisioneira do passado. Ajeito-me dentro de mim mesma, reconsidero o relicário de histórias que posso contar, minhas e dos meus contemporâneos, volto meus olhos para meus projetos pessoais, que incluem viagens, estudo de línguas que não domino ainda, produção de livros, voltar a dançar, visitar gente que não vejo há muito tempo, caminhar na pista Claudio Coutinho, respirar fundo, olhar o mar, sentir o vento, fixar nas retinas aquele céu azul, comer pipoca, tomar água de côco, contemplar a garotada correndo na praça, atender o telefone, e dizer: -Alô, meu Amor, ainda bem que você me ligou, pois eu já estava pensando que tinha ficado sozinha na Terra.
Aí, percebo que posso superar a nostalgia dos anos rebeldes, pois há um fórum social acontecendo no Pará, as pessoas se reunem e postulam mudanças, exigem respeitos para as minorias, para os diferentes, a democracia amadurece, meu país avança, meu povo se reorganiza como pode diariamente, e apesar dos pesares, com é bom fazer parte de tão embolado enredo. Imaginem se eu não tivesse histórias para contar, ou pior, se nós não tivéssemos vivido tudo isso para testemunhar agora?
Dou-me por satisfeita, aliás, deixo-me invadir pela felicidade de ter saudade daquele tempo e poder compartilhá-la com algum amigo fiel, alguma leitora atenta, algum parceiro desavisado, alguma companheira de luta, e tanta gente capaz de enfrentar a dureza da vida com a meiguice da prontidão que guarda o amanhã de nós todos. Melhor de tudo é fazer parte do clã dos nostálgicos que vão buscar forças nos próprios exemplos, visando reconstruir seu caminho enquanto se constróem novas escolas.
(publicado 01/02/09, no site Bahia Já)
Aparecida Torneros
Foi um acaso, se bem que dizem que acaso mesmo não existe. Em meio ao trabalho, ao produzir os dizeres de uma placa comemorativa, para um colégio que vai ser inaugurado na próxima semana, e é a primeira obra do PAC, entregue no Rio de Janeiro, nem sei porque, o gerente que me atendia, em determinado momento, me ouviu falar que fui militante nos anos rebeldes. O tempo voltou, rapidamente, na minha cabeça, como um cometa alucinado. Falei do ex namorado que sumiu, depois que se engajou no MR8. Por alguns minutos, o filme daquela época, rodou e eu me vi com menos de 20 anos.
Contive a emoção, segui com as tarefas, voltei pra casa, cozinhei, jantei, assisti ao jornal Nacional, à novela que transmite as imagens da cultura indiana, escondi para debaixo do meu tapete de sensibilidade aquela coisinha estúpida ( pensei que fosse) que teimava me atormentar.
Fui para o computador, verifiquei que haviam publicado um artigo meu no site do Observatório da Imprensa, uma análise dos campeões de audiência da semana em que se iniciou a era Obama. Afinal , o relógio correu, passei dos cinquenta e tantos, o mundo mudou, casei, descasei, tive um filho, ele já tem mais de 30 anos.
E novamente, a tal nostalgia me pegou. Recordei as noites em que dancei e cantei "não confie em ninguém com mais de 30 anos", no final dos anos 60, imaginando que minha geração podia reformar o mundo e consertar o que estivesse torto na humanidade. Além da militância política, havia a causa hippie, pregando Paz e Amor, éramos um bando de sonhadores, lutadores, corajosos jovens que se conscientizavam da necessidade de lutar, protestar e concorrer para a mudança social, conquista de liberdade democrática, sede de justiça, e um arrazoado sem fim de propostas voltadas para uma sociedade mais justa e igualitária.
Foi-se o tempo, foram-se muitos anéis, mas sobraram muitos dedos, e ainda estamos aí, de alguma forma, construindo escolas, urbanizando favelas, negociando espaços para políticas sociais corretas e progressistas. Os que tombaram em prol desses ideais, não o fizeram em vão. Há, por parte das gerações seguintes, um furor tecnológico e consumista capaz de impulsionar novos sonhos.
A sensação de que há muito a fazer, e de que estamos ainda no meio do caminho, espetou-me durante horas. Desisti de entrar no msn e bater papo com amigos, o que normalmente faço no final da noite, antes de ir dormir. O sono não chegava ( começo agora a sentir sinais dele), e eu me perguntei onde buscar reviver aquele fôlego da juventude diante do futuro sonhado.
Coisa braba esse negócio de memorizar e tornar a sentir o que se passou conosco há tanto tempo atrás. Mania freudiana, voltar às lembranças, reatar os laços do inconsciente, trazer para o consciente, verbalizar sentimentos antigos, ultrapassar dores, sorrir com as alegrias que permanecem vivas na lembrança e seguir em frente.
Pois é o que faço agora. Sigo em frente, fico feliz em ver a nova escola, reaproveitamento de uma unidade militar do exército, desativada, que vai virar um pólo cultural numa zona extremamente carente de recursos e quase sem acesso à modernidade. Isso é saudável, é gratificante, é enriquecedor, me conforta.
Os anos rebeldes se transformaram em anos transparentes. Os ponteiros marcam a corrida louca do tempo que não pára, mas a saudade não me faz prisioneira do passado. Ajeito-me dentro de mim mesma, reconsidero o relicário de histórias que posso contar, minhas e dos meus contemporâneos, volto meus olhos para meus projetos pessoais, que incluem viagens, estudo de línguas que não domino ainda, produção de livros, voltar a dançar, visitar gente que não vejo há muito tempo, caminhar na pista Claudio Coutinho, respirar fundo, olhar o mar, sentir o vento, fixar nas retinas aquele céu azul, comer pipoca, tomar água de côco, contemplar a garotada correndo na praça, atender o telefone, e dizer: -Alô, meu Amor, ainda bem que você me ligou, pois eu já estava pensando que tinha ficado sozinha na Terra.
Aí, percebo que posso superar a nostalgia dos anos rebeldes, pois há um fórum social acontecendo no Pará, as pessoas se reunem e postulam mudanças, exigem respeitos para as minorias, para os diferentes, a democracia amadurece, meu país avança, meu povo se reorganiza como pode diariamente, e apesar dos pesares, com é bom fazer parte de tão embolado enredo. Imaginem se eu não tivesse histórias para contar, ou pior, se nós não tivéssemos vivido tudo isso para testemunhar agora?
Dou-me por satisfeita, aliás, deixo-me invadir pela felicidade de ter saudade daquele tempo e poder compartilhá-la com algum amigo fiel, alguma leitora atenta, algum parceiro desavisado, alguma companheira de luta, e tanta gente capaz de enfrentar a dureza da vida com a meiguice da prontidão que guarda o amanhã de nós todos. Melhor de tudo é fazer parte do clã dos nostálgicos que vão buscar forças nos próprios exemplos, visando reconstruir seu caminho enquanto se constróem novas escolas.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Hora de reaprender a amar...
Hora de reaprender a amar seu par...
Nem pergunte como ou porquê
apenas recomece
pelos pelos da orelha
acenda a velha centelha
do fogo do amor adormecido
reprograme e acesse
a razão maior do sentimento
aproveite que a hora é essa
há um novo ano chegando,
tem de tudo um pouco nesse momento
reaja e reaproveite energia e luz
abrace com força o seu amor,
sinta renascer entre vocês o calor
feche os olhos, medite sobre a vida,
o prêmio, o encontro, o que for bom,
olhe na estrada o futuro incerto,
aconchegue-se a quem está tão perto,
e diga o quanto é maravilhoso dividir
com essa pessoa a felicidade e a idade...
vamos, reaprenda a amar seu par,
e siga entre nuvens, sonhos e poesias,
deixe para depois a tal incomodativa realidade...
agora, se espalhe na alegria e mergulhe nas fantasias...
Vocês merecem!!! Feliz Ano Novo!!!
Cida Torneros
Postado por Blog da Mulher Necessária às 09:30 0 comentários
Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
Feliz Ano Novo!!! A Happy New Yer!!!
que você sonhe
que brinde
que se exponha
que se supere
que se anime
que se abasteça
que você cresça
que se mine
de compaixão,
de amor,
de ternura,
de esperança,
de saudade,
de amizade,
de crença,
de humildade,
de irmandade,
que você se reconheça
como um ser feliz
por estar vivo
e poder lutar
por dias melhores
por um mundo justo
por filhos bem criados
por amigos solidários
por amantes bem amados
por paixões que recomecem
todos os dias do novo ano!!!
Cida Torneros
Postado por Blog da Mulher Necessária às 17:24 0 comentários
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Oração a Santa Sara Kali

Oração a Santa Sara Tu que és uma Santa Cigana
no mundo.Tu que sofrestes todas as formas de humilhação e preconceitos.Tu que fostes amedrontada
e jogada ao mar,
para que morresses de sede
e de fome.Tu que sabes o que é o medo,
a fome, a mágoaE a dor no coração.Não permitas que meus inimigos zombem de mim
ou me maltratem.Que tu sejas minha advogada
perante Deus.Que tu me concedas sorte, saúdeE que abençoe a minha vida.Amém.
Eluana, a mídia e a eutanásia
Relutei muito em escrever sobre o fato. É que o mistério da vida, através da mídia questionadora e envolvente, me tocou ( como a todos os receptores da informação globalizada), quando a notícia foi divulgada. Morreu Eluana. A italiana que há 17 anos vivia ligada aos tubos, sendo alimentada e hidratada, enquanto seu cérebro deixara de funcionar desde um acidente automobilístico. Suas fotos divulgadas intensamente são tão fortes. Elas transmitem um sorriso decidido de quem viveu a vida com força suficiente para ultrapassar o próprio tempo. Bonita, quando jovem, teve uma interrupção de seus projetos quando a flor da juventude a brindava, com certeza com sonhos e promessas. O pai, a Igreja, o Governo Italiano, o povo do seu país, aqueles que leram a respeito do seu caso, os legisladores, os céticos, os crentes, os corajosos e os medrosos, os tementes ao seu Deus e os ateus convictos, provavelmente todos sentiram algo com o noticiário sobre Eluana. Fui buscar alguns conceitos sobre a eutanásia. Encontrei estes, de Carlos Fernando Francisconi e José Roberto Goldim "Atualmente a eutanásia pode ser classificada de várias formas, de acordo com o critério considerado. Quanto ao tipo de ação:
Eutanásia ativa: o ato deliberado de provocar a morte sem sofrimento do paciente, por fins misericordiosos.
Eutanásia passiva ou indireta: a morte do paciente ocorre, dentro de uma situação de terminalidade, ou porque não se inicia uma ação médica ou pela interrupção de uma medida extraordinária, com o objetivo de minorar o sofrimento.
Eutanásia de duplo efeito: quando a morte é acelerada como uma conseqüencia indireta das ações médicas que são executadas visando o alívio do sofrimento de um paciente terminal.
Quanto ao consentimento do paciente:
Eutanásia voluntária: quando a morte é provocada atendendo a uma vontade do paciente.
Eutanásia involuntária: quando a morte é provocada contra a vontade do paciente.
Eutanásia não voluntária: quando a morte é provocada sem que o paciente tivesse manifestado sua posição em relação a ela.
Esta classificação, quanto ao consentimento, visa estabelecer, em última análise, a responsabilidade do agente, no caso o médico. Esta discussão foi proposta por Neukamp, em 1937." Eluana se foi e a discussão sobre a eutanásia prosseguirá porque é filosófica, é religiosa e é científica. O ponto de transformação da vida em não vida é frágil, mas é extraordinariamente infinito para conjecturas, estudos, declarações, e até politicagens eleitoreiras. Doadores de órgãos depois de mortos, só o são, por tempo determinado antes da fatal deterioração dos tecidos privados do oxigênio. Este, circulante através das hemácias, de núcleo oco, induz a vida a manter-se, mesmo que a morte ali já tenha se instalado, há um tempo intermediário de morte lenta para cada célula do corpo humano. A imprensa italiana fez a festa mórbida, mas o tema é mesmo polêmico, principalmente num país onde se encontra a sede da Igreja Católica tradicionalmente "avessa" a esta prática denominada de morte assistida. Nem cabe julgar se historicamente a própria Igreja consentiu penas de morte a hereges na Idade Média. A mídia da época era a comunicação dos templos, o boca a boca, não havia a internet, nem a televisão, nem o rádio, nem a possibilidade de massificar os rostos de condenados e condenadas, e a comoção não foi menor, proporcionalmente. Notícias da agência EFE dizem que a Procuradoria de Trieste informou que, "por enquanto", não há notícias de que se tenha "cometido nenhum crime" em relação à morte de Eluana Englaro, segundo a imprensa italiana. O procurador-geral de Trieste, Beniamino Deidda, disse que os procedimentos normais nestes casos para esclarecer a causa da morte serão seguidos "rigorosamente". Acrescentou que, "até o momento", não foi reconhecida nenhuma hipótese que implique na execução de um crime na morte de Eluana. A autópsia podia acontecer ainda no dia da morte oficial, anunciou o médico Carlo Moreschi, a quem a Procuradoria de Udine encarregou o processo. Moreschi não soube dizer se o exame será na casa de repouso onde Eluana morreu e onde ainda estava o corpo, ou no hospital Santa Maria della Misericordia. Este médico foi consultado pela Procuradoria nos dias passados para que acompanhasse o procedimento da interrupção na alimentação de Eluana. Sobre a autópsia, o advogado da família Englaro, Giuseppe Campeis, afirmou que estava "preparando" a lista de peritos e de consultores. O neurologista que acompanhava o caso de Eluana há anos, Carlo Alberto Defanti, afirmou ontem que a morte foi devido a "uma crise". Defanti acrescentou que não se esperava a morte de Eluana, já que só tinham passado três dias desde a interrupção da alimentação. O próprio Defanti tinha previsto que Eluana viveria entre 12 e 14 dias desde que a interrupção na alimentação, ocorrida na sexta-feira anterior." Pelos informes da agência ANSA, " O advogado Vittorio Angiolini, que defendeu a família de Eluana Englaro, italiana que passou 17 anos em estado vegetativo e que morreu em uma clínica no norte do país, pediu à imprensa que "deixe em paz" o pai da paciente, Beppino Englaro. Durante anos, Beppino travou uma intensa batalha judicial para conseguir suspender a alimentação artificial que mantinha sua filha viva.
"Peço que deixem Beppino Englaro tranquilo, o que nunca foi feito. Aliás, até neste último e dramático momento ele precisou que sua filha fosse cercada por policiais. Agora deixem-no em paz", disse Angiolini, referindo-se à polêmica desatada pelo caso de Eluana.
A italiana faleceu depois que o fluxo de alimentação que nutria seu organismo foi totalmente suspenso, no último sábado. O procedimento foi amparado por uma decisão do Tribunal de Apelação de Milão emitida em julho do ano passado.
Com o objetivo de revertê-la, porém, o governo italiano propôs um decreto-lei, que foi rejeitado pelo presidente do país, Giorgio Napolitano. Em uma segunda tentativa, o premier Silvio Berlusconi encaminhou então ao Parlamento um projeto de lei, que tinha o mesmo texto do documento vetado anteriormente.
Hoje, contudo, enquanto ainda discutia a medida, o Senado foi surpreendido com a notícia da morte de Eluana, que passou a viver em estado vegetativo após sofrer um acidente de carro, em 1992.
Ao ser informado da morte da filha, Beppino Englaro disse que preferia ficar sozinho. "Não precisam se preocupar comigo, agora quero ficar só, não quero falar com ninguém. A única coisa que peço aos verdadeiros amigos é que não me procurem. Sou assim, peço que me respeitem deste modo", afirmou. (ANSA) " Eluana viveu e morreu na companhia de um pai sofrido e perseguido. Ambos descansam agora. Mas a mídia não lhes dará trégua porque sua pauta é e será por muito tempo motivo para investigação , reflexão, busca de respostas filosóficas, religiosas, espirituais, científicas e sobretudo, humanamente incompreensíveis, por enquanto. Aparecida Torneros jornalista Rio de Janeiro
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Uma pequena notável, como ela requebra bem...
Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Uma pequena notável, como ela requebra bem...
Ela nos encantou... Cantou a Bahia e o Brasil. Perguntou com graça "o que é que a baiana tem?". Envolveu gerações com seu gingado de ancas e olhares revirados. Mãos que gesticulavam na cadência do samba. Quando completa 100 anos, a gente pensa: como ela requebra bem...porque continua viva em nossos corações.
Cresci ouvindo os discos em 78 rotações do meu avô Antônio, com muita música da Carmen, muito balanço brasileiro, orgulho pra nós porque ela era corajosa, avançada, um metro e meio de talento e brejeirice. Soube conquistar seu espaço e se tornou internacional, sendo,então, uma garota propaganda das nossas malemolências pelo mundo afora.
Viva a Carmen que faz hoje um século veio para nos trazer alegria, e embora tivesse nascido em Portugal, foi no Brasil que ela se revelou a intérprete faceira, requebrando e cantando nossa gente, brincando com o povo, quando cantou : "disseram que eu voltei americanizada", ou fazendo blag..." garantiram que o mundo ia se acabar, por causa disso minha gente lá no morro começou a rezar, acreditei nessa conversa mole, fui tratando de me divertir, fui tratando de aproveitar, beijei a boca de quem não conhecia, até dancei um samba em traje de maiô e o tal do mundo não se acabou".
Ela encantou gerações e ainda requebra bem, para nossa feliz memória! Nos legou performances, estilo próprio, marcou gerações, foi a brasileira que mais fez sucesso no exterior com seus filmes e apresentações, em décadas, permanece insubstituível.
Carmen merece as homenagens porque divulgou não só sua arte, mas a cultura brasileira, e o carisma baiano, com suas roupas estilizadas, representativas das vestes tradicionais das baianas de pano da costa, torços na cabeça, colares e balangandans.
Devemos a ela uma reverência especial, e é preciso reinventá-la sempre, para que os novos brasileiros conheçam sua história e seu talento, percebam que desde os anos 30 ela empolgou platéias, além de solidificar-se como mito do cenário hollywoodiano.
O que é que a Carmen tem? Tem um rosário de ouro, tem, um rosário de contas sem fim, para nos encantar eternamente, enquanto nos refletirmos no seu gingado especial, do alto dos saltos altíssimos, de onde ela vislumbrou o mundo e se tornou estrela no céu dos nossos sonhos.
Aparecida Torneros
Uma pequena notável, como ela requebra bem...
Ela nos encantou... Cantou a Bahia e o Brasil. Perguntou com graça "o que é que a baiana tem?". Envolveu gerações com seu gingado de ancas e olhares revirados. Mãos que gesticulavam na cadência do samba. Quando completa 100 anos, a gente pensa: como ela requebra bem...porque continua viva em nossos corações.
Cresci ouvindo os discos em 78 rotações do meu avô Antônio, com muita música da Carmen, muito balanço brasileiro, orgulho pra nós porque ela era corajosa, avançada, um metro e meio de talento e brejeirice. Soube conquistar seu espaço e se tornou internacional, sendo,então, uma garota propaganda das nossas malemolências pelo mundo afora.
Viva a Carmen que faz hoje um século veio para nos trazer alegria, e embora tivesse nascido em Portugal, foi no Brasil que ela se revelou a intérprete faceira, requebrando e cantando nossa gente, brincando com o povo, quando cantou : "disseram que eu voltei americanizada", ou fazendo blag..." garantiram que o mundo ia se acabar, por causa disso minha gente lá no morro começou a rezar, acreditei nessa conversa mole, fui tratando de me divertir, fui tratando de aproveitar, beijei a boca de quem não conhecia, até dancei um samba em traje de maiô e o tal do mundo não se acabou".
Ela encantou gerações e ainda requebra bem, para nossa feliz memória! Nos legou performances, estilo próprio, marcou gerações, foi a brasileira que mais fez sucesso no exterior com seus filmes e apresentações, em décadas, permanece insubstituível.
Carmen merece as homenagens porque divulgou não só sua arte, mas a cultura brasileira, e o carisma baiano, com suas roupas estilizadas, representativas das vestes tradicionais das baianas de pano da costa, torços na cabeça, colares e balangandans.
Devemos a ela uma reverência especial, e é preciso reinventá-la sempre, para que os novos brasileiros conheçam sua história e seu talento, percebam que desde os anos 30 ela empolgou platéias, além de solidificar-se como mito do cenário hollywoodiano.
O que é que a Carmen tem? Tem um rosário de ouro, tem, um rosário de contas sem fim, para nos encantar eternamente, enquanto nos refletirmos no seu gingado especial, do alto dos saltos altíssimos, de onde ela vislumbrou o mundo e se tornou estrela no céu dos nossos sonhos.
Aparecida Torneros
Uma pequena notável, como ela requebra bem...
Ela nos encantou... Cantou a Bahia e o Brasil. Perguntou com graça "o que é que a baiana tem?". Envolveu gerações com seu gingado de ancas e olhares revirados. Mãos que gesticulavam na cadência do samba. Quando completa 100 anos, a gente pensa: como ela requebra bem...porque continua viva em nossos corações.
Cresci ouvindo os discos em 78 rotações do meu avô Antônio, com muita música da Carmen, muito balanço brasileiro, orgulho pra nós porque ela era corajosa, avançada, um metro e meio de talento e brejeirice. Soube conquistar seu espaço e se tornou internacional, sendo,então, uma garota propaganda das nossas malemolências pelo mundo afora.
Viva a Carmen que faz hoje um século veio para nos trazer alegria, e embora tivesse nascido em Portugal, foi no Brasil que ela se revelou a intérprete faceira, requebrando e cantando nossa gente, brincando com o povo, quando cantou : "disseram que eu voltei americanizada", ou fazendo blag..." garantiram que o mundo ia se acabar, por causa disso minha gente lá no morro começou a rezar, acreditei nessa conversa mole, fui tratando de me divertir, fui tratando de aproveitar, beijei a boca de quem não conhecia, até dancei um samba em traje de maiô e o tal do mundo não se acabou".
Ela encantou gerações e ainda requebra bem, para nossa feliz memória! Nos legou performances, estilo próprio, marcou gerações, foi a brasileira que mais fez sucesso no exterior com seus filmes e apresentações, em décadas, permanece insubstituível.
Carmen merece as homenagens porque divulgou não só sua arte, mas a cultura brasileira, e o carisma baiano, com suas roupas estilizadas, representativas das vestes tradicionais das baianas de pano da costa, torços na cabeça, colares e balangandans.
Devemos a ela uma reverência especial, e é preciso reinventá-la sempre, para que os novos brasileiros conheçam sua história e seu talento, percebam que desde os anos 30 ela empolgou platéias, além de solidificar-se como mito do cenário hollywoodiano.
O que é que a Carmen tem? Tem um rosário de ouro, tem, um rosário de contas sem fim, para nos encantar eternamente, enquanto nos refletirmos no seu gingado especial, do alto dos saltos altíssimos, de onde ela vislumbrou o mundo e se tornou estrela no céu dos nossos sonhos.
Aparecida Torneros
Cresci ouvindo os discos em 78 rotações do meu avô Antônio, com muita música da Carmen, muito balanço brasileiro, orgulho pra nós porque ela era corajosa, avançada, um metro e meio de talento e brejeirice. Soube conquistar seu espaço e se tornou internacional, sendo,então, uma garota propaganda das nossas malemolências pelo mundo afora.
Viva a Carmen que faz hoje um século veio para nos trazer alegria, e embora tivesse nascido em Portugal, foi no Brasil que ela se revelou a intérprete faceira, requebrando e cantando nossa gente, brincando com o povo, quando cantou : "disseram que eu voltei americanizada", ou fazendo blag..." garantiram que o mundo ia se acabar, por causa disso minha gente lá no morro começou a rezar, acreditei nessa conversa mole, fui tratando de me divertir, fui tratando de aproveitar, beijei a boca de quem não conhecia, até dancei um samba em traje de maiô e o tal do mundo não se acabou".
Ela encantou gerações e ainda requebra bem, para nossa feliz memória! Nos legou performances, estilo próprio, marcou gerações, foi a brasileira que mais fez sucesso no exterior com seus filmes e apresentações, em décadas, permanece insubstituível.
Carmen merece as homenagens porque divulgou não só sua arte, mas a cultura brasileira, e o carisma baiano, com suas roupas estilizadas, representativas das vestes tradicionais das baianas de pano da costa, torços na cabeça, colares e balangandans.
Devemos a ela uma reverência especial, e é preciso reinventá-la sempre, para que os novos brasileiros conheçam sua história e seu talento, percebam que desde os anos 30 ela empolgou platéias, além de solidificar-se como mito do cenário hollywoodiano.
O que é que a Carmen tem? Tem um rosário de ouro, tem, um rosário de contas sem fim, para nos encantar eternamente, enquanto nos refletirmos no seu gingado especial, do alto dos saltos altíssimos, de onde ela vislumbrou o mundo e se tornou estrela no céu dos nossos sonhos.
Aparecida Torneros
Hay amores, letra em espanhol e tradução...
Ai! meu bem, o que eu não faria por ti
por ter-te por um segundo, longe de tudo
e pertinho de mim
Ai! meu bem, como o rio Magdalena
que se mistura na areia do mar
quero misturar-me à ti.
Tem amores que se tornam resistentes aos danos
como o vinho que melhora com os anos
assim cresce o que sinto por ti.
Tem amores que esperam o inverno passar e florecem
E nas noites de outono renascem
tal como o amor que sinto, por ti.
Ai! meu bem, não te esqueças do mar
Que em algumas noites me viu chorar
pelas lembranças tuas
Ai! meu bem, não te esqueças do dia
que estagnou na tua vida,
dessa pobre vida que me restou viver
Tem amores que se tornam resistentes aos danos
como o vinho que melhora com os anos
assim cresce o que sinto por ti
Tem amores que parecem que se estão mortos e
florescem
e nas noites de outono renascem
tal como o amor que sinto por ti
por ti.. por ti.. como o amor que sinto por ti!
Hay mi bien,
que no haria yo por ti?
por tenerte un segundo,
alejados del mundo
y cerquita de mi?
Hay mi bien,
como el rio magdalena
que se funde en la arena del mar
quiero fundirme yo en ti.
Hay amores que se vuelven resistentes a los daños,
como el vino que mejora con los años,
asi crece lo que siento yo por ti.
Hay amores que se esperan al invierno y florecen,
y en las noches del otoño reverdecen,
tal como el amor que siento yo por ti.
Hay mi bien, no te olvides del mar
que en las noches me ha visto llorar
tantos recuerdos de ti.
Hay mi bien, no te olvides del dia
que separo tu vida de la pobre vida
que me toco vivir.
Hay amores que se vuelven resistentes a los daños,
como el vino que mejora con los años,
asi crece lo que siento yo por ti.
Hay amores que parece que se acaban y florecen,
y en las noches del otoño reverdecen,
tal como el amor que siento yo por ti.
yo por ti, por ti,
como el amor que siento yo por ti
(música está na trilha sonora do filme "Amor em Tempos de Cólera")
por ter-te por um segundo, longe de tudo
e pertinho de mim
Ai! meu bem, como o rio Magdalena
que se mistura na areia do mar
quero misturar-me à ti.
Tem amores que se tornam resistentes aos danos
como o vinho que melhora com os anos
assim cresce o que sinto por ti.
Tem amores que esperam o inverno passar e florecem
E nas noites de outono renascem
tal como o amor que sinto, por ti.
Ai! meu bem, não te esqueças do mar
Que em algumas noites me viu chorar
pelas lembranças tuas
Ai! meu bem, não te esqueças do dia
que estagnou na tua vida,
dessa pobre vida que me restou viver
Tem amores que se tornam resistentes aos danos
como o vinho que melhora com os anos
assim cresce o que sinto por ti
Tem amores que parecem que se estão mortos e
florescem
e nas noites de outono renascem
tal como o amor que sinto por ti
por ti.. por ti.. como o amor que sinto por ti!
Hay mi bien,
que no haria yo por ti?
por tenerte un segundo,
alejados del mundo
y cerquita de mi?
Hay mi bien,
como el rio magdalena
que se funde en la arena del mar
quiero fundirme yo en ti.
Hay amores que se vuelven resistentes a los daños,
como el vino que mejora con los años,
asi crece lo que siento yo por ti.
Hay amores que se esperan al invierno y florecen,
y en las noches del otoño reverdecen,
tal como el amor que siento yo por ti.
Hay mi bien, no te olvides del mar
que en las noches me ha visto llorar
tantos recuerdos de ti.
Hay mi bien, no te olvides del dia
que separo tu vida de la pobre vida
que me toco vivir.
Hay amores que se vuelven resistentes a los daños,
como el vino que mejora con los años,
asi crece lo que siento yo por ti.
Hay amores que parece que se acaban y florecen,
y en las noches del otoño reverdecen,
tal como el amor que siento yo por ti.
yo por ti, por ti,
como el amor que siento yo por ti
(música está na trilha sonora do filme "Amor em Tempos de Cólera")
O encontro (poema feito pro Arruda, em 11 de fevereiro de 2007)
O encontro...
Vem na contramão
esbarra em mim, me surpreende
pede desculpa com jeito manso
deixa-me ver teu olho desejoso
mas vem com passo decidido
nem pestaneja sobre o conflito
nem divaga sobre o medo
nem desiste do amor
nem pensa demais no tempo
apenas vem...roça-me a alma
para que sintas meu fogo
a incendiar tua razão de ser..
mas, não fales nada..
o amor não é feito de palavras
ele é um grande encontro...
derruba o equilíbrio...
nos põe no chão...
nos eleva o espírito
e nos livra da morte...
Aparecida Torneros
Vem na contramão
esbarra em mim, me surpreende
pede desculpa com jeito manso
deixa-me ver teu olho desejoso
mas vem com passo decidido
nem pestaneja sobre o conflito
nem divaga sobre o medo
nem desiste do amor
nem pensa demais no tempo
apenas vem...roça-me a alma
para que sintas meu fogo
a incendiar tua razão de ser..
mas, não fales nada..
o amor não é feito de palavras
ele é um grande encontro...
derruba o equilíbrio...
nos põe no chão...
nos eleva o espírito
e nos livra da morte...
Aparecida Torneros
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Solteirice explícita...

Ambos estavam solteiros. Depois de seus casamentos longos, filhos criados, namoros intensos e alguns recomeços, falaram sobre o tema da solteirice explícita. Lugar comum para cinquentões libertos de tantas amarras anteriores. Decisões personalistas, escolhas resolvidas entre mil e uma possibilidades, a opção de sairem sozinhos aos lugares públicos, desfrutando de si mesmos, da própria companhia, tanto nas salas de cinema como nas mesas dos restaurantes.
Tinham, finalmente até, o direito de recusar parceiros que não lhes interessavam, preferindo a solidão reflexiva e pródiga de maturidade conquistada.
Estavam solteiros, mas não tinham assinado nenhum documento que os obrigasse a permanecer nesse estado de intenso livre arbítrio, entremeado da inconsciente busca de alguém que os motivasse a voltar a amar.
Se bem que sempre se reconheciam amando a vida, a si mesmos, suas famílias, tantos amigos e amigas. Esse tipo de amor lhes inundava os dias. Mas o amor de casal acasalado, amor de busca entre macho e fêmea, lhes sufocava as madrugadas.
Sabiam o quanto era difícil garimpar alguém que lhes encaixasse em desejos, hábitos e expectativas de vida. Confidenciaram-se. Aliás, o tempo, nos dois últimos anos de constantes encontros profissionais, lhes fora favorável, lhes oferecendo uma dose respeitável de confiança mútua e amizade crescente.
Seus abraços eram tão carinhosos quanto aconchegantes.
Suas confissões eram desmascaradas, e, de tão sinceras, remetiam a capítulos de novela romântica ou trágica, dependendo do humor em suas sessões semanais.
Os olhos se encontraram depois de dois meses afastados. Havia satisfação e segurança na troca desse olhar questionador que os tornava caçador e caça, faces opostas de uma mesma moeda, como signos cuja dualidade é a fonte do seu status sólido.
Como um mágico que tira um coelho branquinho da cartola, ele a surpreendeu com jeito de pedinte do amor. Ela, por sua vez, mudou o foco e o viu, pela primeira vez como um homem, apenas como um homem, não mais como um amigo profissional com quem se reunia todas as semanas.
Então, num gesto impensado e impulsivo, ele segurou as mãos delas, juntas, de uma só vez, a uma distância menor que um metro, puxando-a para aconchegar-se no seu peito.
Ela fechou os olhos. Deixou-se levar pelo sentimento pleno. Era só isso. O carinho do homem solitário, lhe oferecendo segurança emocional e vontade de ficar ali pelo resto da vida.
Mas, em seguida, meio envergonhados, despediram-se.
Marcharam em busca de alguns sonhos realizáveis. Viagens, escrita de livros, camaradagem humana, e um ponto contou a seu favor para que se tornassem um novo casal de namorados.
Ele , o psicanalista, ela, a paciente, ambos, solteiros, cinquentões, com filhos criados, sede de viver um novo amor, talvez até um novo casamento.
Quando chegou em casa, ela pensou em agradecer a ele pela sessão que acabava de ter com ele. Esclarecedora, cada palavra dita por ele, soara como um libelo para o caminho dela, que o achava sem rumo, sentindo-se perdida como uma vaca solta num imenso pasto.
Compreendeu então que estava livre para escolher que espécie de capim devia comer, onde devia se proteger do verão intenso e talvez pular alguma cerca que ainda a separava da vida lá fora.
Agradeceu a ele, via recado no celular. Ainda assim, esperou por ele por muitas noites e orou por ele, nas manhãs ensolaradas e nos dias nublados.
Ambos estavam solteiros, continuaram a cruzar seus olhares, perdoaram seus arrepios constantes, expuseram-se então, e num dia de sábado, ele a convidou para jantar.
Fundiram-se em um único olhar durante todo o encontro. Ainda permaneceram solteiros distanciados por um bom período. Suficiente foi esse tempo que se permitiram, para refletir sobre o que sentiam e o que esperavam um do outro. Resumiram numa palavra pequena, gasta, corriqueira, mas plena de significados. Amor... essa palavra pôs fim ao seu longo tempo de solteiros, e dali em diante, passaram a ter duas casas, duas camas, dois endereços, duas chances individuais de replantar seu jardim e colher flores para enfeitar seus domicílios. A partir desse dia, buscaram estar juntos, sempre que fosse possível, necessário e prazeroso. E abandonaram o estado "civil"izado, em cerimônia íntima e simbólica, concorrida por familiares e amigos.
A partir de então seriam solteiros aconchegados e próximos. Continuaram a morar em suas casas anteriores e a preservar a tal intimidade tão violada nos dias de hoje. Assim, seriam eternamente visitas na casa um do outro, e brindariam para sempre, juntos, o tal Valentine's Day, a cada fevereiro, numa promessa gratificante, enquanto pudessem ficar assim, solteiros, amigos, amantes, presentes, carinhosos e saudosos um do outro, explicitando um novo modus vivendi, entre os novos solteiros do século XXI. Se realmente viriam a contrair matrimônio, nem eles mesmos sabiam responder. Apenas tinham uma certeza, sua solteirice era compartilhada entre si, e seus sentimentos os entrelaçavam em rituais de carinho e sensualidade, com salutar distância das suas intimidades. Tinham encontrado um modo de viver que os agradava, e seu amor era tão real quanto suas almas podiam alcançar, pois se descobriram felizes e se amando verdadeiramente. Mesmo assim, preferiram continuar solteiros, inteiros, parceiros, amigos, amantes e admiradores um do outro pelo resto de suas vidas. Seriam como dois pássaros a voarem para se bicarem e beijarem todas as vezes que necessitassem um do outro.
Aparecida Torneros
Florentino e Fermina : o amor nos tempos passados, presentes e futuros...


Os atores, no filme, Javier Bardem (Florentino Ariza) e Giovanna Mezzogiorno (Fermina Daza)protagonizam um grande e longo amor...um amor que vence o tempo, se reorganiza, se redime, se refaz e se concretiza...
Seria um amor obsessivo o que Florentino nutriu por Fermina durante sua vida inteira?
"O amor nos tempos do cólera é um romance marcante da literatura mundial. O livro de Gabriel García Márquez (o título em espanhol é "El amor en los tiempos del cólera") foi publicado em 1985. Seu autor nasceu em Magdalena em 06 de março de 1928 e é o mais importante escritor colombiano. Em 1967 publicou Cem Anos de Solidão, livro que narra a história da família Buendía de Macondo, distribuída em sete gerações. O livro tornou-se um clássico. Mas foi só em 1982 que García Márquez ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.
O amor nos tempos do cólera narra uma história passada no início do Século XIX na América Latina. É uma narrativa do amor de Florentino por Firmina que ultrapassam 53 anos quase sem nenhum contato (na realidade, 53 anos, quatro meses e 11 dias, como faz questão de contabilizar nosso narrador).
O romance nos encanta pelo pureza do amor de Florentino. Ele conhece Firmina Dazo na juventude quando ainda não tinha objetivos de vida nem esperanças de futuro. Sua vida passa a girar em torno de Firmina, mas ela tem uma personalidade forte e não aceita um rapaz tão subordinado e sem atrativos pessoais. Passamos a ler o romance esperando a solução do impasse desse relacionamento: eles ficarão juntos ou o amor irá se acabar? Na verdade, o amor é de Florentino, é ele quem passa a fazer tudo para conquistar Firmina, e mesmo após o casamento dela e o nascimento dos filhos, ainda espera que ela o aceite. A saída é esperar a morte do seu marido. E isso não demora a acontecer no livro. Mas já se passaram muitos anos e Firmina não aceita a idéia de amar. Não na sua idade. Mas Florentino não desiste e se torna seu amigo."
O amor além da idade? Além das convenções e ultrapassando o tempo.
No livro, detalhes nos levam a um mundo de competição e trabalho na América Latina dos anos antigos, mas, no filme, as imagens nos remetem a um enredo de sonhos...
Copiando outra crítica, de 2007:
" O aA Stone Village Pictures apresenta uma das mais belas histórias de amor já contadas, baseada na obra-prima atemporal do escritor ganhador do Prêmio Nobel, Gabriel García Márquez: O Amor nos Tempos do Cólera.
Estendendo-se por meio século na complexa, mágica e sensual cidade de Cartagena, na Colômbia, este épico romântico arrebatador nos traz a história de um homem que espera mais de 50 anos por aquela que é seu verdadeiro amor.
O indicado ao Oscar Javier Bardem estrela como Florentino Ariza, poeta e telegrafista que encontra o grande amor da sua vida ao ver Fermina Daza (Giovanna Mezzogiorno) na janela da casa do pai dela. Escrevendo cartas apaixonadas, aos poucos Florentino vai conquistando o coração de sua amada, mas o pai da moça (John Leguizamo) fica furioso quando descobre o romance, e jura afastá-los para sempre.
Fermina se casa com o sofisticado aristocrata Dr. Juvenal Urbino (Benjamin Bratt), que levou a ordem e cuidados médicos a Cartagena, combatendo a epidemia de cólera que misteriosamente assolou a cidade. Ele a leva embora para Paris por vários anos, e quando eles voltam a morar em Cartagena ela ainda pensa em seu primeiro amor.
E Florentino também não a esquece. Atualmente um rico proprietário de barcos, Florentino tem muitos casos, mas seu coração ainda bate por Fermina. Ele tem um coração paciente e vai esperar uma vida inteira para ter a chance de estar com ela novamente."
sábado, 7 de fevereiro de 2009
As time goes bye

[apply
As time goes by.
And when two lovers woo,
They still say, "I love you ",
0n that you can rely;
No manter what lhe future
[brings
As time goes by.
Moonlight and love songs,
[never out of date,
Hearts full of passion,
jealousy and hate;
Woman needs man, and
man must have his mate,
That no one can deny.
lt's still lhe same old story
A fight for lave and glory,
A case of do or die
The world will always
[welcome lovers
As time goes by.
Namorando o Amor...
Namorando o Amor
Através de você, me apaixonei pelo Amor
• Descobri que a flor, a lua, o céu e a paz só acontecem porque
• Sinto seu perfume, olhos seus olhos, me aconchego muito mais no seu peito seu calor
• E me enamoro
• Me completo
• Me dou o direito de sonhar
• Fazer castelos
• Pisar solo secreto
• Me enebriar na sua energia
• Você no dia dos namorados é toda a minha intensa alegria
• Quero trocar abraços apertados, beijos calorosos, olhares intensos
• Quero mostrar que no Amor tudo pode tudo vale
• Porque seus caminhos imensos conduzem à grande realização
• Estar junto é sublime
• Ficar com você é incrível
• Namorar é puro tesão ou é ternura infinita
• Meu bem me enamorei de você, do amor, da emoção
•
• Acho que só queria dizer obrigada por ter me levado nessa doce aventura que embarquei
•
• Ao seu lado ficarei um bocado até que tudo do Amor nós vivamos
• Hoje vale pra sempre
• Nos amamos
• E isso é o que importa, meu ser amado
Através de você, me apaixonei pelo Amor
• Descobri que a flor, a lua, o céu e a paz só acontecem porque
• Sinto seu perfume, olhos seus olhos, me aconchego muito mais no seu peito seu calor
• E me enamoro
• Me completo
• Me dou o direito de sonhar
• Fazer castelos
• Pisar solo secreto
• Me enebriar na sua energia
• Você no dia dos namorados é toda a minha intensa alegria
• Quero trocar abraços apertados, beijos calorosos, olhares intensos
• Quero mostrar que no Amor tudo pode tudo vale
• Porque seus caminhos imensos conduzem à grande realização
• Estar junto é sublime
• Ficar com você é incrível
• Namorar é puro tesão ou é ternura infinita
• Meu bem me enamorei de você, do amor, da emoção
•
• Acho que só queria dizer obrigada por ter me levado nessa doce aventura que embarquei
•
• Ao seu lado ficarei um bocado até que tudo do Amor nós vivamos
• Hoje vale pra sempre
• Nos amamos
• E isso é o que importa, meu ser amado
Assinar:
Postagens (Atom)




















